História Lucky day - Capítulo 20


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Beetee Latier, Brutus, Caesar Flickerman, Cashmere, Cato, Cinna, Delly Cartwright, Effie Trinket, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Glimmer, Gloss, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Plutarch Heavensbee, Primrose Everdeen, Rue, Seneca Crane, Wiress
Tags Everlark, Jogosvorazes, Peetniss
Visualizações 100
Palavras 5.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pessoal!

A fic está chegando ao fim e este é, realmente, o último capítulo…

Mas tenho novidades nas notas finais!

No texto abaixo, há um momento em que uma música é tocada. A canção que me inspirou foi "Aliança" dos Tribalistas (gente, fui ao show deles ontem e estou ainda mais apaixonada por esse trio fantástico!).

Mas fiquem à vontade para ouvir a música romântica preferida de vocês...

Espero que gostem!

🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀

Capítulo 20 - Capítulo 19


Fanfic / Fanfiction Lucky day - Capítulo 20 - Capítulo 19

Por Katniss

É o final da primavera, não que seja possível dizer pelas condições climáticas.

Está chovendo muito e a temperatura está incrivelmente baixa para a época do ano. Nova York está cinzenta e fria.

O taxista comenta sobre o quão sombria a cidade está, mas me convém bastante.

O clima combina perfeitamente bem com o meu estado de espírito, afinal.

Antes que eu saia do veículo, talvez imaginando que eu seja uma turista, o motorista deseja:

— Espero que o tempo melhore, para que você possa conhecer o colorido do Central Park nessa época do ano.

— Obrigada pela dica – agradeço, mas logo penso de modo desanimado que o parque deve ser um dos roteiros preferidos das famílias felizes e perfeitas de Manhattan. Peeta, Rue e… Nem consigo concluir meu pensamento sem que meus olhos fiquem imediatamente úmidos.

Assim que subo com minha bagagem até o apartamento dos meus tios, percebo que o Tio Haymitch está muito mal-humorado, definitivamente não querendo me dar atenção ou deixar qualquer manifestação de carinho escoar por suas palavras.

Apenas tia Effie busca explicações para o meu retorno, depois de quatro semanas longe daqui.

— Ignorei Peeta por semanas, tia. Até que suas ligações e mensagens foram rareando e ele desistiu de tentar falar comigo no meu celular. Mas, na verdade, ele não havia desistido. Peeta conseguiu o telefone da casa de Cressida e Messala – informo e noto os olhares trocados entre meus tios, um bom indício de que eles têm algo a ver com a descoberta do meu paradeiro por Peeta. — Mas não falei com ele. Eu havia saído com Cressida, quando ele ligou… De qualquer modo, não escapei de ter de explicar o motivo daquele telefonema pra minha amiga. Depois que contei tudo o que aconteceu aqui em Nova York, Cressida me fez procurá-lo e retornar a ligação, mas ele não me atendeu. Nesse mesmo dia, eu descobri que a Rue já está com uma família temporária e eu tenho quase certeza de que um dos integrantes dessa família é o Peeta. Talvez ele tenha entrado em contato só para me dizer isso…

Tia Effie me lança um sorriso triste, enquanto Tio Haymitch apenas balança a cabeça e solta o ar pelo nariz. Ele está chateado comigo, eu sei. Ainda assim, ele me ajuda a levar a mala até o quarto de hóspedes.

— Você está decepcionado, porque eu fugi, tio?

Ele solta minha bagagem no chão e dá meia volta para me encarar.

— Docinho, entenda uma coisa. Você é uma das pessoas mais incríveis que eu conheço, mas nem por isso eu tenho que concordar com suas decisões. – Meu tio me segura pelos ombros, de modo protetor. — Só que, nesse caso, minha bronca toda é porque você está sofrendo. Assim como o garoto. E eu me afeiçoei a ele, depois que esteve aqui algumas vezes.

— Peeta esteve aqui mais de uma vez?

— Sim e, em todas elas, deixou claro que buscaria uma solução para o problema dele, sem nunca cogitar se afastar de você. – O olhar do meu tio transparece toda a censura por eu ter feito exatamente o contrário. — A última vez que ele veio foi pra trazer um bendito convite…

Tão logo ele diz isso, tia Effie cruza a porta do quarto, com dois envelopes misteriosos nas mãos.

Dentro do primeiro, de fato, há um convite sofisticado, indicando que o baile de gala promovido anualmente pelo escritório M & R Law será sediado na minha antiga escola, em Detroit.

No verso dele, há alguns dizeres manuscritos, com uma letra que conheço bem.

"Katniss, 
Você me disse que costuma cumprir suas promessas. Não se esqueça do meu prêmio em nossa aposta… 
P. R. M."

Como esquecer que me comprometi a conceder a Peeta uma dança no baile de gala do escritório, usando o vestido verde que ele me deu?

