História Luna e a Roller Band - Capítulo 2


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Categorias Julie e os Fantasmas, Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Nico, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Simón, Yam
Tags Banda, Colegial, Família, Fantasma, Gastina, Lumón, Lutteo, Mambar, Mistério, Musica, Roller Band, Romance, Sobrenatural, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 28
Palavras 1.796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 2 - Celular


 Luna- Eu sei o nome inteiro dele, Matteo Balsano Rosseti, sei que ele não gosta que mexam no cabelo dele, e sei que ele gosta de gravatas borboletas e coletes- Olha para Nina esperando um incentivo da amiga, não poderia ser tão ruim-

Nina- Sabe como você poderia conhecer mais dele?- Sorri para amiga, romance adolescente- Falando com ele- Era óbvio, mas provavelmente a última coisa que Luna faria-

Luna- Claro… Oi Matteo, você gosta de gravata borboleta né?- Quão patético isso seria-

Nina- Você não gosta que mexam no seu cabelo? Eu tenho cabelo- Caem na risada-

Luna- Para falar com ele eu preciso saber mais dele, e para saber mais dele eu preciso falar com ele. É um paradoxo!- Exclama com as mãos fazendo a amiga rir mais alto ainda-

Nina- Adiciona ele no facebook- Simplicidade-

Luna- Se ele não aceitar…- É interrompida pela amiga, cansada do pessimismo-

Nina- Se ele aceitar? Vai saber os filmes que ele vê, as músicas que ele escuta, os lugares que ele frequenta…- Pontos positivos para convencer-

Luna passou o resto do dia pensando em pedir amizade do menino, mas era mais complicado do que parecia, o fato de não prestar atenção na aula não surpreendeu ninguém ela sempre era avoada. Chega em casa decidida a começar a existir para Matteo, era hoje, sem mais delongas abre a página e vai direto para o perfil dele, o cadeado iria desaparecer.

Simon- Desiste desse cara- Fala rindo-

Luna- O que você tá fazendo aqui?- Fecha o computador em uma velocidade- Você tem que bater antes de entrar- Obviamente-

Simon- Eu fazia isso quando eu estava vivo Luna, agora falando desse Matteo…- Ela cruza os braços emburrada- Troca a foto de perfil pelo menos- Desaparece rindo a fazendo quase gritar de raiva, privacidade violada não era brincadeira-

Luna desce as escadas batendo o pé e vai direto para a garagem, ela conversaria seriamente com eles. Para a grande surpresa dela, Simon estava entre Nico e Pedro, a espera da mesma.

Luna- Temos que conversar, sério- Isso era ridículo-

Simon- Escutem meninos, é sério- Dá um sorriso-

Luna- Todas as vezes que vocês estiverem por perto, quero… Exijo que estejam aparentes- Deus! E se já tiverem visto ela se trocando-

Nico- Não dá!- Dá uma risada como se não fosse nada sério-

Pedro- Não podemos aparecer pra ninguém Luna- Ele parecia ser o mais simpático-

Luna- Como vou saber se vocês não estão me espionando?- Faz uma careta ao pensar que aquilo poderia acontecer-

Simon- Terá que contar com a nossa bondade- Dá outro sorriso a fazendo bufar-

Nico- Luna! Olha o pôster que colocamos, é do nosso último show- Aponta para uma folha amarelada, com uma foto dos três e alguns escritos em preto-

Luna- Legal!- Agora ela teria que dar um jeito, sai mal olhando a folha esticada pela parede-

O resto da semana não poderia ser menos engraçado, o medo de ser espionada fez com Luna pedisse a Nina “Posso me trocar aqui?” “Posso usar seu banheiro?” “Posso tomar banho aqui?” e sendo uma boa amiga simplesmente ria e dizia sim.

Nina- A casa que você compraram não é muito boa, por que está tudo quebrado- Fala bebendo um gole do suco de maracujá-

Luna- Pois é…- Esconde o olhar culpado tomando seu suco de morango-

Nina- Precisamos ir rápido, acho que vou sair com a minha mãe hoje- Faz uma careta ao pensar-

Luna- Ah…- E se ela precisasse usar o banheiro, um barulho alto faz com que ela sai desse pensamento- Ainda não vendeu isso Tamara?- Ri da chefe do Jam and Roller, ela equilibrava o baixo, a guitarra e os pratos da bateria, os instrumentos estavam lá a tanto tempo que mais pareciam peça de decoração-

Tamara- Ainda não- Ri e se aproxima após organizar- E você quando vai me dar aqueles patins?- A mulher tentava comprar os patins sempre que via Luna, mesmo sabendo que ela não os venderia, eram uma raridade-

Luna- Nunca Tamara, nunca!- Sai rindo com a amiga-

O caminho para sua casa foi inteiramente tentando pensar em como parar aquela situação, ela não poderia usar o banheiro da Nina para sempre, e até sentar na cadeira do seu computador ela não tinha ideia do que fazer. Assim que aba do google abre ela pensa “Como exterminar fantasmas”, era bobo mas se for pensar na existência de fantasmas você não tem muita escolha.

Luna- Nunca mais vão me espionar!- Grita para o “nada”-

Miguel- Filha, o jantar está pronto- