História Lucky Girl - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Amor, Drama, Exo, Morte, Romance, Tragedia
Visualizações 43
Palavras 4.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura s2

Capítulo 9 - Capítulo 8 - Hongdae


Fanfic / Fanfiction Lucky Girl - Capítulo 9 - Capítulo 8 - Hongdae

Bella Accetti Addemi*

Coreia do Sul, Seul

Três de Fevereiro de 2017

Sexta feira, 17:48 PM

— Claro que sim! — Mamma disse sorrindo para SeHun.

— Mas mamma ... — Tentei interromper.

— Você tem que sair, se divertir um pouco! — Mamma disse e eu suspirei. — Vive o dia todo dentro do quarto, tem mesmo que sair um pouco.

— Prometo que vou trazer ela viva e sã. — SeHun disse e mamma riu.

Eu não queria ir, mas todos queriam que eu me destraisse, todos queriam que eu esquecesse um pouco dos meus problemas, mas as pessoas esqueciam que uma noite de diversão não acaba com todos os meus problemas.

Olhei para SeHun e revirei meus olhos, enquanto Yixing conversava animadamente com mamma. SeHun deu um sorriso de lado e apertou os olhos, como se estivesse dizendo "Eu não disse que ia conseguir?"

— Acho melhor vocês irem descendo, já são quase seis horas. — Mamma disse. — Já que irão sair podem sair mais cedo.

— Que horas? — SeHun perguntou.

— Onze e meia. — Disse e ambos sorriram.

Descemos as escadas e colocamos o avental no pequeno quarto que ficava nos fundos, prendi o meu cabelo e um rabo de cavalo e suspirei. Assim que entramos na pizzaria cada um pegou sua devida bandeja e ficou á espera de outros clientes.

Era assim, quando abria ficava bem vazio, porém depois de um tempo começavam a telefonar e aos poucos a encher, até não ter mais cadeiras sobrando e a fila do lado de fora começar a se formar.

— Está feliz? Vamos para Hongdae hoje. — SeHun disse fazendo uma dancinha estranha.

— Que dancinha é essa? — Perguntei e ele rir.

— É a minha dancinha da vitória! — Disse e eu abafei minha risada com minha mão.

— Eu acho que os outros funcionários pegaram ranço de nós, olhem como nos olham feio. — Yixing murmurou.

Olhamos para o homem que ficava no caixa, para as moças que atendiam aos pedidos pelo telefone e até para os outros garçons, alguns nos olhavam feio e outros simplismente ignoravam nossa existência ali. Nunca fui de falar muito com os outros funcionários, afinal eles eram mais velhos, mais maduros e responsáveis, eu era uma pirralha de dezesseis anos com uma dupla de amigos.

E eles nunca foram de falar muito conosco, somente o básico. Porém o básico era bom, o básico era o necessário demais, afinal era sempre como SeHun falava, confiança demais leva a grandes desastres! Então era somente necessário os "Boa noite" e o "Até amanhã".

— Um cliente chegou, lá vou eu! — SeHun disse indo em direção à mesa que havia sido ocupada pelo senhor de sobretudo e capuz.

Observei bem o senhor que havia entrado, parecia cansado, tinha rugas de expressão bem marcadas, lábios finos e um sotaque parecido com o de Busan. Parecia com pressa, pois assim que SeHun apareceu ele já fez o seu pedido.

— Parece um bandido. — Yixing sussurrou no meu ouvido e ganhou uma cotovelada no estômago.

Calado. — Disse, ele fechou os olhos e fez uma expressão de dor. — Não se julga pessoas pela aparência, se fosse assim acharia que você é burro.

Mas eu sou burro! — Reclamou e revirei os olhos.

— Calado. — Olhei para a porta de vidro e vi um casal com dois filhos entrando. — Clientes, lá vou eu.

O casal sentou em uma mesa para quatro pessoas, era aquele típico casal fofo, com crianças fofas e sorridentes que você tem vontade de guardar em um potinho para sempre e cuidar com todo o seu amor.

Porquê tão fofos?

— Aqui o cardápio. — Sorri entregando o cardápio para os dois. — Quando já tiverem decidido o que querem podem me chamar.

— Tudo bem ... — O homem disse sorrindo. — Bella ...

— Com sua licença. — Me retirei e fui para o lado de Yixing novamente.

