História Luar de Safira - Naruhina - Capítulo 3


Escrita por: e leh_karol_

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Drama, Mortes, Naruhina, Naruto, Revelaçao, Romance
Visualizações 76
Palavras 2.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 3 - A Ilusão Do Perigo


Fanfic / Fanfiction Luar de Safira - Naruhina - Capítulo 3 - A Ilusão Do Perigo

°•Luar de Safira•°

HyuugasMary e Leh_karol_    


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Momento atual

Residência Hyuuga

Konoha, New York

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A numbra negra da noite cobria a cidade de Konoha, estavam todos afundados na perfeita escuridão, caindo ao sono, sem se preocupar com a ameaça que ainda andava por ali. Era o único momento de paz dos habitantes.

Já se passavam das dez da noite, e lentamente Hinata andava em direção a cozinha de sua casa. Fazia poucos minutos desde que voltara da cafeteria, e sua garganta estava seca, clamando por água, assim como seu estômago chamava por qualquer coisa que fosse salgada.

Ela apressa os passos e rapidamente desce as escadas, com o máximo de sigilo que consegue para não acordar os pais.

Usando apenas uma blusa longa e cinza, que se tornava um vestido em seu pequeno corpo, ela atravessa a porta da cozinha e diminuiu os passos quando chegou na geladeira.

Enquanto estava bebendo sua água, Hinata escuta um barulho do lado de fora de sua casa parecendo passos de pessoas com algum objeto pontudo raspando pela parede. Pensando que era adolescentes imaturos, Hina nem sequei ligou e foi em direção a escada, já que terminou sua água.

Mas quando passou pela sala, uma batida forte na porta da entrada ecoou no ambiente. Hinata se assustou pois estava a noite e não recebia visitas esse horário, mas mesmo assim foi averiguar quem era.

Quando abriu a porta, Hinata não viu ninguém somente a escuridão da noite sendo iluminada pelos portes de luz na calçada. Olhou em volta, sem sair de onde estava lógico, mas não viu nada e nem um barulho sequer.

Voltou a fechar a porta e já estava indo subir novamente as escadas quando escutou de novo uma batida na porta. Desta vez mais forte.

Agora, assustada e insegura tornou a abrir a porta para ver se pega quem esta fazendo isso com ela, mas outra vez não encontrou ninguém.

Fechando-a de novo, decidiu trancar a porta e quando terminou, subiu correndo para seu quando e fechou a porta rapidamente. Tinha a impressão de que estava sendo observada.

Com medo Hina foi se deitar, mas antes verificou as janelas e fechou a cortina.

Amanhã seria um longo dia.

(…)

Konoha é uma cidade de origem cubana e é composta por imigrantes vindos de Cuba e claro algumas pessoas americanas. Era normal festejar em datas importantes nos costumes da ilha caribenha e ninguém nunca esqueciam nenhumas dessas datas. E hoje não seria diferente.

Dois de Novembro era comemorado o dia dos mortos, e claro estava tendo um festival na cidade.

Várias pessoas vinham de outros lugares para participar do evento e todo pessoal de Konoha ajudava na decoração,alimentos, gincanas típicas entre outras coisas , para deixar todos confortáveis e apresentar um pouco da cultura cubana.

Hinata não entendia o porque, logo em um momento como esse as pessoas insistiam em comemorar algo está forma. Simplesmente como se nada tivesse acontecido.

A garota suspira diante do espelho de seu quarto, enquanto ajeita o rabo de cavalo baixo, terá que auxiliar nos preparativos junto ao pessoal da cafeteira. E seu ânimo não ajudava em nada.

Com a cabeça já doendo logo cedo, ela se aproxima da janela afim de tomar um ar, como todos os dias, apenas o que consegue pensar é em sua irmã, e em como foi trágico o que lhe aconteceu.

Entristecida, ela grunge ao pensar que logo no andar debaixo, na cozinha, em um silêncio total, estão seus pais, tristemente quietos e sem vida, sem se importar com o que acontece com a filha mais velha, ou como ela está tão desvastada como eles.

Ela não consegue mais imaginar o seu futuro adiante, antes, ela pensava em logo se formar no ensino médio, trabalhar, juntar algum dinheiro, para aí sim poder sair de Konoha e tentar alguma bolsa.

