História Lufanas - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Personagens Originais
Tags Christina, Hannah, Lily, Lufanas, Susan
Visualizações 22
Palavras 4.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello pessoinhas, eis-me aqui com o segundo cap, com a segunda garota que escolheram e a maioria dos votos reunidos entre Nyah! e Spirit, deu Hannah Abbott e Christina Brown empatadas no primeiro lugar, fui só pela ordem dos pedidos e fica Christina para o próximo e Susan Bones para o fim.
Antes de focar na fic, tenho um aviso a quem lê "Lufanas", esta fic é ligada ás outras três "Grifinórias", "Corvinas" e "Sonserinas",quando digo ligado é mesmo, significa que as histórias irão entrelaçar precisando ler todos para não perder o sentido mais para a frente.
Obs 0: Capitulo Introdutório sobre a Hannah como irei fazer com todas ;) em todas as fics! Terão o mesmo tempo e em iguais períodos , ajustados conforme a sua idade de nascimento;
Obs1: As informações que procurei sobre os pais de Hannah Abbott eram muito poucas e não fiquei com a certeza, pelo que se houver incoerências me falem…eoe’ , pelo que o único que sei é que no sexto ano a mãe dela morre, mas mais não sei dai…já sabem.
Obs2: Ahh, estou fazendo trailer, de Sonserinas está quase feito e irei fazer para todas as meninas das outras 3 casas *p*, que me dizem?
Obs3: Revisionei, mas pode acontecer de ter erros, se tiver avisem-me :3
Enjoy it!

Capítulo 3 - Hannah


Fanfic / Fanfiction Lufanas - Capítulo 3 - Hannah

Não vou con-n-seguir...nã-o-o-o, vou..."Hannah Abbott  falando para suas amigas, sendo segurada por Lily, Christina e Susan na ala hospitalar, ao que Madame Pomfrey lhe deu uma poção calmante, tudo por causa da pressão dos NOM's, tendo de companhia ao seu lado Hermione Granger.

***

Hannah Margareth Abbott nasceu a 02 de Agosto de 1980, num clima bastante triste e hostil, era um dia em que uma enorme tempestade de Verão formava-se, criando espanto para quem vivia em terras londrinas que não esperavam aquele clima desolante em pleno veraneio, mas o pior nem era esse acontecimento, era o facto de com o seu nascimento, ser somente presenciado por sua mãe, que ficara imensamente feliz com o seu nascimento.

O namoro conturbado entre Ava Abbott e Mason Jones não fora fácil, muito em conta de ele achar meio “estranho” as tendências bruxas que ela tinha, Gregory era muggle, ou seja não era do Mundo Mágico, não conseguia entender como ela fazia coisas com um graveto, como quando ela furiosa fazia o clima em sua volta mudar, ele tinha medo e sentia-se inferior, mesmo que não admitisse.

Ele queria que ela parasse e fosse para o Mundo Muggle com ele, mas Ava sempre recusara-se, dizendo-lhe que era a vida dela, era parte dela a magia, simplesmente não podia deixar e abandonar tudo por causa dele, este tentara com o tempo aceitar, mas acabara desistindo, desaparecendo da vida de Ava, após uma longa discussão, sem saber que esta carregava um filho seu.

Ava não se deixara abater em desgosto, muito pelo contrário fora corajosa, tal como sua falecida família, o fora enfrentando Voldemort mesmo que falecendo, á muito pouco tempo atrás.

Ela enfrentara toda a sociedade bruxa da época, sendo mãe solteira e trabalhando no departamento de execução das leis da magia, juntamente com outra bruxa muito similar a ela, sendo a sua melhor amiga, Amélia Bones, mostrando o seu valor perante todos que tinham falado ou desdenhado dela, entre eles, Gregory Goyle Sénior, que tinha verdadeira inveja e raiva daquela petulante que não sabia pôr-se no seu lugar, segundo suas palavras.