Minha pulsação dispara ao ver que a data marcada está muito próxima.

— Eu e seu tio Haymitch também fomos convidados. – Tia Effie me surpreende com a afirmação.

— E vocês vão poder ir ao baile? Em Detroit? – pergunto.

— Não quero ir – resmunga tio Haymitch.

— Aff! – Tia Effie sacode no ar o outro envelope, que ela me entrega em seguida. — Mas por quê?

— Apenas disse que não quero ir, porém isso não significa que eu não vou. – Ele dá de ombros e tia Effie bate palmas de alegria. — Apenas acho desnecessário todo esse deslocamento, se Peeta pode simplesmente vir até aqui conversar com você, queridinha, e resolver tudo.

Meu tio me lança uma piscadela divertida. Seu humor já está melhorando.

— Você confia nisso, por ele ser um advogado habilidoso? – brinco.

— Não, não! Eu digo isso, porque sei que o garoto ama você.

— Peeta passou maus pedaços para nos provar isso, pode acreditar – revela tia Effie, com um ar grave, o que é muito raro nela.

— O que aconteceu enquanto eu estive fora? – pergunto.

— Ah, agora que você vai me fazer ir até Detroit por causa dessa história, não vou contar nada, não! – retruca tio Haymitch.

— Isso mesmo. Só vai descobrir tudo no dia do baile! – Tia Effie se une ao marido.

— A propósito, nossas passagens para Detroit já estão compradas. A sua também, lindinha – informa meu tio.

— Eu não tenho escolha? – reclamo, fingindo estar aborrecida.

— Ah, mas não tem mesmo! Você tem é uma aposta pra cumprir – rebate ele.

— E um vestido ma-ra-vi-lho-so para usar – enfatiza Tia Effie.

Ela abre o armário e me mostra o presente que Peeta me deu nos meus primeiros dias no escritório. Lindo e intacto.

— É maravilhoso mesmo – reconheço.

— Então, o baile será a chance de conversar com o Peeta… Usar o vestido seria como um sinal de que você quer isso, e vai significar mais que o mero cumprimento de uma aposta.

— Já que vou viajar novamente em poucos dias, nem pretendo desarrumar a mala – aviso.

— Só acrescente esse item fundamental. – Tia Effie retira o cabide do armário e espalha o tecido verde e delicado sobre a cama. — Agora, abra logo esse outro envelope.

Eu atendo ao pedido dela e, ao puxar para fora o conteúdo, é como se um raio de repente me atingisse.

É uma foto minha e de Peeta na festa de aniversário dos filhos de Beetee. Delly deve ter sido a fotógrafa e eu e ele nem percebemos na hora.

Na imagem, estou sentada no colo de Peeta, com os braços em volta de seu pescoço. Estou usando um daqueles chapéus de festa pontiagudos e seguro um algodão-doce numa das mãos. Peeta está com uma gravata de papel brilhante, colorida e ridícula, que um dos gêmeos colocou em seu pescoço. A foto foi tirada logo depois que distribuíram bolinhas de sabão para as crianças, porque há esferas translúcidas voando por todas as direções ao nosso redor.

Delly capturou o momento perfeito da nossa aproximação antes do beijo, quando nossos lábios estavam prestes a se tocar, mas ainda havia uma distância ínfima os separando. Ela nos fotografou, enquanto eu ainda encarava profundamente os olhos de Peeta, sorrindo, irradiando felicidade, e Peeta me observava com a mesma intensidade, suas mãos espalmadas em minhas costas, levando-me em direção a ele.

Isso me causa uma turbulência interna. Talvez porque eu tenha me lembrado tão vividamente das sensações daquele instante. Do sentimento de puro amor e de felicidade plena. Da tranquilidade de pertencer a alguém, da realização e da segurança de ter a pessoa amada diante de você.

Depois de ver a foto, respiro fundo. É como se eu tivesse apenas sobrevivido nas últimas semanas, em vez de tê-las vivido.

Não posso continuar assim. Eu preciso chegar ao fundo desta história e iniciar uma nova etapa da minha vida.

E são muitos os sinais de que tudo vai ficar bem.

Assim, a expectativa de reencontrar Peeta deixa de ser um martírio, transformando-se numa doce espera.

¸.•*'¨'*•.¸¸.•*'¨'*•.¸¸.•*'¨'*•.¸

Nos dias que antecedem a ida para Detroit, meus tios realmente não me dão nenhuma pista sobre o que houve durante a minha ausência.

Também não obtenho muito sucesso ao tentar colher informações das antigas colegas de escritório. Annie, Johanna, Delly e Madge apenas engrossam o coro de que mereço esperar para ter uma resposta somente no baile que acontecerá em breve. 

