História Lucidez - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Platonico, Drama, Pessimismo, Romance, Suspense, Tragedia, Triângulo Amoroso
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Palavras 1.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, a você que lê essa fanfic, desculpe mesmo por demorar, eu estou com outras fanfics e livros em andamento então, acho que vou demorar outras vezes😅 mas bem, esse capítulo fala de como era a vida do Patrick em Stanburg, meu Jony querido mal aparece, mas tem muita coisa pra acontecer e o que houve nesse cap, vai dar um empurrãozinho pra uns mal entedidos mais pra frente.

Agradeço por lerem, eu amo essa história então, se vcs tbm estão gostando, compartilhem pros seus amigos ou só digam o que estão achando.

Boa leitura.

Capítulo 5 - Olhares


Fanfic / Fanfiction Lucidez - Capítulo 5 - Olhares



Existe algo capaz de mudar um mundo, de transbordar vida e sentimentos. De unir e de separar. De trazer paz e ódio.

              ***








Wendy Pardo era uma mulher que a primeira vista, me pareceu rígida, talvez excêntrica, isso pode ser em questão de sua maneira rápida de falar e sua voz aguda, os cabelos enrolados sempre bem penteados e esticados é o que trazia seu ar de excentricidade.

Estávamos eu e Jony na rodoviaria, eu não fazia questão de viajar de avião e Jony não demonstrou interesse em qual transporte usaríamos.

Dois viajantes sentaram-se ao nosso lado enquanto esperávamos o ônibus chegar, estes eram dois gêmeos, Wendy e Carlos Pardo.

Nós acabamos conversando e foi interessante como em pouco tempo nós já sabiamos muito uns dos outros.

Viajávamos para o mesmo lugar. Mas com objetivos diferentes.

Me lembrando agora, lembro como fiquei animado com a ideia de ter encontrado pessoas que conheciam Stanburg, isso seria bem útil.

Eles nos convidaram para ir com eles.

Era uma casa enorme e que acolhia muitos aventureiros. Eu e Jony éramos acostumados aos barulhos de uma casa grande e repleta de pessoas, mas Sant's Clio era diferente, ali algo me animava. Eu procurava aventuras e novidades, e sabia que me divertiria e aprenderia muito naquele lugar. Mesmo no primeiro minuto que eu pus os pés ali. Eu percebi.

Tanto quanto poderia imaginar.


Cores. Vozes. Rostos. Tão diferentes.


A maneira como foram se passando os dias, meu quarto pequeno e tão bagunçado. As pessoas que queriam apenas beber e cantar o dia inteiro.


Eu gostei daquele ritmo. Talvez, só por um momento, eu pensei que era aquilo que eu procurava.




...


"Estive muito tempo procurando sua voz, sua luz, sua cor. Sua palidez.

Estive a procura da lentidão que seus movimentos exalam.

Estive a procura de um ser que desconheço."



...


O quarto azul e bem arrumado me fazia sentir confortável. Eu tinha tempo o suficiente para explorar aquele nosso lugar e estava ansioso por isso.

Haviam pessoas de todos os lugares do mundo, com sotaques, maneiras de se vestir e histórias distintas. A Casa Zerneck era um lugar feliz e sempre repleto de música e festa.

Fabrizio Zerneck era um homem muito alegre, falava alto e tinha um forte sotaque italiano, além de suas roupas descontraidas e seu humor categorico que chamava a atenção de todos ali.

Era quase como se fossem todos uma grande família.

Haviam brigas e discussões, assim como festejos quase todas as noites. Lembro de acordar várias vezes na madrugada com barulhos estranhos vindos do andar de baixo ou da praia.

Mas era divertido.

Os dias passavam tão rápido. Devia ser a tão falada sensação de alegria.

Como disse. Os dias eram divertidos. Eu não me incomodava com o barulho e as pessoas diferentes faziam as coisas serem interessantes.

As primeiras semanas na Casa Zerneck foram ótimas.