Ava Abbott conseguira com afinco criar Hannah que crescera ouvindo coisas muito boas que lhe contavam sobre a mãe e ela sempre sorria timidamente, nunca lhe ouviam a voz, somente seus acenos animados, mas no fundo tinha muito orgulho da mãe que tinha, nunca tinha tocado no nome do pai, nunca quisera abrir feridas, desconfiava que isso era uma dor presente na sua mãe.

Com a falta de fala da menina, que só esboçava uns sons, até perto dos três anos de idade, isso preocupara a jovem mãe que logo após umas consultas em St. Mungus, descobrira que a menina sofria de gagueira, esta gagueira fazia com que ela não conseguisse articular as palavras sem atrapalhar-se muito, o que irritava imensamente Hannah que considerava-se anormal, comparativamente á sua brilhante mãe e seus coleguinhas de sua idade.

A infância de Hannah fora incrivelmente silenciosa em conta desse problema, pelo que quando Susan Bones entrara em sua vida, fora toda uma surpresa.

Era um dia incomum de quente, bem perto do seu aniversário, ela estava no ministério da magia, sem muita surpresa, ela crescera praticamente dentro daquelas paredes rodeadas de lareiras com estatuas e quadros de ministros de outrora.

Pode até alguns dizerem que ela não teve uma infância bem comum, mas realmente divertia-se passeando pelos corredores, todos lhe sorriam e davam doces, ela era loira de tons escuros, com olhos de um castanho- escuro cativante, mesmo com a sua enorme timidez, ela conquistava, com seu sorriso iluminado e sempre no seu vestido rosa rodeado, mesmo que sempre silenciosa.

A gagueira não era um problema que ela cria que a afectasse, apesar de quando estava na escola muitos lhe zoarem quando tentava falar, dizendo que ela falava mal e que nunca iria aprender nada, as crianças podiam ser incrivelmente cruéis. Não fizera amigos.

Mas naquele dia em especial, ela fizera uma moça de cabelos acastanhados, estava abaixada e desesperada, sua expressão parecia incrivelmente aflita e ansiosa, aproximara-se dela como era seu habitual quando via alguém em perigo, mas como tinha muita vergonha de falar, tocara o ombro da menina que com o susto atirara-a no chão, ao ver o que fizera, Bones levara a mão na boca, ajudando a levantar-se.

—Você está bem?... - Perguntara a moça na sua direcção, ao que ela abrira a boca, mas ficara corada, pegando o seu já habitual bloco de notas com uma pena rápida, falando que “ Sim, eu estou e você? “, isso surpreendera a jovem Susan que olhava a menina como perguntando porque ela não falava.- Não consegue falar…?

Hannah mordera o lábio inferior, meio corando, ao que respondera ainda escrevendo no bloquinho “Consigo, mas falo meio atropelado e ninguém gosta…”, Susan ao acabar de ler franzira o cenho e estendendo a mão para a Hannah, sorrira amigavelmente e decretara.

—Ora essa, quero muito ouvir a sua voz…

Hannah ainda olhava meio insegura para a jovem, que a encarava, abrindo a boca e vendo que a moça em sua frente não estava zuando ou muito menos fazendo pouco dela, estava sorrindo e esperando pacientemente, ao que ela ganhara um pouco de confiança.

—Ol-l-l-lá…

—Só praticarmos que você irá conseguir…senã-o-o-o fa-fa-lo igual…- Com essa fala amigável, Hannah rira-se, olhando-a ao que esta acompanhara, apertando mais a mão da outra.- Chamo-me Susan, Susan Bones…

—Ha..nna…h…- Falara mais devagar e respirando compassadamente, como o seu medibruxo da fala lhe ensinara, ao que Susan sorrira mais, apertando e puxando-a.

—Prazer, Hannah…eu perdi o meu puffskin, você me ajudaria a procurar?

Hannah ficara imensamente surpreendida, com a simpatia e á vontade de Susan, que rapidamente animara-se pela perspectiva de ter alguém da sua idade para brincar, que assentira e correram as duas pelos corredores do Ministério procurando pelo fugitivo animal de estimação de Susan.

