História Lucille - The Thrist Story l Negan - Capítulo 2


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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Ezekiel, Glenn Rhee, Negan, O Governador, Personagens Originais, Rick Grimes, Sasha
Tags Daryl Dixon, Lucille, Negan, Rick Grimes, Saviors, The Walking Dead, Twd
Visualizações 30
Palavras 3.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente.
Essa história é bem forte então não assustem
Em momento algum compactuo com a violência ou estupro e faço menção para que cometam, acredito que a ficção não tem nada a ver com a realidade.

Peço descrição dos leitores com o que está lendo!

Bem, esse capítulo é chocante, mas os próximos vocês entenderão o porquê de Negan ser mal!

Um beijo. Sun

Capítulo 2 - Sunshine


Ele me levou para uma pequena casa de madeira no meio daquela estrada. A casa tinha uma fundação elevada e caia aos pedaços, pois parecia que estava abandonada há muito tempo. Enquanto ele tirava as cargas do carro, pensava em como eu não queria estar aço. Essa situação toda me obrigou a fugir e tudo que eu queria era estar em casa com meus filhos... E Negan. 

A vida não tinha sido muito justa comigo, nem com meus filhos. Poderia ter sido eu no lugar deles, poderia ter sido nós, eles poderiam ter tantos anos para viver... Mas por um lado eu fico satisfeita que eles não precisam passar por tudo que passariam se tivessem vivos, pois esse mundo é tenebroso, o apocalipse está começando e não sei se conseguiríamos fazer com que vivessem, pois crianças em um apocalipse não é muito seguro. 

Fiquei ali no carro por alguns bons minutos, até Negan me tirar dali me levando no colo dele. 

Depois que entramos, ele prometeu que iríamos ficar a salvos ali, mas eu tinha o pressentimento que não. Ali soava perigoso, e logo o número de errantes se alastraria pelos campos próximos. 

Quando anoiteceu, Negan fez uma sopa de feijão enlatado para comermos enquanto eu deixava tudo no prato e ignorava olhar para seu rosto. 

Eu não queria processar o que aconteceu. 

Eu tenho o direito de estar mal. Eu tinha perdido meus dois filhos! Se eu tivesse prestado mais atenção, nada disso teria acontecido... Eu tive culpa nessa história e nada pode mudar agora que tudo isso aconteceu... 

- Lucille, meu amor, não há nada que você poderia fazer... - Negan disse bufando - Não é sua culpa - Ele apertou os olhos, mirando no fundo do prato e respirou fundo. 

- Eu deveria estar lá, protegendo eles, Negan - Começo a chorar - Eu deveria estar çá. 

Negan negou com a cabeça e saiu da mesa em seguida, deixando o prato de feijões sem comer em cima da mesa. 

- Querido? - Perguntei imóvel enquanto ele se deitava no sofá atrás de mim. 

- Não, Lucille, não. 

Dei de ombros e continuei comendo, ou tentando engolir, pois nada me descia naquele momento. Suspirei pesadamente. 

- Amanhã partimos Lucille. É melhor. Vi que aqui não parece seguro - Ele disse tranquilamente, porém sei que ele devia estar carregando o mundo todo dentro dele. 

- Me deixe aqui Negan - Suspirei - Apenas me deixe - Abaixei a cabeça e olhei para minhas unhas sujas, mas ele já estava abaixado ao meu lado, tocando suavemente em meus cabelos. 

- E o porquê eu faria isso, querida? - Sua voz era doce e suave. 

As lágrimas vieram e meu coração palpitou. Eu só queria ir para casa. Eu não quero lutar pela sobrevivência! Eu não quero passar a minha vida toda sem certeza se eu acordaria no outro dia! 

- Eu só não quero lutar mais por nada - Disse o que eu pensava, desabafando. Eu não preciso tomar o mundo, não preciso ser forte, eu não tenho forças. 

- Então deixe que eu lute por você, pois esse mundo, Lucille, é um mundo cruel, e vão nos tirar tudo se não lutarmos, mas eu vou lutar por nós - Sua voz era confiante. 

Negan era a única coisa que havia me restado. Ele era tudo, era meu porto seguro, era quem eu confiava mais que tudo nessa vida, o que tínhamos era realmente sobrenatural. Só que agora eu estava fraca demais e não conseguia mais lutar sozinha, talvez ele se dê conta disso e queira me ajudar, mas eu realmente penso que estou desistindo. 

- Eu lutei por você desde o colégio, gatinha, e vou continuar lutando - Ele beijou minha face e senti sua barba áspera que já estava crescendo. 

Abaixei a cabeça e assenti. 

