História Lucille O Enigma-1Temporada - Capítulo 14


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Categorias The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Eugene Porter, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, Negan, Rick Grimes, Rosita Espinosa
Tags Daryl, Dixon, Negan, Rickgrimes
Visualizações 12
Palavras 1.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Capítulo 14: Presente de Natal


Fanfic / Fanfiction Lucille O Enigma-1Temporada - Capítulo 14 - Capítulo 14: Presente de Natal

"Se as pessoas fossem chuva, Negan seria garoa, mas Daryl, ahhh Daryl Dixon esse com concerteza seria tempestade. "

Eu morria muitos dias, logo após eu respirava fundo, enxugava as minhas lágrimas, lavava o meu rosto e seguia em frente , as horas eram tortuosas, enquanto eu esperava que Negan voltasse, haviam dias em que eu me perguntava, porque ainda espero, porque não pego as minhas coisas e simplesmente vou embora, mas a persistência sempre foi minha pior inimiga, enquanto meu coração bom lutava para que eu deixasse aquilo que me fazia mal.
Eu me fazia mal, essa crença louca de que as pessoas que amam também machucam, que é da natureza delas, não me deixava sair daquele abismo, e cada dia eu me via mais presa, como se estivesse em um emaranhado de teias e a aranha estivesse ali mesmo, esperando para me devorar, e por mais que eu sentisse que conseguiria fugir, algo dentro de mim gritava que ali era o meu lugar.
Ele não precisava disso, e ele demorou para enxergar oque realmente queria, sorte a dele que eu ainda estava aqui, com os meu cacos ainda jogados ao chão, cacos esses em que Negan juntou e colou um a um, e adivinha? Eles se reconectaram, eu pensava que jamais superaria essas cicatrizes, mas elas fecharam, todas elas, porque eu o amava, meu coração foi generoso, com ele e comigo mesma, muitos dizem que traição é algo que não se esquece, e muito menos se perdoa, mas isso é mentira, perdoar uma traição não te faz fraca ou menos mulher, ao contrário, é preciso ser forte e corajosa para encarar os julgamentos, mas essa é uma decisão que você deve tomar sozinha, e eu decidi perdoar, Negan merecia mais uma chance, e ele soube recuperar isso tudo.
Negan foi o marido perfeito, eu daria tudo para estar com ele quando o mundo virou esse caos, ter sua proteção, e seus cuidados, eu tenho certeza que ele faria tudo para me manter a salvo, ainda falta um pedaço de mim que nunca poderá se consertar, esse pedaço é Negan, e por mais que eu consiga viver outro romance um dia, eu jamais poderia me esquecer de tudo oque vivi.
Mas se as coisas não fossem como são, eu jamais teria encontrado o caçador, e algo dentro de mim, me diz desesperadamente que ao encontrá-lo eu mesma me encontrei, encontrei dentro de mim alguém que eu nem sabia que existia, mas estava ali , e Daryl Dixon despertou tudo isso.

Daryl chegou em minha vida como  um furacão, daqueles que vem e destroem tudo oque você acredita, ele não é de romantismo nem tão pouco de dramas, com ele tudo se resolve na cara e na lata, ele é prático ou vai , ou racha, não tem rodeios e nem desculpas, é tão rústico por fora, mas por dentro ele é tão delicado quanto uma flor que só precisa de carinho.
Se as pessoas fossem chuva, Negan seria garoa, mas Daryl, ahhh Daryl Dixon esse com concerteza seria tempestade.

Daryl mal sabia e adivinhou tudo oque meu coração precisava.
O silêncio perturbador de não saber como lidar com seus medos, com suas cicatrizes é oque causa estrago.
Junto com o pacote, vieram vários problemas, ele tem medo de se entregar ao que sente, talvez no primeiro beijo a gente desencanasse um do outro, ou talvez esse beijo fosse um vendaval daqueles que chegam arrastando tudo a sua volta, e nunca mais poderíamos voltar, eu só posso imaginar, mas imaginar se torna dolorido , imaginar oque poderia ser mas não irá se concretizar me atormenta ainda mais.

Minha cabeça está girando mais que a hélice de um helicóptero, meus pensamentos não fazem questão de me ajudar, oque adianta o mundo ter acabado, e eu estar ao lado de quem eu mais desejo, sabendo que ele jamais será meu, eu sei, pareço patética, como alguém pode se apaixonar em tão pouco tempo?

- Eu acho que vou me deitar, minha cabeça está girando.

- Você vai deitar onde? Não tem nada aqui, esse maldito bar só tem bancos de madeira.

- Eu não sei, eu me deito no chão mesmo, eu estou tão tonta que chega a me dar náuseas.

- Você bebeu demais Lucille, não está acostumada.

Me deito no chão gelado, e sinto que o teto está girando sobre a minha cabeça.
Em seguida volto a sentar.

- Oque foi? Daryl pergunta me encarando preocupado.

- Sei lá, o teto está girando.

Daryl balança a cabeça e ri.

- Você é muito chato as vezes sabia, você não fala nada , fica aí calado, eu mal sei oque você está pensando da vida.

- Eu não tenho mais nada no que pensar.

- Sorte a sua, eu penso mil coisas por segundo, fico me lembrando do passado, de quando eu tinha minha casa, um teto, uma coberta quentinha, me lembro de quando arrumava a árvore de natal com meu marido, e enchia de presentes para a família, será que já passou o natal? Eu já perdi as contas de quanto tempo se passou, só sei que essa era a data favorita do Negan, como você pode esquecer de tudo oque você passou um dia?