Ao longe, Amélia e Ava olhavam as filhas, animadas e felizes com o facto de ambas darem-se bem, principalmente a segunda que desejava imensamente que a filha saísse do seu mundo particular e interagisse mais com as crianças de sua idade.

Mesmo com a prática e sem nunca desistir de falar, Hannah fora crescendo e fora desenvolvendo mais o seu dom da escrita, mesmo que não mostrasse a alguém, sua timidez fora algo que não sumira por completo, por mais que ela tentasse, mas era algo que precisava melhorar.

Quando fizera nove anos, ela pensava que seria aborto, sua amiga Susan já tinha demostrado sinais de magia mais cedo, ao que ela ficara meio desanimada, mesmo com a mãe lhe dizendo que ela era única e especial do seu jeito, ao que Hannah sempre sorria e fingia que estava bem.

Mas, o facto era que não estava, sentia-se defeituosa, já bastava falar ruim e nem magia conseguia fazer, era uma inútil, pensava no final de contas.

Um dia, enquanto estava sentada numa poltrona com escrevaninha, que no departamento da mãe lhe arranjaram e esperando Susan para ir brincar no Beco Diagonal, com a autorização das mães, ela escrevia entretida, um pequeno conto que criara com base num sonho repetido que tinha e estava a ser imensamente crítica com o resultado, mas ela desejava a perfeição.

No curto intervalo que decidira ir no banheiro, ela deixara os seus escritos sob a escrevaninha, mas quando voltara vira um senhor com aspeto bem idoso, olhando o que ela tinha escrito e no susto, ela desejou que voltasse a si os escritos e mostrara com aquela idade claros, sinais de magia, ao que o senhor ficara surpreso ao ver os escritos voarem na direcção da menina que ficara exultante e feliz, mas ao mesmo tempo corada, com o senhor olhar atentamente para ela e ver que ela era a presumivelmente autora do que havia lido.

—Bom dia, srta. Abbott…

Ela abrira a boca, meio nervosa.

—D-Dia…

—Foi a senhorita que escreveu?

Ela limitara-se a assentir, não olhando o rosto bondoso do senhor, que baixara-se na sua altura, olhando-a.

—Gostei imenso…tens um dom incrível…

Mordera o seu lábio inferior, corando mais ainda com o elogio, remexendo as suas mãos, deixando que ele se aproximasse e continuasse a ler.

Ao final, o bondoso homem erguera-se da cadeira de frente para ela, o corpo de Hannah encontrava-se tenso, seguindo os movimentos do homem.

—Onde está sua mãe, queria falar com as duas, querida…

Ela assentira, fora toda uma surpresa para Hannah, quando descobrira que o simpático senhor era do Profeta Diário, o editor-chefe e que tinha amado tanto o que ela escrevia que fora pedir autorização a sua mãe para que a menina pudesse mensalmente mandar um dos seus textos para publicar no jornal.

Inicialmente, Ava sua mãe, ficara meio apreensiva em ter o mundo interior da filha exposto num jornal que todos liam, mas até ela ficara impressionada com o texto belamente escrito de sua filha com tão tenra idade, que fora até ela, perguntando-lhe.

—Desejas publicar os teus textos, meu amor?

Hannah mordera seu lábio inferior novamente, indecisa entre manter-se no seu casulo ou concordar em fazê-lo, ao que sussurrara para a mãe.

—S-sim..ma-ma…fi-fiz ma-ma-magia…- Ava quando ouvira com atenção o que a filha dissera , beijara-lhe os cabelos abraçando-a forte contra o corpo.

—Vistes, meu amor…és ainda mais especial do que eu sempre te disse…

Hannah sentira-se feliz, apertando a mãe no abraço, tirando aquela gagueira que lhe incomodava imenso, olhara para o senhor que mantinha-se em expectativa e meio sem jeito no meio daquele momento familiar, ao que a loirinha concordara e o senhor ficara feliz.

E sob um pseudónimo que ela criara, começara a mandar os seus textos muito bem escritos para o profeta, uma vez no mês, num espaço crónica dedicado às crianças e graúdos.