No entanto, uma coisa eu descobri. A imprensa me deixou a par do fim do casamento de Peeta. O que antes eram apenas rumores foi confirmado por exaustivas manchetes sobre as várias fases da nova vida de divorciada de Glimmer Rambin. E o que é mais engraçado e nada surpreendente: com direito ao anúncio de um futuro casamento relâmpago, devido a uma paixão fulminante por Caesar Flickerman… Aqueles dois se merecem e sabem disso.

Então, Glimmer é uma preocupação a menos quando eu e meus tios chegamos a Detroit na véspera da data do baile.

Meu pai já está nos aguardando na área de desembarque para nos dar uma carona.

Como Tia Effie vai aproveitar a viagem para rever a família dela, meu pai deixa meus tios na casa onde ela cresceu.

— Eu não preciso nem recomendar nada, pois eu sei que você estará estonteante amanhã – derrete-se tia Effie ao descer do veículo. — Faço questão de presenciar sua entrada triunfal!

— Nós nos vemos na festa, docinho, se eu continuar vivo até amanhã! – exagera tio Haymitch.

Ambos se despedem afetuosamente do meu pai, que se vira para mim e sorri, quando ficamos a sós.

Seus olhos se apequenam, na proporção inversa do tamanho do seu sorriso, numa das formas mais carinhosas que conheço de alguém olhar pra mim. Mas ele logo retoma o caminho de casa, prestando atenção ao trânsito.

No entanto, eu continuo observando seu perfil. Reparo que ele abandonou aquele aspecto um pouco desleixado que tinha. Está com a aparência saudável, a barba bem feita e os cabelos aparados num corte moderno.

— Você parece tão bem, pai.

— É porque estou bem, filha.

— A mudança é por causa da reconciliação com a mamãe?

— A razão da mudança é essa… Um amor do passado, que também foi uma decepção em algum momento lá atrás, mas que se redimiu e se revelou como a pessoa que eu quero ao meu lado. Soa familiar pra você?

— Muito. – É lógico que as palavras dele me remetem a Peeta. — Peço perdão se eu não demonstrei meu apoio a você e à mamãe antes. Eu estava com medo, pai.

— Eu também. E ainda estou com medo, porém, pra não abandonar essa possibilidade que surgiu, eu repeli cada uma das dúvidas que me impediam de aceitar sua mãe de volta, pois quero acreditar que o amor pode superar todos os obstáculos. Juntos, nós somos melhores do que separados. Nem sempre foi assim, mas está sendo agora.

— Não tenha eu restrições ao casamento de almas sinceras –  evoco o soneto de Shakespeare, que eu e meu pai sabemos de cor, de tanto que ele o declamou comigo, para me ajudar nos trabalhos de literatura inglesa, tantos anos atrás.

— Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar – recita ele, reproduzindo a famosa frase do mesmo autor, cujas peças meu pai costumava encenar de modo descontraído para incentivar Prim a se apaixonar pelas obras clássicas, mas ela sempre foi ávida mesmo por livros de ciências.

Ao vislumbrar a minha antiga vizinhança, uma sensação nostálgica me invade.

— Bateu uma saudade dos nossos fins de tarde literários…

— A gente pode matar a saudade hoje.

— Não será a mesma coisa sem Prim e as intervenções inconvenientes dela.

— Quem disse que será sem ela?

— O quê? Prim está aqui?

— Veja você mesma.

De fato, meu pai não me dá mais informações. Não é necessário.

Minha mãe e Prim nos esperam na calçada de nossa antiga casa. Antes mesmo de entrar na garagem, meu pai para o carro para que eu desça apressada e corra até elas.

Nós três nos aproximamos e não é preciso dizer nada. Elas apenas me abraçam. Meu pai se une a nós pouco depois.

O saudosismo apenas aumenta quando entro em nossa casa, absorvendo tudo ao redor.

Poucas alterações na aparência simples do mobiliário e nas cores das paredes. Uma transformação imensa na atmosfera triste que existiu por aqui nos últimos dez anos. A começar pelo aroma único e maravilhoso da comida que só minha mãe sabe preparar. A refeição já está posta sobre a mesa.

Quando todos sentamos para jantar, vejo meus pais sorrindo juntos, um para o outro, e eu me recordo da última vez em que os vi assim. Foi logo após eu posar para a foto no dia do baile da Homecoming Dance, usando o vestido vermelho que ela havia reformado. Justamente a foto que está num porta-retratos, sobre o aparador que fica ao lado da mesa.

— Eu achei que não veria vocês sorrindo juntos nunca mais. Fico feliz por estar errada por todo esse tempo.

Meu comentário é a abertura para conversarmos sobre o passado. Nós recordamos dos bons momentos, porém também falamos das brigas e das coisas ruins que meus pais costumavam dizer um ao outro.

