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História Lucky Kitty - Capítulo 2


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Notas do Autor


Mas uma vez perdi a noção do tempo e deixei passar mais de um mês.
Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Lucky Kitty - Capítulo 2 - Capítulo 1

 

Hitoka estava de pé antes mesmo de o sol nascer, precisa estar na escola para pegarem o ônibus e partirem para Tóquio. Sua mãe estava encarando todos os passos dela, enquanto ela se arrumava para sair. Com tudo pronto era só despedir da sua mãe.

— Okaasan eu não vou me transformar em gato. Pelo amor de Kami você não deve ter acreditado nessa história! Não é possível, Okaasan! – Hitoka estava pensando o que sua Obaasan estava na cabeça para contar umas coisas dessa para sua mãe.

— Tudo bem Hitoka-chan, mas me deixa te levar. – A mãe dela sempre a ensinou a ser independente, Hitoka aceitou nunca tinha visto a sua mãe daquele jeito. No entanto a pequena loirinha jamais iria acreditar em uma coisa dessas.

— Tudo bem! Então vamos? – Madoka se levantou se juntando a sua filha. Estava com o coração apertado, mas não queria aceitar aquela ideia louca de que sua filha iria se transformar em uma gata.

Na verdade o que a mais estava atormentando era o inédito interesse que a velha estava tendo sobre a neta que nunca se importou em ser próxima. Como a boa mãe que sempre lutou para ser. Não permitirá que aquela velha dificulte a vida de sua filha querida. Chegaram à portaria e um táxi as esperava. Hitoka estava surpresa, mas estava adorando a atenção que a mãe a está dando.

— Fique sempre perto de alguém e se precisar me ligue na hora. Promete? – Assim que o táxi parou Madoka colocou alguns pedidos na mesa. Hitoka não veria nenhum problema em obedecê-los.

— Prometo mãe.

Madoka foi para a empresa que trabalha rezando pela segurança de sua filha. Já ela assim que desceu foi se juntar a Kiyoko-chan que já havia chegado, junto estavam os responsáveis por eles. O Treinador Ukai-san e o professor Takeda-sensei. Cumprimentou a todos sorrindo. Estava muito empolgada.  

Quando todos chegaram uma rápida chamada foi feita pelo professor e todos foram entrando no ônibus para iniciarem a viagem. Alguns estavam ansiosos demais para dormir, enquanto outros já roncavam. Yachi notou Hinata e Kageyama discutindo por alguma coisa, Yamaguchi estava lendo e como esperado Tsukishima estava com o seu fone de ouvido e os olhos fechados garantindo que assim ninguém o irritasse.

Optou por conversar um pouco com Kiyoko-chan. Hitoka não era muito de passar maquiagem, mas sua mãe a acostumou a passar hidratante nos lábios para que não ficassem ressecados. Mas o hidratante sempre deixa os lábios dela brilhando. O que a deixa bem fofa.

— Para quem você está retocando o brilho? – Kiyoko-chan brincou com ela que ficou vermelha.

— Ninguém em especial. É só para não ressecar a boca. – Ela tentava explicar nervosa com a situação, mas quando viu Kiyoko-chan rindo percebeu se tratar de uma brincadeira, imagina se ela gagueja ou diz algo? Mas Hitoka não tinha garotos em sua mente nesse sentindo. Estava focada nos estudos e também em aprender a ser uma boa manager para o time.

Quando finalmente chegaram a Tóquio e os garotos não conseguiam segurar a ansiedade de estar ali para jogar contra o Nekoma. Karasuno se identificou muito com o Nekoma, mantendo uma rivalidade amigável.

Quando a partida começou Hitoka anotava tudo de importante que ouvia, estava empenhada em ser útil, mas sempre reagia de forma exagerada as jogadas, sendo uma garota bem expressiva sofrendo junto com seus amigos.

— Obrigada Kiyoko-chan por ter me oferecido e apresentado a esse mundo. – Ela sorriu para a amiga do lado que estava agradecida também por ter encontrado alguém que está disposta a ajudar no que for. Toda empolgada Hitoka não se lembra de manter o celular junto a si, mas pelo menos permanece ao lado da Kiyoko-chan e dos responsáveis.

Na hora do almoço foi uma bagunça, ela se assustava facilmente com os garotos grandes e esfomeados e não conseguia pegar carne para matar a sua fome. Os professores haviam se juntado para fazer um churrasco para eles que mereciam depois de tanto esforço.

Kuroo o capitão de Nekoma vendo a pequena loirinha tentando sobreviver entre aqueles enormes garotos e ela sem sucesso não consegue pegar a carne. Ele decide ajuda-la. Ele pegou um pratinho e enchendo de tudo que conseguia pegar, a mesma foi se sentar triste por não ter conseguido pegar nada e com o estômago roncando. Dali algumas horas eles teriam que voltar, tinha certeza que morreria de fome dentro do ônibus.

— Você pode pedir ajuda sabia? Fora que eles nem são tão assustadores assim. – Quando Kuroo colocou o prato na frente dela, ela não sabia mais como se falava.