Yixing parecia inquieto, ficava mexendo os pés e as mãos não paravam quietas, de cinco em cinco minutos um sorriso bobo saia de seus lábios e uma risada fofa ecoava de si.

— O quê foi?

— Olhe só aquelas crianças, são adoráveis! — Sorriu para as crianças, que sorriram para ele.

— Crianças asiáticas são fofas mesmo. — Disse. — Você poderia continuar como uma criança, iria ser bem mais fofo.

— Mas eu continuo muito fofo, olhe só como eu sou fofo. — Sorriu sem mostrar os dentes.

— Clientes chegaram, vai atender eles! — Disse empurrando Yixing, que riu de mim.

Ei. — A moça da mesa que eu havia atendido me chamou.

— Sim? — Sorri pegando o bloquinho dentro do pequeno bolso do avental.

— Vamos querer duas coca-colas, uma jarra de suco de laranja e uma porção grande de macarronada ao molho branco.

— OK.

Fui até a pequena janela que dividia o salão principal da cozinha, de lá gritei o nome de Enzo e lhe entreguei o papel, depois fui até a geladeira e peguei os refrigerantes que foram pedidos, dois copos com gelo e levei-os até a mesa.

— Aqui. — Disse pondo um pouco da bebida no copo. — O suco já está vindo.

[...]

Coreia do Sul, Seul

Três de Fevereiro de 2017

Sexta feira, 11:15 PM

Faltavam apenas quinze minutos para nosso turno acabar, geralmente nessa hora poucas pessoas restavam no restaurante, geralmente pediam pelo telefone por ser mais simples, e as pessoas que estavam eram as pessoas que haviam chegado há um certo tempo.

— Quinze minutos! — SeHun sorriu passando por mim.

— Você nem trouxe roupa, por que está tão animado? — Perguntei pegando uns pratos e uns copos sujos de uma das mesas.

— Quem disse? Eu e Yixing pensamos em tudo! — Disse passando por mim.

Aigoo, vocês não perdem por esperar!

O som sino da porta ecoou, duas pessoas entraram pela porta. Uma mulher de cabelos negros, rosto fino e um belo corpo, ao seu lado, um homem moreno de cabelos bem penteados.

— Ei, não é o nosso professor de física? — Yixing perguntou.

— Sim ... — Respondi em um sussurro.

Eu sabia que um dia isso ia acontecer. Ele era muito bonito para ser solteiro, e mesmo que fosse, como eu já tinha dito, ele não teria tempo para uma aluna boba do ensino médio. Mas confesso, eu fiquei bem triste, talvez naquele mesmo dia eu fosse chorar litros pelo meu professor de física.

— Eu vou lá ... — SeHun disse assim que olhou para mim. Eu estava completamente paralisada com a cena diante de meus olhos, minhas mãos apertavam a bandeja com força e minha respiração estava desregulada, como se eu fosse chorar.

— Não, eu vou. — Coloquei meu braço na frente do de SeHun, impedindo sua passagem.

Coloquei as louças sujas de outra mesa na mesa de ferro da cozinha, peguei dois cardápios e fui em direção à mesa do casal. Os dois conversavam animadamente, tão animadamente que nem perceberam a minha presença.

— Com licença ... — Coloquei os dois cardápios na mesa, chamando a atenção dos dois. — Cardápio.

— Ah, obrigada. — A mulher disse.

— A pizzaria está vazia hoje, Bella. — TaeHong disse.

— Sim, já são quase onze e meia.

— Conhece ela? — A mulher perguntou.

— É uma das minhas melhores alunas. — Sorriu para mim.

— Que legal! — Sorriu.

— Com sua licença. — Me afastei dos dois e voltei para de trás do balcão.

Olhei para SeHun, que olhou para mim e suspirou triste, SeHun veio na minha direção e parou na minha frente, olhou para o casal conversando e se virou para mim novamente.

— Já são onze e meia, falei com JongKyu ficar com a mesa dele, pode subir e se arrumar.

— OK. — Sussurrei ao ver JongKyu anotando o pedido de ambos.

Suspirei e larguei a bandeja em cima do balcão, subi as escadas rápido, e entrei em casa feito um furacão. Eu estava triste, mas principalmente com raiva, raiva pelo o que TaeHong estava fazendo comigo, mesmo ele não sabendo de nada que eu sentia por ele.

