História Ludíbrio - VKook (One shot) - Capítulo 1


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Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Esquizofrenia, Projetoyaoibts, Romance, Sexo, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 470
Palavras 6.289
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu simplesmente acordei com vontade de escrever essa one-shot, fiquei alguns dias trabalhando e me perguntando se estava bom o bastante para postar, tomara que tenha ficado bom ;) Aproveitem.
Espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 1 - Primeiro


Fanfic / Fanfiction Ludíbrio - VKook (One shot) - Capítulo 1 - Primeiro

 

Mais um dia monótono e frio se arrastava dentro daquela torre escura e empoeirada. Em alguns momentos, pensei ter ouvido barulhos de ratos por perto, chiando e espalhando seu odor de esgoto por ali, mas acho que nem eles ousariam se jogar nesse buraco que estou; ou melhor, nesta torre.

  Estou longe de ser uma espécie de Rapunzel, mesmo estando preso aqui, num lugar escondido dos outros. Penso que a diferença mais nítida entre mim e a Rapunzel, que faz nós não sermos comparados, é que a garota de longas tranças mantinha viva a esperança de sair da torre e viver um felizes para sempre. Eu nunca a tive.

  Depois que fui diagnosticado com depressão em pleno século XIX, minha mãe, leiga de um jeito que nunca vi antes, passou a ficar com medo de ser contagioso e passar a entristecer todos ao meu redor. Mulher tola.

  Vez ou outra, numa média de a cada 45 dias - pelo que eu contava com riscos na parede - essa mulher aparecia completamente coberta dos pés à cabeça com roupas brancas, e ao me ver trajado com tons escuros, o cabelo mal cortado e as olheiras que me acompanhavam, começava a chorar e lamentar por trazer alguém tão desprezível e incomum para o mundo.

  Através de conversas e incentivos, minha mãe tentava me “curar” da doença, com a esperança que eu pudesse um dia ser “solto” dali e poder viver como uma pessoa “normal”, formar uma família, com filhos e tudo que tenho direito.

  Com plenos 20 anos, não sou muito de falar, nunca fui, e o isolamento de 6 anos seguidos me tornou cada vez mais silencioso; minhas respostas à mulher se limitavam em palavras monossilábicas. E as perguntas extensas dela logo se tornavam suspiros pesados e sôfregos.

  A solidão era boa nos primeiros dias para mim; eu sempre fui grande apreciador do silêncio e calmaria. Estava me contentando ali com uma cama, alguns livros que minha mãe trazia e uma pequena cozinha, com uma portinha que separava o banheiro dos demais “cômodos”. 

  Apesar disso, o que realmente ocupava meu tempo ali era uma pena acompanhada de tinta preta e alguns diários que passara a escrever, transcrevendo meu sofrimento em palavras, minha emoções e o que se passava na minha cabeça durante esses longos anos.

  No atual momento, me encontrava apoiado na única e grande janela do cômodo, sem grades, olhando para o chão, aproximadamente um quilômetro de distância de onde estava. Perdi as contas das inúmeras vezes que pensei em me jogar, acabar com a solidão e as vozes incessantes em minha cabeça; mas acabava por me afastar e ir escrever um pouco. 

  Achar o motivo do porque não ter me jogado em todas essas oportunidades era o meu maior desafio naqueles anos.

  De acordo com minhas contas tortas de matemática, faziam ao certo 20 dias que minha mãe me visitou, ela deveria demorar um pouco mais de tempo para chegar se fossemos seguir as estáticas desde sempre. Mas surpreendentemente a porta que me trancava ali foi aberta, revelando a senhora que me deu a vida, e atrás dela, pude perceber um homem a acompanhado.

  Meus olhos se encontraram com o dele e percebi um sorriso mínimo surgir no canto de seus lábios. Seus cabelos eram de certa forma longos, num tom mais claro, mas que não chegava a ser loiro; sua franja estava quase tampando seus olhos, deveria ser incômodo. Todavia, enquanto não os cobrisse, eu apreciaria as suas íris castanhas escuras, juntamente com seus lábios finos e rosados com aparência saudável e brilhante.

  — Querido, este é o Sr. Kim Taehyung. É filho de um dos antigos amigos da família, ele é médico.

  Meu pensamento de que ele iria ser preso ali junto à mim vacilou. Parece que minha mãe finalmente achou alguém louco o bastante para se arriscar a vir aqui sem as roupas brancas dela e me internar definitivamente em um hospício.

  — O que eu tenho a ver com isso? - voltei meu olhar para a vista da janela. Certamente o horizonte que eu nunca chegaria era mais interessante do que algum médico me examinando.

  Ouvi um suspiro alto por parte da minha mãe, mas me surpreendi ao escutar um breve risinho baixo do homem ali presente. 

  Ele estava rindo da minha situação?

  — Ele se prontificou a vir aqui e lhe fazer companhia quando mencionei sobre... meu filho doente. - ela respondeu e eu fechei os meus olhos.

  Odiava quando ela se referenciava a mim como doente; eu não sou doente. Apenas um incompreendido pela sociedade, que não teve a oportunidade de achar ninguém para me ajudar ou consolar, mas não doente.

  — Mãe, eu não sou... - 

  — Eu o deixarei aqui por algumas horas - ela me interrompeu - Conversem o quanto quiser. - sua voz saia abafada por causa da máscara médica que ela usava - Mas não se aproximei muito dele, pode contamina-lo, principalmente não estando protegido com as roupas.

  Não respondi.

  — Boa sorte, querido. - ela falou, mas não foi para mim.

  Ouvi a porta pesada de madeira bater e senti o clima se suavizar sem a presença da minha mãe ali. O silêncio reinou novamente; e não seria eu que o tiraria do trono. Ali, ele realmente tinha vez.

  — Jeon Jungkook, certo? - a voz grave de Taehyung ecoou pelo cômodo, e senti meu corpo estremecer - É um prazer finalmente conhecê-lo, meu pai sempre comenta sobre o filho trancafiado dos Jeon quando os visita. Confesso que fiquei curioso para saber como era.

  — Não precisa falar comigo, se respirar o mesmo ar que eu vai ficar contaminado. É um estupido por vir aqui sem ao menos a máscara médica. - falei ainda de costas.

  O ouvi rir baixo.

  — Acredita mesmo que seja infeccioso?

  — Não. Mas até você ir embora, vou continuar insistindo que sim.

  — Você é bem teimoso, não é?

  — E você é insistente, vai ficar doente se continuar respirando por aqui.

  Ele suspirou. 

  Céus! Eu odeio suspiros, parem de suspirar! Não aguento mais esses malditos suspiros!

  — Acho que já sei a resposta. Pode pelo menos ficar de frente para mim?

  — Não.

  — Vamos, por favor. Custa muito? - ele insistiu.

  — Sim.

  — Jungkook-ah... deixe de agir como uma criança, vire-se para mim e vamos conversar como adultos. 

  Respirei fundo e me afastei da janela, direcionando minha atenção novamente para ele.

  Sua voz se silenciou e seus olhos passaram a percorrer meu rosto assim como eu havia feito com ele alguns minutos atrás. 

  Acho que a falta de espelhos ali me fez perder a noção do quão deplorável eu poderia estar após esses anos trancados sem sol ou convívio social.

  — Sobre o que quer conversar? - o encarei, fazendo um leve beiço em meus lábios de forma despercebida.

  — Me conte sobre você.

  — Por que não fazemos o contrário? Imagino que já saiba o necessário sobre mim pelos lamentos de minha mãe. Eu nem sei seu nome.

  — Mas sua mãe disse quando nos apresentou.

  — Ah é? - ergui uma sobrancelha - Não lembro. Deve ser a doença.. - balanço a cabeça negativamente de forma irônica - Não quero te deixar igual a mim, então vá embora e livre-se deste fardo, Sr.

  — Qual parte do “eu vim lhe ajudar” que não entendeu? 

  — Eu não pedi por isso, eu não preciso de sua ajuda. - voltei a ficar de costas encarando a paisagem de sempre.

  — Nunca lhe disseram que ajuda não se pede? - ela falou calmamente com voz grossa, e senti sua mão grande tocar em meu ombro, o apertando levemente.

  Meu corpo automaticamente reagiu, me virando rapidamente e desferindo um tapa no rosto do homem.

  O leve tremor em minhas mãos era evidente, principalmente quando ele se afastou com um passo para trás e erguendo as mãos em redenção.

  Seu toque não me fez mal ou me prejudicou de alguma forma, mas pelos céus, são 6 - quase 7 - anos sem contato físico com alguém; e de repente sentir o calor humano sobre mim fez meu cérebro entrar em colapso.

  — Perdão.. - falei minimamente, meus olhos ficaram vidrados no chão de madeira desgastado.

  — Tudo bem, eu já esperava por isso. - o castanho riu baixo, tocando o local avermelhado com a ponta de seus dedos.

  — Pelo tapa?

  — Por uma reação inesperada sua, só não imaginei que doeria tanto.

  — Desculpe...

  Me virei, aumentando a distância entre mim e o homem enquanto ia até a estante com livros mofados.

  — 22.

  — O que disse? - perguntei, ainda sem encara-lo.

  — Minha idade. Possuo 22 anos. Sei que parece cedo para um médico, mas ainda sou aprendiz. Acontece que me dediquei desde os 14 anos a isso, fazendo leituras e observando procedimentos.

  — A única coisa que eu fazia com 14 anos era pensar em como me matar de forma que minha mãe não encontrasse meu corpo. O Sr. levou uma boa vida. - a declaração saiu de minha boca antes que eu me desse conta.

  — Pode me chamar de Taehyung.

  — Está bem.

  — Enfim, logo, acho que possuo conhecimento o suficiente para ajudar os necessitados. - ele prosseguiu com seu discurso monótono.

  Não acredito que levou realmente a sério quando falei que era para falar sobre si.

  — Já disso que não preciso de ajuda. - retruquei - Não sou necessitado de nada.

  — Não é o que sua mãe diz.

  Essa foi a gota d’água para mim.

  — O que aquela mulher sabe? Trancou o filho que ainda era uma criança nessa estupida torre, que nem iluminação possui. Sabe quantos malditos pesadelos eu passei aqui? De quantos choros eu tive que ressentir por achar que nunca mais sentiria a luz do sol batendo na minha pele? Ela não tem o direito de falar que eu preciso de nada! A única coisa que preciso é sair daqui, mas aparentemente, pelos rumores mentirosos que ela diz sobre o meu transtorno, seu eu sair na rua, é capaz de ninguém ousar ficar a menos de 5 quilômetros de distância de mim! - Senti algumas leves lágrimas brotarem no canto de meus olhos, mas eu as neguei.

  Me virei de costas para Taehyung e escondi uma fungada de choro por uma respiração funda, piscando incessantes vezes e olhando para cima, tentando fazer as lágrimas secarem.

  — A quanto tempo não tem convívio com outra pessoa? - ouvi a sola de seus sapatos de couro engraxados se chocarem suavemente contra o chão, ele andava possivelmente em círculos. 

  Mas por que os círculos pareciam cada vez mais próximos?

  — Desde que eu entrei. Aproximadamente 7 anos.

  — Parece muito tempo.

  — Você não faz ideia...

  — E por que nunca tentou sair?

  — De que adiantaria? - fiquei de frente para ele, e controlei meu corpo que se arrepiou ao perceber que ele estava mais perto do que antes - Minha própria mãe possivelmente me denunciaria para um hospital e eu seria internado. Se não lá, num hospício. Já me acostumei a viver aqui, senhor. Aprendi a lidar com o fato de que nasci para ter essa vida miserável, e falo isso de um jeito longe de ser dramático.

  — Talvez falte contato físico em sua vida. E não estou falando de tapas com recém conhecidos. - ele riu brevemente, um pouco antes de cravar seu olhos nos meus e passar sua língua entre os lábios em um gesto encantador.

  — Esse é seu diagnóstico?

  — Sim. Lhe recomendarei algumas instruções também.

  — Ah, claro. Sinta-se a vontade, Dr. Taehyung. - faço um gesto com a mão, indicando a casa.

  — Irá segui-los à risca?

  — Por que não, não é mesmo? - ergui as duas sobrancelhas rapidamente, ainda encarando os olhos do mais velho. 

  — Preciso te examinar primeiro. - ele estava realmente começando a entrar na minha brincadeira de ser humano contagioso - Sente-se. - indicou a cama, se afastando e retirando o enorme sobretudo marrom usava, o pondo sobre a cadeira de madeira, pondo sua pequena maleta sobre a mesa que a acompanhava.

  Ao abrir a mesma, pude observar por alto um estetoscópio, uma espécie de termômetro é uma seringa de bronze francesa. Fora alguns potinhos que podiam conter medicamentos e drogas que facilmente me dopariam em questões de segundos.

  Ele pegou o primeiro instrumento e se aproximou, se sentando na cama próximo a mim e ajeitando o instrumento em suas orelhas, me arrancando um risinho em meio a um balançar de cabeça.

  — O que foi? - ele me olhou, erguendo seu olhar, mas com a cabeça ainda inclinada para baixo.

  — Nada. - nego junto com a cabeça, o encarando - Não vai pedir para eu tirar minha roupa?

  — Você quer que eu o veja sem roupas? 

  — Não sei, o médico é você. O que sei sobre consultas. Nunca fui em uma.

  — Não? - sua coluna se endireitou, o dando um ar mais impotente.

  — Estou trancado aqui a anos, lembra? Nunca tive nenhum problema de saúde. Digo, não além da depressão. - dou de ombros.

  — Entendi. Bom, isso é um bom auto-diagnostico. - ele me olhou - Está bem, tire a blusa. Só vou examinar seus batimentos cardíacos agora. Próstata não é a minha área.

  — Não gostaria que fosse, doutor. 

  Ele não respondeu; eu não me pronunciei.

  Retirei meu suéter azul marinho, sentindo um frio percorrer meu tronco devido ao vento frio de fim de tarde que entrava pela janela.

 Um tremor percorreu pela minha coluna espinal quando o outro extremo do estetoscópio gelado tocou meu peito, levemente inclinado para a esquerda, assim como o coração.

  Passei a observar com mais cautela o rosto e as feições - que foram se suavizando de acordo com o tempo ali - de Taehyung. Ele realmente parecia o interessado em ouvir meus batimentos.

  Percebi um sorrisinho ladino canto de sua boca com algo que ele ouviu, no mesmo momento em que ele se aproximou. 

  Foi então que entendi. Meu coração havia ficado acelerado e ele ouviu. 

  Os batimentos de meu coração traidor haviam ficado acelerados com a aproximação repentina de Taehyung do meu corpo. 

  O que raios está acontecendo comigo?

  Novamente, agi por impulso e me levantei, ficando de costas para o mais velho, me distanciando com alguns passos.

  — Está nervoso, JungKook?

  O som que saia da língua ao pronunciar meu nome era incrível. Seriam as alucinações?

  — Deveria estar? 

  — Não. Mas a contração dos músculos de suas costas releva isso.

  Por que eu inventei de tirar minha roupa mesmo? 

