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História LUCIFER - Kim Taehyung - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Dakjuk


Fanfic / Fanfiction LUCIFER - Kim Taehyung - Capítulo 17 - Dakjuk

Olhei para o relógio na parede do restaurante, impaciente. Faltavam 15 minutos para a hora de fechar e a única coisa que eu estava fazendo era rezar a Deus para que não houvesse ninguém entrando agora.

Você provavelmente sabe onde minhas orações foram — AO DIABO!

Só então Taehyung entrou de mãos dadas com Sra. Han. Fiquei surpresa ao vê-los, mas rapidamente me recompus. Se tivesse sido apenas Taehyung, eu provavelmente o teria repreendido, mas com a Sra. Han, eu não tinha outra opção a não ser ser um pouco civilizada.

— Como posso ajudá-los? — Perguntei e ela voltou sua atenção para mim.

— Oh Nana, é você. Deixe-me adivinhar, este é o restaurante que sua família possui.

Assenti.

— Posso pegar uma mesa para vocês dois?

Taehyung assentiu e eu puxei a cadeira para eles em uma mesa próxima. Quando eles se estabeleceram, corri para pegar os cardápios e coloquei para eles.

Enquanto eu estava enchendo água para eles à distância, ouvi a voz dela.

— Você realmente quer comer aqui...? Existe um fabuloso restaurante italiano do outro lado da estrada. Não acho que a qualidade da comida seja boa aqui...

Meu coração afundou quando ouvi isso, mas mantendo um rosto neutro, continuei o que estava fazendo. Meus ouvidos se animaram quando ouvi Taehyung responder.

— Eles têm comidas incríveis. Eu gosto, você deveria tentar.

Um sorriso se formou no meu rosto enquanto eu tentava me controlar de sorrir largamente.

— Posso anotar seu pedido? — Peguei minha caneta e caderno.

— Oh hum, que carne você usa? — Ela perguntou. — Quero dizer, qual é a nota da sua carne?

— É qualidade de nota 10. — Respondi.

— Ok. — Ela acenou com a cabeça. — E os vegetais são orgânicos porque eu realmente não quero comer esses vegetais velhos...

— Não, usamos vegetais e ingredientes orgânicos frescos. — Respondi, tentando manter a calma. — Tenha certeza da qualidade de todos os nossos pratos.

— E quem cozinha?

— Eu faço.

— E você serve também? — Ela zombou.

— Sim. Não há servidores e chefs aqui depois das 11:30, porque normalmente não temos clientes entrando no momento. — A irritação estava muito visível no meu rosto neste momento.

— Então você está... — Ela estava prestes a dizer algo quando Taehyung a interrompeu.

— Nana, só basta nos trazer duas porções de barriga de porco, dois ramyeon de queijo e Japchae, por favor.

Peguei os dois cardápios e os tirei antes de caminhar em direção à cozinha. Se ao menos eu pudesse envenenar a comida daquela vadia.


[...]


Coloquei a comida quente na mesa deles. Taehyung pegou seus palitos e cavou enquanto Sra. Han continuava olhando, julgando silenciosamente.

Deixando eles estarem, voltei para o meu balcão. Eu nem tinha dado dois passos quando ela me chamou de volta.

— Por favor, posso comer Kimchi fresco com folhas de mostarda?

— Sinto muito, não servimos isso. — Esses pedidos e comentários absurdos estavam realmente pressionando todos os meus botões errados e eu estava muito perto de perder a paciência.

— Bem, a maioria dos lugares deixa a demanda do cliente atualizada. Mas eu não culpo você. Os restaurantes de que estou falando são bastante sofisticados e tudo sobre a satisfação do cliente...

Meu sangue estava fervendo e eu tinha certeza que se alguém tocasse meu corpo agora, eles queimariam. Mas não pude gritar com ela, porque se o vovô soubesse, ele ficaria muito decepcionado. Meu velho se orgulhava muito desse pequeno restaurante que ele dirigia e eu não deixaria nenhuma vadia massacrar seu nome assim.

— Vou fazer isso por você. — Respondi. — Por favor, me dê 10 minutos.

Com isso, voltei para a cozinha. Agarrando o baralho de folhas de mostarda e nossa mistura de Kimchi da geladeira, coloquei minhas luvas quando comecei a trabalhar.

Dez minutos depois, e depois de tanto trabalho, fiz uma tigela enorme, saí da cozinha e coloquei na mesa deles. A Sra. Han ainda estava comendo a comida, não tendo comido a maior parte.

Voltei para meu lugar, mas meus ouvidos estavam todos na conversa deles.

Sério Taehyung... Esse lugar...? A comida não é do tipo que eu prefiro... Isso é comida barata... Que restaurante patético...

Lágrimas brotaram nos meus olhos. Não querendo chorar na frente dos meus clientes, fui imediatamente para a cozinha. Longe da presença deles, lágrimas começaram a rolar pelos meus olhos.

Taehyung bateu os palitos na mesa, fazendo a mulher à sua frente se encolher. Seus olhos tinham aquele olhar mortal que a fazia se contorcer desconfortavelmente de medo.

— Se você não gosta da comida, sinta-se à vontade para sair agora. Eu não a convidei para jantar aqui. Você foi que insistiu em ir junto. Apesar de eu querer jantar sozinho, ainda assim deixei você ir porque não queria parecer um idiota. Sabe, eu nem estava interessado em ir ao concerto de piano do professor Lim com você. Foi você que insistiu em irmos juntos. Mas acho que já tive o suficiente de você. Saia antes que eu perca a cabeça e condene você a sofrer no inferno por toda a eternidade...

A mulher olhou para ele com medo e choque, não esperando ser insultada assim.