E agora só o que consegue imaginar agora é em ir embora de vez, fugir de tudo, mudar seu sobrenome e esquecer que um dia teve essa vida.

Seus olhar passeia pela rua pouco movimentada, com um ou outro morador indo para o trabalho, junto a pessoas dispostas fazendo uma simples caminhada.

Mas, ao se encontrar com um par lindos de olhos azuis e sombrios, de um certo loiro pouco conhecido pela Hyuuga, o ar que procura pareceu desaparecer.

Ele estava parado do outro lado da rua observando a movimentação quando olhou para sua casa.

Da janela de seu quarto, Hinata viu aquele loiro da lanchonete encostado em uma árvore, com outro homem ao seu lado.

Era um homem de cabelos negros e olhos distantes, eles encaram todas as pessoas que passam a sua volta, com um ar aparentemente autoritário.

De repente, o rapaz misterioso lança seu olhar a Hinata, com aqueles olhos azuis se fixando nela.

Ficaram ali por um tempo, apenas trocando olhares esquisitos, ele exalava uma nuvem de escuridão sob sua cabeça, seus olhos eram como o mar, que a fazia lembrar de sua cidade natal: Havana, quando as ondas estavam agitadas pelo tempo ruim e desta forma, faziam o mar ficar cada vez mais profundo, era o que ela conseguia enxergar diante dos olhos dele. Hinata sentiu uma imensa vontade de saber mais sobre o louro, apenas para suprir a curiosidade crescente que sentiu ao chegar perto dele na noite passada e enxergar o clima tenso que carregava.

O rapaz moreno ao lado dele, diz alguma coisa, e seus olhares desencontram, eles trocam algumas palavras, e saem andando.

Naruto por si, ali em baixo, não deixou de dar uma última olhada na bela boneca que estara observando na janela. Ficou hipnotizado, aqueles olhos incomuns prendeu ele por um momento. Quando a viu pela primeira vez, havia pensado em ser uma garota cega, mas ver que ela lhe olhava diretamente descartou a possibilidade, depois achou ser um anjo, no dia anterior, ele havia trabalhado quase que todas as 24 horas, e quando parou para tomar um café, não descartou a possibilidade de estar alucinando.

Poderia ser o destino que colocou na cabeça do Uzumaki que aquele era um bom lugar para coletar informações, para que assim, seus olhares se encontrassem, para que eles tentassem conversar com um olhar apenas.

Mas Naruto não acredita em destino.

Não mais.

Cansou-se da forma como o universo gosta de brincar com as pessoas como se fossem bonecos.

(…)

Hinata poderia dizer que a melhor sensação que já teve na vida foi o seu primeiro beijo, ou quando venceu a primeira disputa para líder de turma, quando ganhou seu primeiro salário, entre várias outras sensações que se tornam inesquecíveis em sua vida.

Se a perguntassem, antes ela não saberia responder, e ficaria um bom tempo pensando, para no fim concluir que não tem apenas uma melhor sensação.

Mas, quando estava saindo de sua casa, e abriu a caixa de correio para checar a correspondência, abrir o papel e ler “Você foi aceita”, na segunda frase do papel, ela poderia dizer que a sensação era ainda melhor do que atingir o clímax.

Já estava chorando ao finalmente cair a ficha que seu sonho havia finalmente se realizado, foi aceita na Universidade de George Washington. Era sua maior conquista.

Trabalhou tanto, para conseguir, fez inúmeros concursos, e pegou cada oportunidade que tinha para ganhar uma bolsa de estudos.

E conseguiu.

Sentir que cada suor valeu a pena, era uma boa sensação.

Sentir que finalmente vai estar fazendo o que sempre quis é uma incrível sensação.

Mas, agora, ela queria gritar, para que todo mundo soubesse de sua conquista. Porque ler “aceita” para algo que tanto batalhou, algo que tanto sonhou, que não conseguia parar de pensar e falar, algo que se tornou sua maior ambição. Ah, isso sim era a melhor sensação do mundo, não só para ela, e sim para qualquer um.

Foi para o trabalho, com um enorme sorriso no rosto, e cantarolando pelas calçadas quase várias de Konoha, desejou bom dia a qualquer um que passasse, e saltitava.