- Amor, você tem que aparar essa barba aí - Comecei a rir, mesmo desanimada e ele também. 

- Poxa, Lucille. Achei que gostava assim. 

Ele passou os dedos sobre a barba e fez um biquinho sexy. Seus olhos escuros me mostravam que ele estava com medo, mas que seu amor por mim era maior que tudo isso. Eu confiava nele, eu confiava de verdade. 

- Eu te amo de qualquer forma, Negan. 

***

Seguimos adiante estrada à frente e Negan queria encontrar Simon, seu amigo que disse que haveria um lugar com comida, suplementos e dormitórios e poderíamos trabalhar lá em troca disso. 

Eu não me importava, desde que tivesse um lugar para dormir, eu poderia ajudar em qualquer coisa. Tínhamos suplementos suficientes para nós dois, então não havia problemas com a gasolina, mas sim com as estradas lotadas de carros parados, e claro, ninguém naquela região parecia ter sobrevivido, então decidimos entrar em um atalho e lá, no meio da mata havia um caminho que com o carro trilhamos e encontramos uma pequena casa com uma garagem

Negan então decidiu deixar o carro com as caixas cheias de suplementos ali, pois precisaríamos seguir andando já que não havia como irmos de carro, já que todas as estradas estavam bloqueadas por inúmeros carros com pessoas mortas dentro. Era suicídio andar até Washington a pé, mas precisávamos arriscar, graças à esse bloqueio das vias. 

Passar por três estados tendo que andar a pé e matar uma grande quantidade de errantes que vinha em nossa direção, não era algo fácil. Não andávamos só a pé e sim um pouco de carro e quando víamos que a estrada estava bloqueada, outra metade a pé. 

A fome, a falta de chuva, a umidade eram grandes empecilhos para nossa sobrevivência, claro, além dos inúmeros errantes e meu mau humor e depressão que sempre me assolavam, mas Negan parecia estar no controle de tudo e eu não via motivos para que ele não pudesse me cuidar, pois era tudo que ele queria fazer. E finalmente, depois de três cansativos meses de caminhada uma jornada incessante até Washington, lá estávamos nós nos portões daquela grande e esquisita usina. Parecia uma construção da segunda guerra, os vidros e tijolos quebrados, sabe aquelas construções de Chernobyl? Era muito parecido. Havia em nossa frente uma enorme armadilha para caminhantes presos em enormes estacas, o que me fez querer vomitar, devido ao cheiro terrível e também o fato de suas tripas estarem expostas e era no mínimo muito nojento, eu ainda não estava acostumada com isso ainda, mas Negan sempre me falava que era necessário se acostumar. Eu não queria acostumar com nada nesse mundo! 

Negan acenava para um homem com cabelos grisalhos e um bigode que provavelmente seria Simon. 

- Negan - Disse Simon sorrindo, feliz ao vê-lo, nem parecia que estávamos em um apocalipse quando aqueles dois se encontraram. Simon abriu o portão e passamos as estacas, entrando para dentro do grande pátio que havia entre o portão e a enorme construção. O chão era de gesso e na nossa frente havia uma entrada principal, com um grande portão de ferro que estava aberto. Simon falava coisas aleatórias para meu marido e Negan apenas ria ou assentia. Quando ele ria, eu sei que queria disfarçar o seu grande espanto mediante a toda essa situação. 

Assim que entramos no prédio, havia um grande salão com pouca luz e chão de gesso, com um mezanino que tinha uma sacada com barras de ferro. O prédio devia ter mais de oito andares, com certeza. Não havia muita gente ali naquele pátio, era no máximo, vivendo ali, umas 20 pessoas. Dentre elas, havia um homem mais velho, aparentemente com seus 60 nos que veio em nossa direção com as mãos em seus bolsos.. Exibia um ar confiante, como se fosse invencível. Veio com um sorriso maléfico, me encarando com uma feição maliciosa, dos pés à cabeça. 

- Uh lá lá, o que temos aqui? - O homem perguntando olhando para mim. 

Negan colocou a sua mochila no chão e já ia para cima do nojento. Simon o segurou, dando uma risada. 

- Calma aí, Negan - Continuei imóvel, tendo que aguentar olhar para a cara daquele homem que me comia pelos olhos, pois estávamos famintos e precisávamos de ajuda. Precisávamos ceder, pois era necessário sobreviver. Negan apenas segurou sua raiva e não deixou de encarar o velhote malicioso com sangue nos olhos. Ele precisava se segurar se quisesse sobreviver, talvez eu também conseguisse aguentar tudo isso por um teto e caralho, que situação chata. 

