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História Lugar Secreto - Jikook - Capítulo 1


Escrita por: GPDC

Notas do Autor


oi...

tenham uma boa leitura, xuxus :3

Capítulo 1 - Metas


1903

A euforia e adrenalina percorreram o corpo de Jungkook quando ele notou que a última vela fora apagada evidenciando que sua mãe estava prestes a ir descansar em seu aposento.

Seu pai, juntamente a sua irmã mais velha, estavam em uma viagem de negócios no interior de Campden há um mês e não voltariam tão cedo para casa, o que era um alívio para o moreno.

Assim, sempre pela madrugada ou quando a última badalada do relógio da igreja ressoasse, Jeon soprava as duas velas que ficavam na sua mesa de cabeceira e saltava para fora da janela. Isto já era rotina.

Ao ouvir o ranger da porta do quarto de sua mãe fechando-se, um sorriso ansioso alastrou-se em seus lábios e não tardou em calçar suas botas sujas de lama que haviam endurecido na sola desde anteontem.

Mesmo dizendo a si mesmo que iria limpá-la, acabava esquecendo e no dia seguinte dizia a mesma coisa.

Ao se por de pé, abriu a janela com o máximo cuidado, ajeitou os cabelos pretos pela quinta vez, e pulou para fora sentindo o vento gélido fazer cócegas em seu corpo.

Deveria ter colocado o casaco de lã que sua avó havia feito de aniversário para ele, contudo achou melhor não arriscar voltar ou seu plano de fuga acabaria dando errado.

A floresta em sua frente estava absurdamente escura, todavia não podia pegar uma vela, sequer uma lamparina para ao menos tentar olhar onde pisava, o que via e deixava de ver visto que, poderia chamar atenção dos moradores da região.

Até mesmo de animais selvagens e Jeon, definitivamente, não queria ser devorado por uma onça.

Abraçando seu corpo com seus braços longos, ele partiu para dentro da mata enquanto, vez ou outra, olhava para trás analisando cada mínimo canto para não correr o risco de estar sendo seguido por alguns de seus primos enxeridos que contavam tudo para sua genitora.

No instante em que atravessou grande parte da floresta, chutou uma pequena pedrinha e sorriu mais uma vez; literalmente enamorado.

Um bobo enamorado que estava indo na direção do amor que encontrava-se em alguma parte deste gigantesco lugar para muitos sinistro, para ele: perfeitamente perfeito.

Park Jimin era como morango para Jungkook.

Ele amava experimentá-lo com vários recheios e de várias formas. Nunca se cansaria disso. Tornou-se um vício.

Vício esse que era melhor que qualquer outra coisa e se encontraria viciado até mesmo adiante do infinito.

Aqueles lábios carnudos que almeja beijar sempre e sempre, o deixava totalmente desnorteado e muito embriagado de amor.

O garoto de belas madeixas cinza caminhava apressado após ter deixado seu irmão caçula dormindo em sua cama quentinha. Seus pais estavam em casa, mas eles costumavam ir cedo para a cama o que deixava Jimin sair sem ser descoberto.

Mesmo longe, isso nunca foi um problema para o acinzentado. Ele contava os minutos até o anoitecer e cada passo até o destino final.

Dando alguns tropeços ao andar por estar indo rápido demais no percurso, Park não se privou momento algum de pensar no seu menino perfeito.

A cada passo, um sorriso junto a uma risadinha, ecoavam pelas árvores que eram cúmplice de todas as juras de amor que os dois rapazes já haviam feito ali.

Não tem como enganar. Esses dois jovens, essas duas almas, foram tomados pelo amor e não pretendiam, nunca, jamais, se afastar um do outro.

Alma gêmea é sinônimo de Park Jimin e Jeon Jungkook.

O moreno botou suas mãos gentilmente para trás ao olhar apreensivo para os lados à procura de seu namorado perfeito.

Ele não vinha?

Esqueceu-se hoje?

Estava ocupado demais cuidando do gado?

— Ah, Ji... — Fez um biquinho e respirou fundo voltando a contar as estrelas.

Ao chegar na vigésima quinta, Jungkook sentiu seu corpo ser puxado com certa força e, por impulso, acabou fechando os olhos quando suas costas encostarem-se no tronco da árvore.

— Meu anjo, olhe para teu Jimin.

A voz do acinzentado soou em seus ouvidos como uma doce melodia de Franz Schubert que tocou por alguns segundos.

Ao abri-los e girar seus lumes vagarosamente pela face do garoto em sua frente, fixou-os nos olhos castanhos escuros que o analisavam atentamente.

Seu olhar constantemente transbordando paixão, carinho e segurança.

Jeon amava isso com todas as suas forças e não precisava falar para que o outro soubesse. Era mais que visível.

— Eu senti sua falta. — O moreno murmurou baixinho, quase inaudível. — Você não sabe o quanto... É como se... se o tempo não andasse quando não estou com você. Ele congela, fica sem graça e perde a cor.

O de cabelos cinza sorriu, perdeu-se um pouco em como a boquinha de Jungkook se movimentava, mas logo voltou a ouvi-lo e deixou um ar sair por suas narinas de forma lenta.

Oh, céus...

Jimin está tão extasiado neste garoto. Ele é tão gracioso e cauteloso com cada palavra proferida.

— Digo o mesmo para ti, meu amor. — Resvalou seus dedos pelo rosto macio. — Sinto falta de ti a cada milésimo segundo e peço-te perdão por esta floresta ser o único lugar acessível para que possamos usufruir do nosso amor.

