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História Lucas, Desperately - Capítulo 3


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Notas do Autor


Capítulo enorme, terminei agorinha... vou deixar ele sem revisão, então, qualquer erro grotesco podem me comunicar!

O capítulo todo vai aparecer todos os membros do SuperM (e personagens principais da história), então, vão conhecer a personalidade de todos e devidas interações!

Capítulo 3 - II. Together Again


Yukhei gemia baixo, em cantonês, a choramingar ao mesmo tempo em que seu peito subia e descia cada vez mais rápido. Seu corpo tinha uma temperatura febril, despertando a Chittaphon que dormia abraçado a si, obrigando ele a segurar seus ombros com certa cautela para o impedir de soltar espasmos mais fortes e violentos, visto que, da última vez que o Wong teve pesadelos, o tailandês tomou um tapa involuntário em seu rosto.

— Yukhei... — chamou baixo, aproximando-se do corpo quente e prendendo os pulsos dele contra o colchão, selando a testa dele com um beijo.


Aos poucos, a respiração do mais novo tornou-se pesada e compassada. Yukhei estava suado e pouco trêmulo quando abriu os olhos e fitou Ten sentado a seu lado, com aquele sorriso bonito às 3 da manhã.

— Pesadelo? — indagou-o. Nem precisava de fazer tal pergunta. 


— Está ficando pior! — Ten o alertou, desta vez, bem mais sério do que da última vez. Preocupação era o nome. — Está tudo bem com você? Tipo, de verdade?


Ignorou a pergunta de seu pequeno para o abraçar, cobrindo o corpo minúsculo dele com o seu.


[...]


No dia seguinte, Chittaphon despertou um pouco tarde, rumando para a sala desnorteado pelo som da TV alta e encontrando Yukhei bem desperto a assistir um jogo de basquete ao vivo. Fazia tempo que ele não acordava cedo para qualquer coisa e, quando foi a cozinha, percebeu que ele havia cuidado até mesmo do café da manhã.

— Ora ora, então esse é o Yukhei solteiro que o Hendery tanto falava? — Ten se serviu com café, jogando-se no sofá ao lado do gigante. — Eu mereço todo esse amor?


— Só o meu!


— Isso soou possessivo!


— Quando quiser casar, avisa. Já tenho nossas coleiras prontas! — puxou o tailandês só para beijar aqueles lábios rosados tão lindos, sentindo o gosto de café forte. — Hmm... que gostinho bom!


Ten acertou sua mão no canto do rosto dele, desviando-o de si. Fez questão de se afastar e ficar no ponto extremo do sofá, exibindo um olhar despreocupado enquanto finalizava seu café.

— O que eu fiz? — Yukhei se acusou.


— Pode começar dizendo o que você quer. Acha que vai me comprar só por acordar cedo?


— Uma festa! — não resistiu, não aguentava quando Ten buscava maneiras de ficar chateado.


— Odeio festas, principalmente na Coreia. Sabe que corro risco de me esbarrar com algum ex cliente meu dos meus tempos sombrios em Itaewon!


— É em Busan, num evento fechado pelo próprio Lee Taemin, Kim Jongin e mais uma galera do mundo da moda que eu não conheço. É só uma festa cara feita para fazer um anúncio da agência dele. — revelou.


— E eu vou ser o seu namorado chato, enquanto o Taemin, seu superior, te come com os olhos! — riu. — Talvez ele seja casado com Jongin, não? Ele chegou a noivar com a Krystal Jung antes de explanaren sobre as práticas sexuais dele?


— Não sei do que tá falando, Ten!


— Queimaram ele na mídia há uns anos por praticar o velho e gostoso BDSM com algumas pessoas, contando homens, mas nunca foi mostrado uma vítima sequer! — disse Ten, bastante empolgado. — Os coreanos se fizeram de loucos sobre o caso, claro, ninguém de bom costume entenderia! Conheci vários assim... já te contei que já dancei para um pastor?


— Okay! — o chinês estendeu. — Pode ser desconfortável para você, então... se não quiser ir, estou de boas!


