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  3. DIA DE MUDANÇA

História Lucky is not our thing (LINOT) Fillie - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oii cheguei com mais um capítulo!!

Hoje vou pedir para que de novo para que vocês prestem bastante atenção nas datas!! E hoje também vamos ter a
primeira recomendação de música !! Vai ter uma parte desse episódio que vai tocar uma música, e eu recomendo que vocês escute “All star” do Nando Reis. Sei que é brasileira mais isso a gente releva rsrsrs Se você tiver uma música que ache que se encaixe melhor aqui, pode escutar e imaginar com ela também, essa história é aberta á imaginação! Se você preferir, pode “botar” uma música americana aqui também😉 Qualquer uma que vc ache relaxante dá! E se quiser dar sugestão de música pode dar também... bom é isso, espero que tenham uma boa leitura💗

Capítulo 3 - DIA DE MUDANÇA


Fanfic / Fanfiction Lucky is not our thing (LINOT) Fillie - Capítulo 3 - DIA DE MUDANÇA

Dia 8 de fevereiro de 2019  

 • Ponto de vista da Millie •

 14:45 da tarde 

  “Millie! Anda logo, seu pai não aguenta mais esperar!” 

Foi o que a minha mãe gritou do andar de baixo de casa que me despertou do “transe” que entrei des do início do dia, quando eu acordei no meu colchão no chão olhando para o meu quarto vazio. 

Já fazia meses que eu sabia dessa minha “aventura em Nova York” que ia fazer no início de 2019 até o resto da minha vida... mas tudo isso parecia distante... bom, até agora.

Hoje acordei já com meus pais gritando para me apressar e Sadie entrando no meu quarto saltitando... fazia tempo que não a via assim, fico feliz por ela, apesar de não poder estar no mesmo estado devido às circunstâncias, é bom ver minha amiga desse jeito.

 Agora aqui estou eu, no meu quarto, olhando para as paredes cinzas que costumavam ser coloridas e ter meus quadros e prateleiras. Olhando para as caixas de papelão, que agora guardavam memórias de uma vida toda, como minhas velas aromáticas que eu não deixa ninguém tocar, e meus livros da infância que minha avó costumava ler pois eu não conseguia dormir. 

 Sadie já está no andar de baixo me esperando com meu pai para irmos ao aeroporto, geralmente é meu motorista que me leva nos lugares, mas hoje meu pai faz questão de me levar.

 Desde quando acordei hoje, até um minuto atrás, parecia que eu não havia me tocado que eu iria embora hoje. Só estava fazendo tudo no automático sabe: empacotar, levar algumas malas para o carro do meu pai, abraçar minha mãe e dizer que vai ficar tudo bem... até ontem me despedindo de algumas pessoas da família, tudo parecia um sonho, como se a qualquer segundo iria acordar e voltar a rotina.

 Porém agora tudo veio à tona, agora que me dei conta de tudo que estou prestes a fazer. 

 Meu estômago se revirou todo e meu coração começou a acelerar numa velocidade que nem sabia que era possível. É real, tá acontecendo, eu to indo embora! 

 Olho para a única cômoda que havia sobrado ali, pois minha mãe não sabia oque fazer com ela. Em cima havia um porta retrato que meu irmão quebrou esta manhã empacotando as coisas. Era uma moldura velha e lilás que eu tinha desde pequena, e nela havia uma foto de mim, Sadie e Romeo ainda pequenos, com o uniforme de nossa antiga escola. 

 De repente sinto uma lágrima escorrendo pelo meu rosto, e junto dela vinham várias outras... aquilo sim mexeu no meu mais profundo sentimento, me causou uma dor quase instantânea e fatal.

 As lágrimas e a dor no peito foram inevitáveis, ao olhar para aquele quarto, me vieram várias lembranças de mim e Sadie rindo e conversando, de mim e Ava lendo histórias, da Paige me ajudando com trabalhos de escola, de Romeo... 

  Romeu... ah, havia tantas lembranças com ele naquele quarto que eram incontáveis! Lembro-me com detalhes das vezes que ele e eu riamos igual dois loucos nesse quarto, e das vezes que ele me consolou e disse que tudo ia ficar bem quando eu mais precisava. Meu peito apertava mais e mais com cada uma dessas memórias e estava ficando mais e mais difícil partir.