  Forcei meu corpo a relaxar e minha cabeça pendeu para baixo. Em questão de segundos, senti dois braços envolvendo minha cintura. O calor do corpo de Taehyung me aqueceu, e por alguns milésimos de segundos achei que meu corpo relaxou de um ajeito nunca o ocorrido antes.

  — O que está fazendo? - não era minha intenção de que minha voz vacilasse, mas eu fraquejei feio.

  — Cuidando do meu paciente. - o ar de sua voz saindo pegou na ponta de minha orelha.

  — Achei que não quisesse se contaminar... - engoli a seco discretamente.

  — As vezes um médico tem que se por em risco para salvar seu paciente, Kook-ah.

  “Kook”.

  Meu mais novo apelido soava de forma formidável aos meus ouvidos. Ou talvez fosse ele.

  Ou até mesmo a minha alucinação.

  — E quais são as recomendações? - perguntei por fim.

  O choque entre meu corpo e a parede gélida ocorreu após Taehyung me empurrar para frente, abraçando minha cintura mais forte do jeito mais possessivo possível. 

  — Não sei dizer por palavras, Kook, mas posso tentar demonstra-los. Aqui e agora. - uma mordida foi deixada no meu lóbulo, e logo seu lábios se esfregaram em meu pescoço, passando a dar beijos no local.

  Sua atitude ousada e repentina arrancou um breve suspiro de meus lábios, e ele percebeu.

  — Você deixa seu médico fazer os exames direitinho no seu corpo? Huh? - o castanho falou novamente - Só vou agir com sua supervisão.

  Aquilo era errado. Eu não deveria aceitar.

  Além do fato de sermos dois desconhecidos que se cruzaram por um motivo infeliz - e mal se conheciam a pouco mais de 30 minutos -, ele era um homem. Éramos do mesmo sexo.

  A sociedade do século XIX jamais aceitaria isso. A mesma sociedade que me diagnosticou doente.

  Céus, o que minha mãe pensaria? Ela nunca aceitaria. A mesma mulher que me privou da vida durante tanto tempo.

  E pensando justamente neles, em todas as pessoas que eu poderia desagradar, as mesmas que colocaram fim a minha felicidade, eu decidi que não iria negar.

  Me deixaria ceder pelos braços quentes e aconchegantes de Taehyung e dos privilégios ao ouvir sua voz grave gemendo.

  Além do prazer de experimentar um primeiro beijo.

  — Está bem. - falei com toda a coragem que reuni no peito - Pode me examinar, senhor. Apenas.. seja cuidadoso, é a primeira vez que vou à um médico. 

  Seus beijos começaram a descer em direção a minha clavícula, e meu corpo começou a ficar quente. Taehyung estava mesmo sendo o causador de todas essas novas sensações sobre mim? 

  — Ótimo. A primeira consulta a gente nunca esquece, JungKook.

  Mordi meus lábios um tanto quanto nervoso, e suas mãos antes na minha cintura, seguraram meus ombros e me viraram, me deixando de frente para ele, e pude perceber um sorriso de sua parte; nem tão grande ou tão pequeno, numa proporção perfeita.

  Meu rosto foi segurado pelo mais velho, e eu dirigi o olhar até sua boca entre aberta, imaginando quão macios seus lábios eram.

  Minha resposta veio em segundos depois, quando Taehyung iniciou um ósculo caloroso entre nós, movimentando sua cabeça suavemente e me guiando como eu deveria fazer enquanto isso.

  Seus lábios eram a mais pura sensação de estar com a seda mais preciosa se esfregando contra minha boca. Seu beijo era suave, mas ainda sim, parecia que estava tentando arrancar minha boca fora com o tipo de condução que ele fazia.

  Suas mãos caminharam vagarosamente para minha cintura, percorrendo meu abdome até chegar ao destino. O mais velho logo flexionou os joelhos suficientemente para arranjar força, a ponto de me pegar no colo, entrelaçando minhas pernas em sua cintura enquanto me segurava pelo bumbum.

  Ele passou a caminhar até chegarmos na cama de solteiro levemente enferrujada próximo dali. Se sentando, comigo em seu colo; onde pude perceber a leve ereção que se formava dentro de sua calça.

  Lembrava-me vagamente de sentir essa mesma sensação quando era mais jovem - antes de ser preso aqui - quando vi uma mulher adulta passando próximo a minha casa durante a noite, trajando roupas curtas e um tanto quanto sensuais.

  Recordei também que aquilo meu membro não descia, e só abaixou quando meu desejo acabou após eu toca-lo incansavelmente durante a madrugada que se arrastava. E foi só. Primeira e única vez que senti tal prazer.

  Mas essa nova experiência foi capaz de me fazer sentir esta sensação mais uma vez, e ocorreu quando eu senti a língua de Taehyung se debatendo contra a minha, seu sabor suave de menta em sua boca e o aroma de sabonete que emanava de seu corpo estava começando a me arrancar suspiros altos e arrastados.

  — Você é um bom paciente, Kook.. - sua voz saiu entre o ósculo barulhento que fazíamos.