Fomos guiados por Simon até nosso quarto, que era uma espécie de quitinete. Olhei em volta e vi uma cama de casal, com uma pia de lado com uma geladeira. Na rente da cama havia um sofá com tv. Era perfeito comparado há tudo que vivi em três horrorosos meses. Talvez daria certo...

- Somos em poucos, esse lugar está caindo aos pedaços, não temos muito luxos mas espero que goste da acomodação - Disse Simon

Negan assentiu. 

- Está perfeito, obrigado, Simon. 

- Só precisamos de você para trabalhar. 

- E eu? - Perguntei, um pouco incomodada. Eu faria o quê o dia todo?

- Você é uma mulher, docinho, você cuida da casa - Ele piscou. 

Esse povo tinha um grande problema com mulheres aqui. 

Bufo enquanto Simon fecha a porta. 

- Esse lugar tá um lixo - Ele disse enquanto sentava na cama - Você viu, amor? Tudo acabado? - Colocou a mão no rosto, bufando em seguida. 

- Negan está tudo acabado, você não vê? - Perguntei enquanto ele passava as mãos nos lábios e suspirava. 

- Não pode ser que esse babaca não saiba cuidar desse lugar? - Ele perguntou inconformado. 

- De quem você está falando? - Perguntei 

- Aquele cara que foi estúpido com você, ele é o líder daqui. Se o líder é babaca, tudo fica péssimo. 

Uma batida veio da porta e logo Negan levantou para abrir. 

Assim que a porta foi aberta, o homem velho e estúpido foi entrando no quarto sem ser convidado - Gostaram das acomodações? - Ele perguntou me secando novamente - Sou Stanley, o líder daqui, mas a bonitinha pode me chamar de Stan - Ele piscou

Nem eu, nem Negan dissemos uma palavra, apenas ficamos em silêncio. 

- Negan, você vai trabalhar para mim e eu te deixo ficar, ok? 

Negan estava na porta e apenas sorriu, mas como conheço ele, sei que deu de ombros em sua imaginação.

- Esse lugar está fodido - Negan disse. 

- Mas se quiser sobreviver, é o único lugar e mais seguro - Stanley disse não tirando os olhos de mim. 

- Você tem uma mulher maravilhosa - Veio para cima de mim com suas mãos nojentas me segurando - Agora ela não é mais sua, Negan. 

Assim que meu marido tentou se mover para me defender, dois homens chegaram atrás dele e o imobilizaram. Foi o suficiente para que Stanley tivesse todo o controle sobre mim, segurando forte em meus pulsos e me levando para longe de Negan. Enquanto eu era levada, eu via meu marido lutar e gritar por meu nome. Seus olhos estavam cheios de lágrimas e ele dizia que iria me buscar. 

Eu iria dizer que amava ele, mas algo atingiu forte minha cabeça e não pude dizer, ao invés disso eu apaguei. 

Acordei um pouco grogue em uma cama que ficava em um quarto grande e modesto. Talvez era duas vezes maior que meu quarto e as janelas haviam blackouts, mas mesmo assim, eu podia notar que o sol estava querendo entrar de alguma forma. Comecei a chorar pensando em Negan, mas tudo que eu pude ouvir foi as vozes dos errantes vindo da janela. Quando me mexo, percebo que estou totalmente nua e limpa. Meus cabelos lisos e negros estão penteados e toco em meus lábios e noto que estou com batom vermelho. Esse homem é de fato muito doente ao ponto de me manter presa em um quarto e me arrumar, como se eu fosse uma bonequinha. 

Não senti dor em minhas partes íntimas então eu não fui abusada. Me toquei e não vi sinais de que algo errado acontecera. Só achei esquisito tudo isso. Vou até a janela e abri o blackout, podendo ver que ainda estava no prédio assombroso, mas uma curiosa horda de vivos formou no pátio. Esse era o pátio de trás onde haviam carros e pessoas andando para um lado e outro. Queria saber onde Negan estava. Será que estava bem?

Quando olhei para a horda de pessoas, vi Negan no meio dela com um roupão que parecia sacos de batatas. Seu rosto estava machucado e ele parecia ter apanhado horrores. Por que tudo isso acontecia conosco? Entre tantos casais daquele lugar, por que nós? O que tinha de tão especial em mim? 

Um barulho veio da porta e assim que me viro, uma garota loira e branca vem em minha direção. 

- Ele está chegando. O Stanley. Trate ele com muita doçura e cuidado que ele é meio trouxa e vai acabar te tratando bem, mas não irrite ele - A menina falava rápido e saiu correndo, nem deu tempo de perguntar seu nome. Quando eu olho para mesa perto da cama, ela havia me trazido comida. 