 Meus pais continuavam a me chamar no andar de baixo, mais meus pés teimavam em não dar nenhum passo e as lágrimas não queriam parar. Quando vi já estava sentada no chão, chorando sem parar e sem saber o que fazer... então sinto dois braços me abraçando por trás, quando me viro, vejo que é Sadie.

 — Oi... — falo secando minhas e ela senta de frente para mim.

 — Tá tudo bem? — ela pergunta preocupada e eu aceno em afirmação com a cabeça — Não parece Mills.

 — É que... — suspiro mostrando que estava difícil dizer.

 Como Sadie já me conhece, ela pega minha mão com delicadeza e olha nos meus olhos como forma de dizer: “estou aqui, pode falar”, então puxo todo ar que podia para os meus pulmões e tento conter as lágrimas.

 — Tá tudo muito difícil Sadie! Parece que só agora a ficha caiu do que estamos fazendo e... e as lembranças ficam surgindo na minha mente, as lembranças com você, com meus pais, com Romeo... — minha voz se perde no final do nome de Romeo, mas acho que Sadie já me entendeu bem, até porque me abraçou na hora em que parei de falar e as lágrimas voltaram a cair.

 Eu e ela temos essa ligação a um bom tempo, sempre que uma tá mal, a outra arruma um jeito de ajudar ou da o maior apoio e consolo. Ela é a pessoa que mais me entende no mundo, não sei oque seria de mim sem ela...

 — Olha Mills, eu sei que isso tudo é difícil ! Eu também to super mexida sabe, mas eu do fundo do coração acho que vai ser melhor para a gente, sair dessa confusão toda sabe, experimentar novos ares... — ela se desfaz do abraço e me olha nos olhos — o que importa mesmo é que a gente vai tá junta e eu vou sempre tá aqui para você, as lembranças e coisas importantes a gente leva com a gente, tanto as coisas matérias, quanto as que não são. Vai ficar tudo certo desde que a gente esteja juntas! E eu te juro que vai ficar tudo bem tá? — Eu afirmo com a cabeça e ela sorri com aquele sorriso reconfortante que sempre me ajuda quando eu to mal.

 — Gente bora! Por que estão demorando tanto? Vamos Millie seu pai tá esperando! — minha mãe quase gritou entrando no meu quarto.

 — Tá bem mãe estamos indo! — eu disse me levantando e ajudando Sadie a se levantar — só um minuto?

 — Tá mas anda! To contando no relógio! — ela disse e saiu em direção as escadas.

  Fechei os olhos respirando fundo e olhei em volta pela última vez.

 — Pronta? — pergunta Sadie estendendo a mão.

 — Pronta! — falo pegando sua mão apesar de um pouco hesitante...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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              Horas depois ...

Finalmente cheguei em Nova York, na minha nova casa, depois de longas 8 horas de viajem! 

Já são 1:00 da manhã, Sadie e Paige já estão dormindo, mas eu não consegui sentir nem uma pontada de sono. O frio na barriga e os pensamentos pessimistas não param de vir. 

   “E se ninguém daqui gostar de mim?”

 

            “Como eu vou ficar longe de Ava e de Charlie?”

 

 “Será que Sadie vai achar amigos mais legais que eu aqui?” 

 

     “E se Romeo for ficando cada vez mais para trás? E tudo virar só mais uma lembrança vaga?


                              “E se eu não me adaptar bem e tiver que voltar?”


           “Será que eu trouxe tudo que precisava?” 

 

     “E se eu deixei algo importante para trás? Quem vai trazer?”

 

          “Com que frequência vou ver minha família agora?” 

 

 Todos eram perguntas sem respostas, e isso que era o pior: a incerteza.

 Olho para a janela e respiro fundo, Sadie ficou com a vista melhor. A única coisa que consigo ver olhando pela janela é a casa do lado e uma outra janela que parece ser de algum quarto.

 Sento no banco que tem na janela e olho para cima, pelo menos aqui consigo ver o céu e a lua, que está linda hoje a propósito.

  Fico um tempo olhando para o céu e imaginando milhares de coisas, me pergunto oque se passa na cabeça de Romeo agora, se minha família está dormindo, como as coisas vão ser a partir de hoje... há infinitas possibilidades, e meu cérebro faz questão de pensar em cada uma. 