Rapidamente, viralizara de tão bem que escrevia e todo mundo queria saber quem era Miss Pops, nome que ela adotara, de seu segredo, só sabia a mãe, Susan e Amélia Bones.

E os anos prosseguiram conforme ela conseguira melhorar o seu falar, de modo que conseguia graças a muito tratamento com poções e treino das cordas vocais, falar normalmente e pausadamente, a menos que se enervasse, ai sua gagueira voltava com força.

Aos onze anos, quando recebera a carta para estudar em Hogwarts, Hannah sentira-se imensamente feliz, tal como Susan , ambas haviam recebido no mesmo dia e o entusiasmo estava em alta.

A correria das duas no Beco Diagonal fora demais, ainda mais com elas correndo por todas as lojas, desde madame Malkin, a Ollivanders até cair na Floreios e Borrões, suas mães só olhavam felizes o entusiasmo das duas.

E quando estavam na Madame Malkin, repararam numa garota que tirava medidas para o uniforme de Hogwarts, sob o olhar atento de seus pais, ambas viam-na, mais com entusiasmo que outra coisa, ela primeiramente era ruiva, com faiscantes olhos azuis para depois passar a cabelo cacheado e pele de tonalidade escura,com doces olhos castanhos, quando olhara na direcção das duas que se surpreenderam, ela abrira um largo sorriso, ao que ambas se aproximaram.

—Chamo-me Christina…Brown, Christina…e vocês?

—Metamorfomaga…- Dissera Hannah bem baixo e pausadamente, ao que Christina sorrira imenso, assentindo, ela descera do banco onde estava de pé com a ordem da sra.Malkin, aproximando-se de Hannah que ficara meio impressionada com a aura calma e doce que ela tinha.

—Oh…você é incrível, nunca pense que não…- Essa afirmação que Christina falara, fizera Hannah franzir o cenho, mas vira que ela esticara a mão ao que apertara de volta.

—Sou…Hannah…Abbott, Hannah…

—E eu sou Susan, Susan Bones…- Falara do lado de Hannah, Susan ao que Christina olhara para ela com um sorriso subtil, aproximando-se e abraçando-a com força, ao que Bones não sabia que dizer.

—E você é incrível também, não é diferente de ninguém, só por seus gostos pessoais…

Se a tinham achado estranha, nada disseram, porque o facto é que sentiam-se muito bem perto dela, ao que Christina apresentara seus pais a elas, que cumprimentaram de volta, quando Ava e Amélia chegaram ao pé , cumprimentaram os Brown pelo visto já se conheciam.

—Chriiisss…- Aquela voz era profundamente fina e sem contar, repleta de tanto doce que enjoaria qualquer um, fora o pensamento mais franco de Hannah, quando ouvira. Olhara na direcção vendo uma moça de cabelo cacheado loiro, de olhos esverdeados com uma tonalidade de castanho, vindo também com o uniforme de Hogwarts, Christina suspirara largamente, parecera as duas que com um pouco de sofrimento.

—Que passou, Lav? O uniforme está óptimo em você…

—Não, está não…odiei…você me odeia, vou contar para titio e titia…

Christina suspirara longamente, assentindo, sob o olhar espantado de Susan e Hannah.

—Minha prima, Lavender Brown…não lhe liguem…e que casa de Hogwarts pensam ingressar?- Perguntara no maior entusiasmo, ao que enredaram numa conversa que as levaram dali, até ao Florean Fortescue, pelos vistos adição aos doces era uma coisa em comum entre todas.

Que casa de Hogwarts iria calhar, Hannah não sabia, ela só queria ser feliz, esse era o seu maior desejo.

No final do dia, já estavam com planos de irem na carruagem as três juntas e juraram que ficariam e fariam de tudo para ficarem na mesma casa de Hogwarts e no mesmo dormitório, os pais de todas só olhavam as filhas com um olhar nostálgico, como se lembrassem dos seus tempos de Hogwarts.