  Indo contra todas as leis do meu corpo naquele instante, meu corpo se separou do de Taehyung por culpa dele; e talvez pela falta de ar também. 

  Ao menos, nossa necessidade de respiração serviu para algo, sem isso, Kim não teria retirado sua blusa e revelado seu corpo magro e seu abdome levemente definido.

  Sua língua marota percorreu o meio de seus lábios, umidificador os mesmos, para em seguida começar a beijar meu pescoço novamente, e vez ou outra me arrancando pequeninos gemidos quando sentia um chupão ser marcado por sua boca.

  — Taehyung... - minha mente obrigou minha boca a falar seu nome, por mais que eu não quisesse deixá-lo pensando que eu era alguém fácil; foi esta essa a imagem que eu transmiti.

  Pelo fato de não estar acostumado a receber toques - ou nesse caso, carícias - meu corpo ficou sensível, então qualquer novo gesto de Taehyung era como uma nova descoberta ali, um novo sentimento que foi guardado por muito tempo sendo destrancado e libertado por meio de meus gemidos manhosos, um novo prazer, uma liberdade.

  Senti meu membro surpreendentemente ereto ser envolto pela destra do castanho, o apertando por cima de minha calça.

  Seu corpo ficou por cima de mim quando minhas costas foram enterradas na cama. Os beijos estalados e molhados de Taehyung desceram até meu mamilos rijos, chupando-os, enquanto apertava o que sua boca não dava atenção.

  Sua língua quentinha e tenra estava me enlouquecendo, e tudo piorou quando ele começou a percorre-la pela minha barriga contraída e chegou até o cós da minha calça, se erguendo um pouco durante alguns momentos e me encarando enquanto mordia os lábios e desabotoava os botões da minha roupa. 

  Levemente constrangido, fechei os olhos quando ele me deixou totalmente despedido, com meu falo ereto apontando para ele.

  As mãos do mais velho seguraram meu pênis pela base, passando a fazer movimentos lentos e demorados de vai e vem, aumentando a velocidade do ritmo com o passar dos instantes. Aquilo estava começando a me deixar muito excitado, criando dentro de mim um desejo desesperado pelo castanho.

  Minha boca - assim como meus olhos -, se abriram ao sentir a língua de Taehyung percorrer minha extensão e depois e minha glande, se saboreando com uma generosa quantidade de pré-gozo que vazava pela minha fenda.

  Não demorou muito para logo meu membro estar sendo envolto completamente pela boca macia e quente do homem. Ele tentava enfia-lo todo em minha boca, mas percebi que falhava quando começou a ficar avermelhado e eu senti o contato com sua garganta, se continua-se insistindo, possivelmente engasgaria.

  Mesmo sabendo disso, ele continuou, e passou também a fazer fortes sucções em meu falo, deixando as vezes mordidinhas ali, as mesma que me fazia gemer baixinho o nome de Taehyung.

  — O que está sentindo, Kook? - ele afastou sua boca, pondo a mão no membro babado e devidamente lubrificado e passando a masturba-lo com rapidez e agilidade, fazendo meu corpo se contorcer.

  — N-não pare... Taehy.. anww! Ap-penas vá m-mais rápido... - respondi da forma mais certa e sincera que pude. Desisti de tentar fazer com que minha voz não fraquejasse. Taehyung estava me enlouquecendo, e sabia disso.

  Um sorriso maroto surgiu em seus lábios, e logo ele voltou a colocar a boca onde suas mãos não envolviam. 

  E de repente, ele parou. Assim, de súbito. Me fazendo abrir os olhos um pouco arfante e o olhar confuso. Ele estava brincando comigo e iria parar logo agora?

  — O que você...

  — Shiu.. - ele sorriu, ficando de joelhos na cama e retirando sua calça, se sentando em seguida com as pernas bem abertas, me fazendo recuar um pouco ao ver o tamanho que ele possuía encobrindo abaixo das calças.

  — Não precisa ficar com medo, baby. Logo logo ele estará dentro de você, brincando com seu interior. Venha montar em seu Daddy por enquanto. - ele bateu na sua coxa direita e sorriu.

  Engatinhei devagar até o mais velho, pondo uma perna de cada lado dele, me sentando sobre o seu membro.

  — T-Tae... - não pude evitar de o chamá-lo quando senti o atrito quente entre nossos membros.

  — Rebole bastante, huh? Vamos ver o que sabe fazer, baby. - Senti suas mãos espalmadas pegarem em minha bunda, separando as nádegas em meio a um forte aperto nelas.

  Mordi meu lábios inferior e passei a me mover minimamente, e logo o prazer começou a crescer, me levando a aumentar a velocidade dos movimentos e percebi que agora era Taehyung que estava gemendo baixo.

  Permiti-me ir até o pescoço do mais velho, beijando ali como ele havia feito em mim, também deixando um pequeno avermelhado próximo a sua clavícula. Se ele me marcou, eu também poderia fazer o mesmo.

  O barulho entre o contato de minha bunda com as mãos de Taehyung se tornaram ainda mais forte, principalmente com os tapas que ele descontava ali, as deixando doloridas. Mas estava tão bom que preferi não comentar.