  Porém agora, olhando para o céu, uma calma me invade, uma calma inexplicável, que sinto desde pequena. 

   Lembro-me de quando eu era bem pequena, meus pais viviam brigando, e eu ficava acordada até tarde chorando por causa da energia pesada, enquanto todos já dormiam. Sempre foi assim, se as pessoas ao meu redor estavam mal, eu ficava também. 

  Hoje consigo controlar isso melhor, mas acabo guardando muito as coisas para mim em contrapartida, pois tento sempre ficar bem para os outros. 

 Enfim... nessas noites sombrias, em que meus pais dormiam em camas separados e eu não conseguia dormir, minha irmã Paige sempre vinha me acalmar. Ela me levava para o nosso imenso jardim, deitava na grama comigo olhando para o céu, e pedia para eu tentar ajudar ela a contar as estrelas, dizia que nessa noite a gente conseguiria.

 Como eu era pequena, tentava ao máximo conseguir contar todas, mas sempre acabava dormindo... depois quando eu cresci, percebi que era justamente uma tática para me fazer dormir e me acalmar. E sempre funcionou, talvez por isso me acalme tanto olhar para o céu...

 Mas o que mais me acalma mesmo é uma boa praia, bem de noitinha, quando não tem mais ninguém na praia sabe? Quando você pode ouvir o barulho das ondas do mar com clareza, como música entrando em meus ouvidos. Ou também quando é bem cedinho, bem ao nascer do sol, quando o sol vêm surgindo e, junto com ele, novas esperanças. Praia sempre foi meu porto seguro preferido...

(Play na música All Star, ou na que você escolher)

 Estava observando bem tranquila o céu, só escutando o silêncio da noite, quando começo a escutar um som... era uma música! Uma melodia calma e relaxante, que não conseguia identificar qual era, mas a voz me passava uma calma incrível. 

 Olho para fora da janela procurando da onde vinha aquele som, quando percebo que vinha do quarto de frente para minha janela. Havia uma sombra não muito clara de alguém tocando violão.

Começo a prestar atenção naquela melodia e percebo que conheço aquela voz de algum lugar, só não consigo me lembrar de onde... 

 Aquela voz, aquela melodia, aquela música, me encheram de um sentimento inexplicável, um arrepio estranho, uma paz e calmaria, como se do nada tudo ficasse bem, meu corpo e coração finalmente ficaram tranquilos e meu cérebro relaxou.

 A cada verso, meu corpo relaxava mais, minha mente ia desligando, até o momento em que nada mais existia ao meu redor, só aquela voz e aquela melodia. 
           Fecho os olhos e uma calmaria inexplicável me invade, caramba, não me sinto assim faz muito tempo mesmo, já tinha até esquecido com era se sentir em total paz...

   Eu conseguia sentir tudo: meu coração batendo dentro do meu peito, minha mente relaxada, aquela música entrando nos meu ouvidos... e o mais louco é que tenho quase certeza que não era simplesmente a música que me acalmava, era aquela voz! 
            Aquela voz que me fazia sentir como se eu pudesse superar tudo, como se tudo fosse ficar bem, como se estivesse me mostrando que agora eu posso relaxar, que eu estava... segura!  
              Uma lágrima escapa dos meus olhos, aquela sensação de paz eu só senti com Romeo... 

 

    Então a música acaba e eu respiro fundo, vejo que a pessoa apagou a luz, provavelmente foi dormir. Todos aqueles sentimentos que haviam sumido no ar, estavam voltando aos poucos, e percebo que já estava na hora de me deitar.

     Apago as luzes e tento dormir, mas não consigo parar de pensar naquela voz e naquela melodia...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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   Acordei saltando praticamente, já eram 13:35 da tarde, nem acredito que dormi até agora. Despertei já morrendo de fome, então fui correndo para a cozinha. 

    Chegando lá, pego literalmente a primeira coisa que vejo pela frente: uma banana. Como rápido para saciar logo minha fome, odeio ficar com fome. Assim que termino minha banana percebo que essa casa tá muito quieta a essa hora, então resolvo ligar para Sadie...

  *** Telefone on ***

 — Alô? — fala Sadie do outro lado do telefone.

 — Oi louca, onde você tá?