— Eu faço tudo por meu homem! — diminuiu a distância, engatinhando até o mais novo, colocando-se no colo dele. As mãos de Yukhei foram firmes em sua cintura e em sua nuca, pressionando-o contra os lábios macios e carnudos do Wong, que tinha uma puta língua ágil num beijo, independente se queria ser romântico ou só queria foder Ten. — Ah... — afastou-se. — Também quero conhecer o maior modelo da história da Coreia!


— Tudo bem, desde que não discuta com ele sobre meu pau. Eu fico com vergonha!


— Vou chegar nele e dizer "ei vadia, chupamos o mesmo pau. Seremos amigos?" — gargalhou junto do Wong.


•••


O que fazia das cams de Taeyong um sucesso, era seu corpo. Sua proporção magrinha e frágil combinava com seu alter ego burro e afeminado que tanto atraia homens na internet, porém, ao se olhar no espelho, percebeu que havia ganhado bem mais peso do que quando começou a gravar. Sabia que se adotasse um corpo mais atlético e "masculino", seria uma terrível perda de sinfonia com seu personagem e também com seus espectadores. Ao mesmo tempo, era a sua carreira de modelo ali, ganhando vida aos poucos e ele precisava de um físico ao menos saudável para construir.

Ao menos tinha o rosto bonito. Todo mundo sempre disse isso, que quando ele crescesse, poderia tornar-se modelo ou uma celebridade, por traços naturais tão marcantes que outros teriam inveja. Até sentia-se arrogante por se achar bonito e ser ciente de que seu rosto era invejado, até Byun Baekhyun surgir diante de si, desacreditado com a face do Lee.

Taeyong e Baekhyun se conheceram durante um ensaio para a Nature Republic, que buscava jovens modelos para uma campanha especial com rostos desconhecidos, porém, quando Taeyong passou todos os testes e se fez presente no local, ninguém acreditou que ele era apenas um secretário e atendente de call center de uma empresa de marketing em horas vagas. 

Baekhyun ficou abismado com sua beleza, a ponto de querer construir um portfólio de graça para Taeyong, além de praticamente gerenciar a carreira do Lee por conta própria, só por ter surpreendido os olhos de um dos fotógrafos mais prestigiados do mundo.

Só tinha a agradecê-lo.

Taeyong decidiu tomar café fora, visto que, acordou tarde e precisava comprar alguns suprimentos básicos para sobrevivência e claro, alguns itens novos para seu showzinho. Era impagável comprar calcinhas, cintas liga e meias num sex shop, com mulheres atentas o elogiando pelas escolhas excelentes, elogiando a namorada sortuda de Taeyong. Como sempre, ele sorria, nem negava.

— Eu tenho uma chance de ouro para você. — Baekhyun disse, do outro lado da linha. — Haverá uma festa em Busan, organizada por Lee Taemin e Kim Jongin, em nome da abertura da agência deles, a SuperM!


Taeyong sabia sobre a história de Taemin, que queria tornar o mundo da moda numa indústria tal como a música pop no país. Em tudo quanto era tabloide, as opiniões eram diversas, alertando o plano arriscado que só tinha o nome forte de Taemin e mais nada.

— Fui convocado como fotógrafo oficial e recorrente. — o Byun continuou. — Vou assina um contrato de exclusividade, daí pensei que é a oportunidade perfeita de você entrar pra o mundo da moda. Eu posso apresentar você a eles, pessoalmente!


— Hyung... eu nem sei o que dizer!


— Só preciso de um "sim hyung, eu irei com você!" E eu cuido de todo o resto. — o mais velho falou.


— Não sei como te agradecer por toda essa oportunidade...


— Continue posando. Para mim, é claro!


Taeyong riu.

— Sim hyung. Eu irei com você! — respondeu, garantindo uma comemoração do Byun e depois, desligou. Precisava ligar para uma outra pessoa. — Mark?


— Manda!


— Tenho uma festa para irmos juntos. Explico tudo depois!


•••


Decididos que não gastariam uma fortuna para viajar de carro, Yukhei e Chittaphon planejaram a viagem toda para ser uma parte de taxi e sua maior parte de trem.

No supermercado, tentavam montar uma lista de compras lógica para que não passassem fome durante a viagem. Yukhei era quem colocava as coisas no carrinho, já o papel de Chittaphon era justamente tirar o que ele colocou e substituir por coisas mais leves e até saudáveis para sua vindoura dieta de modelo.

— Você quer frutas? — o tailandês perguntou. — Podemos levar maçã, pêra, laranja... não estraga.


— Acho que é bom. Nem vamos comer isso tudo, e na festa vai ter comida!


— Eu não quero chegar na festa como um esfomeado, ta maluco!? — garantiu risos do mais alto e não o poupou de receber uns socos no peito.


— Temos que passar no Fenghuang antes de irmos para casa. Preciso falar com o Guanheng.


A visita a Hendery era mais para ver se estava tudo bem com o mais novo, que devido a reforma do clube e a pausa no funcionamento, o mais novo iria ficar parado também.

— Relaxa, é só uns três dias. Enquanto isso, posso passar meus três dias tirando meu atraso com meus dois namorados! — Hendery se justificou, como sempre, sem muito filtro. — Faz tempo que são só os dois na cama. Acho que eu estou sendo deixado de lado!


— Ouvi isso! — Yangyang gritou da cozinha.


— Tô ansioso com a reforma. Espero que dê certo!


— Vai dar sim! — Yukhei beijou a testa do irmão. 


— Awn, quero um beijinho também! — Yangyang surgiu no salão vazio, na direção de Hendery.


— Te dou até mais, bonitinho! — Yukhei apertou seu membro por cima da calça, fazendo o irmão sorrir. Yangyang virou a bunda e eles gargalharam juntos.


— Essa foi a interação mais nojenta que vocês já tiveram! — Hendery reclamou.


— Cuida dele, Yang! — Yukhei pediu.


— Relaxa big boy, ele tem dois namorados! — Yangyang falou com toda a sua autoestima. Yukhei confiava nele, tanto quanto no Dejun. 


Chittaphon entrou no clube logo depois, segurando as compras, surpreso com o salão vazio e tudo revirado. Despediu-se dos jovens e seguiu com Yukhei para casa.

— Hendery vai ficar muito feliz quando tudo aquilo ficar pronto, não vai? — Ten perguntou, atacando os iogurtes na sacola.


— Vai sim, pelo menos vai ficar bem longe de lá enquanto eu estiver fora!


— Está agindo como um superprotetor! Vocês não tem nem um ano de diferença! — Ten socou o ombro do namorado. — E porra, ele é dono de uma boate...


Yukhei o calou com um beijo, no meio da rua mesmo, ignorando os olhares pesados nós dois.

— Ainda assim, ele é meu irmão! — o Wong concluiu. — Pronto para nossa viagem à Busan?


[...]


O casal atravessou a Coreia do Sul ao meio tal como haviam previsto; parte de carro e outra parte de trem. Alimentaram-se nos vagões e almoçaram numa cidade que nem sabiam que existia e conseguiram tomar banho e trocar de roupas num bar, chegando em Busan pelo menos uma hora antes do que haviam calculado.

— Você precisa dar entrada num carro! — Ten reclamou, exausto.


— Temos um tempo para um soninho, partiu?


— Só se for agora!



•••



Taeyong não estava tão longe de Busan, então não demorou para chegar ao hotel reservado por Lee Taemin para os seus convidados. O lugar era um luxo, maior que qualquer quarto de hotel que já ousou a pisar, assustador a certo ponto, logo decidiu dar uma volta pela cidade, acompanhado de seu fiel fotógrafo.

Baekhyun não pôde deixar de fotografar Lee Taeyong como parte da paisagem urbana de Busan. Foram ótimos cliques espontâneos de seu olhar distraído e seu sorriso tímido.

Os dois voltaram ao hotel uma hora depois, para enfim ficarem no mesmo quarto. 

Só que não sozinhos.