E quando chegou o primeiro de Setembro, já estavam lá juntas Susan e Hannah completamente extasiadas ao verem o enorme trem vermelho e preto com os dizeres “Hogwarts Express” , quando viram uma chuva de cabelos loiros e olhos acastanhados virem na sua direcção ao que se assustaram, até que a moça riu e falou, ficando de cabelos pretos cacheados e olhos castanhos cor de chocolate, ao que identificaram como Christina.

—M-Mas, porque você muda-a-a…-  Com os nervos, Hannah começara a gaguejar para sua enorme raiva e frustração, ao que decidira calar-se e Chris aproximara-se dela, colocando suas mãos no rosto dela, abarcando-o e beijando a fronte num claro sinal de enorme carinho, ao que Hannah ficara imensamente sensibilizada.

—Pela mesma razão que todo o Mundo …- Essa resposta enigmática ficara no ar, á medida que ela sorria e as puxava para dentro da carruagem.

Antes de entrarem, viram alguém fazer um enorme escândalo, que não queria ir e que queria ficar com a irmã, olharam na direcção vendo que era uma moça loira.

—Oh, Greengrass…entendo porque não quer ir, até eu faria o mesmo...- Ao dizer isso num tom imensamente baixo, que se não tivesse perto não ouviria, Hannah que já tinha lido bastante sobre habilidades mágicas, abrira imenso os olhos e depois de ter matutado imenso desde que a conhecera, que falara.

—Empática…- Christina virara-se para Hannah, colocando seu dedo indicador sobre os seus próprios lábios, como lhe dizendo para guardar segredo sobre isso, piscando os olhos em seguida.

E com isso, entraram na Carruagem, procurando um local para se sentarem, ao final de andarem um pouco, encontraram um local e aportaram.

O caminho fora toda uma tagarelice sem fim, querendo saber como Christina tinha tantas características especiais, tal como ser metamorfomaga e empática, ao que ela começara a falar sobre a história de sua família e de como herdou esses dons.

E enquanto estavam numa conversa bem animada, viram uma moça de cabelos indomáveis, de expressão bem séria, já vestida com o uniforme de Hogwarts entrar, olhando em volta e voltando-se na direcção delas.

—Desculpem, chamo-me Hermione Granger, mas viram um sapo…? É que um rapaz chamado Neville perdeu um…

—Não, não vimos desculpe…-Falara Susan de modo simpático, ao que Hermione sorrira de volta e assentira, saindo novamente.

E nesse meio tempo, a gula fez com que elas tivessem vontade de comer doces, ao que ao abrirem a porta da cabine para pedirem doces á senhora dos doces, viram um sapo muito gordo entrar e aportar no colo de Hannah, que simplesmente ficava quieta e acarinhava o dito sapo, esperando que alguém o viesse buscar.

Ao que esperara um longo tempo, mas não vira ninguém vir, o que intrigara-se e cuidara do dito sapo até ver a moça Granger e entrega-lo.

Quando chegaram em Hogwarts e foram encaminhados pelas escadas para irem para a sua selecção, ouvira atentamente a professora, até que sentira o escorregadiço sapo sair das suas vestes e saltitar, quando ia tentar pega-lo, ouvira uma voz masculina e ansiosa.

—Trevor…- Hannah ficara no lugar, vendo como o moço pegava o sapo, de modo bem feliz, ao que vira ele olhar para cima, dando de caras com a expressão severa da professora McGonagall, vira ele engolir em seco.- Desculpe…

E quando vira ele virar-se na sua direcção, vindo para perto de si, com o sapo e sua expressão tímida, o coração infantil de Hannah dera um pulo que ela não soubera explicar, sentira o rosto esquentar ao pegar-se olhando para ele tempo demais.

Abanando sua cabeça, entrara conjuntamente com outros colegas para dentro, vendo que Susan tinha ido com a moça Granger, ela fora do lado do moço que olhava para ela com curiosidade, ao que sentira-se imensamente sem jeito.

E quando o pergaminho fora erguido e a professora começara a falar, ela ficara sem jeito, seu nome era o primeiro.

