História Lucille O Enigma-1Temporada - Capítulo 13


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Categorias The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Eugene Porter, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, Negan, Rick Grimes, Rosita Espinosa
Tags Daryl, Dixon, Negan, Rickgrimes
Visualizações 15
Palavras 2.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Capítulo 13: Uma luz no fim do túnel


Fanfic / Fanfiction Lucille O Enigma-1Temporada - Capítulo 13 - Capítulo 13: Uma luz no fim do túnel

"Não temos controle quanto ao que pensar , ou sentir , mas temos controle quanto ao que vamos fazer a respeito."

Depois daquele riacho, não encontramos mais nenhum lugar que pareça seguro, estamos na beira dos trilhos a horas, e a única pista de um lugar, talvez distante daqui seja uma placa, mas não me sinto totalmente confiável a esse lugar, quem saberá o que haverá quando finalmente encontrarmos esse tal términos no fim dos trilhos? A placa diz.
" Términos, Santuário para todos, comunidade para todos, aqueles que chegam sobrevivem." Mas quem me garante?

Lucille está nitidamente cansada e já está começando a escurecer.
Meus braços estão perdendo as forças, pois perdi a conta de tantos zumbis que matei pelo caminho, e meu estoque de fleichas acabaram então tive que dar conta de matar todos com um facão.

Eu juro que pensei que tudo estava perdido, até que uma pequena luz no fim do túnel se ascendeu, encontramos um lugar, um bar não tão seguro, não é oque eu desejava para nós, mas é tudo oque temos, então é melhor passar a noite dentro de um bar, do que aqui fora a mercê dos zumbis.

O lugar é simpático, todo feito de madeira rústica, com uma enorme placa convidativa: Bem vindo ao Nick's Bar, ao lado do letreiro luminoso, o desenho de uma mulher com a bunda de fora.

- Ei Daryl o que você acha de passarmos a noite aqui, parece seguro? Pelo menos até descansarmos para chegar ao terminus, eu sinto que quando chegarmos lá, tudo vai ser diferente, devem ter várias pessoas, podemos ajudar a manter o local seguro e reconstruir nossa vida lá.

- Parece muito com os bares em que meu irmão e eu frequentamos antigamente, não temos outra opção a não ser dormir aqui, amanhã saímos pelos trilhos novamente, mas não coloque suas esperanças nesse lugar, não existe um lugar totalmente seguro, não mais.

- Tudo bem, mas não custa nada ter um pouco de pensamento positivo, não esta tudo tão ruim assim, tudo oque eu preciso mesmo pra fechar a noite é beber algo e adivinha? Achamos um bar isso não é um sinal?

Rio e em seguida balanço a cabeça, Lucille tem umas manias bem loucas, eu nunca imaginei que uma mulher pudesse me tirar tantos sorrisos como ela o faz.

Entro na frente para conferir se o lugar é realmente seguro e encontro apenas dois mortos vivos dentro do banheiro, em seguida chamo Lucille para entrar.

Ela se senta em uma das várias banquetas de madeira que haviam ao lado de um grande balcão, e respira aliviada por finalmente poder descansar.
Pulo para o outro lado do balcão aínda repleto de garrafas de bebidas, mas oque me chama a atenção é a organização deste lugar, é estranho, quem pararia para arrumar balcões em meio a um apocalipse zumbi, há loucos para tudo mesmo.

Vejo em meio às garrafas, uma de whisky ainda pela metade, então a pego e estendo para Lucille, enquanto olho de um lado para o outro até encontrar uma taça toda empoeirada.

- Eu não quero beber isso Daryl, eu quero beber outra coisa.

- Você me falou outro dia que gostava de tomar whisky, que isso te trazia boas lembranças.

- Eu realmente só tomava isso, mas hoje eu quero tomar outra coisa, você me falou que este lugar te lembra aos bares em que você frequentava com seu irmão, oque vocês eram acostumados a beber? Ela pergunta enquanto se debruça sobre a mesa.

Solto uma enorme gargalhada.
- Há mais você nunca beberia o mesmo que eu e Merle tomávamos, não era nada sofisticado como whisky, muito pelo contrário, a gente gostava mesmo era de bebida de verdade, coisas que nos deixassem bêbados, eu tô falando de pinga pura, daquelas que com certeza você e seu marido nunca devem ter tomado juntos, minha realidade era muito diferente da de vocês.