— Eu nem sabia se podia convidar, mas é que fiquei em pânico com a ideia de ter que me apresentar a uma pessoa importante! — Taeyong falava a respeito de Mark e o convite inusitado de sua parte.

— Ei, não tem problema! — Baekhyun segurou os ombros largos do jovem.


No timing certo, Mark Lee bateu na porta já aberta e adentrou o quarto, surpreendendo a Baekhyun por ser bem mais jovem do que imaginara. Chegou a sorrir, como um tipo de alívio.

— Mark, não é? — aproximou-se, apertando a mão dele. — Nome bonito. Sou Byun Baekhyun, fotógrafo do Taeyong!


Foi um ótimo começo. Em poucos segundos, os dois falavam sobre fotografia, em especial, Baekhyun não perdia tempo em elogiar Taeyong como um bom modelo.

Taeyong aproveitou da situação para sair dali, ouví-los falarem de si só o deixava mais nervoso. Sua melhor ideia foi tomar um banho de banheira.


O silêncio imperou por alguns segundos, com a ausência de Taeyong ali com eles.

— Vocês dois...? — Mark quebrou o silêncio.


O Byun negou.


Mark sentiu-se um completo lixo, a julgar que Taeyong poderia estar vivendo do mesmo jeito que ele. Baekhyun o elogiou com sinceridade, só que não fora capaz de ver isso. Ele era mesmo um bom modelo e muito, muito lindo.

— Okay, eu odeio silêncio, quer dar uma volta comigo? — Baekhyun levantou-se. — Vou visitar o quarto de um amigo. Se quiser, pode esperar ele sair do banho, mas acho que sabe que Taeyong faz um ritual de horas no banheiro!


— Pois é! — riu meio desajeitado, seguindo o mais velho.


Os dois pegaram o elevador e enquanto subiam alguns níveis, Mark pensava sobre o fato de que um cara pagou quartos de hotéis para abrigar convidados. Isso seria o auge da riqueza.

As portas se abriram e Mark seguiu o mais velho pelo corredor, que cumprimentou uma modelo e algum representante de alguma marca que passava por ali.

— Abre a porta, é só uma visita! — Baekhyun bateu na porta.


A abriu a porta foi Kim Jongin, sem camisa e com a pele brilhando de suor. Acenou para que os dois entrassem, nem mesmo questionando sobre Mark.

Jongin estava a praticar yoga, a julgar pela TV pausada numa videoaula e os tapetes colocados no chão frente a TV. Tudo isso para manter uma nova rotina, pois tornou-se obcecado por seu peso após alguns anos sem fazer dieta ou algum esporte.

— Esse é seu supermodel? — o Kim apontou Mark, bebendo um copo de água em alguns segundos.


— Não. Amigo dele. — Baekhyun o respondeu.


— Mark Lee. — apresentou-se.


Jongin curvou-se de leve para frente.

— Deve saber quem eu sou, então... — Jongin voltou-se a Baekhyun. — A festa vai ser na minha casa de praia, nada demais, só o anúncio de Taemin que todo mundo já sabe do que se trata.


— Ele pensou adiante. É uma ideia inovadora!


— Criar modelos robôs? A SM Entertainment faz isso há quase trinta anos! — o Kim fez pouco caso. — Taemin não aceita que chegou o momento de ele parar!


— Mas você está de volta, não está?


— Isso me garante alguns privilégios, mas eu não queria estar nesse inferno de novo. O que eu não faço por um amigo?



•••



Yukhei sempre sabia quando Chittaphon estava prestes a surtar. Ver o baixinho jogando camisas pelo ar só provava que ele estava indeciso, e que seu estresse iria piorar em horas.

— Essa aqui. — o próprio Yukhei escolheu a camisa, sendo ela preta, de mangas longas e translúcida. Combinava com sua social preta, no momento toda aberta e acompanhada com a gravata vinho jogada em seu ombro. — Usa sem nada por baixo!


O tailandês lhe lançou um olhar sério, ainda mais tenebroso com a maquiagem que realçava seu olhar felino.