— O-ah-oh, pera! – Ela respirou fundo. Ele não conseguiu não rir um pouco dela. Para ele ela é extremamente fofa. Uma fadinha no meio de um monte de trolls.  

— Obrigada Kuroo-san. – Ela preferiu não olhar no rosto dele para não ficar ainda mais envergonhada. O que não precisava de muito para ela ficar envergonhada.

— De nada. – Ele logo saiu dali para que ela comece em paz. Não entendia qual era o complexo dela, mas sabia que ela tinha alguns, mas não era um problema dele, o que podia fazer fez.

Jogaram mais alguns sets e logo a hora de ir embora chegou.

— Ei! Prestem atenção, arrumem as coisas e coloquem as coisas no ônibus, estaremos saindo em 10 minutos! – Ukai-san informou a todos. Hitoka ajudou com o possível, guardando as garrafas e toalhas que usaram. Estavam prontos para ir quando ela sentiu vontade de fazer xixi. Mas ela sabia que devia deixar alguém avisado, não que alguém fosse esquecê-la em Tóquio.

— Eiiiiii Hinata. Vou ao banheiro você pode avisa-los para eles me esperarem? – Hitoka estava muito apertada esperou apenas um “hai” dele para sair correndo em direção ao banheiro.

Hitoka também estava se sentindo tonta. Mas não deu muita bola para isso. Iria ao banheiro rapidinho e logo sairia para entrar no ônibus. Ela foi lavar as mãos quando sentiu uma tontura mais forte e teve que se apoiar. Olhando no espelho pensou que estivesse ficando louca. Pelos? Orelhas de gatinho? Ela piscou varias vezes. Mas num piscar de olhos, as sensações e sentidos mudaram. Não mais via seu reflexo no espelho e o pânico já começava a tomar conta de seu corpo, que não parecia mais seu corpo. Foi olhar para as suas mãos, mas o que encontrou foram patinhas fofinhas de gato, ou no caso, uma gatinha cor de mel.

Ela tentou gritar, mas de sua boca saiu algo incomum. Não demorou a se lembrar da conversa maluca que teve com a sua mãe.

A primeira coisa que ela pensou foi que devia correr para tentar pegar o ônibus. Só não imaginou que teria problemas para cruzar a escola, enquanto corria ouvia alguns gritos e para o azar dela o zelador da escola vem em seu encalço com uma vassoura. Ela sentia o coração batendo velozmente, tinha a impressão que iria enfartar, sentia cheiros que a incomodavam. Quando finalmente conseguiu chegar à rua e o zelador já não mais corria em seu encalço ela viu o ônibus partindo, partindo sem ela.

Os excessos de sons a estava a desnorteado. Agora ela entendia o porquê alguns gatos surtam. Mas um som, um som especial a guiou no meio de tantos outros. Ela não poderia ficar ali para sempre seria perigoso demais. E quando mais perto do som ela chegava, mas se sentia segura.

— UaHAHAHAaaHAHAHAHa. – Chegou perto suficiente para ver o dono da risada. Agradecia que Kuroo tinha a risada tão escandalosa a ponto de orienta-la. Ele estava com alguns garotos a sua volta. Fedidos, eles estavam fedidos e ela sentia tudo muito mais. — UaHAHAHAaaHAHAHAHa. – Ela só pensava o quanto ele ainda conseguia rir.

— Uao... Uauau... Bhur. – Hitoka não aguentou o cheiro do suor deles e vomitou. Mas eles apenas viam uma gatinha cor de mel, vomitando tudo que tinha na barriga.

 — Tadinho desse gatinho. Está passando mal. – Kuroo falou olhando-a sem saber que ele o “gatinho” que se referia era a garota fofinha manager do Karasuno. Como já estava para escurecer os garotos se despediram. Kuroo pensou que o gato morava nas redondezas da escola. Não parecia ser um gato abandonado.

Hitoka não perdeu tempo em segui-lo. Precavendo-se a uma distância para ele perceber que não estava sendo seguido. E outro motivo era o cheiro. Ela ainda sentia-se enjoada. Mas quanto mais se aproximava dele percebeu que o fedor não vinha dele. Vira meche ela soltava um Miau Miau, e queria tapar a boca, mas era mais forte que ela.

Kuroo não demorou a perceber que estava sendo seguido pelo animalzinho. Ele se abaixou próximo demais e ela se assusta. Dando um pulo e eriçando os pelos.

— Ei gatinho se acalme. Mas não venha comigo eu tenho cachorro, está bem? Ótimo. – Kuroo esperava que o gatinho entendesse e Hitoka até entendeu, no entanto preferia enfrentar o cachorro a as ruas de Tóquio a noite e sozinha em forma de gato.  Continuou o seguindo só que dessa vez conseguindo controlar os seus miados.

Quando ele passou por um portão e entrou em uma casa de dois andares ela ficou pensando em como entraria na casa. Afinal ali na calçada ela já estava ouvindo os latidos fortes do cachorro e não queria topar com o mesmo. Quando bateu os olhos na árvore ao seu lado viu a solução perfeita já que um dos galhos da mesma bate na janela de um quarto e a mesma estava aberta.

