História Lucky - Imagine (NCT) - Capítulo 15


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Notas do Autor


Oi, anjinhos, voltei com mais um capítulo quentinho pra vocês (chega a manteiga derrete)
Eu estou aqui trabalhando pra editar e fazer uma capa decente pra fanfic, eu juro que sei editar mais ou menos, mas até agora não fiz nenhuma que tenha gostado 100%. Resolvi mudar porque achei o design atual muito pesado pro estilo da fic.
Obrigada pelos 60+ favs <3

Capítulo 15 - City 127


Fanfic / Fanfiction Lucky - Imagine (NCT) - Capítulo 15 - City 127

parentesco

substantivo masculino

1. qualidade ou característica de parente.

2. relação de pessoas, quer por vínculo de sangue (consanguinidade), quer pelo casamento (afinidade).

 

Há muito tempo (não me recordo da data, perdão)

— Mãe, a ________ não quer me emprestar a Baby Alive dela — denuncia aquela criatura ridícula, fazendo com que sua mãe, ou seja, minha tia, venha até nós para intervir.

— _______, empreste sua boneca pra Marisa, eu prometo que ela vai cuidar muito bem dela — diz, fazendo com que eu estique meus bracinhos e entregue minha preciosa e, segundo minha mãe, muito cara Baby Alive.

É claro que minha tia não esperava que Marisa, minha prima, fosse arremessar minha boneca pela janela. Minha tia era um anjo, uma mulher do bem, nunca iria esperar que uma alma tão ruim quanto Marisa fosse sair de seu ventre. Mas tudo é possível.

Desde muito novas, Marisa e eu sempre fomos criadas como irmãs de pais diferentes, eu tinha que emprestar cada um dos meus brinquedos pra ela e ela também devia fazer isso (mas, obviamente, ela não fazia). Não que eu não gostasse de emprestar meus brinquedos, contudo era ruim ao ver que, quando eram devolvidos (se fossem), eles sempre voltavam acabados. Além disso, nós estudávamos na mesma escola, porém em salas diferentes, já que ela era um ano mais velha que eu.

Apesar do parentesco, tenho que dizer que nunca tivemos uma relação muito próxima, sempre vivemos em pé de guerra. Eu não sou um amor de pessoa, mas, com toda certeza, minha maldade não pode ser comparada à dela.

Mesmo que pareça um exagero, aquela criatura sempre foi um peso nas minhas costas, como em todas as vezes em que ela ameaçou minhas amigas de sala, dizendo que ou elas se afastavam de mim ou ela iria agredi-las. Ou quando ela descaradamente colocou extrato de tomate no meu shampoo (eu sei, eu devia ter percebido, mas eu era uma criança, era meio lentinha).

Até hoje ainda acredito que foi ela que disse para todas as pessoas da escola que eu ainda fazia xixi na cama. Apesar da maioria ali ainda praticar aquele velho hábito, ainda era um enorme tabu, que me fez ser julgada como a “mijona” por alguns meses.

Há muito tempo também (mas mais recente que da última vez)

A pressão continuou até o começo do ensino médio, quando, finalmente, ficamos em escolas diferentes. Acho que aquele podia ter sido o melhor ano da minha vida, mas é claro que, mesmo longe, aquele ser infernal ainda era capaz de me atingir.

Eu sempre fui uma romântica incorrigível, apesar disso ter reduzido consideravelmente depois desse acontecimento, então era comum para mim ir aos jogos intercolegiais e ficar admirando os garotos suados jogando.

Em um desses dias que o tempo não traz de volta, acabei por conhecer Lucas. Um bonitinho de outra escola, dois anos mais velho que eu. Olhando atualmente, ele nem é tudo isso, mas, naquela época, eu o encarava como um deus grego.

Depois daquele jogo, passei a me interessar por Lucas, dava uma olhada em suas redes sociais, tomando cuidado para não curtir nenhuma de suas fotos, até comecei a frequentar alguns lugares em que ele ia de vez em quando, como uma lanchonete que servia o melhor hambúrguer da cidade (talvez a única coisa boa em toda a situação). Depois de uma breve investigação, descobri que ele estudava na mesma escola de Marina e, mesmo receosa, pedi ajuda para que minha prima nos apresentasse. Ela aceitou de bom grado, é claro, e o plano de aproximação teve início.