— Eu sou uma idiota! — Murmurei pegando uma calça preta rasgada. — Eu sou uma boba! — Peguei uma blusa que deixava um pedacinho da minha barriga de fora. — Mas eu não vou ser mais!

Peguei minha toalha e entrei no banheiro, suspirei ao encarar minha imagem pálida no espelho velhinho e soltei meu cabelo de forma brusca, fazendo grande parte dele cair em meu rosto. Coloquei as mechas atrás da minha orelha e bati o pé no chão.

— Você vai ficar com vários caras bonitinhos essa noite, Bella. — Suspirei e fiz uma pose. — Eu sou linda e jovem, por que eu vou me preocupar com um cara velho e ... — Desfiz minha pose. — Inteligente, bonito, gentil, fofo, cavalheiro e gostoso como ele ...? — Olhei triste para um canto do banheiro. — Quem você quer enganar, Bella? Huh?

Revirei meus olhos e me despi, liguei o chuveiro e escolhi a temperatura da água que eu queria, depois entrei debaixo da mesma e tomei meu banho tranquilamente, até cheguei a lavar meu cabelo, que estava fedendo a gordura.

Assim que acabei enrolei uma toalha no meu cabelo e me enrolei com a minha, me encarei no espelho, minhas expressões pareciam melhores e um pouco da tristeza que eu estava sentindo havia ido ralo abaixo junto com a espuma do shampoo que eu havia passado no meu cabelo.

— Você vai ficar linda! — Cruzei os braços e sai do banheiro bufando.

Entrei no meu quarto e joguei a toalha em cima da cama, vesti a roupa que havia separado e coloquei o primeiro tênis que vi na minha frente. Não, eu não gostava nem um pouco de saltos, além de eu ficar caindo toda hora eles machucavam meus pés, então não. E enquanto a roupas curtas também não curtia muito, principalmente no frio que estava fazendo.

Voltei ao banheiro e peguei o secador velhinho, sequei meu cabelo e prendi o mesmo em um rabo de cavalo, depois que acabei de arruma-lo passei um corretivo que eu tinha um batom rosinha que eu quase nunca usava, afinal, eu nunca tive muita paciência para maquiagem.

Assim que acabei o procedimento passei um perfume e me olhei no espelho, eu não estava feia, porém também não tão arrumada com as meninas que frequentavam Hongdae costumavam ir, eu estava na metade do caminho.

— Eu estou ótima. — Disse para mim mesma e peguei um casaco no armário, nem me preocupei em pegar bolsa, apenas coloquei meu celular no bolso da calça e um pouco de dinheiro no outro.

Sai do meu quarto e me assustei ao ver os dois na sala da minha casa me esperando, de braços cruzados. Cruzei os braços também e fui em direção à ambos.

— Você está bem? — SeHun perguntou e eu concordei com a cabeça.

— Não está magoada? — Yixing perguntou e eu neguei com a cabeça.

— Mordeu a língua? — SeHun perguntou e eu revirei meus olhos.

— Não SeHun, vamos logo, estou perdendo a minha paciência! — Reclamei e saímos da minha casa.

Eu não queria ir para Hongdae, eu nem gostava de sair, mas então, de uma hora para outra, algo dentro de mim dizia que eu deveria ir para Hongdae, que eu deveria, pela primeira vez, sair e me divertir em uma noite de sexta feira.

— Está animada? — Yixing me perguntou enquanto íamos em direção ao metrô.

— Estou normal. — Dei ombros.

— É a primeira vez que você vai em uma boate conosco! — SeHun disse animado. — Aigoo! Você não está nem um pouco animada!

— Eu estou, é que ... — Dei ombros. — Ah sei lá.

— Não saia de perto de nós. — Yixing disse.

— E não deixe nenhum louco te agarrar.

— Ah! E se alguém lhe oferecer uma bebida, não aceite.

— E se for beber algo e ir ao banheiro, jogue a bebida fora.

— E não saia com nenhum estranho, ele pode ser um estuprador.

— E não beije ninguém, caras que frequentam essas boates são abusados.

— Nem minha mãe é assim. — Disse. — Eu não sou burra a esse ponto.

— Não mas é lerda, pessoas lerdas nesse tipo de local podem sair sem um rim. — SeHun disse.

— Pare de me colocar medo! Eu não vou ser lerda! Não irei fazer nenhuma burrada.

[...]

