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História Lucille O Enigma-1Temporada - Capítulo 49


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Capítulo 49 - Capítulo 49: Estalar de dedos


Fanfic / Fanfiction Lucille O Enigma-1Temporada - Capítulo 49 - Capítulo 49: Estalar de dedos

" Tempo é oque menos temos agora, afinal podemos morrer a qualquer momento, e encontrar alguém por quem você tenha um sentimento tão forte é raro."

   *Lucille

Nos últimos dias as coisas foram difíceis para Alexandria, foram várias pessoas que morreram atacadas por aqueles loucos, por pura sorte ninguém do pessoal do grupo de Rick morreu e isso me deixou aliviada, mas isso não quer dizer que eu não esteja triste, eu estou triste até demais, o luto se espalhou pela comunidade, já não se vê mais tantas pessoas andando pelas ruas, perdemos metade dos Alexandrinos, se não fosse por Morgan e Carol que se arriscaram totalmente, talvez nem eu estivesse aqui.
Eu e Enid pudemos nos conhecer melhor, e a menina me contou tudo sobre o seu passado. Eu fiquei feliz por ela finalmente se abrir e confiar em mim, eu sei que tudo aconteceu rápido demais para a cabecinha dela, derrepente do nada eu cheguei dizendo que queria ser a mãe da garota, confesso que até para mim isso foi algo inusitado, mas eu não podia esperar mais tempo, tempo é oque menos temos agora, afinal podemos morrer a qualquer momento, e encontrar alguém por quem você tenha um sentimento tão forte é raro, tudo oque passamos nos últimos dias e o fato de ela ter salvado minha vida fez com que os nossos laços ficassem ainda mais fortes, e ela me contou sobre sair por aí escondida para aprender a atirar com Carl, eu não fiquei satisfeita com isso, é muito risco a correr, mas os adolescentes me prometeram não fazer mais isso sem ter algum adulto acompanhado, oque me deixa mais aliviada.
Rick foi o líder que todo mundo esperava, ele colocou as coisas em ordem, e ajudou a dar um enterro digno as pessoas, e foi o alicerce para que Diane não caísse, ver metade da sua comunidade morta foi quase trágico para a líder de Alexandria, mas agora ela estava nitidamente descansando um pouco do peso que é ser a líder de uma comunidade, agora ela finalmente aceitou que podia dividir a tarefa com Rick Grimes.
Quanto aos mortos, Rick disse que esperaria Daryl, Abraham e Sasha chegarem, pois já tinha um plano em mente para os afastar dos nossos portões, e isso era oque me deixava mais nervosa mesmo não transparecendo isso para minha filha. Enid não pode perceber a minha preocupação e medo, mas a verdade é que eu estou meio desnorteada ainda, já fazem dois dias deis do dia em que Daryl prometeu que voltaria , e até agora nem a sombra dos três.
Até mesmo Gleen e Rosita retornaram e deram um jeito de passar pelos mortos e entrar na comunidade, mas nada de Daryl Dixon ainda, eu confio nele, eu sei que ele vai voltar, mas é impossível que o medo não tome conta de mim, eu temo que algo tenha dado errado, que Daryl tenha se machucado e precise de mim, minha vontade é sair daqui e ir encontrá-lo, mas eu sei que Rick jamais permitiria que isso acontecesse, de qualquer modo se demorar mais dois dias eu vou, nem que seja escondida.

Eu pedi para que Enid e eu ficassemos  de vigia nos portões está noite, na verdade eu pedi para que eu ficasse, mas a menina disse que jamais iria me deixar sozinha denovo nem por um segundo, então só me restou aceitar.
Nós duas dormimos a tarde toda, e acordamos pouco antes de chegar a hora de ir para os portões.
Já percebemos que a noite vai ser longa logo que chegamos aqui, as coisas do lado de fora dos portões não estão nada fáceis, são muitos mais mortos doque eu imaginava, e quando eles notam a presença de qualquer humano ficam ainda mais agitados.
Estar grávida só tem um ponto negativo, a vontade excessiva de urinar a cada trinta minutos, é como se esse bebê apertasse minha bexiga, e eu nem imagino de onde vem tanto líquido para um corpo só. Deixei Gleen e Maggie por um momento com Enid, expliquei que só iria ao banheiro, e comeria algo, aliás esse é outro ponto da gravidez, a fome excessiva, mas isso eu não acho que seja algo negativo, confesso que amo comer.