Com questão de uma semana, Lucas e eu trocamos números de telefone e começamos a nos falar de vez em quando, ele não era 100% do que eu pensei que seria, mas eu estava apaixonada, então só aceitei seus defeitos. O tempo passou e Marina me encorajou a me confessar. Foi aí que começou o desastre.

Em uma bela noite, Marina foi para minha casa e me ajudou com as preparações, a trouxa aqui comprou uma caixa de chocolates que custou a renda de um mês inteiro de venda de pulseirinhas. Lembro de ter colocado meu vestido mais bonito, um vermelho rodado, a “cor do amor”, e ter me maquiado usando um tutorial qualquer de uma blogueirinha.

Depois de pronta, Marina teve a audácia de me desejar boa sorte. Saí de casa decidida depois de ter marcado com Lucas em uma praça perto de casa.

Assim que o vi, lembro de nunca ter pensado que alguém estava tão lindo, me aproximei e, depois de respirar fundo, proclamei o discurso mais polido e romântico que consegui criar em minha cabeça. Discurso este que prefiro não repetir aqui, questões de preservação da dignidade.

Pensei que, depois de tudo isso, Lucas e eu nos beijaríamos e que tudo seria lindo. Mas eu fui uma otária. Depois dessa humilhação, Lucas simplesmente me pediu desculpas e falou que não podia aceitar aquilo, pois já estava namorando. Adivinhe com quem? Exatamente, com Marina. Aquela maldita era sangue do meu sangue, me fez passar por uma humilhação dessas e…

 

— Agora eu entendi porque você ficou daquele jeito quando viu os dois — solta Doyoung, enquanto me acompanha até o hotel depois do encontro com o passado que tive na biblioteca. — Não te culpo, ficaria do mesmo jeito.

— É por isso que eu queria ir embora, sabe? Depois de tudo que aconteceu, aquela criatura ainda teve coragem de me dizer que só se apaixonou do nada e ficou com medo de me contar a verdade — comento, apertando a mão do coreano, o qual me ajuda a não cair, enquanto eu caminho por cima de uma linhazinha na calçada.

— Então quer dizer que você se apaixonou pelo Lucas? — questiona Yukhei, me fazendo virar o rosto em sua direção.

— Xuxi, não acredito que, depois de toda essa história, essa foi a única parte que te chamou atenção — falo, me inclinando para dar um soco no braço do mais alto, que me olha com um sorriso malicioso no rosto.

Continuamos caminhando tranquilamente até o hotel, onde acabo por me despedir de Doyoung com um abraço apertado, que o surpreende, já que não temos muito contato físico desde que nos conhecemos. Ele vai correndo para seu quarto, pois tem que tomar um banho, visto que parte do NCT 127 teria um compromisso naquela noite. Ao dizer parte, me refiro especificamente a Doyoung, Taeil, Jaehyun, Jungwoo, Donghyuk (que, mesmo machucado, poderia ir para o evento) e Yuta, pois a gravação com os meninos seria dividida em duas partes.

Continuo conversando com Lucas e Xiaojun por um tempo, embora o segundo não seja muito bom em coreano e eu mesma não seja uma expert em chinês. Só paramos de falar quando Johnny aproxima-se de nosso trio, passando o braço por cima dos ombros de Xuxi e apoiando sua mão em minha cabeça.

— Oi, oi — nos cumprimenta enquanto bagunça meus cabelos com sua mão enorme. — Taeyong e eu estávamos pensando e decidimos ir para uma festa hoje à noite, vamos fugir da manager. Queremos saber se podemos contar com a presença de vocês.

— Não sei direito, John, você sabe que não posso me arriscar tanto assim — falo, inclinando meu corpo em direção à Yukhei e apoiando minha cabeça em seu braço. O cidadão de Hong-Kong sorri e, lentamente, arrasta sua mão até minha cintura.