Park ChanYeol*

Coreia do Sul, Seul

Quatro de Fevereiro de 2017

Sábado, 01:01 AM

Hongdae não era um lugar para pessoas como eu, porém as baladas de Hongdae eram melhores que as baladas de luxo do bairro que eu vivia, eram mais divertidas, tinham mais calor humano.

A menina bonitinha que dançava me olhando com um olhar sedutor vivia sorrindo para mim, mas eu não estava a fim, eu apenas estava a fim de beber e ficar contando piadas sem graça com BaekHyun.

— Ela está dando mole para você e você está pensando na garçonete, esquece cara. — BaekHyun disse e eu ri levando a garrafa de cerveja até meus lábios.

— Já esqueci. — Disse e JongDae riu.

— Você esquece rápido. — JongDae disse e dei ombros.

— É um dom, fazer o quê? — Dei ombros novamente.

— Ei, KyungSoo vem? — JongDae perguntou e eu apontei para o baixinho sentado em um banco emburrado.

— Está bem ali, com aquela carinha. — Sorri.

— JongIn arrasta ele para esses lugares, sendo que ele odeio, por que ele insiste tanto? — BaekHyun perguntou confuso.

— KyungSoo é muito introvertido. — JongDae disse. — Isso pode se transformar em um grande problema.

— Sem contar da família dele problemática. — Disse e ambos me olharam confusos. — O que foi?

— Como assim? Família problemática? — JongDae me perguntou confuso.

— É uma longa história e aqui não é lugar para esse tipo de história, outro dia conto para vocês.

Ficamos um tempo conversando e falando besteiras, até que ambos arranjaram uma boca para beijar e eu fiquei sozinho, bebendo como um velho entre milhares de jovens. A mesma menina que dançava com um olhar sedutor veio na minha direção, porém eu sempre a cortava, o que a deixava sem graça. Então arrumou uma desculpa e foi embora.

Eu estava tão distraído vendo BaekHyun quase engolir a menina em um canto escuro da boate que nem me dei conta quando uma voz suave me chamou de forma delicada.

— C-Com licença ... — Tocou no meu ombro.

Seu toque era tão suave quanto a sua voz, suas unhas eram longas e arredondadas, seus dedos eram pequenos e desenhados, e a palma de sua mão pequena. No meio de tantas luzes coloridas e música alta eu consegui perceber a sua expressão desesperada.

— Sim?

— Por acaso você viu dois meninos ...

Eu não consegui prestar atenção em nada que saia de seus lábios depois de perceber quem era a menina. Seus cabelos iam até abaixo dos seios e tinham as pontas onduladas, seus olhos claros eram escurecidos pela pouca luz, seus lábios rosados por um batom claro se moviam conforme as palavras iam saindo de sua boca e sua mão direita se movia para explicar como eram as pessoas que estava descrevendo.

— Não ... — Foi a única coisa que eu disse assim que ela se calou.

Aigoo. — Coçou a cabeça desesperada. — Eu já procurei eles por todos os lados, não os achei em lugar algum, e agora? — Se perguntou — Oh, me desculpe, obrigada por me ajudar.

Ela deu costas e se afastou, levantei correndo e fui atrás da menina desesperada, gritei algumas vezes para chamar a sua atenção porém a música estava muito alta e ela acabou não ouvindo. Então em uma medida drástica agarrei seu braço e a trouxe até meu encontro.

— Me desculpe. — Disse tomando uma certa distância. — Não consegue encontrar seus amigos, não é?

— Sim. — Senti o nervosismo em sua voz.

— Já procurou eles em toda a boate?

— Menos no banheiro masculino. — Respondeu mexendo no cabelo.

— Pode me descrever como eles mais ou menos são outra vez?

— Sim. — Disse. — Um é bem alto, tem cabelo castanho, quase preto, e é meio que sem expressão, seu maxilar é muito bem marcado e ele tem ombros bem largos. — Disse e eu tentei fazer uma imagem de como ele mais ou menos era. — O outro é um pouco menor, seu rosto é angelical, ele tem uma covinha e seu cabelo é preto.

— Tudo bem. — Disse. — Vá para lá e me espere, caso não encontre eles procuramos eles lá fora.

— Como? — Perguntou confusa.

— Depois te explico, vai para lá! — Apontei para o canto e lá foi ela.