Fazia tempos que não se sentia tão feliz. Depois da morte de Hanabi, Hinata praticamente morreu, se tornou um zumbi, que apenas existia. Rastejava pelos lugares, e não tinha a minina vontade de demonstrar um pouco de sentimento. E agora, seu coração até acelerava ao pensar no que a esperava nos próximos dois meses.

Mexendo uma panela, preparando para o festival do dia seguinte um guenguel, um doce feito com grãos de milho, açúcar e canela, típico da cultura Cubana. Ela sorria boba, pensando em como Hanabi reagiria a essa informação. Com certeza, a garota correria pela casa gritando desesperada; e depois voltaria ao quarto pulando, encontrando Hinata aos risos pela atitude da irmã. Iria fazer um discurso, sobre como Hinata não deveria ficar focada demais nos estudos, ir a festas de fraternidade, paquerar caras e fazer vários amigos.

Um sentimento nostálgico e dolorido atingiu Hinata com força, fazendo seu sorriso sumir de repente, como sentia falta de sua irmã. Sua maior e melhor amiga. Queria ter o apoio dela agora, era Hanabi que acalmava Hinata nos piores momentos de nervosismo da mesma, e apesar de mais nova, era quem tinha mais experiência em todos os sentidos e sempre ajudava Hinata.

Ah, era tão nova, tinha 17 anos e nenhum motivo para partir assim. Queria mais que tudo, falar frente a frente com o assasino para saber o porquê daquilo. O motivo de alguém tão cheio de vida ir embora, deixando para trás apenas um mundo frio.

Hinata se afastou do fogão, desligando o fogo e virando-se rapidamente, para que Ino e seus colegas não a visse chorando desta forma reveladora. Ela precisava de um ar.

Limpou as lágrimas e pediu licença ao sair da cozinha, para entrar detrás do balcão dando de cara com seus chefe Hidan, que não tinha uma expressão nada boa. Por cima do ombro do mesmo, ela viu quatro pessoas no balcão. Duas delas, eram o loiro misteriosos e seu acompanhante de mais cedo, outra era uma mulher bonita, de expressão amigável, cabelos estranhamente rosas e olhos verdes brilhantes, e ao lado dela, por último, alguém que conhecia muito bem. Delegado Kakashi, o chefe da polícia local, tinha uma expressão séria e olhava Hinata de forma afrontosa.

— Senhorita Hinata. — Ele se pronuncia, com uma voz grave no ambiente quieto que era a lanchonete. — Podemos conversar?

Ele convida. E Hinata dá um passo para trás.

Oh não!

Ela pensa.


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Uma hora antes

Delegacia Shinobi

Konoha, New York

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— É o seguinte, chamei vocês para tratar de um caso super interessante e nunca visto por aqui. Fiquem calados enquanto eu falo, sim? Em caso de dúvidas esperem eu terminar.

Kakashi tinha conseguido reunir os três mais qualificados para desvendar mistérios de grandes proporções, e como queria reconhecimento entre os delegados da região, achou essa oportunidade única nesse caso de Konoha, não perdendo tempo, começou a explicar do que se tratava.

— Como vocês ficaram sabendo, está acontecendo uma série de assassinatos aqui em Konoha, onde um serial killer, pelo que suspeitamos, está matando algumas pessoas. As vítimas não tem idades parecidas e foram até agora três nos registros de mortalidade da cidade. — O Hatake se levanta da mesa, observando atento os três investigadores sentados a sua frente. Pareciam fixados nas palavras dele, poderia descrever bem como cada um estava reagindo com o caso.

Aparentemente, o loiro, Naruto estava calmo e sério; como se não se importasse.

O moreno, Sasuke está nervoso e ansioso para trabalhar com tal.

E a única mulher, Sakura parecia nem um pouco confortável, com o caso.

— A primeira vítima foi um rapaz chamado Chouji, filho do padeiro da cidade, ele foi encontrado na floresta. Estava nú e sem as tripas, segundo a autópsia, estava em decomposição a uma semana. A segunda, foi a filha da prefeita Yoko, sem membros do corpo, esfaqueada e estrupada. — O rosto de Sakura assume uma expressão de nojo sincero, e ela balança a cabeça negativamente.

Realmente não sabia o que lhe ocorria, ultimamente tem estado tão enjoada com o caso que a assustava. Era uma médica legista, ficar enjoada com facilidade não era de sua natureza.

