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História Lumity - Capítulo 8


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Notas do Autor


Novo capítulo saindo do forno u.u (o próximo vai vir mais rápido do que você imagina).

Capítulo 8 - A Luz que trouxe escuridão


Fanfic / Fanfiction Lumity - Capítulo 8 - A Luz que trouxe escuridão

 Luz empurrou Max abruptamente, completamente incrédula e magoada. Ela não conseguiu dizer nada, apenas deu uns passos para trás observando os olhos verdes do garoto que mais pareciam um chamado para o terror. Assustada ela correu até sua casa. 


… enquanto isso ...


   Amity se sentia arrasada, aquela cena do beijo não parava de reprisar em sua mente, provocando-lhe enjoos contínuos. Luz nunca havia a amado e agora aquilo era claro, tudo não passou de um delírio. Ela sentiu as lágrimas correrem pelo rosto, a noite fria e agradável se tornou sombria e a dor em seu peito a sufocava. 


"Como pude ser tão burra? Ela nunca me amou, eu inventei tudo!"  Se lembrou do colar, e sem parar ela lhe arrancou do pescoço com raiva. Uma dor súbita a invadiu, subindo por todo o seu corpo e a paralisando. Amity caiu no chão gemendo de dor, ela tentou se mexer na inútil tentativa de alcançar seu celular que cairá alguns centímetros de distância de si, mas a dor apenas aumentou, não havia ninguém ali para ajudá-la.  A última coisa que conseguiu ver foi um clarão branco. 



O quarto estava todo escuro, Luz nem sequer ousou se levantar, havia horas que estava ali deitada. A aula começava à tarde, mas ela não tinha a menor disposição para sair dali, nem ao menos atendeu ou respondeu as mensagens dos amigos. 


- Hey, criança. Levanta. - Eda estava encostada na porta do quarto com os braços cruzados, observava a outra fingir que estava dormindo. - Já é de tarde. - Franziu a testa.


- Não quero me levantar… - Luz puxou mais a coberta.


- Então você escolheu o difícil. - Eda suspirou, era mais um suspiro de preocupação do que de irritação, ela se agachou até a humana e puxou a coberta. Luz sentou, irritada. 


- Eu já disse que quero dormir! 


- E nós queremos saber o que aconteceu. - King surgiu, subindo no ombro da bruxa.


Luz suspirou, falar sobre ontem fazia seu coração se apertar, porém não era justo tratar seus amigos mal. Os dois a olhavam, esperando pacientemente uma explicação. 


- Amity me humilhou na frente de todos, ela nem sequer usou o colar. - Noceda olhou para o chão com vergonha de encarar os outros. - Fui dizer que a amava e ela riu, me disse que jamais amaria alguém como eu...


- Estranho! - Hooty apareceu do nada, abrindo a janela - Ela veio aqui ontem depois que você saiu… - Ele se aproximou da humana, quase colando seu rosto nela.


- O que? Não. - Luz balançou a cabeça negativamente. - Ela me disse que foi com Max. - Seu coração se apertou, contudo, se sentia mais leve por compartilhar sua dor. 


- Bem. - O pássaro virou o pescoço ficando de cabeça para baixo -  Hooty lembrar vagamente que ela usava um colar, um colar bonito que completava seu visual. Sim, um vestido preto muito bonito, eu nunca vi um vestido preto como aquele, eu nunca vi um vestido preto, Eda nunca…. 


Já entendemos !  - Eda exclamou.


- Não pode ser… Amity estava com um vestido rosa, o cabelo dela estava solto. Hooty você tem certeza? - A humana olhou para ele sentindo seu coração bater mais forte.


- Hooty sempre ter certeza!  Perguntei a ela se não queria ouvir minhas histórias e ela disse que não. É uma pena porque eu tenho muitas histórias. Hooty ter várias aventuras. UHH, como aquela vez que defendi a casa do imperador, havi...


Eda bateu seu cajado na cabeça da ave.


- Hooty se você não ir direto ao ponto eu vou fazer uma sopa de você! 


- Ai ai tá bom… Seus mal-humorados. Ela estava de preto e com o cabelo amarrado, sim e ela estava com um buquê, um buquê de rosas rosas - Ele apertou os olhos, como se tentasse lembrar os detalhes - Hmm, ela parecia envergonhada, me disse que procurava pela Luz e eu disse que já tinha ido, ela ficou confusa e foi embora. Isso é tudo. - Ele saiu da janela mostrando a língua para Eda e sumiu. 


- Não faz sentido, eu vi ela, não ia dar tempo dela vir até aqui e depois ir para a Hexside...


- Talvez ela tenha uma irmã gêmea. - Eda comentou rindo, tentando animar a outra.


Luz se lembrou das palavras de Max e o beijo que ele lhe deu. 


- Talvez tenha sido uma armação… - Ela murmurou. Seus pensamentos foram interrompidos por um enorme estrondo na porta.


- Luz! - Willow gritou, correndo até seu quarto. A bruxa observou o estado da outra, espantando-se.


- Ah, você já soube… - Willow ajeitou os óculos, estava completamente ofegante.


- Soube do quê? - Luz se levantou da cama preocupada.


A outra se aproximou da humana entregando-lhe um papel, incapaz de dizer algo. 


Noceda ficou um tempo lendo e relendo as palavras, tentando absorvê-las. 


- O-o que significa isso?! 


- Não sei ao certo. - Tentou respirar com mais calma. - Gus também o recebeu, estava nos nossos armários da escola. - Ela suspirou tentando disfarçar a preocupação.


Eda pegou o papel de Noceda, sentindo um calafrio. 