— Vou me vestir desse jeito numa reunião que você está sendo apresentado? — Ten resmungou.


— Foda-se. Eu quero mostrar que eu tenho o namorado mais lindo do mundo! — puxou o menor pela cintura, colando-o ao seu corpo e mantendo seu olhar nele, de cima. Garantiu seu sorriso, então, começou a beijá-lo, sentando-se na cama, na altura para poder beijar o pescoço delicado do tailandês e chupar o piercing recém colocado no mamilo dele, deixando-o liberto daquela áurea estressante. — Desistiria da reunião só pra ter uns minutinhos...


— Pervertido do caralho! — Ten se afastou, voltando para o espelho. Vestiu a camisa escolhida pelo mais novo. — É isso, nossas transas são minutinjos agora?


— Eu não queria dizer isso!


— Uhum. — deu de ombros.


Yukhei recebeu a placa do motorista por uma mensagem de Taemin, descendo quando o recepcionista avisou da chegada do carro.

— Achei um nome legal para as passarelas. — Yukhei cortou o silêncio do elevador. — Lucas.


— Hm, bom nome!


— Não pareceu com você falando desse jeito!


— Qual é? Lucas é um bom nome!


— Vamos descobrir na cama, logo mais!


Ten virou os olhos.

— Me parece que Taemin vai inaugurar seu nome primeiro!


— E quem te disse isso?


O tailandês lambeu os lábios e encarou o mais alto através do reflexo da porta.

— Lucas. — respondeu, em baixo tom, com aquele olhar que era certo que fazia Yukhei tremer. Ele até tentou puxar o tailandês pela cintura, mas a porta abriu-se e os dois tiveram de sair.


O carro os esperava.



•••



A casa a beira mar de Jongin assemelhava-se a uma peça artística. Pareciam cubos de concreto um em cima do outro, onde entre um e outro cubo no segundo andar, ficava um espaço vazio, este sendo um jardim gramado e ao mesmo tempo, uma bela cobertura com vista para o mar. No interior do local, havia melhor do mais clichê de uma casa de rico, com adegas, estátuas e vasos que pareciam custar mais caro que a casa em si. Era tantos móveis e artefatos que se tornava óbvio que os únicos cômodos que eram usados seriam as alas dos quartos, que eram os dois cubos que ficavam na cobertura.

No jardim, fora montado um bar para drinks e um set de DJ. Não haviam muitas cadeiras, os ricos se espalharam da melhor forma possível pelo gramado e pelos parapeitos da cobertura.

Taeyong levou Mark para perto do bar, já se servindo para aliviar sua tensão e, ao mesmo tempo, entreter Mark. Não wuis acompanha Baekhyun, que estava a cumprimentar pessoas que ele não conhecia e muito menos o Mark.

— Tenho que esperar pelo Lee Taemin. É ele quem vai me dar um emprego! — Taeyong disse.


— Só maneira nos drinks. — Mark puxou o copo dele e bebeu todo o conteúdo.


— Se eu entrar para essa agência, acho que largo de ser camboy.


— Você pode ficar com os dois, tomar as cams como hobby!


— Não, é mais complicado. E não é como se eu fosse me casar. — o mais velho sorriu. — E você?


Mark deve de parar para pensar em sua vida.

— Hmm, eu penso em terminar a minha faculdade que comecei há tempos. Estou aproveitando isso aqui como posso, porque sei que irei precisar acordar para a realidade em algum momento!


— Conta comigo! — Taeyong segurou a mão do canadense. — Com tudo, okay?


Fixaram seus olhares por poucos segundos, desviando-se igualmente para seus corpos, até Taeyong reconhecer duas figuras que chegavam a cobertura.

— Aquele é o...


Wong Yukhei parecia uma celebridade diante daquelas pessoas. Eles já sabiam seu nome, cumprimentavam ele com sorrisos e apertos de mão, falando sobre suas vidas e negócios, como se o conhecessem há anos.