— Amanhã de manhã o Wayv tem um fansign, não podemos ficar tão cansados — diz Xiaojun.

— Não sei você, Xiao, mas eu não ficaria cansado só com uma festinha. E eu insisto pra que você vá, __________. Se a manager descobrir, eu falo que te sequestrei, que você não teve escolha.

Rio com a sugestão de Yukhei e respiro fundo, não sabendo direito o que fazer, mas, depois de muita insistência por parte dos meninos, acabo aceitando o convite, o que resulta em um sorriso enorme de todos.

— Todo mundo vai? — questiono para John, que nega com a cabeça.

— Chenle e Jisung são menores, então vão ficar em casa. Renjun disse que também não iria, falou que não queria mesmo, então ele vai ficar com Xiaojun, Hendery e YangYang, que vão ficar em casa pra descansar antes do compromisso do WayV de amanhã. Tirando esses, todo mundo vai.

— Acho que quero ficar em casa também então.

— Mas precisamos de sua presença, ________, quem vai ser a nossa tradutora em tempo real? — questiona o americano, me fazendo cerrar os olhos em sua direção.

— Eu sabia que vocês só queriam minha presença pra se aproveitar dos meus dotes linguísticos, que absurdo — falo e cruzo os braços. — Agora não vou mais, vocês que lutem pra traduzir as coisas.

Depois de uma meia-hora pra me convencer de ir a festa, usando até mesmo a presença de Chittaphon pra isso, os meninos conseguem que eu diga sim. Eles apelaram, disseram que iam chamar Chenle pra fazer aegyo pra mim se eu dissesse que não. Eu sabia que não resistiria, então disse sim.

E agora estou aqui. Sozinha, no meu quarto, olhando para as roupas em cima da cama, sem saber qual vestir. Resolvo usar um vestido preto simples, justo, que fazia com que eu me sentisse mais bonita, mais confiante, mais gostosa e tudo mais.

Resolvo me aprontar um pouco mais do que o normal e, ao final, me olho no espelho para julgar-me. Até que estou bonita, o vestido acentuava minhas curvas, apesar de ainda parecer um pouco curto para mim.

Abro a porta, ainda tentando “desborrar” o batom em minha boca usando o polegar, e dou de cara com um grupo de asiáticos parados me esperando.

— Eu demorei muito? — questiono, confusa, e eles negam com a cabeça.

— Jeno ainda está lá dentro se arrumando, acho que ele começou mais cedo que você — comenta Nana, me fazendo sorrir. — E, mesmo demorando mais, acho que ele ainda não vai conseguir te superar, ________, você está incrível.

Sorrio, tímida, e agradeço. Após a chegada de Jeno, todos trancam as portas de seus quartos e, um por um, vamos passando pelas escadas até chegar lá fora do hotel. Precisamos ir pela saída dos fundos para garantir que a manager nem ninguém da equipe poderá nos ver.

Ao chegar no exterior do prédio, nos dividimos em dois carros, alugados por Johnny e pelos meninos, e seguimos até o lugar da festa. Antes de entrarmos, aviso a todos sobre os perigos de serem reconhecidos e falo que, se forem ficar com alguém, que seja em algum lugar mais discreto e não ali, na frente de todo mundo. Eles concordam e entram no prédio.

O lugar está lotado, com a música extremamente alta e com luzes coloridas por todos os lados. Não é exatamente um dos meus locais favoritos, mas a companhia dos garotos me deixa aceitavelmente feliz.

— Assustada com o barulho? — questiona uma voz grave e rouca atrás de mim, fazendo com que eu me vire, vendo a figura de Wong Yukhei me olhando sorridente.

— Não diria exatamente assustada, mas é quase isso — falo, aproximando-me e agarrando seu braço com minhas duas mãos. — Não sei como vocês gostam desses lugares.

— Por que acha que eu gosto? — questionou o chinês, apoiando a mão em seu peito, fingindo-se de ofendido.

— Me poupe, Xuxi — falo, rindo.