"A morte sempre vem para aqueles que admiram os humanos. Quero uma troca simples, a humana pela bruxa, uma recompensa generosa. A prova que eu estou com ela é o próprio papel que vós segura em suas mãos. P.”. O papel era simples, tinha uma textura castanha e estava escrito a mão com uma tinta vermelha que parecia ser sangue.


- Não pode ser, isso tudo foi uma armadilha. - Luz sentiu um enjoo repentino. -  A Amity que eu vi não era a Amity! 


Ninguém compreendeu o raciocínio da outra.


- Aconteceu algo a mais ontem? - Apesar da pergunta de Willow, a humana continuou com seus pensamentos.


- Eu sabia que tinha algo estranho, mas preferi acreditar no pior. Amity me humilha na frente de todos, Max chega e me beija...


- O White te beijou?! - Willow ficou surpresa, imaginando agora esse ser o motivo da outra não ter retornado as mensagens. 


- Longa história, mas sim, a questão é, por quê? Ele queria que eu fosse para casa? Eu sabia que tinha algo de errado com aquele garoto... - Ela se virou para a bruxa.

- Eda, nós precisamos encontrá-lo. Amity deve estar em perigo... - Luz sentiu o terror crescer dentro de si, estava ansiosa, mas de certo modo, aliviada por saber que Amity não havia a magoado de verdade. 


Eda suspirou, não sabendo ao certo o que dizer. 


- Olha criança, sei que você quer encontrar sua amiga, mas você é que está correndo perigo. Sua cabeça foi premiada! - Ela apontou para o papel. - Nós duas agora somos as mais procuradas da ilha e nem sabemos se isso é real mesmo.


- Na verdade… - Willow interveio. - Ninguém sabe onde Amity e Max estão, as aulas de hoje foram canceladas depois que os pais dela conversaram com o diretor. 

Eda permaneceu quieta.

- Então você prefere que Amity se machuque? - Luz sentiu raiva, precisava dela mais do que nunca. 


- Luz, acho que a Eda quer dizer que é melhor esperarmos…


- Não temos tempo! Max é perigoso, vocês não estão vendo? Ele tirou o sangue dela para escrever! E-e se for tarde demais… - Sua visão ficou embaçada, mas chorar não a ajudaria naquele momento. 


- Luz, precisamos ser racionais, os pais da Amity logo virão aqui e sabe se lá quem mais, Hooty pode não dar conta. 


- Eu não vou ficar sentada e esperar! 


- Deveria… - Uma voz grave ecoou pelo quarto.


- Hooty o que é isso? - Eda perguntou contraindo o rosto, a coruja não respondeu.


A voz grave continuou, emitindo uma risada sinistra. Ninguém se mexeu.


Uma troca simples, Luz. Você por aquela pobre garota…


- Max? O que você quer comigo? - Noceda olhava por todos os lados tentando encontrar a pessoa que falava.


- Max! - A voz gargalhou zombeteira. - Tudo vai ser esclarecido no dia da purificação, a menos que… - A voz pausou para dar ênfase ao drama - Que essa pobre alma pague o preço. - Eda congelou ao ouvir aquelas palavras.


- Deixa a Amity em paz! - Luz rangeu os dentes. - O que eu preciso fazer? 


Nada… - A voz ecoou e sumiu. 


- Nada? - Ela susurrou.


O telefone de Willow começou a tocar, todos a encararam. A bruxa retribuiu os olhares, tensa. 


- É o Gus… - Completou observando o visor. - Gus?


- Você precisa vir até a escola, aconteceu algo. - A voz do garoto ficou abafada e a chamada foi cortada. Luz olhava para a outra ansiosa. 


- Preciso ir até a escola. - A humana não perguntou mais nada, pegou seu casaco e foi rumo a saída. Eda segurou o seu braço com firmeza. 


- Não vá. 


- Eu já disse que não vou ficar sentada me escondendo. Quem quer que esteja fazendo essa brincadeira, vai pagar caro.


- Luz, nós não sabemos com quem estamos lidando… - A bruxa a encarou preocupada.


- Certamente alguém mais poderoso que você. - A outra completou com amargura puxando seu braço. - Não posso deixar Amity se machucar, eu a amo. Pelo visto você não sabe o que é isso. - Ela se virou indo até a saída, fazendo um sinal para Willow acompanhá-la. 


Eda não conseguiu disfarçar a surpresa ao ouvir aquelas palavras de Luz. 


- Hey! Você não… 


- Deixa King... - Eda falou cansada - Se você sair por aquela porta, não vou poder protegê-la.


Luz parou de caminhar e se virou. 


- Não preciso de vocês. - Ela pronunciou aquelas palavras com tristeza. 


- Luz. - Willow colocou sua mão em seu ombro. - Eu preciso ir, escute a Eda, é melhor você ficar aqui. 


Noceda se afastou da outra, incrédula. Por um momento temeu que eles não fossem quem dizem ser, mas estava claro que todos ali apenas queriam que ela não fizesse absolutamente nada. Não acreditam em sua capacidade de se proteger e resolver o problema? Ela perguntou para si. 


Pensei que estivessem comigo… - A humana se virou rumo a saída, se seus amigos não queriam ajudá-la, teria que resolver o problema sozinha. Ela saiu da casa, suspirando profundamente. 


- Amity, eu vou te encontrar. 


Notas Finais


Queria dizer que estou adorando os comentários de vocês, soube do clube que montaram para torturar aqueles que atrapalham o caminho de Lumity. (• ▽ •;) suando frio*

~ Já bolaram suas teorias do por quê essa loucura toda está acontecendo? Hehe, tenham uma boa noite.


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