Chittaphon sentiu-se agradecido pelas forças divinas por ter ficado de lado naquela conversa. Yukhei era bom em ser simpático, pois era natural dele de ser falador e brincalhão, então não tinha medo de deixá-lo sozinho. Precisava de uma desculpa para se afastar, e ela apareceu, ou melhor, as desculpas apareceram.

— Ten Chittaphon, você está divino! — Taeyong já o elogiou de longe. — Esse visual eu usaria se fosse fisgar um cara!


— Verdade, você está comportado! — Ten julgou-lhe pela camisa roxa do Lee mais velho. — Qual a de vocês dois? Estão namorando?


— Claro que não! — Mark riu alto.


— Fui convidado por Byun Baekhyun, então convidei o Mark! — Taeyong atentou-se ao círculo de ricos entretidos com Yukhei a fazê-los rir, agora ao lado de Lee Taemin, imponente num terno escuro. — O Yukhei...?!


— O escolhido do Taemin. — Tem recebeu seu drink.


— Caralho, ele comeu o Taemin? — o coreano abaixou o tom, pois o barman estava próximo. — Tipo... é o Lee Taemin!


— Confesso que ele me intimida. — Ten soltou, bebendo seu drink de uma vez. Yukhei lhe mandou um beijo a distância, deixando os amigos surpresos por Ten não querer estar lá. — É o momento do meu homem!


— Cheers! — Mark levantou o copo, brindando com os amigos.


Pouco distante, Baekhyun dava um ar artístico as fotos que tirava como registro da festa e reunião.

— Ele é bonito. — Jongin falou, entregando um drink ao Byun.


— Sim, ele é. — o mais velho aceitou a bebida, encostando-se no parapeito metálico, mas virado em direção ao bar, onde Taeyong conversava animado com seus amigos. — Ele tem todo um complexo de achar que a beleza dele é pura simpatia, sendo que, ele não é nem um pouco simpático. É um pouco chato, mas a beleza dele está ali, evidente, só que ele não a reconhece. Conheci ele no Instagram, tinha patrocínios bons para quem não era modelo de verdade...


— Calma, calma, eu não estou falando dele. — Jongin apontou para o Lee mais novo. — Ele é interessante.


— Não sei muito sobre ele, mas é bem próximo do Taeyong.


Jongin tornou-se para ele, com um maldito sorriso ladino.

— Está com ciúmes de seu modelo? — não houve respostas. — Ao menos superou o canalha do Park.


— Não tinha o que superar com o Chanyeol! — Baekhyun rebateu aborrecido, terminando seu drink em dois goles. — Ele foi um filho da puta arrogante que me usou de escada para o sucesso dele!


— Viu? Você tem um poder, Baek! — o Kim voltou a apontar para o bar, desta vez para Taeyong. — Alguém precisa de você para ter uma carreira e irá ficar bastante agradecido por cada esforço seu!


— Eu não vou usar ele, muito menos o chantagear!


— Então conquiste seu modelo... dê a ele o que ele quer. Alguns gostam de poder, outros de atenção... no fim, homens gostam de alguma coisa! — Jongin finalizou seu drink. — E sobre o Mark, vou limpar seu caminho! — e saiu, antes que pudesse ser questionado por Baekhyun.


Yukhei já não sentia os músculos faciais que lhe permitiam sorrir, estava bêbado. Taemin o apresentava a cada um dos convidados, dando mais um tempo aos representantes de marcas que nunca nem ouviu falar, sendo presenteado com cartões, jóias e relógios, a depender do que eles tinham a oferecer.

O input que tinha das conversas já não fazia sentindo, absorvia tudo em hangul, mas pensava em cantonês... uma bagunça.

— Com licença! — teve de interromper a conversa de negócios do Lee e do representante da Rolex. Bateu de leve com a mão na cintura de Taemin, num sinal de que estaria de volta, recebendo um aceno.


O Wong correu para o banheiro, atropelando a porta de entrada só para ficar um tempo ali. De surpresa, não estava sozinho, mas ao menos era alguém que conhecia.

— Mark? — abriu um sorriso, indo até o mais baixo para o abraçar. — Você por aqui?