Eu preciso desabafar algumas coisas e minha mãe ouve… Talvez pela primeira vez desde que saímos dessa mesma casa. Ela se explica também. Pelo menos, fica claro que ela está tentando. Já é um grande passo.

Então, quando seguro sua mão trêmula em sinal de apoio, minha mãe cai em prantos. Em seguida, todos nós choramos, para depois rirmos juntos como se não houvesse amanhã.

E, quando tiramos todo o passado dolorido do caminho, conversamos sobre mim. Eles querem saber todos os pormenores da trajetória até chegarmos aqui, às vésperas de um baile que – imagino que não à toa –, Peeta resolveu organizar em nossa cidade natal, na escola onde nos conhecemos.

— Vocês não vão querer ouvir os detalhes sentimentais… – Tento desviar.

— Nada disso! Eu quero ouvir principalmente os detalhes sentimentais – exige Prim.

Assim, enquanto arrumamos a mesa de jantar, relato brevemente os acontecimentos, desde que fui admitida pelo M & R Law.

Após resumir a minha versão dos fatos e ouvir deles algumas teorias sobre o que pode acontecer no baile amanhã, entro no banho para me preparar para dormir, sentindo-me muito mais leve.

Ao sair, Prim está lendo livros de medicina, na pequena mesa de estudos do nosso quarto. Percebo que ela uniu as nossas camas no centro do quarto, como gostávamos de fazer desde quando ela deixou de dormir em seu bercinho.

Primrose tira os óculos e os coloca em cima do seu livro fechado. Em seguida, ela apaga a luminária.

— Pode continuar estudando. A luz não vai me atrapalhar. Estou tão cansada, que vou desmaiar quando me deitar.

— Também estou esgotada.

Então, nós duas nos enfiamos sob as cobertas, de frente uma para a outra.

Afasto os cabelos do rosto dela para enxergá-la melhor.

— Katniss, eu queria que você estivesse lá em Omaha comigo. Assim como quero que sempre esteja. Obrigada por estar lá por mim e me desculpa por ser tão egoísta, por não considerar sua opinião e seus sacrifícios.

— Não diga isso. Já passou… – Corro os dedos pelo rosto da minha irmã. — Agora me diz… Como veio parar aqui em Detroit, mesmo com todas as atividades da faculdade?

— Vou ficar apenas até domingo. E eu não perderia o baile por nada!

— Você também vai?

— Peeta convidou toda a família. Você não está sabendo?

— Não… E você parece saber de algo mais.

— Não vou contar!

— Mas…

— Não adianta insistir. E agora durma bem, porque amanhã você precisa estar bem-disposta.

Apesar da curiosidade, tudo o que consigo pensar é em dormir no meu colchão favorito. Quando já estou pegando no sono, sussurro:

— Eu amo você, patinho.

Como Primrose não responde, eu suponho que ela já esteja sonhando. Suspiro baixinho e fecho os olhos, aconchegando-me em meu travesseiro, porém ela respira fundo e faz uma pausa.

— Katniss, eu também amo você.

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Depois de ser maquiada por minha irmã, deslizo o vestido verde pelo meu corpo e ele cai perfeitamente em mim, mas Prim acha melhor fazer um pequeno ajuste.

— Vou suturar essas alças – graceja ela, usando o termo médico. — Sou boa nisso.

E é mesmo. O conserto realmente faz diferença.

Prim vai ajudar minha mãe com a maquiagem também e me deixa sozinha. Calço os saltos marfim, cuja cor combina com os detalhes de renda do vestido.

Passo alguns minutos trançando meu cabelo sobre o ombro direito, deixando algumas mechas escaparem pelo meu rosto, porém nada que eu faço parece muito adequado.

Não me lembro da última vez que fiquei tão nervosa antes de um evento. Na verdade, não me lembro se já estive tão nervosa assim antes de qualquer coisa. Mas quando eu olho para o espelho, tentando pela terceira vez ajeitar meu penteado, percebo que o nervosismo é apenas uma das coisas que realmente estou sentindo.

Componha-se, Katniss – murmuro para mim mesma diante da minha imagem refletida.

— Você está composta, filha, além de estar linda. E não diga que sou suspeito para falar – elogia meu pai, entrando no quarto para me entregar uma xícara fumegante de chá de hortelã. — Esse na foto é o famoso Peeta Ryan Mellark?

Depois de passar a manhã inteira esvaziando minha bagagem, a fotografia que Delly tirou de nós dois já está fixada no quadro de cortiça do meu quarto em Detroit.

— É o Peeta, pai. Você se lembra dele?

— Aquele rapazinho que conheci mudou bastante. Enquanto você… Continua sendo meu pequeno tordo. – Meu pai beija o topo da minha cabeça. — Você está parecendo nervosa, filha.

— Estou mesmo – reconheço.

