História Lumus - Capítulo 9


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Categorias Harry Potter
Personagens Personagens Originais
Tags Corvinal, Drama, Fantasia, Ficção, Grifinória, Harry Potter, Hogwarts, Lufa-lufa, Magia, Mistério, Original, Romance, Sobrenatural, Sonserina
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Palavras 2.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 9 - O Cálice de Fogo


        Emery passou os dias seguintes tentando manter-se ocupada o suficiente para não pensar no Cálice de Fogo e nem no comportamento petulante de Nicholas Stroud no Salão Principal, o qual não viu mais desde aquela noite. Quando não estava lendo livros grossos de feitiço, fazendo aulas extras e conhecendo novos locais do castelo, Emery estava com Marie e Louis, que apesar do pedido da amiga, não paravam de falar sobre suas expectativas com o Torneio Tribruxo.

  Na manhã da escolha do Cálice, até os professores falavam sobre o torneio e o encaixavam em suas aulas. O Sr. Fleming, o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, resolveu “presentear” os alunos do quinto ano com um Barrete Vermelho, dizendo desconfiar que a criatura provavelmente estaria presente em algum momento do torneio graças a sua periculosidade. Os olhos de Emery brilharam de curiosidade ao ver a criatura de meio metro que chamava atenção pela pele verde, olhos vermelhos e garras longas que mordia as grades da gaiola onde estava com força para tentar escapar.

— Não se deixem enganar pelo tamanho do Barrete, meus caros. — Avisou o professor alto e esguio que naquela manhã usava vestes douradas. — Os Barretes Vermelhos são criaturas que não tem piedade alguma. Se algum de vocês for selecionado para o torneio e, por acaso, encontrar um desses caras aqui — ele apontou para o Barrete, que agora agarrava a gaiola e a chacoalhava com força —, corram para longe. Eles habitam em lugares onde já fora jorrado muito sangue, o que significa que estão em um lugar perigoso. E eles também são muito violentos e rápidos, porem mata-los em alguns segundos.

— E que feitiço devemos usar se encontrarmos um Barrete Vermelho, professor? — Perguntou uma garota da Lufa-Lufa que não tirava os olhos da criatura.

— Me digam vocês! — O professor Fleming cruzou os braços. — Qual feitiço vocês usariam se encontrassem um Barrete?

— Everte Statium? — Um garoto também da Lufa-Lufa ergueu a mão.

— Bom, lançar um Barrete no ar e faze-lo rodopiar só o deixaria mais nervoso. No máximo daria alguns segundos amais para correr. Mais alguém?

— Que tal Incarcerus? — Sugeriu Helena enquanto fazia anotações no próprio livro.

 

— Sim, muito bom! Isso o deixaria preso por algum tempo, dando boas chances de escapar. Muito bom, senhorita!

— Professor?  — Emery ergueu a mão, fazendo o professor voltar sua atenção para ela. — Se eu encontrasse com uma criatura mortífera como essa no torneio eu não iria querer apenas atrasa-la. Ela viria atrás de mim depois, de qualquer forma.

— E qual feitiço usaria no Barrete Vermelho para se livrar dele de uma forma mais segura, senhorita? — O professor arqueou uma das sobrancelhas, se empoleirando na própria mesa, curioso com a resposta.

 — Perfurus. — Respondeu Emery. — Ele com certeza se machucaria tanto que não teria chances de sobreviver para me perseguir outra vez. Meu caminho estaria livre para continuar.

 

— A intenção é se defender do Barrete, Emery. Ninguém estava pensando em mata-lo. — Reclamou Helena, antes que o próprio Fleming pudesse responder.

— Ele disse “o que faríamos se encontrássemos um desses no torneio”. — Emery repetiu as exatas palavras do professor. — Você faria o que? Um carinho na barriga? Ele não parece gostar muito disso.

— Essa não é a questão! — Helena fechou o livro que estava a sua frente. — Isso é apenas uma aula, estamos apenas comentando a nossa suposição. Não é correto você mencionar matar uma criatura aqui e...

— Isso é o que EU faria, Helena. E aposto que qualquer um aqui mataria essa criatura se encontrasse uma, inclusive você. Seria hipocrisia negar.

— Mas ainda sim, é inconveniente. E eu acho isso egoísta e até violento, se quer saber.

— Eu não me importo com o que você acha. — Emery se virou para Helena, encarando-a. — Portanto guarde as suas críticas e reclamações.