— É... fui convidado pelo Taeyong.


— Ah, explicado o sumiço do Ten! — Yukhei riu baixo. — Está tudo bem com você?


— Acho que sim. Com você, está?


— Também acho que sim! — estendeu seu sorriso, lavando as mãos e seguindo para fora. — Nos vemos por aí, Mark!


Mark não pensava tanto assim, afinal, fora ao banheiro pela quinta vez derramar sua bebida.

— Esse drink é o mais caro das opções! — Kim Jongin surgiu ali do nada, tão silencioso que Mark não percebeu sua aproximação e, tamanho fora susto que quase  jogou a taça longe.


— Desculpe! — respondeu baixo.


Sentia os olhos do Kim atrás de si. Não só isso, mas o espelho a sua frente o refletia também, como se fossem dois dele a observá-lo ao mesmo tempo.

— As outras quatro vezes que veio até aqui foi para isso também? — Jongin riu. — Só decidi vir quando vi o menino de ouro só Taemin. Se não é de brincar como adulto, por que veio a festa?


— Eu sei brincar. — e Mark devolveu, retirando o sorriso ladino do Kim. — Mas só com quem é meu próximo, entende? — levantou uma sobrancelha, sério.


— Você é corajoso.


— Não tem a mínima noção. 


Jongin sentiu-se desafiado, ao mesmo tempo que atraído pela forma perspicaz do mais novo reagir a si. Todos sentem medo, alguns revidam com arrogância e julgam o Kim por ser sério e apático, mas ele não. Havia algo nas palavras de Mark que lhe parecia ser um frágil desafio.

Parou frente a ele, tendo de olhar para baixo, devido a estatura do Lee, que não desviou o olhar. Nem piscou.

— Sabe quem eu sou? — Jongin levou a mão até os fios da nuca de Mark, sentindo maciez de seu cabelo preto.


— Devo me importar? — lançou-lhe um sorriso.


Um baque forte os afastou, em seguida, Taeyong adentrou no banheiro.

— Ah, você está aí! — Taeyong paralisou ao ver Kim Jongin passar por ele, como uma entidade, silencioso e sério. — Aquele era o...?


— Sim. — Mark lavou as mãos, juntando-se ao mais velho.


[...]


— Olá Ten! — Taemin se aproximou do belo rapaz que Yukhei disse ser seu namorado. Tanta beleza e tão natural, até poderia ser seu modelo também. — Posso chamá-lo de Ten, certo?


— Prefiro Ten. — sorriu.


— Sou Lee Taemin. Eu quem contratei Yukhei, agora Lucas, para ser o rosto principal dos novos modelos. — apresentou-se, só que sem o orgulho e soberba que tinha em sua face. Ele parecia só realizado. — Lucas tem um ótimo humor e uma mente aberta para enfrentar o mundo caótico da moda!


— Tem certeza que está falando do meu namorado? — Ten o fez rir.


— Aposte alto no Lucas. — Taemin disse, buscando e encontrando o Wong facilmente no meio de tantas pessoas. — Ele me surpreendeu, então tem quero que ele faça o mesmo com todos aqueles que estão com ele. É tudo o que meu projeto precisava, então, desde que ele disse que você é o segredo do sucesso dele, só tenho a agradecê-lo!


— Cheers! — o tailandês ergueu seu copo, para brindar com o anfitrião.


Taemin retornou a sua posição central, para assim Chittaphon engolir aquele drink, tentando tirar o amargo que do nada passou a sentir.

— Tennie... — Taeyong se jogou no banco do bar, lado a lado com Ten. — Eu não tô... eu tô bebado! Não posso ir para casa... o Baekkie vai me ver assim e ficar envergonhado!


— Calma! — Ten passou a mão pelas costas do amigo, discreto para não chamar atenção para seu estado. — E por favor, não chama ele de Baekkie!


Por sorte, a festa parecia em seu fim. 

Baekhyun já havia parado de fotografar o local, agora ciente de que muitos apoiaram a ideia de Taemin, não que esperasse o pior, pois a lábia e o charme do Lee são únicos.