— Está com problemas em seu penteado? – pergunta uma voz feminina.

Eu olho para cima e vejo minha mãe pelo espelho, encostada na porta do quarto, terminando de colocar seus brincos. Ela continua muito bonita e está deslumbrante num vestido de festa azul.

— Não estou conseguindo acertar essa trança.

— Acho que posso resolver isso – oferece ela.

Minha mãe pega algumas mechas e arremata o penteado com suas mãos habilidosas.

Eu suspiro, tentando liberar a tensão que está presa dentro de mim como uma mola. Sem muito sucesso.

— Alguém aqui ainda parece aterrorizada! – Meu pai usa uma entonação diferente para dizer a palavra alguém, apontando os olhos na minha direção.

— Ela está. – Minha mãe balança a cabeça afirmativamente.

— É uma graça, não é? – diz Prim, aparecendo de repente atrás do meu pai.

— Vocês não mudaram nada. Continuam pegando no meu pé… Parece que voltei no tempo! – resmungo, virando-me para encarar o pelotão de fuzilamento. — Eu apenas não sei o que vai acontecer. E ninguém quer me dizer nada…

— De jeito nenhum! – reafirma Prim.

— Ah! Eu tenho algo a dizer, filha – fala meu pai, erguendo o dedo indicador e deixando alguns segundos de suspense. — Boa sorte pra você.

Estreito os olhos, segurando a risada que denunciaria meu divertimento.

— Katniss não precisa de sorte – completa minha mãe. Ela e meu pai estão agora focados um no outro, enquanto se abraçam mutuamente pela cintura, aproximando-se cada vez mais. — Ela tem amor.

Passo por entre eles, atravessando a porta para levar a xícara até a cozinha.

— Vocês estão parecendo adolescentes na expectativa do baile de formatura! – exclamo, enquanto reviro os olhos para os dois.

— Não! Essa é você! – acusa Prim.

— Eles também – devolvo, girando o corpo depois de sair pelo corredor afora. — E… isso é maravilhoso.

De fato, é o que sinto sobre vê-los juntos.

Como se pudesse ler minha mente, meu pai ergue uma sobrancelha para mim, mas não diz nada, apenas sorri. Em seguida, ele pega o terno dele e se dirige até a porta.

— Você está pronto para nos levar, pai? – indago.

— Eu estou pronto, se vocês estiverem!

— Mas você não pegou a chave do carro – atesto, examinando as mãos vazias dele.

— Não precisa, nós vamos naquela belezura ali – fala Prim, indicando através da janela uma limusine preta que se aproxima vagarosamente. — Faz parte da surpresa. Tia Effie, tio Haymitch e nossos pais alugaram o carro para nos levar ao baile.

Eu arregalo os olhos e encontro dificuldade em acreditar que isso está mesmo acontecendo, até que o enorme carro para em frente à nossa casa.

— Vocês realmente querem me deixar emocionada e ansiosa – balbucio.

— Ah, o efeito esperado! – É tudo o que Prim comenta em resposta.

— Vamos? – convoca minha mãe ao aparecer na sala.

Nós quatro caminhamos até a calçada, depois que meu pai fecha a casa.

O chofer da limusine nos cumprimenta e destrava o carro. Em seguida, abre a porta para nós, que escorregamos para o interior do veículo luxuoso. Tia Effie e tio Haymitch já estão lá dentro.

— É claro que você teria direito a todas essas baboseiras desses bailes de escola, docinho – implica meu tio.

— Ora, Haymitch! Fizemos essa surpresa, principalmente, porque amamos muito você. E hoje é um grande, grande, grande dia! – Tia Effie o contradiz.

O motorista inicia o passeio pelo cenário urbano de Detroit, enquanto brindamos com um delicioso champanhe.

O trajeto até a escola leva cerca de quinze minutos de conversas leves e cheias de saudade.

Meus batimentos cardíacos se descompassam tão logo o veículo para em frente ao colégio. São tantas recordações. Algumas boas, outras nem tanto.

Do ponto onde estamos, a entrada da quadra onde acontecerá a festa se descortina diante dos meus olhos.

Até agora, tudo bem. Eu acho.

Então, avisto Peeta. Ele está com as mãos nos bolsos, no alto da escadaria, de costas para onde estou. Isso me dá um momento para contemplar sua figura atraente, em um terno cinza impecável. No entanto, minha observação é interrompida, pois tenho que sair do carro. Nesse intervalo, perco Peeta de vista, pois ele desce as escadas.

Ao me dar a mão para que eu desça do veículo, meu pai me pergunta:

— Você vai entrar dessa vez, filha?

Pelo seu modo de falar, tenho certeza de que ele ficou bem machucado com o que narrei ontem sobre não ter participado do baile anos atrás, tendo permanecido no banco do parque, do outro lado da rua.