Emery tornou a olhar para frente, desgostosa. Ela não gostava nem um pouco quando alguém tentava controlar suas atitudes e escolhas. Muito menos alguém tão crítica quanto Helena, que estava com o rosto vermelho de raiva. O professor Fleming pigarreou, desconcertado com a situação tensa entre as duas alunas.

— Bem... não vamos nos alterar, pessoal. — Ele pegou um pano e cobriu a gaiola do Barrete Vermelho. — Vamos continuar nossa aula.

 

  A aula fluiu normalmente apesar da tensão. Helena deixou a sala de aula às pressas, desaparecendo no corredor com seu livro grosso e velho. Lisa, que havia presenciado tudo do fundo da sala, acompanhou Emery até o grande Carvalho que ficava próximo ao lago, onde passaram a se sentar antes do almoço. Emery retirou a bolsa dos ombros e a jogou no gramado, sentando no mesmo logo em seguida, suspirando. Dali, ela conseguia ver quase toda a parte frontal do castelo e ainda era privilegiada com a brisa fresca e a vista de todo o lago que cercava a propriedade.

— O que foi tudo aquilo na aula do professor Fleming? — Lisa se sentou de frente para Emery, afrouxando a gravata azul. — Você anda um pouco irritada e tensa desde aquela carta...

— Para... — Emery rolou os olhos, se lembrando que Lisa estava presente quando leu a carta enviada pela mãe. — Isso não tem nada a ver com hoje.

— Eu entendo que a Helena é bem difícil as vezes, mas não imaginei que fosse perder a paciência com ela tão cedo. E você foi um pouco rude...

— Eu não gosto quando as pessoas criticam minhas opiniões e escolhas sem um grande motivo, Lisa. — Emery se encostou no tronco da árvore e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. — Helena discute com o Demitri todos os dias por causa das escolhas que ele faz; não quero que ela faça isso comigo também.

— Não consigo nem pensar no que aconteceria com vocês duas se colocassem o nome no Cálice de Fogo e fossem escolhidas. — Lisa riu com a ideia enquanto arrancava um pouco de grama como distração. — Ficariam malucas tendo que trabalhar e sobreviver juntas.

— E se eu dissesse que coloquei o meu nome no Cálice de Fogo na noite em que deixei o dormitório?

Imediatamente Lisa saltou de onde estava e se aproximou de Emery, boquiaberta. Como era de se esperar, a menina fez várias perguntas. O que a levou a mudar de ideia em relação ao torneio, o que ela faria se fosse escolhida e se ela estava sozinha quando colocou o nome no Cálice. Emery respondeu calmamente, mesmo que Lisa atropelasse suas respostas com ainda mais perguntas. Ela resolveu não contar sobre Stroud, pois sabia que Lisa mudaria de humor imediatamente e falaria mal do Sonserino o fim de semana todo. Emery tinha consciência da reputação de Nicholas Stroud para com os demais: procurava briga com qualquer um que o olhasse torto, quebrava regras, se achava superior às outras pessoas e não economizava insultos. Ela não precisava que Lisa lhe informasse de mais coisas ruins sobre ele para que ela sentisse ainda mais repulsa pelo rapaz.

— Sinceramente, eu espero que meu nome não seja anunciado. — Comentou Emery. — Eu tive motivos para fazer aquilo, mas não tenho nenhuma vontade de participar. E nem estou preparada para isso.

— Então pare de pensar isso, ou vai acabar ficando pior do que já está. — Lisa ficou de pé e retirou os fiapos de grama da roupa. — Vem, vamos almoçar e assistir os testes do Quadribol.

 Emery e Lisa almoçaram rápido e, assim que Minerva acabou de dar os recados diários sobre as aulas, as duas deixaram o salão correndo para conseguirem chegar a tempo para os testes de Quadribol. Demitri estava parado logo na entrada do campo, segurando a vassoura firmemente nas mãos. Ele já vestia o uniforme azul do time da Corvinal, que exibia o símbolo da águia bronze nas costas. Emery observou que Demitri parecia confiante com o teste e nem um pouco nervoso com o resultado, o que a levou a supor que ele era um dos melhores do time. Ele se aproximou assim que as viu.

— Até que enfim chegaram, já vamos começar. Onde está a Helena? Achei que ela fosse vir com vocês.

— Creio que ela não vem. É uma longa história. — Avisou Lisa, sem se quer olhar para Demitri. Seus olhos e sua atenção estavam voltados para Felton, o bonitão convencido da Corvinal que arrancava suspiros da menina. Ele alisava o cabo da vassoura a procura de farpas que pudessem machuca-lo, sem se quer notar que estava sendo observado.