— Para mim não há problema algum. Eu acho romântico, é como nos livros que leio na biblioteca e, nós, somos os personagens principais. — Mordiscou seus lábios de forma provocativa e deslizou a ponta de seus dedos pelo peito do mais velho. — Bem... Realmente não vejo problema algum. Desde que eu esteja com você, todo lugar é perfeito, Ji.

Park adorava sua mudança de personalidade.

Era uma das qualidades que mais admirava nele assim como sua coragem para sair escondido de casa sem fazer barulho nenhum e sem ser descoberto por tal ato.

Segurando os pulsos de Jungkook, Jimin o puxou para frente e fez seus narizes roçarem. Seus lábios imploravam por contato juntamente com seus corpos.

A tensão sexual emanava deles em uma abundância extrema.

Qualquer pessoa que passasse por ali, sentiria algo forte e verdadeiro vindo do casal.

— Tua tatuagem... — Park umedeceu os lábios enquanto prendia o corpo de Jungkook na árvore e segurava seu braço direito. — Colocou mais uma listra em teu braço, anjo? Devo saber o motivo?

Jimin ficara curioso de repente ao observar a recente listra no braço de Jungkook debaixo das outras duas que ambos haviam feito com metas que irão realizar futuramente juntos.

O moreno não tinha o que ocultar de seu namorado o significado da outra listra em seu braço, porém, o mesmo não queria falar. Não por agora.

Era uma meta que pretendia cumprir em sigilo, para futuras felicidades e surpresas do acinzentado que portava uma expressão de dúvida banhada a indagações agora.

— É segredo, Ji. — Percorreu a unha pelos anéis e pulseiras do Park que compreendeu dando um sorriso sincero. — Você irá descobrir o que é quando acontecer e se acontecer, meu querido Côrtes. Então, até lá... podemos aproveitar bastante no meio dessa floresta. No meio do nosso lugar secreto, só nosso.

Enfeitiçado com o mais poderoso poder já existente em todo esse mundo.

É exatamente assim que Jimin se sentia perante Jeon; totalmente rendido e na palma de suas mãos.

Cá entre nós, ele adora isso.

Adora o fato de como fica.

Adora correr perigo saindo de sua fazenda para vir até aqui.

E adora a adrenalina de ser pego aos beijos com o garoto que ama a qualquer hora.

— Meu amor... — O moreno pressionou a boca quando sua cintura fora apertada. — Não acha que já conversamos demais, huh?

— Acho... — Subiu uma mão até a nuca de Jimin e puxou delicadamente os cabelinhos curtos. — O que você quer fazer comigo, uh?

Um gemido manhoso escapou da garganta de Jungkook quando as mãos de seu namorado apertaram suas nádegas sem pudor algum, ato que fez Park sorrir em satisfação e excitação de ambas as partes.

— Tu sabes perfeitamente o que quero, meu anjo.

— N-Não... Não sei. Poderia dar a honra de mostrar-me, Ji?

Entre sorrisos e mãos bobas, o de fios cinza apoiou uma mão no tronco da árvore, juntou ainda mais os corpos e por fim, iniciou um beijo caloroso e repleto de sentimentos, sede e desejo.

Suas bocas estalavam em sons altos deixando toda a floresta com um clima quente e excitante.

As mãos danadas de Jimin subiam e desciam por cada pedacinho do abdômen de Jungkook que em meio ao ósculo, soltava arfares baixos clamando mentalmente por mais e mais.

Todos os dias eles se encontravam aqui, na mesma hora.

Não obstante, de fato, não era o suficiente para matarem a saudade de várias horas sem se ver. Eles precisavam de muito para saciar este desejo quase insaciável.

— Preciso de você... — Jeon sussurrou ao sentir os selares serem distribuídos por seu pescoço. — Hum... a-agora, Ji...

Park achava deveras prazeroso vê-lo implorando por ele.

— Vamos nos amar, meu amor.

O mais velho desabotoou a camisa do moreno que estava ofegante e com as bochechas róseas, uma cena que o próprio guardaria em sua cabeça até mesmo depois da morte.

Todas essas coisas, só provava o quanto eles se amavam profundamente.

Tanto que queriam se fundir de todos os jeitos e formas possíveis e impossíveis.

O amor é um sentimento incrível e, os garotos, precisavam aproveitá-lo mais afundo.

Não era a primeira vez, todavia, para os dois, sempre seria como a primeira. Não importa quanto tempo passasse.

Gemidos, suores e beijos dominavam aquela floresta.

Em uma época em que o preconceito era absurdo, onde dois homens não podiam se relacionar de forma alguma, neste local, dois seres humanos se amavam avassaladoramente não se importando com mais nada. 

A listra de Jungkook, a que deixara Jimin curioso, é uma nova meta a qual significa que se nenhuma das metas que eles planejaram desse certo, fugir passaria ser uma opção.

Além do mais, se para ficarem juntos tivessem que fazer isso, ambos fariam.

E fariam sem hesitar.


Notas Finais


quem é vivo sempre aparece...

Desculpem ter sumido por... 5 meses? Eu estava sem inspiração e totalmente desanimada para continuar a escrever, mas me incentivaram e eu fiz um esforço.

Não sei se ficou bom... Mas se você leu até aqui, pega um bombom 🍬

Até algum dia ♡

*A cidade citada no início é fictícia


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