— Hyung? — Ten aproximou-se do fotógrafo. — Preciso de ajuda. Taeyong bebeu um pouco demais... acho que ele não está bem!


Baekhyun assentiu e seguiu o tailandês até o bar, conversando o mais calmo possível com o Lee, conseguindo guiá-lo para a ala dos quartos da casa de Jongin — com a permissão do mesmo. Taeyong passou a cambalear nos corredores, não demorando para vomitar em sua calça e camisa, choramingando desculpas ao ser arrastado por Chittaphon e o Byun.

— Ele fica aqui. — sugeriu Baekhyun. — Eu posso voltar ao hotel e trazer roupa para ele, vai ser rápido!


Enquanto isso, Yukhei — agora Lucas — se despedia dos patrocinadores, indicando que já estava de saída.

— Tenho muito a agradecer a você. — Taemin o segurou pelos ombros, fixando seu olhar naqueles olhos grandes e nos lábios carnudos do Wong. — Muito obrigado por fazer isso acontecer, Lucas. Vou garantir que você seja um sucesso!


— Irei fazer por onde, hyung! — posicionou suas mãos na cintura do mais velho, envolvendo-o num abraço. O cheiro do Lee era bom, de um perfume caro que também ganhou como presente dos seus representantes. — Tenho que ir.


— Seu namorado está nos quartos. Houve algum problema com um dos amigos dele.


— Obrigado! — Mark partiu na direção do local, já avistando Ten retornar. — O que houve?


— Taeyong bebeu demais!


— Vai ficar tudo bem? — Yukhei questionou. — Precisa ficar?


— Não. Ele tem o Mark e tem o amigo fotógrafo, está de boas! — sorriu, seguindo o namorado para fora. — Posso ligar mais tarde.


Mark se voluntariou a ficar na casa de Jongin, prezando ser a assistência de Taeyong. Claro que o dono da casa não negou, levando o Lee pessoalmente até um dos quartos ao lado do de Taeyong.



•••



Baekhyun precisou pagar um táxi — e pedir para que ele corresse — para chegar ao hotel. Topou-se com Lucas e seu namorado na entrada, mas dispensou conversa e correu para seu quarto.

Tudo o que o Lee precisaria estava nas suas malas, então não perdeu o tempo de abrí-las, buscando roupas mais leves e sentindo falta de um pijama. Vasculhou aqui e ali, encontrando algo num fundo discreto da mala. Puxou o tecido delicado e fino, deparando-se com uma calcinha rendada. Nada suspeito, poderia ser algo de sua amante ou algo assim, só que, Taeyong nunca faria este perfil e isso se confirmou quando Baekhyun encontrou meias longas, de arrastão, tiaras de orelhinhas e até plugs — que sabia muito bem de sua finalidade.

Olhando ao redor, percebeu também o computador do Lee, acoplado a um sistema sofisticado de câmera e áudio.

Por deus, estava tão óbvio!


Baekhyun sorriu. Teve de sorrir. Não sabia o porquê.




Notas Finais


LUCAS, EU QUERO TE MIMAR!

Podem crer que sim, Ten e Yukhei são um casal normal que transa fofinho. Um lemon bonitinho deles até caia bem nesse capítulo, mas eu não quis inflar com muita informação, mas prometo algo de altura no próximo, okay?
O que acharam do trio Baek, Kai e Taemin? Acharam eles parecidos? Distintos?
Ten NÃO foi com a cara do Taemin e isso não é bom rs

Ps: Como eu disse, o tom dessa história é mais pesado que Desperate Mark, então em todas as notas vou ter que avisar a vocês que:
• A forma dos personagens aqui retratados não são a visão que eu tenho dos personagens;
• O que for acontecer para frente que eu julgar problemático, irei discutir nas notas finais. Não, não sou autor que joga problema numa fic sem discutir o propósito disso;
• Não, não haverá estupro, isso é abominável!

Mas relaxem, é só um alerta diário, ok?
Vejo vocês semana que vem?


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