Mas ela não conseguia abaixar a guarda um só momento, seus instintos a alertavam de algo que ainda não havia descoberto o que era.

E aquilo a deixava mais preocupada.

Sasuke, ao seu lado, aperta a mão da noiva com força, e Kakashi continua sua explicação.

— A terceira foi Hanabi Hyuuga, filha do aposentado advogado Hiashi Hyuuga, com as veias artériais cortadas e os olhos arrancados, sinais de tortura foram encontrados. — Kakashi joga sobre sua mesa, próximo aos investigadores fotos das vítimas, antes de suas devidas mortes e os três se inclinam para frente, afim de analisar melhor cada uma delas.

Naruto franze o cenho ao passar o olhar pela última foto, e encontrar uma garota de características conhecidas pelo mesmo. Apesar da sensação de já ter visto aqueles olhos incomuns alguma vez, o trabalho rápido de sua mente, não chegava a ninguém.

— As idades, as condições financeiras, aparência, nem mesmo se conheciam. Essas pessoas não tem nada em comum, nem motivos para serem assassinadas. Konoha é uma cidade conhecida, todos nós conhecemos, e aqui, ninguém odiava nenhum desses três. Por isso, suspeito que talvez esse assasino seja novo na cidade, ou até um imigrante. E talvez um verdadeiro louco por estar matantando, aleatoriamente, pessoas inocentes.

Com um suspiro, o delegado se senta na poltrona de couro, balançando a mão para dar liberdade aos outros a se pronunciarem.

Sasuke analisa as fotos sobre a mesa receoso. Assim como analisava detalhe por detalhe, os fatos que Kakashi o descreveu.

Ele não aceitava, tinha que ter algo a mais. Pelos estudos que já fez, um psicopata não mata aleatoriamente, e pelas terríveis mortes, estava fora de cogitação aquilo ser um assasino ‘normal’.

— Não há suspeitas? Vocês realmente não desconfiam de ninguém? — Ele pergunta, levantando o olhar para seu chefe, que reprime o lábio.

— Não diretamente, mas tem algo a qual desconfio. Acho que um parente de uma das vítimas esconde algo.

— Um segredo! — Naruto que até então calado, exclama. — Era disso que precisávamos.

Agora sim o loiro parecia interessado. O rapaz permanecia tão quieto e alheio durante a reunião, que Kakashi se questionava se era realmente o detetive tão renomado que todos acusavam.

— Disse que desconfio… A irmã de Hanabi Hyuuga, ela me parecia suspeita todas as vezes que fomos falar com a família. Ficava nervosa e desviava do assunto sobre a vida pessoal da irmã. Poderia ser o luto, assim como os outros oficiais disseram que era. Mas sei ler as pessoas, aquilo não parecia ser desconforto.

— E você tentou investigar isso a fundo? — Sasuke se remexe na cadeira, ansioso para mais informações.

— Não tive tempo, logo Tsunade me avisou que estavam vindo e fazia uma semana depois que Hanabi havia sido assasinada, ir fazer perguntas aos próximos estava fora de cogitação. E puxar informações na internet igualmente, não há muito o que saber sobre os integrantes de Konoha na rede.

Kakashi respondia com calma e paciência, fazendo Naruto estreitar os olhos sobre o mesmo pensativo.

— É pra isso que estamos aqui. — O Uzumaki declara. — Vamos investigar a fundo agora…

— Tem ideia de onde a irmã dela está? — Sakura complementa rapidamente, tal revelação roubou sua atenção igualmente as dos garotos.

— Neste horário, provavelmente está fazendo os preparativos para o festival de hoje no café.

— Então iremos para lá! — Sasuke diz com convicção, fazendo Naruto sorrir.

Realmente, desde a época de faculdade dos três, quando eram inseparáveis, muita coisa havia mudado. Naruto nunca iria imaginar que Sasuke se animaria fácil com algo, assim como nunca iria imaginar ficar tão sério.

Parecia que haviam trocado de papéis.

Agora sim, acreditava que a vida mudava as pessoas.

E por irônia deste destino, seus parceiros de investigações cairam logo sobre seus ex-melhores amigos.

O universo gostava de brincar contigo, agora era convicto.

Por trás de toda essa nuvem de mistério, tem a verdade mais óbvia, é assim que Naruto pensa.

Está calmamente, criando sua própria ilusão do perigo.



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