— Oh, pai, não fique assim. A tristeza daquele dia não se compara à felicidade que vocês me proporcionaram ontem e hoje.

Ele me abraça afetuosamente e uma lágrima me escapa. Então, Prim me segura ainda alguns minutos antes de entrarmos no salão de festas, para retocar minha maquiagem. Meus pais e meus tios seguem à nossa frente.

Fecho os olhos para que minha irmã corrija as falhas deixadas pelo meu choro e a imagem que se forma em minha mente é a da face de Peeta.

É o belo rosto que eu conheço tão bem. É o rosto que eu via ao cerrar os olhos quando adormecia e que me acalmava quando eu precisava sentir conforto. Era minha válvula de escape diante de todo o sofrimento das últimas semanas. O rosto de Peeta Mellark é como um lar para mim. E eu estarei diante dele daqui a poucos minutos.

Abro os olhos, porque eles começam a ficar úmidos de novo, e Prim balança a cabeça.

— É melhor entrarmos logo, caso contrário não sairemos daqui nunca… E, de qualquer modo, você parecerá uma estrela de cinema!

Minha irmã me pega pela mão e, ao chegarmos ao topo da escada, ela ameaça se desvencilhar de mim, mas eu a seguro com mais firmeza, para que eu não desça as escadas sozinha. Então, ela me acompanha pacientemente no percurso pelos degraus.

O recinto está decorado de modo elegante e existem outras pessoas conhecidas no ginásio – ex-colegas da escola, funcionários do escritório, familiares de Peeta –, mas minha atenção é inteiramente dele.

Peeta já me aguarda ao final do corrimão. Ele me dá um sorriso, e apenas aquele sorriso é suficiente para levar embora meu desassossego e apagar todo aquele período de dor e solidão.

Eu sorrio também ao ver as feições dele se acenderem ainda mais e seus olhos se encherem de um brilho de esperança e felicidade.

Não sei o que vai acontecer, porém, mesmo que eu tenha apenas esta noite e esta dança com ele, vou saborear cada segundo pelo resto dos meus dias.

Peeta levanta a mão e acena. Eu não posso evitar e dou um pequeno aceno de volta.

Quando alcanço o último degrau, Prim aperta mais a minha mão.

— Tenho a ligeira impressão de que Peeta quer dançar com você. Pela primeira vez, não é? Já que nunca houve uma dança no baile da escola… Por que escondeu isso de mim?

— Primrose…

— Eu já sei. Para me proteger.

Nó nos abraçamos mais uma vez e Peeta se aproxima.

Ele anda lentamente e, então, ficamos apenas alguns centímetros afastados. Meu coração bate tão forte, que eu não sei como minhas costelas suportam.

— Olá, Primrose – cumprimenta Peeta e minha irmã lhe estende a mão, que ele beija respeitosamente, antes de voltar a pousar os olhos em mim. — Katniss… Vocês estão lindas.

— Já vou liberar sua parceira de dança – anuncia Prim.

— Não vou tirar sua irmã pra dançar, Primrose. Não ainda – declara Peeta, olhando apenas pra mim. — Preciso levá-la a um lugar.

Essa é a deixa para Prim beijar minha bochecha e se afastar.

— Você veio – sussurra ele, olhando nos meus olhos.

— Eu costumo cumprir minhas promessas.

— Sim, claro… — Peeta engole em seco.

— Mas não foi só por isso. Eu vim, porque era um desejo meu, do fundo do meu coração.

Ele sorri e aperta minha mão, puxando-me para frente. Resisto durante os primeiros segundos, aproveitando o calor de sua mão na minha, porém logo cedo.

Sob a observação atenta de todos os presentes, eu e Peeta atravessamos o salão, sem interromper nossos passos. Ele me leva até o nosso antigo esconderijo nas arquibancadas. O pequeno espaço sofreu algumas reformas, mas nada foi muito alterado.

Eu dedilho as paredes, que tanto me protegeram e me abrigaram, testemunhas que foram de muitas risadas e lágrimas.

Peeta segura minhas duas mãos e respira fundo, preparando-se para falar:

— Tenho um pedido… Tardio, mas necessário. – Ele inclina-se para colocar os lábios nos meus rapidamente. Peeta está nervoso também e parece não se dar conta do quanto eu quero que seu beijo demore, do quanto eu quero mais dele, quero tudo, quero-o por inteiro. — Você quer ir ao baile comigo?

— Sim… Seria a resposta anos atrás e é a resposta agora.

O meio sorriso em sua face se transforma em um sorriso completo e sua covinha afunda em seu queixo.

Ele toca sua boca na minha mais uma vez, beijando-me doce e profundamente, mas ainda não se entrega por completo.

Em vez disso, Peeta se afasta, procurando mais respostas nos meus olhos. Nós nos encaramos por um momento, em uma troca silenciosa.