- Me da uma garrafa dessas então, eu quero fazer parte da sua realidade, afinal agora é somente eu e você, talvez sejamos os únicos sobreviventes desse mundo, e eu quero fazer parte do que você é.

Pego no balcão uma garrafa da pinga mais vagabunda, e entrego nas mãos de Lucille.

Ela abre a garrafa, e coloca o líquido na taça.
Eu solto mais uma gargalhada e então ela me olha confusa.

- Lucille, pinga não se bebe em taça, a gente toma isso com um copo mesmo, e nem dá tempo de ficar degustando porque o gosto não é nada agradável, é capaz de você vomitar se ficar tomando isso devagar.
Você tem que virar na garganta antes mesmo de sentir o gosto.

- Tudo bem, ela responde enquanto pega um copo que estava sobre o balcão, e em seguida despeja o líquido da taça para o copo e vira sobre a garganta de uma vez só, fazendo uma careta horrível.

- Eca, isso é nojento, ela fez uma careta que quase me fez rir,mas eu me contive.

- Eu avisei, essa bebida não é para ser boa, é somente para ficar bêbado.

- Ok, tudo bem, eu vou tomar outro copo desses, você vai ficar aí parado ou vai me acompanhar?

- Eu não posso beber, tenho que manter esse lugar seguro até amanhã.

- Já estamos seguros senhor Daryl Dixon, nada vai entrar aqui, agora vamos, pegue essa bebida e me acompanhe, não é muito educado de sua parte que eu beba isso tudo sozinha.

- Tudo bem, eu vou beber, até porque se você tomar isso sozinha é capaz de você desmaiar e ter um coma alcoólico, mas em troca eu quero saber como era a sua vida antes disso tudo, você era uma dessas mulheres de nariz empinado, que só come coisas caras, e bebe as melhores bebidas nesses coquetéis chatos de granfinos cheios de frescura, acertei?

- Você acertou, tirando a parte do nariz empinado, mas no geral eu odiava essas festas chatas só ia mesmo para acompanhar Negan, ele é quem gostava.

- É, eu soube disso deis da primeira vez que te vi.

- E você, era um desses caras que saí por aí bêbado, fumando cigarro a todo momento, pilotando a sua moto, aposto que várias garotas te pediam carona e a sua garupa não andava vazia.

- Você quer saber mesmo quem eu era antes de tudo isso? Eu não era ninguém, eu era só um idiota que andava por aí seguindo o meu irmão, ele era minha única família, e eu não queria perder ele tambem, então eu andava na cola dele por aí.

- Você nunca teve uma namorada, ou algo do tipo? Sei lá, você é um homem interressante aposto que várias garotas queriam te namorar.

- Porque você quer saber da minha vida amorosa agora em?

- Porque eu já contei toda a minha história para você, só que você é muito fechado, você não gosta de falar nada sobre o seu passado, as vezes eu fico pensando sobre como era.

- Tudo bem, se isso é tão importante , eu já fiquei com algumas garotas, mas na manhã seguinte eu sumia, eu não dava nem um tchau, então nem dava tempo de pensar em namoro, também não ouve nenhuma garota que me deixasse tão louco para isso, eu gosto de ser livre, não gosto de me prender a ninguém, eu não gosto porque as pessoas vão embora depois, e eu já sei disso, então eu já evito antes que aconteça.

- Você acha que eu vou ir embora e te deixar sozinho aqui?

- Não, eu não acho isso, até porque não existe para onde ir, estamos no fim do mundo, então você está presa aqui comigo, você não tem escolhas, mas se fosse em uma vida normal você concerteza iria. Porque você iria ficar presa junto com um cara igual a mim? Respondo enquanto viro o terceiro copo de pinga na garganta.

- Eu ficaria, você é interessante, acho que a sua vida era muito mais legal do que a minha, minha vida era baseada em cuidar da minha doença, da minha casa, e do meu marido, nada animador, eu gostaria de ter te conhecido antes disso tudo.

- Antes disso tudo, você sequer chegaria perto de um cara como eu, nós dois não temos nada a ver um com o outro, somos completamente o oposto.

- Dizem por aí que os opostos se atraem não é mesmo? Eu acredito nesta tese, afinal você não pensou duas vezes em me ajudar quando me viu pela primeira vez.