Música. Bebida. Vozes e sorrisos.


Era um outro mundo.


Stanburg tinha um museu enorme. Um teatro com teto oval e um clima que parecia vir de séculos atrás. Era uma cidade clássica, motivo de muitos artistas resolverem buscar inspiração ali.

E certa noite, me lembrando de como me acostumei a ir ao teatro em Coven, me aventurei pelo teatro daquela cidade desconhecida, olhando tudo ao redor e sempre observando as pessoas.

Pamela Versalez era uma mulher insistente. Era quase impossível negar seus pedidos. Acho que, meu apreço pelo teatro foi demarcado pelas noites em que fomos juntos, seja nas peças em que ela protagonizava, como outras, ela só queria minha companhia naquele seu vício noturno. O que o tornou meu vício noturno também.

E andando pelas fileiras do teatro de Stanburg, com lembranças vagas de minha cidade natal, tive o vislumbre quase despercebido de certos cabelos loiros que eu já conhecia. Em um vestido cor-de-rosa que cobria grande parte de seu corpo, maquiagem pesada e aquele sorriso dançante nos lábios vermelhos, Pamela aparecia logo ao lado do palco, fazendo minha atenção se direcionar a ela.


Naquela noite, após o nosso reencontro levemente caloroso, o qual a personalidade da Versalez proporcionava, tive a surpresa de ouvir suas histórias, as viagens que havia feito, e tantos relatos sobre amigos e pessoas interessante que ela dizia repetidas vezes que pensou constantemente em como eu reagiria a cada momento.

Gostava sim, da companhia da jovem atriz, o tempo no teatro não seria o mesmo sem ela. Suas maneiras de enxergar o mundo como uma cama elástica prestes a arrebentar, me trazia moderado fascinio. O que nos levou a incontáveis encontros, mesmo depois de noitadas de trabalho, tanto minha quanto dela, não negavamos o vício da noite.


Meu vício por sua risada manhosa, e seu vício contido pela minha silenciosa companhia.


Não havia música. Não havia cores. Apenas três pessoas sobre uma cama branca bagunçada, com olhares tristes e uma sonoplastia comum ao silêncio.


Maria, personagem de Pamela, era uma viúva que acabara de se apaixonar por um jovem jornaleiro e se sentia culpada, por achar que de certa forma, estava agindo errada, que estava traindo o falecido.

De certo modo, aquilo era cômico. A viúva gostava do amor juvenil, das noites e dos prazeres da carne, mas se castigava, pois pensava ser errado. Mas gostava.

O fim foi deveras triste. Com o fim do relacionamento, a mulher desgostosa com as dores que passou durante o trama, apontou uma arma para a cabeça e...


A música. A música tocou.

Piano. Violino. Frenético.


Eu amo a poesia. Sempre gostei. A poesia que dá sentido ao todo, ao que se pode ter como ser e o não ser também.

Mesmo agora, já a muitos anos desde minhas aventuras em Stanburg, a poesia me revela o quanto a vida pode passar de cômoda para pura emoção.

Os lábios de Pamela era emocionados. Sempre diziam tanta coisa, quando as vezes deviam-se deixar dizer nada.

Andamos pela praia, pelos bosques, pelas vielas e por onde mais eu concordasse que ela me levasse.

Os dias passavam lentos. Eu estava mais lento. Via mais belo que feio, mais completo que metade.

E, mesmo que dissessem que o mundo era um lugar de ilusões, eu nunca me importei. Não acredito no que possa ser dividido em concreto e abstrato. Tudo não carrega em seu sentido um pouco de cada?

                  ***


"O vento e o mar, tudo me engole..

Como se eu não tivesse forma..

Mas eu existo, e tudo existe

Afinal, estive a procura do real

Do que possa me trazer prazer..

Mas quem..? O que...?

Eu sei que estou bem, estou vivo

Me sinto vivo.

Mas...

Ela ainda permanece incógnita."