—Abbott, Hannah…

Mal tocara na sua cabeça, já estava o chapéu gritando “Huffelpuff”, ela sorrindo caminhara na direcção, mas ouvira comentários maldosos vindo das mesas de Slytherin e outros, “ que falta de sorte, foi para a casa das sobras”, ela não soubera dizer o quão aquilo a chateara, mas ao chegar na mesa da sua nova casa, vira o entusiasmo e felicidade de todos ali ao que ela cumprimentara todos, sentando-se na ponta e aguardando a selecção de quem ela mais queria, entre elas, Christina e Susan.

E quando vira que as duas vieram para Huffelpuff, a alegria não podia ser maior, a felicidade era imensa, iriam ficar juntas e assim fora.

E seu primeiro ano fora toda uma alegria e felicidade como ela desejava desde que soubera que conseguia fazer magia, adaptara-se ali, continuara mandando seus textos para o profeta diário, descobrindo com alegria que seus colegas liam imenso, não tivera severos episódios de gagueira, fizera novos amigos, entre eles, Ernie Macmillan e Leanne, esta conjuntamente com Christina e Susan partilhavam o dormitório.

Mas o trio inseparável era mesmo ela, conjuntamente com Susan e Christina. Mas, no ano seguinte, no segundo ano dela, o trio tornara-se quarteto com a vinda de Lilian Black para Hogwarts, a aluna intercambista, a bolsista de Ilvermony que estava ali em Hogwarts.

Mas a felicidade não fora algo duradoura, pois os ataques aos nascidos trouxas começaram a apavora-la, não é que fosse nascida trouxa, era mestiça, mas mesmo assim preocupava-se imenso. E Ernie passava a vida dizendo que seria culpa de Harry Potter porque ele falava ofidioglossia, ela sempre tivera suas enormes dúvidas, num dos dias que estavam fazendo deveres de Transfiguração em conjunto com Lilian, Susan e Christina, Ernie voltara novamente com uma dessas conversas, que a fastidiavam.

—E você definitivamente acha que Potter é o herdeiro de Slytherin ? 

Ernie Macmillan virara-se como se ela fosse muita ingénua e com um suspiro muito dramático, conviera ela.

 _Hannah, ele é um ofidioglota ...todo mundo sabe que é a marca de um bruxo das trevas… alguma vez você já ouviu falar de uma pessoa decente que pode falar com cobras? – Aquela soara-lhe muito arrogante, quando ele falou, mas mantivera-se em silêncio continuando a ouvi-lo._ Chamaram Sonserina á casa de Salazar não? "Língua de Serpente".

Apesar de o que ele dizia, ter um pouco de sentido, Hannah não conseguia conceber com toda a certeza.

—Harry sempre me pareceu tão bom, embora e depois de tudo, ele é o único que fez Você-Sabe-Quem desaparecer ...

— Isso mesmo, Hannah…se á algum energúmeno idiota que inveja o Potter por isso, não devia de dar ouvidos…- Falara Lilian na sua habitual língua ferina e com seu sotaque nova -iorquino, ao que Hannah ficara sem jeito, assentindo e Ernie só faltou querer azarar Lilian ali mesmo, falando algo que ela identificara como “americana metida…”.

No terceiro ano, andara um pouco preocupada com Sirius Black se aproximar de Hogwarts, criando teorias meio absurdas fundado numa estranha árvore que Sirius Black se transformaria para aparecer em Hogwarts, Christina atribuía frequentemente isso que ela dizia á fértil imaginação que ela tinha, ao que ela aborrecia-se mas tinha que reconhecer que talvez tivesse razão.

Mas sua preocupação maior, fora fundamentalmente, sua amiga Lilian que andava tensa e mais rebelde que nunca, para não falar que se isolava imenso, ao que ela, Chris e Susan nunca deixavam muito tempo.

Todas ali, sabiam da vida de cada uma e isso criava laços imensamente fortes, era daquelas amizades que não iriam esvair-se ao sair de Hogwarts, possuía a mais pura certeza disso.

Mas fora a partir do terceiro ano que ela começara a descobrir ter um amor maior a Herbologia, que a maioria dos de sua casa tinham, afinal terra era o seu elemento e um Lufano tinha uma forte ligação a esta.