 — Millie? 

 — Claro né, cadê você?

 — Miga eu vim no mercado para comprar algumas coisas para casa. Sabia que sua irmã não cozinha? Então basicamente ela não compra nada que não seja semi pronto! 

 — Sabia, ela nunca foi boa com comida... pera, o que vocês almoçaram? Você nem come carne, acho que Paige não tem nada que seja vegetariano.

 — Eu sei, por isso vim aqui também, nós pedimos pizza mais cedo e tem alguns pedaços para você na geladeira, mas só hoje, porque amanhã eu vou fazer a comida, e você vai me ajudar! 

 — Tá né, acho que não tenho como escapar dessa mesmo.

 — Não mesmo.

 — Mas e a janta? 

 — Aii eu tinha esquecido! Vou ver se compro algo mais saudável aqui na rua... e eu vou demorar um pouquinho tá?

 — Tá, por que? 

 — Porque tenho que comprar as coisas, procurar algo para a gente comer de noite e depois vou numa feira de adoção que eu vi que tava tendo aqui perto, ver se consigo doar alguns sacos de ração.

 — Ai Sadie, só você...

 — Como assim? Isso é uma coisa ruim?

 — Não, claro que não, você sabe que te acho incrível... mas agora vou ter que arrumar tudo sozinha.

 — E a Paige? Por que não ajuda?

 — Ela tem trabalho e faculdade esqueceu?

 — Ah é! Esqueci! Desculpa mesmo miga! Prometo que quando eu chegar te ajudo! 

 — Acho bom! 

 — Tá bem agora preciso ir, beijos.

 — Beijos.

  *** Telefone off ***

   Desligo o celular e vou correndo pegar a pizza para esquentar e devoro tudo rápido. 

   Quando termino de comer subo para o meu novo quarto e me deparo com a zona que estava o local. Acho que ontem estava cansada demais para perceber, mas agora vou ter que arrumar tudo isso, e não estou nem um pouco a fim! Não faço a menor ideia por onde começar...

 

 

       • Algum tempo depois...

  Já arrumei muito, mas pelo visto não levo jeito para isso, a bagunça não diminuiu nem 1/3 e to muito cansada. Já são 16:50 e acabei de falar com Paige no telefone, ela falou para eu descansar um pouco e ir passear pelo condomínio e vê se conheço alguém, mas tenho medo de só encontrar pessoas metidas, chatas e esnobes, afinal a maioria dos ricos são assim.

   Resolvo só sentar na frente de casa, afinal, não estava com disposição para mais nada mesmo. Então só sentei nas escadinhas que tinham na frente do portão e fiquei observando o movimento.

    Até que vejo uma menina de cabelos loiros na casa de frente para a minha. Ela parecia estar tentando tirar uma foto, quando do nada ela me vê e começa a vir na minha direção. Eu sem saber que reação ter só fico olhando ela vindo. 

    Quando ela chega e eu me levando... 

 — Oi — disse a menina de cabelos loiros com um meio sorriso no rosto.

 — Oi — respondo com o meu melhor sorriso, seria uma boa fazer uma amiga logo de cara.

 — Então você é a irmã da Paige? 

 — Sim, sou eu mesma — digo e ela sorri.

 — Você tá se mudando mesmo? 

 — Uhum, eu e minha amiga Sadie.

 — Sua amiga também? — ela diz animada e eu afirmo com a cabeça tentando ser simpática — Aii que bom! O condomínio tava precisando mesmo de mais meninas da nossa idade! Porque de garoto já tá cheio! Não que eu esteja reclamando... — ela diz dando um risinho e eu rio também — Enfim, qual o seu nome mesmo? 

 — Millie, e o seu? 

 — Meu nome Íris...


Notas Finais


Se você chegou até aqui, por favor não se esqueça de deixar a sua opinião aqui embaixo, seja ela boa ou ruim!

Se você gostou, por favor fala aqui pois faz com que o autor tenha motivação e eu vou amar ler! E se acha que pode melhorar em algo, se não gostou e viu que tem coisas que eu poderia mudar, fala aqui também! Assim eu vou ter uma noção do que estão achando e talvez possa melhorar, afinal essa é minha primeira história! Só por favor sem grosseria!!

É isso gente, obrigada💗


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