— Espero que me conte a história depois de parar de olhar para o babaca do Felton! — Demitri rolou os olhos, ajustando as luvas. — Preparada para ver um apanhador de verdade em ação, Emery?

— Não fale isso, Hastings! Emery vai se decepcionar quando te ver voando como uma coruja tonta. Todos sabem que eu sou o melhor apanhador de Hogwarts!

Os três se viraram para trás, procurando de onde vinha a voz que zombava de Demitri. Sebastian estava lá, parado com a vassoura em mãos e os cabelos ondulados bagunçados com o vento presente. Demitri fechou a cara e foi em direção à Sebastian com os punhos cerrados. Emery se preparou para separar uma briga, mas fora surpreendida quando Demitri socou o peito de Sebastian e os dois começaram a trocar socos amigáveis enquanto riam. Emery sorriu, surpresa em ver que a Corvinal e a Grifinória se davam bem, ao contrário da competitiva Sonserina.

— Emery. Lisa. Como vão? — Cumprimentou Sebastian, se aproximando.

— Confiante hoje, Sebastian? — Lisa perguntou, animada. — Tenho certeza que você e Demitri serão escolhidos novamente esse ano. Você foi o melhor apanhador da Grifinória desde o segundo ano e o Demitri, o da Corvinal.

— E eu espero que continue assim até nos formarmos. — Falou Sebastian, observando o campo com os olhos brilhantes como os de um joalheiro observando uma joia rara.

— Bem, vamos indo. — Demitri apontou para o centro do campo, onde um rapaz aparentemente do último ano pousava no gramado com a própria vassoura. — O capitão do time chegou. Nos desejem boa sorte!

 Demitri e Sebastian seguiram para o campo enquanto Emery e Lisa subiram as arquibancadas até chegarem no lugar mais alto, bom o suficiente para ver cada detalhe do voo dos colegas. Emery se encolheu, sentindo o vento gélido passar por ela, avisando que o outono estava chegando ao fim e logo daria espaço para um rigoroso inverno. Apesar do clima, as arquibancadas estavam com uma ótima quantidade de alunos ansiosos para saber o resultado dos testes.

   Demitri não exagerou quando avisou que era o melhor apanhador do time. Ao contrário dos outros alunos que fizeram o teste para apanhador, o loiro era veloz, tinha um excelente reflexo e apanhou o pomo de ouro em apenas alguns minutos assim como Sebastian, que voava tão bem quanto um gavião e fazia manobras no ar para agarrar o pomo. Nicholas Stroud também estava lá, e na hora que a Sonserina teve a chance de realizar os testes para escolher um apanhador para a casa, ele não hesitou em chamar a atenção do capitão com manobras exageradas e em agarrar o pomo em um tempo recorde. Assim que o capitão anunciou que ele seria o apanhador do time da Sonserina, Nicholas Stroud sobrevoou o campo para agradecer convencido pelas palmas de alguns alunos da Sonserina que assistiam tudo da arquibancada do outro lado do campo. Assim que os testes acabaram, Emery e Lisa deixaram o campo e foram para os fundos para esperar Demitri para seguirem juntos para próxima aula.

 

 

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A inquietação reinou nos quatro cantos do Salão Principal assim que os alunos e convidados se reuniram no início da noite. Louis e Marie tinham as mãos frias de ansiedade e não paravam de reclamar que a cerimonia estava demorando para começar com o sotaque francês ainda mais arrastado por conta do nervosismo. Emery resolveu contar sobre ter colocado o nome no Cálice de Fogo e, no embalo, contou também sobre a carta que recebera da mãe e o seu conteúdo. Ao contrário dos novos amigos da Corvinal, Louis e Marie já haviam convivido tempo suficiente com Emery para conhecer sua família e as maldades que Lucinda já fez e seria capaz de fazer com a mesma.

— Se eu fosse você, azararia ela. — Aconselhou Louis, aborrecido. — Ninguém iria desconfiar de você. Ela é cruel e sempre vai ser cruel. Não há salvação.

— Não dê ouvidos a ele, Emery. — Marie olhou feio para Louis. — Só continue ignorando tudo isso, é o melhor a se fazer até tudo se acalmar. Se não for escolhida pelo Cálice de Fogo hoje, ela vai ver que falhou e provavelmente vai te deixar em paz.

— Eu espero.  E quando eu não for escolhida vou poder finalmente relaxar e seguir com a minha nova vida. Mas... e se eu for? — Emery encarou a mesa de mogno vernizada, sentindo o nervosismo aumentar com a ideia.