- Mas eai você vai continuar enrolando ou vai beber essa coisa nojenta, eu já até havia me esquecido de como isso era ruim.

- Eu vou beber, ela responde enquanto vira mais um copo, e em seguida outro.

- Sabe, eu nunca pensei que eu iria me apaixonar por outro homem, isso nunca passou pela minha cabeça, você acha que eu estou traindo meu marido, mesmo ele estando morto? Dizem que pensamentos tambem são traições.

- Não fale bobagens Lucille, melhor você parar com essa bebida, já subiu a cabeça, respondo constrangido.

- Não estou brincando, as vezes me sinto envergonhada, eu era casada, e tudo mudou, derrepente eu fiquei sozinha por muito tempo, até que você me achou, e tudo mudou e eu não sei como agir.

- Você não precisa ter vergonha do que sente, você foi casada, não é mais, não se pode viver com defuntos.

- Você sabe Daryl, uma hora ou outra nós dois vamos ter que admitir que está acontecendo algo, eu sei que você não quer sentir, mas também sei que você sente, você não vai poder lutar contra isso para sempre.

- Não temos o controle quanto ao que pensar , ou sentir , mas temos controle quanto ao que vamos fazer a respeito, isso nunca daria certo em um mundo normal, pior ainda do jeito que o mundo virou, não temos tempo para brincar de casinha, estamos ocupados tentando manter-se vivos, se a gente bobear, tudo pode acabar e eu não quero virar mais um desses zumbis.

- Eu sei disso, ela responde desapontada.

- Vamos, pare de beber está coisa, respondo tirando a garrafa das mãos de Lucille que já estava um tanto quanto alterada.

-Eu vou te contar uma coisa Lucille.
Sabe eu e Merle vivíamos em bares como estes, e ele sempre arrumava briga com os outros caras, ele era louco, ele não pensava antes de agir.

Um dia depois de tudo isso a gente estava parado no acampamento com várias pessoas, eu e Merle íamos ficar até o Gleen trazer mais coisas, e no final a gente ia roubar tudo e fugir, eles iam fazer uma ronda, e chamaram o Merle, foi quando encontraram o Rick, Merle estava fazendo uma bagunça, então Rick o prendeu no telhado com uma algema, para ele se acalmar.

Mas na hora de ir embora um dos nossos , o T-dog deixou a chave da algema cair no ralo, e eles tiveram que deixar o Merle lá em cima preso.

Quando Rick me contou que deixou o meu irmão preso em um prédio, com uma algema e sozinho, eu quis o matar.
Mas o Rick voltou comigo para salva-lo. Mas já era tarde demais, Merle cortou a própria mão para escapar, Merle era assim, ele não conseguia ficar preso, é da natureza dele, ser livre, viver por si só.

Como é da natureza do Rick, ajudar as pessoas, isso é oque eu mais admirava nele, ele era tudo oque eu quis ser um dia.
Infelizmente eu não posso me permitir a ter sentimentos por ninguém, eu odeio quando eu perco alguém, se eu me envolvesse com você agora, e depois você morresse ou sumisse ou simplesmente me deixasse, eu ia sofrer, eu sei disso, então eu prefiro que a gente seja apenas amigos. Falo enquanto deixo uma lágrima escapar, mas que Droga, eu virei um bêbado chorão.

- Você não precisa ter vergonha de chorar, você não precisa ter vergonha de demonstrar o que você sente, você é muito melhor do que você se imagina, você é bom, você é admirável, você só não consegue inxergar isso, você não permite que as pessoas cheguem perto, você se afasta, mas você é a pessoa mais inclível que eu já conheci, ela fala enquanto se aproxima e segura a minha mão.

- E você é a mulher mais inclível para mim também, você é uma mulher forte, você é tudo oque um cara pode querer na vida, mas existem pessoas que não nasceram para ficar com alguém, eu sou assim, eu não me vejo dividindo a minha vida com alguma mulher por mais que eu a ame, e eu já estou falando demais, eu não sei como agir perto de você, eu começo a falar coisas que eu jamais falaria para ninguém, e começo a agir por impulso, e isso não é nada bom.

Lucille se aproxima e me abraça, eu apenas retribuo, eu juro por Deus que tudo oque eu mais queria era me libertar dessas amarras, mas o meu passado e os meu traumas não me permitem viver oque meu coração pede.

Invejo os loucos, simplesmente, porque os loucos não sofrem de solidão.



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