Ele pega minha mão cerrada na sua, entrelaça nossos dedos e os leva aos lábios.

— Eu queria recomeçar com você, no lugar onde nada deveria ter acabado… E saiba que quase enlouqueci de saudade até conseguir preparar essa festa.

— Você me perdoa por não atender suas ligações?

— Não se culpe por nada… Aquela confusão sobre a adoção teve um lado positivo. Tudo ficou mais fácil depois que provei que Glimmer falsificou minha assinatura nos formulários. Esse fato foi fundamental para ela aceitar logo o divórcio consensual, para se livrar de um escândalo. Assim, ela também desistiu da adoção da Rue.

A informação me deixa aliviada e alarmada ao mesmo tempo, pois ainda não sei o que houve com a menina.

Como se pudesse sentir minha batalha interna, ele me abraça.

— Peeta… Como ficam os sentimentos da Rue nessa história?

Peeta se afasta ligeiramente para me encarar, talvez se questionando se eu estou pronta para receber a resposta à minha pergunta, o que me deixa ainda mais angustiada.

Ele balança a cabeça e um pequeno sorriso brinca no canto da sua boca.

— Bom… Rue ficou surpresa a princípio. Em seguida, ficou radiante de alegria. Depois ainda, foi a minha maior incentivadora para eu lhe fazer o convite para dançar comigo hoje no baile e, por fim, pedir você em casamento… E também para ser a mãe dela. – Ele aperta os lábios, diante da minha expressão de confusão e felicidade. — Você aceita? Só pode ser o pacote completo, pois Rue será minha filha adotiva.

Então, Peeta se agacha, colocando o joelho esquerdo no solo. Quando ele ergue as íris azuis para mim, uma mistura de emoções está estampada por todo seu rosto. Ele retira uma caixinha de veludo do bolso.

O loiro toma fôlego. Seu olhar passeia alternadamente por meus olhos. Cada parte de mim se aquece e eu me preparo para ouvir. Para lembrar para sempre. Para gravar na memória e reproduzir incansavelmente na minha cabeça, porque sei que vou querer fazer isso incontáveis vezes.

— Você aceita se casar comigo? – pergunta ele, com os olhos úmidos, abrindo a pequena caixa para revelar uma bela aliança de noivado. —  E formar uma família comigo e com a Rue?

Os últimos meses se desenrolam em meus pensamentos como um filme: eu em pé à frente ao prédio do M & R Law, esperando para a entrevista, a reunião em que reencontrei Peeta, aquele primeiro beijo tão complicado, a primeira vez em que nos amamos, a noite em que deixei o escritório com o coração sangrando.

Então, mesmo que tudo pareça um sonho, eu estou bem acordada quando miro seus olhos lacrimejantes e respondo a ele, sem palavras, com o meu sorriso.

Sim. Eu me permito sorrir. Sorrir para que ele saiba que está tudo bem, apesar de eu estar muito assustada.

— É claro que eu aceito… E tudo o que mais quero é o pacote completo.

O alívio varre suas feições. Peeta desliza o anel por meu dedo.

Depois de se erguer, decidido, suas mãos trilham meus braços, meus ombros, até o meu pescoço. Dessa vez, recebo um beijo cheio de promessas, sem barreiras. Ele e eu nos entregamos e nos recebemos por completo. Sua testa encosta na minha e nossas respirações se tornam uma só.

— E onde está a nossa menina? Onde está a Rue? – indago.

— Calma. Ainda falta eu mostrar uma coisa a você.

Peeta me conduz pelo pátio da escola. Depois de caminhar alguns metros pela parte gramada, ele aponta para os galhos de uma planta, que farfalha de um lado para o outro.

— Eu não perdi a aposta, mas aí está o resultado do seu pedido.

— Você plantou uma árvore – murmuro. — É um…

As palavras ficam presas em minha garganta.

Eu realmente não preciso que ele confirme e Peeta sabe que não precisa me descrever a espécie da árvore ali plantada. Eu conheço o formato das folhas e a textura do tronco. É um salgueiro.

Eu beijo Peeta com carinho por alguns instantes.

— Ele não plantou sozinho! – A voz de criança irrompe pela área externa. — Eu ajudei!

— Rue! – exclamo, admirada por vê-la aqui.

— Eu e Rue combinamos um código secreto – confessa Peeta em tom baixo. — Se eu trouxesse você para ver o salgueiro, significaria que aceitou o meu… Quer dizer, o nosso pedido.