— Aí é só tentar ganhar. — Marie e Louis responderam ao mesmo tempo.

— Vocês dão ótimos conselhos, sabiam? — Emery ironizou, deixando a mesa dos convidados e voltando para a mesa da Corvinal assim que Minerva apareceu na ao lado do Cálice de Fogo, que agora estava posto diante de todos. O Salão havia ficado tão silencioso que os estalos das chamas do dos candelabros espalhados pelo Salão Principal eram ouvidos nitidamente. Minerva, que agora estava acompanhada de Maxime e Krum, começou a falar:

— Finalmente o dia da escolha do Cálice chegou. Apesar de não ter havido uma regra de idade para se inscrever — ela caminhou para mais próximo do Cálice —, quero deixar claro que alunos do primeiro ao terceiro ano têm poucas chances de serem escolhidos. O Cálice escolhe com inteligência e exigência os que estarão aptos para competir. Eu e os diretores convidados, Olímpia Maxime e Viktor Krum, desejamos boa sorte a todos. Vamos descobrir agora quem serão os seis alunos que terão a honra de disputarem o Torneio Tribruxo, e encararão tarefas perigosas para conseguir a glória eterna.

   Minerva se posicionou na frente do Cálice, cuja luz azulada agora era a responsável pela maior parte da iluminação do salão. Os alunos tinham os olhos gananciosos e esperançosos pregados no objeto, enquanto Emery era, provavelmente, a única pessoa ali que não o olhava e torcia com todas as forças para que seu nome não fosse sorteado. Minerva ergueu a mão trêmula e enrugada em direção as chamas do Cálice, que imediatamente ficaram mais fortes e cuspiram dois pedaços de pergaminho para fora. A diretora recolheu os dois pedaços de pergaminho e os entregou para Viktor Krum, que anunciou:

— Os dois escolhidos de Durmstrang foram: Jordan Wunderlich e Marcus Hutchlavac!

Todos se viraram para a mesa dos convidados, onde os rapazes búlgaros de Durmstrang faziam barulho para os dois escolhidos, que se levantaram da mesa e foram até o diretor Krum, que os parabenizou com um aperto firme de mãos. Depois do fim da comemoração dos alunos de Durmstrang, os aplausos e barulhos cessaram. O Cálice tornou a emitir as fortes chamas azuis e, mais uma vez, Minerva estendeu a mão e mais dois pergaminhos foram cuspidos pelas chamas. Ela os entregou nas mãos de Olímpia Maxime, que leu os nomes sem pressa e anunciou:

— Os escolhidos de BeauxBatons foram: Francis Laviné e Louis Beautmont!

 Mais uma vez o Salão aplaudiu e as comemorações barulhentas começaram na mesa dos convidados, feitas dessa vez pelos alunos de BeauxBatons. Emery nunca havia aplaudido tão forte em toda a sua vida. Ver Louis sendo selecionado depois de tanto desejar competir era gratificante para ela, assim como para Marie, que abraçava o amigo com os olhos lacrimejantes e um sorriso largo. Os dois escolhidos se levantaram e caminharam para o lado de Maxime, que abraçou os alunos como filhos. Louis deu um aceno rápido para Emery, que acenou de volta.

— Ele é um dos seus amigos de BeauxBatons? — Perguntou Lisa, ainda aplaudindo.

— Sim. Eu sabia que ele seria escolhido. Ele tem todas as qualidades que pode imaginar! — Elogiou Emery, se virando novamente para a Diretora Minerva. Helena, que estava sentada próximo a Lisa, aplaudiu animada, porém sem se dirigir à Emery em nenhum momento.

  Na terceira e última vez que Minerva anunciaria os dois escolhidos, dessa vez de Hogwarts, tudo estava diferente. Os rostos dos alunos estavam tensos, os corações batiam rápido e as mãos suavam. Emery sentiu seu estômago doer, sentindo que vomitaria a qualquer momento de tanta ansiedade. Ela olhou para Lisa que, sendo a única ali que sabia sobre suas preocupações em relação ao Cálice de Fogo, esticou a mão por baixo da mesa e agarrou a mão trémula de Emery, lançando um sorriso acolhedor. Emery apertou a mão de Lisa ainda mais quando o Cálice tornou a lançar os dois e últimos pergaminhos para fora. Eles caíram suavemente na palma da mão de Minerva, que engoliu seco de apreensão antes de anunciar:

— Os escolhidos de Hogwarts são: Nicholas Stroud e Emery Wardwood!


Notas Finais


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