Bacons e ovos que pareciam estar com uma cara boa, mas eu não conseguiria comer nadam pois não esstava com fome, eu queria meu marido. Eu preciso fazer algo para encontrá-lo. 

Negan Pov

Que porra. Me trancaram aqui. Já faz um dia que estou nesse calabouço sendo tratado como um rato, até os ratos tem mais liberdade do que eu.... 

Eu já sei porque estão fazendo isso comigo. Porque querem Lucille e a querem ter de alguma maneira, esses fodidos olham minha mulher como um troféu e pensam que podem colocar as mãos sujas nela. 

Fecho os olhos, pensando em seu corpo.

Não podem a machuca-la. 

Não podem machucar minha Lucille 

Tento segurar o choro, mas é em vão, as lágrimas rolam e tudo que eu quero é que todos morram e eu possa ter minha mulher em meus braços novamente. 

Porque ela é tudo pra mim, porra. Tudo pra mim. 

Lucille é um poço de romantismo, compaixão, sensualidade... Confiança... 

Eles querem ter todos esses tesouros tirando a única coisa que me mantém vivo!

Se a matarem eu prometo que não vai sobrar um vivo aqui ... E nem eu, cara. 

Eu não sei o que sou sem ela, perco meu rumo.

Abro meus olhos e tudo que eu vejo é a escuridão. Canto baixinho a música que eu e ela ouvíamos quando jovens, quando o mundo era nosso e eu era o rei daquela escola.

In the other night, dear,

When I was sleeping

I dreamed I held you in my arms...

Então percebo que as letras não chegam em meu cérebro e que esqueci a letra. Eu estava confuso demais para lembrar a canção tão doce quanto minha mulher.

Talvez era a única canção que me fazia lembrar ela e sua doçura. 

A única coisa que lembrava além disso era...
You're my sunshine, 

My only sunshine

You make me happy

When skies are grey.

You never know dear

How much I love you.

Please don't take my Sunshine away.

As lágrimas rolavam enquanto eu tentava achar fôlego entre meus soluços. 

Não consegui mais cantar.

Eu perdi tudo, cara, eu não podia perder essa mulher, eu não podia. Eu prometi a ela que cuidaria dela, que a protegeria de tudo mas olha onde fui parar, em uma cela que me deixa vulnerável. Droga, as pessoas querem a ela. As pessoas querem meter suas mãos nojentas nela. Em minha mulher. 

Então me lembro quando nós íamos em um parque de noite e nos sentávamos na beira de um lago e ela cantava essa música para mim.

Talvez eu e nossos filhos tenham sido a única coisa que Lucille se orgulha.

Eu não sei o que ela viu em mim, cara...

Eu não sei o que tenho de especial, porra!

Mas sei o que ela tem de especial.

E só eu consigo conhecer isso nela.

Lucille Pov

Quando eu estava deitada na cama sem fazer nada, logo a porta se abriu e Stanley apareceu. Estava de noite e provavelmente todos haviam ido dormir e só queria saber se Negan estava vivo. 

Eu tinha uma proposta para fazer para Stanley. Essa proposta que pensei durante toda a tarde deitada naquela cama, por mais que fosse o meu fim. Eu tinha que fazer isso. 

- Olha só, é uma maravilha chegar em casa e ter carne fresca me esperando - Ele foi tirando seu cinto e eu precisava começar a interpretar se caso eu quisesse salvar meu marido. 

Ele parou na ponta da cama e eu fui até ele engatinhando. Eu continuava nua e logo percebi sua cara de contemplação em ver meu corpo. Cheguei até ele e fiquei de joelhos, fazendo uma cara de boa moça. Assim que ele aproximou seu rosto do meu eu disse:

- Posso te pedir algo? 

- Nem chegou e quer me pedir algo? -Fiz uma cara safada e ele assentiu - Pode pedir. 

-Eu fico com você se deixar Negan vivo. Ele não tem nada a ver com isso. Eu fico de verdade contigo, realizo todos seus desejos. Apenas deixe o Negan viver. 

Ele fez uma cara pensativa e logo puxou minha cintura para mais perto dele, juntando seu rosto para mais perto do meu e meu corpo se encaixou com o dele. Fingi gostar porém eu estava morrendo de nojo, mas eu atuava bem. Eu queria ver meu marido vivo de qualquer forma.

- Ele está bem. De manhã eu vou soltar ele. Vai ser um trabalhador normal - Ele deu de ombros - Agora quero que me dê prazer.

Infelizmente eu tive que cumprir e não desejo que ninguém passe pelo o que eu passei por mais de duas horas naquela cama. Aquele homem era bruto e eu tive que cumprir tudo aquilo que eu prometi, caso quisesse ver meu marido vivo no outro dia. 