  Desta vez, eu agi um pouco mais rápido que ele, colando nossas bocas em um beijo fogoso e intenso, enquanto eu ainda me movimentava mais rápido sobre ele. Sentir o sabor de sua língua era incrível demais, adjetivos de ‘maravilha’ não conseguem descrever tal sensação.

  Estava tudo bom demais, até eu sentir uma dor aguda entre minhas nádegas; os dedos finos de Taehyung haviam começado a me penetrar, e causava uma dor absurda. 

  Parei de rebolar e afundei meu rosto na curvatura de seu pescoço, apertando seus ombros com força.

  — Ah... Tae.. isso d-

  — Vai passar, baby. - ele estocou mais um dedo, me fazendo gritar.

  Mordi seu ombros e minhas mãos desceram para suas costas, arranhando as mesmas.

  Ele retirou seus dedos e selou nossos lábios cuidadosamente, me fazendo acalmar um pouco.

  — Algo a dizer antes de realmente começarmos, Kook-ah? - ele perguntou baixinho, apertando mais minha bunda e me levando a encara-lo.

  Assenti com a cabeça levemente.

  — Daddy, você pode meter em mim? Mas quando fizer, faz com carinho, ninguém nunca entrou em mim antes.. - minha voz saiu manhosa, e mordi meu lábios suavemente em seguida, o vendo sorrir e jogar a cabeça para trás, deixando seu pescoço a mostra.

  — Assim você vai acabar com o pouco de autocontrole que tenho, baby! - seu olhar voltou a mim - Tudo bem, prometo que o Daddy vai entrar devagarinho. - ele beijou o canto de minha boca demoradamente.

  Seu corpo se afastou e eu já comecei a sentir falta do seu calor humano que tanto me fez falta durante esses anos.

  Sai de cima de Taehyung com sua ajuda, e o mesmo me posicionou de quatro, com minha bunda em sua direção.

  — Empina bem esse cuzinho, baby. - ele falou por trás de mim, roçando seu membro pela minha entrado suavemente.

  Meu corpo gelou de ansiedade; ele era muito grande, talvez eu não conseguisse dar conta. 

  Mesmo ainda temendo o pior, impulsionei meu traseiro para cima, afundando levemente meu rosto no travesseiro.

  — Posso ir, Kook? - sua mas passou vagarosamente por minhas costas, tocando em minha nuca, depois subindo, arrastando suas unhas ali.

  — Daddy, eu não sei se vou conseguir, eu nunca... você é muito grande e eu não sei nada sobre isso..

  — Não se preocupe, pequeno, eu prometi que seria cuidadoso, não vou te machucar. - ele depositou um beijo na minha banda direita da bunda e logo afastou as mesmas, me deixando exposto para si.

  Sua língua - a mesma que brincava com minha boca algum tempo atrás - agora brincava com minha entrada, a lubrificando com sua saliva enquanto me apertava.

  Aquilo de certo era constrangedor. Afundei mais meu rosto no travesseiro, tentando pensar em outra coisa é me concentrar no prazer, não no fato de um homem estar chupando uma região tão íntima minha.

  — Está com vergonha, baby? - sua voz grave perguntou, talvez não querendo me assustar, mas sua entonação me fez tremer. - Não fique. Isso é apenas uma consulta normal, do cotidiano.

  Sua mão canhota largou minha vinda e desceu até minha coxa, a marcando.

  — Costuma fazer isso com todos os seus pacientes? - ficou eminente a pontada de ciúmes em minha fala.

  — Não. Eu abri uma exceção para você, lhe achei especial. - ele subiu a mão novamente - Faça valer minha consulta especial, huh?

  Concordei com um breve aceno de cabeça, me virando levemente e vendo Taehyung brincar com seu pênis, assim como fazia comigo. Logo vi o pré-gozo escorrer dele e me virei para a frente, respirando fundo para a dor que sabia que viria.

  E ela veio.

  Apenas a cabeça do membro de Taehyung já me fez gritar feito uma vadiazinha quando ele ousou me penetrar.

  — Tae! Anww...

  O mais velho ficou parado esperando eu me acostumar com a dor e meu silêncio foi como um passe pare para ele adentrar mais um pouco.

  “Um pouco”

  Taehyung não parou na penetração, não foi em partes, ele definitivamente se enfiou todo dentro de meu cuzinho escorregadio de forma devagar, tornando a dor ainda mais insuportável.

  — TAE! Dói, dói muito! Tira, tira, por favor...! - pedi num desespero que nunca achei que sentiria, apertando os lençóis da cama.

  — Calma, baby... vai passar, eu vou ficar parado por enquanto.

  Suas mãos acariciam minhas costas levemente suadas, assim como minha testa, que grudava os fios de cabelo em meu rosto.

  Sentir aquele homem ali dentro, tão duro, tão grosso; só para mim, era deveras excitante, mas a dor... 

  Era como se meu corpo fosse cair quebrado sobre a cama.

  — Posso me mexer? Vamos lá, baby, já estamos tão longe, não desista agora. - ele separou um pouco mais minha bunda, tentando abrir mais espaço para seu pênis dentro do meu ânus.