Ela só não contava que subir na árvore seria mais difícil do que ela pensou que seria. Ela não sabia como.

— Vocêeee gatinha... É uma vergonha para nossa espécie. – Hitoka se assustou com o gato cinza que pulou na sua frente quando ela estava estatelada no chão depois de outra tentativa frustrante. Ela pensou em surtar por estar entendendo o que o gato estava dizendo. Só que ao olhar para as próprias patas fofinhas e doloridas caiu à ficha de sua nova situação, ela é uma gata.

— Desculpa-me. – Ela não pensou muito na hora de “falar” ou “miar” de volta para o gato. Só pensou no que queria dizer e verbalizou, dando som e vida e ele entendeu.

— Ahhhhh. Olha se você não botar suas garras para fora isso será impossível. – Hitoka queria se bater por não ter pensado nisso. Antes de tentar subir novamente testou suas patinhas e suas garras. Estava maravilhada com a visão das garras saindo e voltando. O gato cinza estava achando que a gatinha tinha parafusos a menos. — Até parece que nunca viu as suas garras. 

— Mas é verdade, essa é a primeira vez que as vejo. – O gato analisou, não parecia ser filhote, não entendia o que estava acontecendo, acabou satisfeito em pensar que a gatinha é louca.

— Tente subir agora, as usando. Até mais ver, vergonha da nossa espécie.  – Depois que o gato sumiu na escuridão ela resolveu tentar novamente como ele disse. Com muita dificuldade ela foi subindo e subindo. Estava ofegante, mas orgulhosa de ter conseguido subir até ali.

— Tsc. Vergonha da espécie uma ova gato idiota, sou gata há algumas horas e já subi uma árvore desse tamanho. Humm. – Agora faltava ela caminhar pelo galho e entrar pela janela.

Hitoka entrou no quarto com todo o cuidado. Olhou para todos os lados pensando onde seria um bom lugar para cochilar, estava exausta. Os olhos pararam na cama e lá ficaram. Ela com o auxilio das recentes descobertas garras subiu na cama e se acomodou bem no travesseiro. E assim cochilou tranquilamente.

[...]

Na porta da escola Madoka estava inquieta esperando o ônibus chegar, sua filha não respondia as mensagens e nem atendia as ligações. Quando o ônibus parou na porta da escola ela já ficou de prontidão na porta esperando a filha descer. E quanto mais adolescentes desciam e sua filha não ela ficava ainda mais apavorada.

— Cadê a Yachi Hitoka? – Ela perguntou assim que reconheceu a cabeleira ruiva de Hinata. O mesmo estava sonolento, assim que entrara no ônibus dormira. Mas agora que senhora Yachi o estava olhando ele sentia que havia esquecido algo.

— Ela ainda não desceu? – Olhou para trás e naquele espaço onde todos já haviam descido ela não estava.

— Takeda-sensei. Cadê a Yachi Hitoka?! – A mãe puxou o professor pelo braço e o mesmo confuso procurou ao redor e olhou para Kiyoko que estava confusa também por não ver a garota.

A turma logo percebeu o que estava acontecendo e o pânico se instalou. Hinata estava quieto demais. Se curvando na frente do professor e da mãe da Hitoka.

— Desculpem-me a culpa é minha ela pediu para dizer que ia ao banheiro e que eram para esperar. Mas eu assim que entrei e sentei dormi sem dizer nada, isso é culpa minha. – Hinata estava quase chorando só de pensar na amiga esquecida em Tóquio.  O pânico foi geral.

— Não Hinata a culpa é minha que só perguntei a vocês se todos estavam, eu devia ter feito a chamada. – Takeda-sensei se curvou em desculpas e respeito para a mãe que estava em choque. Mas na realidade ela já sabia o que tinha acontecido. A velha tinha toda a razão.

 — Mas era para o Colégio do Nekoma ter entrado em contato com a gente! – Mas um sinal do que aconteceu. — Vamos ligar para á policia. Ukai-san pode ligar para o Sr, Nekomata?

Assim fizeram.

— Alunos vão para suas casas que vamos resolver essa situação. Iremos busca-la e tudo ficara bem. – Ukai-san falou para eles. Obedeceram por que não tinha muito que fazer.

Á noticia não demorou a chegar aos jogadores de Nekoma, Hinata logo mandou mensagem para Kenma desesperado. Kuroo estava na mesa de jantar com os pais e irmão quando recebeu a mensagem de que Yachi Hitoka havia ficado para trás. Mas ao que tudo parecia também não estava no colégio de Nekoma. Ele ficou preocupado, combinaram de que se ela não aparecesse fariam uma busca no outro dia.

— Kuroo vai tomar banho antes de ir para o quarto. – Como um bom garoto obediente assim ele fez. Ele aproveitou bem a água que caia sobre o seu corpo. Colocou o seu pijama e entrou em seu quarto, mas quase morreu do coração quando encontrou o gato de mais cedo dormindo em seu travesseiro.


Notas Finais


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