- Eu nunca recebi nada de papai Noel ,eu nunca contei com ninguém pra me proteger e eu acho que eu nunca contei com ninguém pra nada, acho que por isso eu não fico me recordando do passado, para mim tanto faz, o antes ou o agora,  me parece a mesma coisa.

- Me desculpa, ouvir você falando assim me faz parecer idiota, eu preocupada com essas coisas enquanto o mundo está de pernas para o ar.

- É bom dividir o novo mundo com você, seja bem vinda a realidade, ele responde com com o mesmo tom rústico de sempre.

- Não é tão ruim assim, pelo menos me deixaram em boa companhia, um homem birrento e ranzinza, mas de bom coração.

- Você poderia ter encontrado melhor companhia, para o seu azar o destino  cruzou o seu caminho com o meu.

- Eu diria que foi sorte, pessoas como você são raras de se encontrar, acho que o destino quis te trazer para mim como um presente, desses de natal.

Daryl se levanta, e desvia o olhar, como se eu estivesse ultrapassado mais uma vez sua zona de conforto.

- Está tarde não acha? Melhor a gente tentar se ajeitar em algum canto e dormir, não sabemos oque nos espera amanhã, ele diz com cara de quem quer mudar de assunto.

- Não acho não, existem muitas outras coisas que poderíamos fazer, ao invés de perder o tempo dormindo.

- Mas que porra Lucille, você não facilita as coisas.

- Eu posso me deitar no seu colo? Não tem cama aqui, não tem nada, como eu vou conseguir dormir assim?

- Apenas feche os olhos, logo logo você estará com sono, é só parar com todo esse falatório.

- Não me importa, eu vou me ajeitar aqui mesmo que você não queira, respondo enquanto me sento ao lado de Daryl e apoio a cabeça em seus ombros. Ele continua duro e imóvel, como uma estátua.

- Você poderia ser um pouquinho mais agradável, oque custa você se ajeitar mais perto de mim, eu estou morrendo de frio sabia.

- Eu já estou perto o suficiente, oque mais você espera?

- Eu espero mesmo que você pare de se proibir de dizer oque você realmente deseja, porque você não se permite uma vez na vida fazer oque você quer de verdade, parar de reprimir oque você sente, eu espero de você muito mais do que você é capaz de me dar, então porque você não se permite uma vez na vida dizer oque você sente de verdade?

- E você quer mesmo que eu diga as coisas que eu sinto? Quer saber oque eu realmente quero dizer? Pergunta ele perdendo por um segundo a noção do perigo. E ele fica ainda mais bonito quando está irritado.

- É tudo oque eu mais quero na vida, respondo o encarando firmemente.

- Mas que Droga, eu não posso fazer isso, responde ele dando para trás mais uma vez.
Enquanto abaixa a cabeça e desvia o olhar.

- Mas que droga digo eu. Mas que porra há com você? Pergunto enquanto seguro seu rosto, puxando-o para me olhar.

Ele me encara com seus belos par de olhos azuis, com o semblante ainda esboçando um certo medo.

Apenas continuo o olhando nos olhos, pareço estar perdida, e paralisada eu apenas queria morar ali, no fundo daqueles olhos.

Daryl  encosta a ponta de seu nariz no meu,  e respira fundo, enquanto deixa sua mão direita subir para a minha nuca lentamente, totalmente relutante ele encosta os lábios nos meus e me beija delicadamente.
Eu retribuo, e céus como eu esperei sentir os seus lábios nos meus.

Sinto meu coração palpitando forte, como se fosse o meu primeiro beijo, aquele da adolescência, que tira os seus pés do chão e te deixa com sensação de estar flutuando mesmo estando em terra firme.

- Eu te amo, sussuro baixinho, enquanto mantenho minha testa apoiada na dele, e acaricio seus cabelos.

Ele apenas me olha firmemente e sorri.
Sorrio de volta, pois me sinto a mulher mais feliz do novo mundo.
Quando Daryl finalmente abre a boca para dizer algo, somos interrompidos, zumbis se abatem sobre o pequeno bar, são muitos, que começam a forçar a porta fazendo-a cair e possibilitando que todos eles entrem.

Daryl levanta assustado, e eu também me levanto em seguida.

- Corre Lucille você tem que sair daqui, vai pelas portas dos fundos, ele diz enquanto puxa sua crossbox e sua faca matando os mortos vivos que se aproximam.

- Eu não vou sem você, eu vou te ajudar, respondo enquanto alcanço uma de minhas facas que estavam na mochila.

- Você tem que sair agora, eu já te encontro, na beira dos trilhos,anda, não enrola você vai me atrapalhar mais uma vez e nós dois vamos acabar mortos, mas que porra faz as coisas direito uma vez na vida, por isso que seu marido te fazia de idiota, faz oque eu estou te falando. Ele fala gritando irritado.

Saio apressada, mesmo não querendo obedecer oque Daryl disse, saio relutante, eu não quero que tudo dê errado, bem agora que estamos nos entendendo eu não quero estragar tudo.
Esbarro em um  zumbi no caminho, mas consigo o matar rapidamente, talvez pela adrenalina do momento.

Corro para a beira dos trilhos, esperançosa de que ele sairá daquele bar e irá se encontrar comigo aqui, para que possamos continuar tudo novamente, de onde paramos.

Até que sinto uma forte pancada  na cabeça, em seguida vejo tudo escurecer, sinto meu corpo caindo mole sobre o chão, e enfim apago.

  "Depois daquele beijo, eu descobri que todos os outros não tinham sabor."


Notas Finais


História também postada no wattpad
User: @Normaniacos


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