A menina corre até mim e praticamente me arrasta até o canteiro onde está o pequeno arbusto. Eu não consigo parar de sorrir ao vê-la falando sem interrupções, gesticulando para explicar tudo o que foi feito:

— Eu precisei de ajuda para cavar o buraco e para colocar a muda da árvore dentro dele, porque eu não tenho força suficiente… Mas fui eu sozinha que cobri tudo ao redor com terra, afofando bem. O salgueiro ainda está pequeno, mas vai crescer muito, por anos e anos, e será uma árvore majestosa e magnífica…

Rue segue tagarelando animadamente, enquanto ergo a cabeça para captar o olhar carinhoso e embevecido de Peeta sobre nós.

Seus olhos estão iluminados pelos holofotes da quadra de esportes. A luz também revela sutilmente alguns tons mais claros em seu cabelo loiro. Vê-lo parado ali me faz pensar que nem nos meus momentos mais inspirados eu imaginei viver algo tão especial e perfeito. Mal posso crer que é real.

E ainda duvido um pouco da realidade, até que Peeta reduz a distância entre nós e me abraça por trás. Ele apoia o queixo em meu ombro, suspirando feliz.

— Vocês têm ideia do quanto eu amo minhas duas garotas?

Peeta flexiona seus braços fortes e envolve por completo minha cintura, apertando-me mais ainda contra si.

— Eu posso imaginar, porque eu amo vocês dois também. Demais.

Rue se acerca, para também fazer parte do nosso abraço.

— Estou quase completando a meta daquela frase que você me disse no dia da aposta – afirma Peeta. — Escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho e… Só falta o último item.

— Como assim? – questiono. — Não existe um quarto item na lista.

— Na minha lista, existe sim: dançar com você num baile na escola.

— Já sei que é a hora de deixar vocês sozinhos – diz Rue, buscando a confirmação de Peeta numa troca de olhares travessos, o que deixa óbvio que essa é outra combinação entre os dois.

Ela se dirige até onde Delly e Brad a esperam, a alguns metros de distância. Os três gesticulam para nós, informando que retornarão para o ginásio.

Dou a mão para Peeta e o acompanho de volta à festa.

Peeta passa o meu braço pelo dele. Ao chegar à pista de dança, ele levanta minha mão direita de modo firme e, na posição tradicional de uma dupla de dançarinos, deposita a outra mão no meio das minhas costas.

No entanto, eu não quero que nossa dança seja tão formal. Na verdade, prefiro que seja como nos bailes adolescentes.

Assim, em vez de colocar meu braço esquerdo sobre seu ombro, conduzo suas mãos ao redor da minha cintura e cruzo meus dedos em volta do seu pescoço. Ele mexe a cabeça em concordância e beija meus cabelos.

Em seguida, começamos a nos mover numa coreografia lenta e suave. Estou tão confortável, que apoio a cabeça no peito dele e fico ali, acalmando meu coração e criando com Peeta laços ainda mais fortes de amor e perdão.

Em seguida, ele resolve dar uma animada na dança e acrescenta algumas variações improvisadas, como me fazer rodopiar, enquanto segura uma de minhas mãos, ou jogar meu corpo para trás, sustentado minhas costas e arrematando com um beijo em meu pescoço. Isso é motivo para muitas risadas entre nós.

Peeta demonstra confiança nos seus próprios movimentos e eu entendo quando devo girar ou seguir em outra direção.

Outros pares nos cercam. Meus pais e meus tios. Os pais dele. Annie e Finnick, Madge e Gale, Delly e Brad. Até Johanna faz uma aparição na pista de dança, sendo conduzida por Thresh, o coordenador do setor de contadoria do escritório. Prim ensaia alguns passos, de mãos dadas com Rue.

Relaxo e deixo o corpo leve. Não fico travada pela minha timidez, mesmo que estejamos sendo o centro das atenções. O que importa pra mim é ser o foco de Peeta, que olha para mim e para mais ninguém.

Ao final da música, colo meu rosto no dele, rindo e ofegante, sempre mantendo o contato visual.

— Você acha que hoje é o seu dia de sorte? – pergunto, num sussurro.

— Será? Eu acho que é o seu! – replica ele, divertido. — Pensando melhor… É o nosso dia de sorte. Verdadeiro ou falso?

— Verdadeiro.


Notas Finais


🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀

Oi de novo!

Agradeço a todos que acompanharam a fic até aqui, especialmente às pessoas que deixaram sua opinião, carinho e incentivo, por meio de favoritos e comentários.

Isso significa muito e faz a maior diferença para quem escreve! ❤

Ainda vou publicar o epílogo na visão do Peeta e, antes disso, devo postar uma nova fic, resultado da transformação de uma one-shot protagonizada por outro casal em uma short-fic Peetniss/Everlark. Então, espero que também se animem a acompanhar:

"Antes que você se case" 

E vou retomar as atualizações de "A Redenção do Tordo" e "Blind Date".

Beijos!

Isabela

Link da música “Aliança”
https://youtu.be/3JiMr-HgHJ8


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