Eu estava em casa, quando fui pega de surpresa, foi muito rápido, um barulho strondante e derrepente Rick entrou me puxando pelo braço sem delicadeza alguma para a sua casa que ficava ao lado da minha, fiquei quase sem fôlego, antes eu correria uma maratona inteira sem cansar, mas fazer isso grávida não é algo que eu tenha facilidade, nem mesmo se tratando da casa ao lado.
Quando finalmente entramos, Rick bateu a porta a trancando rapidamente e então finalmente eu pude perguntar oque estava acontecendo, mas eu não precisei que ele me dissesse, eu logo percebi que havia algo de errado, o barulho dos mortos andando pelo lado de fora não era nada discreto, ao contrário era aterrorizante.
Quando me dei conta a casa estava cheia, Carl, Michonne,  Jessie ,Rom, e o seu filho mais novo todos me encarando na sala. Eu ainda estava digerindo tudo quando Deanna bateu desesperada na porta, e Rick a puxou para dentro rapidamente, mas a maior surpresa veio a seguir, ela estava mordida no abdômen.
Esse é o fim da rainha, eu pude ver claramente ela caindo, como em um jogo de xadrez.

Nada daquela situação era fácil, nada poderia ser pior, meu marido estava fora de casa, minha filha não estava junto comigo quando tudo aconteceu, se eu não tivesse saído para vir para o maldito banheiro eu estaria junto com ela agora.
O único alívio foi Rick dizer que a viu junto com Maggie e Gleen exatamente quando uma das torres de vigia desmoronou derrubando um de nossos muros, ele relatou que ela estava segura em cima da guarda dos portões, mas eu me perguntava se isso podia realmente ser chamado de seguro, afinal uma torre tinha acabado de desmoronar.
Assim como eu mais uma vez estava prestes a fazer, desmoronar.

Eu pensei que não pudesse ficar pior, mas eu estava enganada, quando Rom e Carl tiveram uma briga, deixando que alguns mortos entrassem pelos fundos da casa, Rick pensou rápido, cobriu a escada com sofás e outros móveis, de modo que os errantes não conseguissem passar para a sala, e disse que a gente devia sair daqui o mais rápido possível, eu estava tão fora de mim, era como se uma televisão estivesse ligada, e eu não prestasse atenção, quando questionei como sairíamos, estávamos cercados, mortos pela entrada e pelos fundos da casa, Rick logo me explicou o seu plano quando com a ajuda de Michonne puxou três mortos na sala os matando, e abrindo o resto de seus corpos podres.
O plano era o seguinte, nos cobrir de sangue e tripas dos errantes,  algo nojento mais necessário, Rick já havia usado essa técnica em várias outras ocasiões.
Pegamos alguns lençóis e fizemos algo igual a um ponche, deixando só a mostra.
Depois passamos os resto mortais dos errantes por todo o corpo, isso ajudaria para que os mortos vivos não sentissem nosso cheiro, e desse modo não notariam nossa presença.
Tivemos uma despedida melancólica com Deanna, ela decidiu que ficaria, e que se mataria antes de virar uma daquelas coisas, uma arma foi entregue na mão da Líder, e ela falou do que esperava de Rick e de Alexandria, e o xerife fez uma promessa, mataria todos os mortos e fazeria de Alexandria uma comunidade outra vez, e eu pude ver nos olhos de Rick que ele cumpriria isso, custe oque custar.
Decidimos sair de mãos dadas, todos juntos para que ninguém ficasse para trás, Rick segurava  a mão de Carl, e o menino segurava a mão de Jessie, que estava de mãos dadas com filho mais novo,  e ele segurava a mão de Rom, que segurava a mão de Michonne e enfim ela segurava a minha.
Estava tudo dentro de controle, os mortos não notaram a nossa presença, estávamos indo bem, até que na metade do caminho as coisas começaram a desandar, o filho mais novo de Jessie começou a gritar como um doido, chamando a atenção dos mortos, foi tudo muito rápido, por extinto todos nós se soltamos, os mortos foram se aproximando, e o menino não calava a boca, mãe, mãe , mãe ele gritava repetidamente, enquanto Jessie tentava o  mandar se calar sem sucesso.