               

                   ***

Incrível como as pessoas de Stanburg gostavam de bares. Onde andava, em cada bairro, havia um barsinho. Daqueles pequenos, estilo mais rústico, onde as pessoas, em maioria homens, ficavam ali, se embebedando ou conversando com amigos.

As janelas fechadas, estavam quase sempre fechadas.

Podia ouvir o suspiro abafado dela, olhando ao redor, reclamando do calor. Mas Pamela sempre foi uma mulher de reclamações, críticas e opiniões. Ao contrário de mim, que sempre me apeguei a fatos.

Ela ria, ria muito. Me mostrando os roteiros rabiscados que ela mesma produzira, com a ilusão de que um dia poderia, quem sabe, se tornar uma artista por detrás das cortinas.

Mas ela gostava do teatro.

Gostava demais.

Era um amor tão grande, que ela desejava entender todo o processo.

Era de certa forma, admirável.

Mas eu sabia que ela rondava, falava de coisas aleatórias, apenas procurando algo para dizer e ter minha companhia.

Não me importava, eu acho.

Mas apesar de estar bem mais focado em mim mesmo, em uma alegria interior, acabei esquecendo parte do que a muito tempo eu cultivava.

E acordando de mais noites e noites com os barulhos diários da casa Zerneck, com os sulista das montanhas Eli e Weni fazendo seu costumeiro festejo matutino na sala de estar, tomava meu café da manhã, com um tempo que se estendia muito mais que antes.

Eu gostava de demorar nesse tipo de coisa.

Acho que, mesmo sendo eu eu mesmo, ainda era um jovem animado com férias na praia.

Teve um dia em questão que me permacesse na memória. Por um tempo que não era tão o meu comum.

Estava inclinado a ter companhias todos os dias, frios ou quentes, fora ou dentro da casa Zerneck.

Se tem algo que me acostumei foi a dividir momentos.

Mesmo os pequenos.

Mais uma noite fora, se me lembro, no pequeno apartamento de Pamela, onde o sol quase sempre estava claro e as cortinas abertas, nas janelas de vidro.

Ela costumava usar uma camisola azul escuro. Da cor da noite chuvosa, desbotada e escorrida.

Deixei-a dormindo ali, naquele apartamento muitas vezes, e das muitas, ela se queixava no dia seguinte.

Por que tão cedo?

Perguntava-me.

E surpresas sempre me adoravam, gostavam de brincar comigo, como muitos outros, tanto sentimentos, quanto pessoas. E como nunca esperava nada. Eu era surpreendido por tudo.

Foi num dia assim, que revi Margaret Chliessler.

Cabelos desarrumados, sorriso bobo no rosto. As mesmas sardas. O mesmo cheiro forte de bebida. Eu não imaginava que a veria ali.

Não ali.

Logo a frente do quarto de Jony.

E seus olhos esverdeados mostravam uma alegria que me fez querer falar com ela. Olhei por entre a porta, na qual ela se entremeava, com seu corpo.

E Jony apareceu, não ignorando minha presença, com seus olhos num misto de suspresa e insolidez. Seus cabelos agora quase sempre penteados, estavam bagunçados, como antes, quando éramos crianças.

Troquei poucas palavras com Margaret e apenas encarei Jony. Lembrei-me que quase não estava o vendo naquelas semanas. Ele estava tão ocupado com suas coisas que não lembrava de tê-lo visto em nenhuma festa na casa.

Pensei comigo mesmo que não devia me intrometer em sua vida e, estando abrindo espaço para que ele fizesse o que quisesse sem que me considerasse algum tipo de parceiro.

Nós estavamos juntos naquela viagem.

Mas nossas vidas ainda eram completamente distintas.



Foi o dia que pude ver Jony.


Que nossos olhares se encontraram, sem se invadirem.




Notas Finais


E então? Gostaram? Espero que sim, bem, eu gostei😄 até o próx cap, bye-bye


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