E fora ai que começara a aproximar-se mais do garoto Longbottom, ambos trocavam ideias e teorias sobre os herbologistas famosos, era muito interessante o facto de como ela não conseguia falar perto dele, de tão nervosa tinha medo de gaguejar novamente, e seria a morte dela se ele a visse enrolar a língua e não falar direito.

Normalmente, ela escrevia e ele lia e dai, em cima do que ela escrevia, ele escrevia de volta, se ele estranhara esse comportamento, nunca o dissera de tão cavalheiro e gentil.

No quarto ano em Hogwarts, fora o ano que Hannah sentira que podia tudo ser melhor, afinal recepcionava-se o lendário torneio dos três feiticeiros e Cedric Diggory da sua casa havia sido seleccionado, apesar de que Harry Potter também havia sido, os lufanos em geral isso havia caído mal, imensamente mal.

Huffelpuff não ganhava uma taça de Quadribol que fosse desde que Potter tinha virado apanhador, nem Lilian com toda a sua habilidade conseguia impedir a rapidez do Potter em apanhar uma snitch, afinal ela não era apanhadora. Não ganhava uma taça das Casas, sempre ia para Gryffindor a bendita taça, por causa de Hermione Granger e sua mania de responder a todas as perguntas e ganhar imensos pontos e entre outros pontos que Dumbledore dava fosse pela bravura, pela coragem e blá, blá…

E na altura que Huffelpuff ganhava um pouco de destaque, vem o Potter e tenta retirar o pouco que tinham, quando Malfoy da casa de Slytherin tivera a ideia de criar crachás, dizendo que “Potter fede”, ela realmente usara, afinal fora demais, o que ela achava que Potter tinha feito, na opinião dela.

Isso deixara Longbottom meio aborrecido com ela, pelo que uns tempos não lhe falara e ela ficara triste, mas o pior fora quando vira com o avançar das provas que só um tolo se inscreveria no torneio sendo menor de idade, vira que tinha cometido um erro, ao que suas amigas além de lhe fazerem ver, apoiaram-na ao verem que ela tinha ido abaixo com a pouca atenção que Longbottom lhe tratava.

Mas, tudo voltara um pouco mais ao normal, quando apos a aula de DCAT em que o professor Moody demostrou a maldição Cruciatus em plena sala de aula, ela aproximara-se de Neville e falara com ele pela primeira vez, ao que ele parecera surpreso.

—E-Estás bem? V-Vi que estavas nervoso…- Ela respirara pausadamente, falando com calma, ao que Neville dera um sorriso frouxo, assentindo.

—Irei ficar, Hannah…obrigado…

Ela dera um leve sorriso, vendo ele afastar-se em seguida, com um livro sobre Herbologia na mão, ela ficara vendo ele afastar-se, suspirando de leve, como querendo voltar ao normal com ele, mas não sabia se seria possível.

Mas, o pior fora quando ele fora no baile de Inverno com a Weasley, ficara toda a noite vendo de uma pilastra, bebendo muito suco de abobora, vendo ele dançando com ela, ao que sentira-se incrivelmente triste com a situação, pensava que ele nunca iria olhar para ela com aquele entusiasmo e animação novamente.

Ernie tentara toda a noite chamar a sua atenção, mas a sua bela amiga não lhe ligava nenhuma e isso aborrecera-o, afinal, gostava dela mas ela não parecia notá-lo, mas notava aquele bobão do Longbottom.

Com o semblante carregado e meio triste, Hannah prosseguira o resto do ano, além da tristeza da morte de Diggory que abalara a todos em Hogwarts, sem contar com a notícia que se espalhava de Você Sabe Quem estar de volta, isso realmente a preocupava, pois ela acreditava piamente no que Potter dizia agora, afinal se Longbottom acreditava, ela também.