  — T-tá. Pod-

  Não houve tempo d’eu terminar a frase, logo após a mais breve da mina afirmação, o castanho já começou a se movimentar lentamente, me arrancando gemidos.

  Ele conseguiu acertar um ponto sensível meu em uma única estocada. Embora eu ache que naquela altura, todos os lugares que ele tocasse seriam sensíveis.

  — Caralho, baby! Você é tão apertadinho, mal consigo me movimentar.

  Devido a lubrificação prévia da língua de Taehyung na minha entrada e o seu pré-gozo, ficou mais fácil para ele se deslizar para meu interior, mas por ser minha primeira vez, o espaço ainda era mais rígido para se alargar, principalmente para algo tão grosso como o pau de Taehyung.

  Afundei meu rosto de vez no travesseiro, inconscientemente empinando mais minha bunda, recebendo um tapa estalado do mais velho ali em seguida.

  — E ainda quer que eu vá devagar... Como espera que eu mantenha controle com você empinando esse cu delicioso para mim, hein? - ele estocou com força dentro de mim dessa vez, e fazendo gritar.

  — Ann.. Daddy! Vai com calma, eu não... aish...

  E de repente veio; a explosão de prazeres no meu corpo. A dor que eu sentia alguns momentos antes já não estava mais predominado. Ainda estava lá, mas como uma daquelas leves dores de cabeça que costumamos ignorar, porque algo chama-nos mais atenção. E neste caso, era Taehyung me fodendo por trás.

  Meu pênis balançava descontroladamente ao corpo de Tae se chocar com o meu, impulsionando-nos para frente.

  Aquilo parecia um sonho. Um sonho muito bom para ser real.

  A mão de Taehyung tocando meu membro ao mesmo tempo em que me adentrava foi o ápice para eu gozar na sua mão e deixar meu corpo relaxar, mas Taehyung me segurou, impedindo tal gesto.

  Ele saiu de cima de mim e me colocou em seu colo novamente, adentrando desta vez rapidamente, e sem carinho como dissera que faria.

  — Daddy.... isso! Mais f-forte.. - pedi, abraçando seu pescoço e mordendo meus lábios.

  E assim foi feito. Taehyung continuou me estourando por dentro, gemendo o quando eu era apertando e algo sem nexo sobre a fricção que eu causava em seu falo ali dentro.

  Quando o jato quente do líquido do mais velho finalmente me preencheu, foi como se uma sensação de dever comprido tivesse sido feita. 

  Acabei gozando pela segunda vez também, junto à ele, sujando nossas barrigas que subiam e desciam num ritmo descompassado, assim como nossos peitos.

  — Tae... - eu fui o primeiro a quebrar o silêncio de nossos arfares constantes - Obrigado pela consulta.. - falei baixinho, o olhando em seguida.

  — Não há de que. - sua mão passeou pelo meu rosto cuidadosamente, esfregando seu polegar na maca do rosto e afastado os cabelos grudados na testa, enquanto eu fechava os olhos e aproveitava o carinho.

  Sabia que aquilo não duraria muito tempo.

  Toda consulta tem um fim. E o resultado é a morte ou o paciente se curando e se afastando do médico.

  A atenção de Taehyung logo foi desviada para se retirar de mim com cuidado, e quando o fez, se deitou na pequena cama de casal, me puxando para perto.

  Ele me aconchegou em seu peito, fazendo carinho no meu braço descoberto com a ponta de seus dedos. Enquanto isso, senti minha visão pesar e percebi adormecer com a brisa fria que entrava pela janela, direcionada a cama que estava junto com Tae.

 

  [...]

 

  Abri os olhos com certa dificuldade. Já era amanhã novamente. Recordo de ter ficado horas com Kim na cama, possivelmente era tarde da noite quando fomos dormir, mas por acaso acordei cedo.

  O calor humano do qual me apeguei rapidamente não estava ali, me abraçando como a noite anterior. Ao contrario, o dono desse fogo estava em pé. Vestido, e possivelmente não com tanto frio quanto eu, devido à falta de vestimentas que eu me encontrava.

  — Tae... - sentei na cama, deixando a coberta escorrer pelo meu peito e deixá-lo exposto.

  O castanho virou-se para mim, abrindo um vago sorriso, vestindo seu sobretudo e se aproximando, se sentando do meu lado.

  — Ia embora sem se despedir? - mordi o canto de minha boca.

  — Não queria te acordar, Jungkook. - seu olhar desceu para meu abdome e depois para minha boca, arrancando um beijo dali. - Nossa consulta já acabou.

  — Ah. - decepção era nítida em minha fala. - Você vai voltar aqui novamente?

  — Claro, precisamos das nossas consultas diariamente, lembra?

  — Diariamente? - franzi o cenho. Ele viria todos os dias.

  — Sempre que eu venho você me pergunta isso, Kook.

  — Já estava aqui outras vezes? - ele riu baixo, e de repente, as paredes escuras de pedras ali tornaram-se brancas e acolchoadas.

  Taehyung está ali, mas vestindo um jaleco médico da época, e eu não estava nu, mas sim com... uma das roupas típicas dos internados no hospício da região.