Rapidamente fui até único banheiro da boate, que por sinal estava vazios. Então de cabine em cabine fui ver se havia alguém, porém nada, apenas uma das cabines estava acupada, então encostei na parede esperando o cara sair.

Ele não tinha cabelo castanho, não tinha covinha e nem um rosto angelical, seus ombros não eram largos, eram bem pequenos, e ele eram bem baixinho, bem baixinho mesmo, e seu rosto de neném estava emburrado.

Aigoo, é só você. — Reclamei revirando os olhos.

— O que está aprontando desta vez, Park ChanYeol? — Perguntou lavando as mãos.

— Se lembra da garçonete gata? Então ela perdeu os amigos e agora precisa da minha ajuda! — Sorri feliz.

— Sério? Me deixe ir com vocês, não aguento mais ficar aqui.

— Não, vai acabar com todas as minhas chances. — Reclamei e ele revirou os olhos.

— Eu vou com vocês e ponto. — Disse e eu cruzei meus braços. — Vamos, a menina está esperando.

Saímos do banheiro e fomos em direção à garçonete que olhava para os lados aflita enquanto colocava uma mecha do seu cabelo atrás da orelha.

— Eu não achei seus amigos, mas achei o meu, e ele vai nos ajudar. — Disse e ela concordou com a cabeça.

— Olá. — KyungSoo disse e ela disse o mesmo.

—  Vamos procurar seus amigos na rua, vai que eles saíram da boate. — Disse e ela pareceu aflita.

Olhou para mim e para KyungSoo com um olhar desconfiado, parecia pensar se ia ou não conosco a procura de seus amigos. Deveria ser meio óbvio que deveriam ter alertado ela sobre estupradores e ladrões de órgãos, mas eu e KyungSoo não éramos aquelas pessoas.

— Não vamos te estuprar e nem roubar seus rins, ChanYeol é muito burro para esse tipo de coisa. — KyungSoo deixou-a mais calma.

— É sério? — Perguntou.

— Sim, agora vamos achar seus amigos. — Sorriu sem mostrar os dentes para a menina.

Saímos da boate e fomos a procura de seus amigos. Eram quase duas horas da manhã, e mesmo assim as ruas de Hongdae continuavam cheias, para melhorar nossa procura, ela me mostrou a foto de seus amigos, e algo me chamou a atenção, um de seus amigos, era quem dizia ser seu namorado quando a menina foi fazer sua inscrição no sorteio.

Algo está errado nessa história ...

[...]

Coreia do Sul, Seul

Quatro de Fevereiro de 2017

Sábado, 3:41 AM

Nada. Absolutamente nada de seus amigos aparecerem, nenhuma das ligações atenderam, não estavam em nenhum restaurante aberto, em nenhuma loja de conveniência, não estavam em lugar algum, e se estavam, estavam longe, muito longe.

Ela estava desesperada no início mas pareceu não estar nem ai no final, apenas com sono e sem vontade alguma de dar mais uma volta atrás dos amigos perdidos.

— Aqui. — Lhe entreguei a garrafa de água e sentei no seu lado direito, já que KyungSoo estava no esquerdo.

— Eu vou matar eles. — Murmurou com raiva. — Falaram para eu não sair de perto deles e eles que saíram de perto de mim, filhos da mãe.

— Homens são assim. — KyungSoo murmurou pegando o seu celular. — Um bando de filhos da puta! — Suspirou e arregalou os olhos para o aparelho. — Tenho que ir. — Disse levantando.

— O que aconteceu? — Perguntei e Bella o olhou confusa.

— JongIn está vomitando até a alma no banheiro da boate.

— Ah, pensei que era algo de diferente. — Disse e ele saiu correndo.

— Quem é JongIn?  Perguntou.

— Primo dele.

— E por que não é nada de novo ele vomitar até a alma no banheiro de uma boate?

— Não é a primeira vez que isso acontece. — Dei ombros e ela olhou para um casal bêbado.

— Que ódio. — Murmurou cobrindo o rosto. — Eu não posso ir no banheiro fazer um xixizinho que eles desaparecem, vou matar eles. — Suspirou. — Agora eu tenho que esperar até cinco horas para pegar o metrô novamente.

— Quer que eu leve você para casa?  Perguntei e ela negou com a cabeça.

— Eu vou esperar em um restaurante qualquer e ver no que dá. — Deu ombros levantando da mureta. — Obrigada pela ajuda, ChanYeol.