— Aqui meu nome é só Lucas, _______, Xuxi não passa a confiança — fala, sorrindo de lado e afastando-se. — Aproveite a noite, você está linda e precisa se divertir um pouquinho.

Ruborizo um pouco com o elogio repentino e observo-o até que ele se perca em meio à multidão. Decido seguir o conselho de Yukhei e me meto ali no meio de todas aquelas pessoas também.

— Te vendo duas vezes em um único dia, prima, deve ser um milagre — diz uma voz ao meu lado, me fazendo virar o rosto, vendo a reencarnação de satanás de novo.

— Na minha terra, chamam de outra coisa — comento, enquanto sinto Marina me olhar de cima a baixo.

— Então, o que veio fazer aqui? Está com aqueles seus amigos asiáticos gatos de novo? — questiona, mordendo o lábio inferior.

— Vim jogar bola, não está vendo? E sim, eu estou com os meus “amigos asiáticos gatos” — falo e, antes que possa ser atingida por qualquer palavra daquela criatura, dou um jeito de me desvencilhar da multidão e ir até um lugar mais calmo.

Ao avistar o bar da festa, dou um jeito de sentar-me em um assento qualquer dali, debruçando-me sobre a bancada. Talvez não tenha sido uma ideia tão boa assim aceitar o convite dos meninos. Uma hora dessas eu podia estar jogando alguma coisa com os meninos no hotel, seria legal, seria bem melhor do que estar aqui agora.

— Pensativa? — indaga uma voz ao meu lado, fazendo com que eu vire a cabeça, novamente.

— Oi, Mark — cumprimento o canadense, que senta-se ao meu lado. — Estou me sentindo um pouco deslocada.

— Digo o mesmo — confessa, soltando um suspiro. Ele pede duas bebidas aleatórias ao barman e oferece uma delas para mim.

— Mark Lee, você está tentando me embebedar? — questiono, agarrando a taça em minha frente. — Se estiver, obrigada, é exatamente do que eu preciso.

— Acho que sou mais fraco pra bebidas do que você, ________. — Ele solta um riso soprado e vira sua taça de uma vez.

— Mark hyung, Nana está saindo do controle — fala Jeno, aproximando-se de nós dois e chamando a minha atenção.

— Cadê o Jaemin? — questiono, pronta para dar uma bronca, e sigo Lee Jeno, que toma minha mão e me leva até o local.

Ok. Não que eu esteja tendo algo sério com Na Jaemin, somos só ficantes, nunca estabelecemos limite algum em nossa relação, nem se poderíamos ou não ficar com pessoas. Isso só já seria suficiente para evitar que meus punhos se cerrassem ao ver Nana se pegando com uma garota aleatória bem na minha frente. 

A situação toda já era ruim o bastante, mas como tudo na vida pode e vai piorar, segundo Murphy, a garota que se pegava com Jaemin era minha prima. De todas as dezenas de mulheres que tinham naquela festa, por que, entre todas, ele tinha que escolher justo Marina?

Mesmo assim, acho que o que me levou a agir da forma que agi em seguida foi principalmente o choque de realidade. Eu estava cercada de pessoas legais com as quais não me sentia livre para interagir por achar que devia algum tipo de respeito para Jaemin.

Então, agindo ordenada por meus impulsos, simplesmente me virei e selei os lábios com a primeira pessoa que brotou na minha frente, como uma jovem responsável deve fazer.


Notas Finais


Acho que vocês vão querer meter a porrada em mim szsz
Bem, eu vou tentar começar a seguir um horário pra postar os capítulos, sei que já falei isso muitas vezes, mas é assim mesmo, um dia dá certo. Então, quem vocês acham que a _______ deu uns pegas? u.u
Compartilhem o que acharam do capítulo, comentem aí, deem sugestões, elogios, críticas ou só falem o que pensam mesmo, é importante pra mim ter um feedback de vocês, se querem que eu mude algo na fic e tudo mais, favoritem se gostaram e é isso, não desistam de mim <3
Ps.: Caso o nome de alguém aí seja Marina, perdão, coloquei pensando na Marina da Turma da Mônica (não que eu tenha nada contra ela também, Marina é um ícone).


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