Jessie não soltou a mão do filho, nem as mãos de Carl, ela os seguravam fortemente, e o menino mais novo já estava sendo devorado pelos mortos, mas a mãe por puro extinto maternal ainda mantinha as mãos firmes nas dele, enquanto gritava e chorava, Carl tentou a puxar, falando que ela tinha que sair dali, mas ela não escutava, so chorava cada vez mais, logo os mortos a atacaram no pescoço, e surgiram mais todos arrancando pedaços da mulher, mas as mãos dela estavam firmes nas de Carl que tentava de todo jeito escapar.
- Rick entrou em desespero enquanto fazia sinal negativo com a cabeça não acreditando, ele parecia estar desligado quando Carl chamava por ele sem sucesso, Jessie estava segurando o braço do menino e ele não conseguia se soltar.
Foi muito rápido, quando me dei conta Rick partiu a mão da mulher com o seu machado, agora era somente mãe e filho, caídos no chão sendo devorados.
Rom olhava tudo do outro lado, com expressão de puro desespero, afinal quem não estaria vendo sua família sendo morta bem na sua frente?

Derrepente o garoto tinha a arma apontada para Carl, bem na cabeça, e Michonne não pensou duas vezes, enfiou sua Catana nas costas de Rom a fazendo atravessar para o outro lado, um tiro foi disparado, e Michonne puxou novamente a espada para si, fazendo o corpo de Rom cair no chão, os mortos o devoraram rapidamente, todos tinham os olhos presos naquela cena aterrorizante.
Rick acenou com a cabeça para Michonne como sinal de agradecimento.

- Pai?

Foi tudo oque eu ouvi antes de finalmente olhar para Carl, e o desespero tomar conta de meu corpo.
Ele havia levado o tiro, bem no olho direito,e o sangue escorria pelo seu rosto, ele caiu no chão, e Rick logo o pegou no colo, desesperado, correu enquanto eu e Michonne abrimos caminho matando os errantes.

Ali, eu apontei a infermaria para Rick que tinha Carl em seus braços, corremos o mais depressa possível , eu matei vários errantes com a faca que eu tinha em mãos, quando batemos na porta Denise logo abriu, e o xerife colocou o filho em uma maca.

- Ele está morto? Ele perguntou para a médica que logo examinou os batimentos cardíacos de Carl.

- Não, ele está vivo, eu vou fazer o possível, preciso que alguém me ajude.

Rick me olhou já com os olhos se derramando lágrimas, enquanto levou as mãos para a minha bochecha e suplicou.
- Lucille, você pode fazer isso por mim, por favor eu não vou conseguir por favor.
Com os olhos marejados eu disse que sim.

- Eu também posso ficar aqui e ajudar, Michonne falou com a voz embargada

- Não, não pode, eu preciso da sua ajuda, Rick falou se virando para a mulher.
- Eu confio em vocês, tragam ele de volta por favor, se ele morrer eu...
O xerife não terminou a frase.

- Ele vai ficar bem, eu prometo, falei mesmo sabendo que aquela não era uma promessa da qual eu tinha certeza que poderia cumprir, mas eu precisava acreditar que sim, eu precisava que Carl ficasse vivo.
Rick apenas acenou com a cabeça, e saiu, deixando apenas eu e Denise na sala.
E ela logo começou a me dar instruções, que eu segui a risca, derrepente eu não pensei em mais nada, foquei totalmente no que eu tinha que fazer, somente uma coisa tomava conta dos meus pensamentos, que Derrepente sua vida pode desmoronar em um estalar de dedos, eu tinha a vida de Carl Grimes em minhas mãos, e não podia deixar escapar por entre os vãos de meus dedos, mais que isso, eu não permitiria que escapasse.



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