— Não tem problema, eu já estava pensando em ir embora mesmo. — Dei ombros.

— Você provavelmente mora em um lugar diferente que o meu e eu ...

— Não tem problema, vamos! — Disse e ela sorriu sem graça. — O problema é que meu carro está longe, tudo bem para você?

— Sem problemas. — Sorriu mostrando os dentes.

Ela era calada, brincava com as pontas do cabelo e olhava para as pessoas ao redor, e as vezes acabava esbarrando nas milhares de pessoas ao seu redor, o que me fazia rir baixinho e receber um olhar feio da menina.

— Você é muito distraída. — Disse e ela riu.

— Não sou não, eles é que estão esbarrando em mim.

— Não, você que está esbarrando neles.

— Claro que não, viu?! — Reclamou assim que um cara alto esbarrou no seu ombro.

— Foi só dessa vez que alguém esbarrou em você.

— Não. — Disse e entramos em uma rua mais escura.

— Você perdeu seus amigos e ganhou um! — Disse e ela riu. — Vamos ser amigos, você parece ser legal, e trabalha em um restaurante italiano.

— Como sabe disso?

— Você não deve se lembrar de mim, porém já fui algumas vezes no restaurante da sua família e hoje mesmo você foi até o meu colégio fazer a inscrição para o sorteio que irá acontecer daqui a um mês.

— Ah! Você é o menino alto ... — Murmurou e eu sorri para a menor, enquanto andava olhou para um ponto em específico e pareceu pensar por alguns poucos minutos. — Você deve estar achando que um dos meus amigos é meu namorado, não é? — Riu sem graça.

— Estava me coçando para fazer essa pergunta. — Riu novamente.

— Ele disse que havia uns meninos me olhando com maus olhos, então segurou minha mão para fingir que era o meu namorado. — Deu ombros.

Eu sorri feliz, ela estava solteira e era legal, eu tinha chances, não é? E se eu não tivesse, o que custava eu tentar? A única coisa que precisava era o seu número de celular.

— Então, vamos ser amigos! — Disse a abraçando de lado.

— Você é legal, vamos. — Disse e eu rir.

— Oh, sério?

— Sim. — Sorriu. — Isso é estranho, eu não costumo fazer amizades facilmente, isso pode der considerado um milagre. — Disse e eu rir.

As rua em que estávamos era longa e vazia, o que era estranho para uma rua de Hongdae, de trás de um dos milhares de carros estacionados um cara encapuzado saiu murmurando baixo e com as mãos no bolso.

Eu era grande, só que eu era medroso, e ao que aparentava, Bella era pequena, e também medrosa. Conforme o cara ia chegando mais perto, mais para o lado oposto eu ia indo, assim eu ia empurrando Bella, que ia fazendo o mesmo movimento com certo desespero.

Porém acabamos andando e andando e não olhamos para frente, só me dei conta quando meu corpo se pressionou contra o de Bella e um "ah" saiu de seus lábios.

Olhei para baixo e encontrei seus olhos assustados encarando os meus, Bella parecia assustada, suas mãos não paravam quietas na aba da blusa. Eu estava confuso, eu tinha duas opções, sair de perto dela e dizer "Desculpe-me" ou então beijar a garçonete que eu tinha uma paixonite.

— D-Desculpe-me, mas ... — Travou. — O-O que você está fazendo?

O que eu estou fazendo? — Perguntei colocando uma mecha de cabelo que caiu sobre seu olho.

— ChanYeol, eu ...

Antes que pudesse acabar de formular a frase tomei seus lábios para mim. Seus lábios eram doces e tinham um leve gosto de morango, suas mãos, que antes não paravam quietas na aba da blusa, desta vez pareciam com vergonha, pois demoraram um certo tempo para ir até o meu pescoço. Seus pés fizeram força e ficaram na ponta, e sua cabeça se inclinou um pouco.

Assim que nosso fôlego acabou, separei nossos lábios e abri meus olhos. Bella colocou a não sobre o lábios e arregalou os olhos assustadas, murmurou algo que eu não entendi e fechou os olhos com força.

Será que fiz algo de errado?


Notas Finais


Depois do capítulo 10 eu vou ter uma certa dificuldade para postar porque tô fazendo um mini imagine de cinco capítulos com um membro do exo cujo o nome eu não posso falar porque essa é a graça.

É, era só isso mesmo


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