  — Já. Às vezes umas três vezes ao dias quando você me chama muito. - ele riu.

  Era tudo um sonho?

  — O-o que aconteceu? - questionei atordoado.

  E a minha mãe? A torre, a nossa noite? Nunca existiu?

  — Você estava muito alterado, não acontecia essa súbita mudança sua de humor à muito tempo, lembra? - assenti, mesmo não tendo a mínima ideia do que estava falando - Precisei lhe acalmar com um medicamento na veia. Consegue recordar?

  — Não, eu... - levei minhas mãos até meu cabelo, os bagunçando, numa tentativa de tentar lembrar de algo - Quanto tempo estou aqui? Onde é aqui? - o olhei angustiado, e ele percebeu, suavizando sua expressão

- Estamos no asilo para deficientes mentais, JungKook. Está aqui a 2 anos. Foi diagnosticado com esquizofrenia. - ele suspirou - No que estava sonhando? Por que não escreve no caderno que lhe dei? Sempre costuma fazer isso, assim posso tentar lhe ajudar no tratamento. Eles estão me rendendo boas pesquisas.

  Ele se levantou e foi até uma pequeno armário branco, o destrancando e tirando de lá um caderno, pintado com vários desenhos e palavras soltas.

  Tentei me levantar para ir até sua direção, mas o som de correntes me assustou, e as mesmas me impediam de ir muito além da cama. 

  Correntes de alguma espécie de ferro ou metal 

  — Mas o que.. - murmurei.

  Por céus! Por que eu estava acorrentado? Eu não sou perigoso!

  — Ah, desculpe por isso. - ele fechou o armário, se sentando ao meu lado novamente - Sou contra a ideia de prenderam pacientes, mas não estava aqui no momento em que os seguranças lhe prenderam para impedir. Não se preocupe, providenciarei a chave para te soltar o mais rápido possível, está bem? - ele sorriu grande, me entregando o caderno.

  Concordei discretamente com a cabeça. Ainda não acreditava que aquilo era tudo uma ilusão criada pela minha cabeça, as emoções, o toque, o calor... parecia tão real. E num piscar de olhos ele é só um médico que me mantém aprisionado. 

  Pelo menos algumas semelhanças se manteriam vivas.

  Abri o caderno e comecei a folheia-lo, vendo alguns textos, e pelo que comecei a ver, eram estórias, contos, e normalmente tinham alguma relação com Taehyung, mesmo que minimamente.

  — Se lembra de ter escrito, Jungkook? Você quando pega esse caderno com um lápis começa a escrever tanto que nem dá um tempo para as refeições. Tenho que tirá-lo a força de suas mãos. - ele riu, mas cessou a atmosfera risonha quando eu o olhei com uma expressão vazia no rosto.

  — Não, não lembro. - baixei a cabeça, fechando o livro o estendendo em sua direção.

  — Fique com ele, tem um lápis ali caso resolva escrever algo ou desenhar. Tem alguns desenhos no fundo. - ele indicou o lápis na escrivaninha do lado da cama - Aliás, obrigado por me desenhar tão bem. Acho que leva dom para desenhos, Kook. - ele abriu o caderno, nas últimas páginas, indicando um desenho bem realista ali. 

  Os traços leves do rosto, cabelos levemente arrumados, a pequena pinta na ponta do nariz... era definitivamente ele.

  — Eu que fiz isto? - pergunto espantado, não sabia que era capaz de desenhar algo tão bom assim, quem dirá realista nesse ponto.

  — Leia um pouco das histórias, vai se lembrar, como sempre. - alguns sons de passos pesados e barulhentos foram se aproximando da porta, me assustando brevemente, mas ninguém chegou a entrar. - Fique aqui, certo? Eu vou procurar a chave para lhe soltar. - ele se levantou, ajeitando seu jaleco devidamente limpo e sorriu, indo em direção a porta.

  — Tae..

  — Sim? 

  — Vai voltar, não vai? - pergunto receoso.

  Ele deu um sorriso de lado, abrindo a porta.

  — Se precisar, eu venho.

  — Então, eu preciso sim. - respondi rápido, ainda com o tom de voz abaixado.

  — Te vejo daqui a pouco, Jungkook-ah. - ele saiu, fechando a porta gigante de ferro.

  O silêncio reinou por ali novamente quando ouvi o que parecia ser a tranca da porta ser fechada. 

  Meus olhos rodearam o lugar, vazio e silencioso; diferentemente de minha mente, um lugar onde as vozes não se calavam, e a principal delas era a de Taehyung.

  


Notas Finais


Olá novamente! É o primeiro Yaoi que escrevo, então mil perdões se não ficou muito bom, anda pretendo melhorar e voltar com outras one-shots.
Ah, perdão também se houver algum erro de digitação, eu escrevo pelo celular, então a sua vezes o corretor dá um erro, vocês devem saber, não posso ser a única que sofre com esse problema aqui, galera.
O que acharam? Me contem que eu vou adorar saber!
Desculpa meu sumiço repentino daqui, eu to voltando aos pouquinhos rs
Beijos!
Maahlita⭐️


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