— EU DISSE SAIA. — Gritou e quase instintivamente ela se levantou e pegou sua bolsa antes de se virar e sair correndo do restaurante em seus calcanhares.

Taehyung se levantou enquanto caminhava em direção à cozinha. Assim que abriu a porta, ele ouviu soluços suaves e sua expressão suavizou. Caminhando em direção à voz, viu Nana encolhida na despensa, abraçando as pernas dela enquanto chorava.

Vendo Taehyung, eu imediatamente me levantei e limpei minhas bochechas. Me amaldiçoei que ele me visse em uma condição tão patética.

— Sinto muito, se você precisar de alguma coisa, estarei do lado de fora. Lamento que você tenha entrado...

Ele segurou meu ombro e me parou.

— Eu não preciso de nada.

— Então Sra. Han?

— Nia não está lá fora. Ela foi embora.

— Embora? — Perguntei perplexa

— Mais como eu pedi para ela se foder. Ela estava insultando meu restaurante favorito e eu não aguentava. Então pedi a ela para sair e me deixar comer minha refeição em paz, como sempre faço.

Eu estava surpresa. Ele fez isso?

— Sinto muito, ela era uma vadia. Foi um trabalho não amaldiçoá-la para ser torturada no inferno.

Entre minhas lágrimas, comecei a rir. Taehyung sorriu ao ver isso.

— Você estava chorando por causa dela?

— Não, claro que não. Eu estava cortando cebolas.

— Não minta Nana. — ele disse com uma expressão triste. — Você sabe que mentir é um dos pecados capitais, certo? Segundo anel do inferno. — Sussurrou, fazendo um dois em seus dedos e eu dei um tapa em seu braço, mas um sorriso estava no meu rosto. — Agora, por que você não vem se juntar a mim lá fora enquanto eu termino a minha refeição?

— Você não terminou sua refeição? — Perguntei surpresa e ele assentiu.

— Aquela imunda não me deixou comer em paz.

Ele virou-se para a porta e eu o parei.

— Não, espere, a comida deve estar fria agora. Eu farei outro para você.

— Não, está tudo bem. Eu não me importo.

— Não, não servimos comida fria a nossos clientes. Temos uma reputação a defender. E a satisfação do cliente está na raiz da nossa filosofia de negócios.

Taehyung cruzou os braços e levantou uma sobrancelha.

— Onde estava essa energia quando você ameaçou quebrar meu rosto e me chamou de frango raivoso no meu primeiro dia aqui?

Meu rosto ficou vermelho e eu desviei o olhar um pouco envergonhada.

— Tanto faz... O que você quer comer? Quer que eu refaça a barriga de porco ou o ramyeon de queijo?

— Na verdade... — começou. — Você pode me fazer algo que não está no cardápio?

— Claro, o quê?

— Dakjuk. — Respondeu suavemente.

Assim como sua mãe costumava fazer.

Um sorriso apareceu no meu rosto e eu assenti antes de vestir o avental. Comecei a trabalhar e Taehyung estava ao lado do balcão da cozinha me observando.

— Você gosta de cozinhar? — Ele perguntou e eu assenti.

— É a única coisa em que sou boa. — Sorri. — É a minha paixão e também o meu hobby!

— Por que você está estudando literatura, então?

Taehyung observou quando o rosto entusiasmado da garota caiu quando ela parou de cortar os vegetais.

— É o único departamento em que eu poderia conseguir uma bolsa. — Respondi suavemente. — Não seria preciso ser um gênio para saber que não estamos tão bem. Pagar as taxas da universidade não era possível para mim e eu não queria drenar as economias do vovô estudando um curso caro. Então, quando recebi uma bolsa, aceitei prontamente.

Sua voz falhou um pouco e Taehyung se sentiu um pouco triste ao ouvir isso.

— Enfim, gosto de literatura e cozinho no restaurante para não perder muito. Mas não vamos falar de mim, posso perguntar uma coisa?

— Se é algo nas linhas de: O inferno tem universidades e existem tipos de tortura disponíveis como eletiva? Então não.

Sorri da sua suposição.

— Não, é uma pergunta genuína. Por que você mora na Terra se precisa governar o inferno? Eles não precisam de você lá?

Ele suspirou.

— Ao contrário do que as pessoas pensam do inferno, não é apenas um lugar onde as pessoas são torturadas e mortas e coisas ruins acontecem. É um mundo real que é governado e regulamentado. Pense nisso como um reino de algum tipo. Estou no topo da cadeia, mas há outros que cuidam disso também. Então, na minha ausência, há outros que estão gerenciando.

Isso fazia sentido, embora eu ainda achasse difícil digerir que eu realmente conhecia Lucifer ou o próprio Satanás e que seres sobrenaturais como Demônios eram uma coisa real.

— Está feito. — Joguei o mingau em uma tigela. — Deixe-me servir para você.

Com isso, saímos da cozinha e do restaurante. Ele se sentou com a tigela enquanto eu me sentava em frente a ele.

Taehyung olhou para a comida na frente dele. Memórias de Hwayoung fazendo isso para ele tocaram em sua mente e ele começou a reconsiderar essa decisão. Talvez arranhar o passado não fosse tão bom, afinal.

Ele pegou uma colher e colocou na boca. Suas mãos congelaram e as coisas ao seu redor pararam. Uma única lágrima escorreu por seus olhos. Quase lhe passou pela cabeça que ele acidentalmente congelou o tempo ao seu redor — mas porque Nana não era totalmente humana, ela podia ver suas lágrimas.

O sorriso no meu rosto vacilou quando vi Taehyung derramar uma lágrima. Um suspiro saiu de sua boca seguido por uma palavra quase inaudível.

— Hwayoung.

Fiquei abalada ao ouvir o nome da minha mãe morta escapar de sua boca. Mas antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ele se levantou e saiu correndo do local.



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