Eu faria tudo por Negan, isso incluiria usar meu corpo para que ele tivesse uma chance de viver.

Tive que interpretar a puta até o homem se satisfazer, menos eu, claro, e me despejei do lado dele, cansada por tanto esforço corporal. Aquele inferno só estava começando e eu tinha que ficar preparada para o que viria. Eu fechei os olhos e pensei em meus filhos, em Negan em um dia de domingo e de alegria, de churrasco e piscina. Tudo que eu queria era que aquilo voltasse.

No outro dia, tive que vestir a roupa que Stanley queria que eu usasse. Os meus peitos fartos ficavam expostos em um decote avantajado, assim como minha bunda era definida pelo tecido de laycra. Eu acho que se Negan me visse assim, ele surtaria de ciúmes. Espero que se caso ele veja, ele não fique muito puto. 

Stanley fez isso para andar comigo por aí como se eu fosse um chaveiro sexual. Queria expor como em pleno apocalipse ele tinha uma mulher tão gostosa ao seu lado. Era tudo que ele precisava. Vendia a porra da imagem de que era sexo a hora que ele quisesse, quando estivesse com vontade, como se eu fosse uma boneca inflável. 

Aquilo realmente me mudava por dentro. Aquilo me explorava, aquilo me tornava outra pessoa. Fazia semanas que eu não via Negan e tudo que eu queria era seus braços, mas eu estava tentando de tudo para que ele ficasse bem, mesmo que isso custasse minha moral e minha sanidade. Eu já não estava com a melhor cabeça né? Minha sanidade havia ido embora faz tempo. 

Eu não me sentia mais aquela mãe devota e a esposa perfeita.

Parece que conseguiram tirar isso de mim. 

Parece que eu estava jogando fora a Lucille boa pois ela não merecia estar ali sofrendo, eu precisava interpretar algo que me fizesse mais forte. 

Me sentia culpada, toda noite depois de violada, me sentia muito aterrorizada por ter que passar por isso, enfrentar esse pesadelo todos os dias e em momento algum eu gostei de estar com esse homem. Eu apenas tornava tudo isso tão mecânico. 

Eu detestava viver assim.

Foi quando eu tentei meu primeiro suicídio, tentando tomar inúmeros comprimidos que estavam em uma gaveta naquele quarto enorme que eu tinha que dormir sozinha. Não adiantou em nada, pois eu tive um ótimo tratamento por médicos do prédio que me trataram muito bem e me ajudaram a expelir todos aqueles remédios em menos de 12 horas. Foi muito dolorido e horrível.

Stanley então me bateu, me arremessando na parede e me fazendo bater a cabeça contra ela.

- Você acha que vai sair dessa? Eu te dou um luxo do caralho! Eu te mantenho viva e teu marido vivo! Tô deixando ele trabalhar, sua ingrata - Ele se aproximou, dando um soco forte na minha face.

- Vou te deixar feia para ninguém te desejar mais! - Ele começou a rir enquanto eu chorava. Meu rosto ardia muito e começava a sangrar.

- Você tá até mais linda - Ele afastou meu cabelo dos meus olhos e puxou com força - Tenta se matar de novo que eu não vou fazer nada com você, faço com seu marido escroto.

Ele apertou minhas bochechas e jogou minha cabeça, fazendo-a chocar contra a parede.

- VADIA - Ele me jogou no chão e eu, sem forças cai. 

Não queria mais levantar, mas era preciso passar por tudo isso por Negan. 

Por ele, apenas por ele.

Eu estou viva por ele.

Eu nem sei onde ele está agora, só espero que esteja bem. 

Ele me levou para a cama e me amarrou junto da cabeceira. O tecido apertava contra meus pulsos e eu mal conseguia me mexer.

- Você fica aqui, vou dar um jeito no teu marido.

- Nao! Por favor!

- Você não foi a melhor prostituta desse prédio, amorzinho.

Ele saiu da cama e me deixou ali, fechando a porta. 

Eu não sabia o que fazer, se eu gritava ou se eu tentava me soltar, mas tudo o que eu sabia era que ele queria matar a Negan.

Negan não pode morrer, não agora, eu estava me esforçando!

Começo a gritar e nada parece funcionar, nem as minhas tentativas falhas de tirar aquele tecido apertado de meus pulsos.

Eu acho que eu estava fodida. 

- POR FAVOR - Eu implorava. Meu Deus, quando esse sofrimento iria acabar? 

 

 


Notas Finais


Mano eu fico sem o que dizer porque essa história é muito Loka qqqqqqqq


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