Quando fora o seu quinto ano, recebera ainda no Verão, a carta da professora Sprout lhe dizendo que ela seria a monitora de Huffepuff, ela e sua mãe comemoraram bastante, ela mandara carta para as suas amigas, Christina, Susan e Lilian, se bem que esta ultima não lhe respondera, o que lhe preocupara um pouco, mas depois perguntaria a uma das outras duas que havia passado.

Ernie tinha-lhe mandado uma carta lhe dizendo também que tinha sido feito monitor, o que ela ficara feliz com isso, respondera-lhe, estirando as costas.

Vira seu papel e tinteiro com a pena de escrever do lado, pensando se mandaria carta para Neville, pela via de dúvidas mandara e ficara imensamente contente quando ele lhe respondera, felicitando-a pelo facto e que esperava vê-la no primeiro de Setembro com o crachá de monitora, ela nem soubera dizer o quão feliz lhe deixou.

Tanto que nesse dia escrevera imensamente feliz, a nova crónica que escrevia no Profeta Diário, sob o mesmo pseudónimo com o título “ Nunca desista do seu amor…”, ela realmente era um espirito positivo e determinado.

Ela amava Neville e sabia que um dia, ele a amaria, tinha esperança.

E ao ver o que tinha acabado de escrever, aprovando, mandara a coruja, vendo-a voar nos céus com um sorriso de vibrante esperança e felicidade.

NO ANO SEGUINTE

Amor, dói…

Ela nunca havia parado para pensar nisso com toda a certeza, ela acreditava que isso era algo que os poetas escreviam de modo a dramatizar os seus poemas.

Mas na realidade, ela descobrira que realmente era a dura verdade, doía e era profusamente doloroso, as lágrimas escorriam por seu rosto sem que pudesse evitar.

Ela encontrava-se sentada, resguardada por uma pilha de livros ali espalhados na Sala Precisa, tinham acabado de ter uma reunião da AD, ela havia decidido entrar, porque ela acreditava em Harry e no que ele dizia, sem contar que Umbridge não lhes ensinava a defenderem-se, também porque sabia das ameaças que sua mãe estava sujeita e ela ficava imensamente preocupada, apesar da mãe tentar-lhe esconder, mas ela soubera.

Além de que aquelas reuniões ajudavam imenso no controle do seu stress para os NOM’s que revelavam-se difíceis, Ernie e Lilian repetiam imensas vezes para ela acalmar-se, a segunda dizia que ela tinha que ter mais auto confiança, mas não é que ela conseguisse realmente.

Ela não pertencia ainda estar ali, mas ela desejava falar com Neville depois da ultima reunião para parabenizá-lo pelo feitiço que havia feito, já não era a primeira vez que ficava só para o observar, da ultima vez tinha pego uma conversa dele com Harry Potter e havia ficado triste ao saber a história de seus pais, Frank e Alice Longbottom.

Mas daquela vez, arrependera-se amargamente de ter ficado mais tempo, apanhando a conversa dele com Ginny, que arrumavam os materiais que tinham usado para aquela reunião para praticar, pois o que ouvira lhe deixara o coração em frangalhos.

—Oh, Gin…

—Eu vi como olhas para a Luna, ela nunca irá entender se não falares com ela…

—Mas, eu ... não…- E ela vira como Neville havia ficado vermelho, sob o olhar risinho de Ginny.

—Sei…eu notei muito bem, não precisas mentir Longbottom…- Dissera a ruiva, num tom de falsa repreensão, ao que Longbottom ficara mais vermelho ainda se possível.- Gostas dela, eu sei…

—Que bobagem… Gin…

Mas, não era bobagem, Hannah conhecia-o ao tempo suficiente para saber que ele realmente gostava dela, se não estaria com aquela expressão vermelha, com os olhos brilhantes e expressão envergonhada.

Um toque no seu ombro alertara-a de que ela fora pega, quando ela olhara na direcção, vira o sorriso triste de Susan na sua direcção, ao que abraçara a melhor amiga com força, chorando imenso e constatando que…o amor dói, mas como ela iria constatar mais tarde, haviam coisas muito piores do que o seu coração partido.


Notas Finais


Carey Mulligan como Hannah Abbott

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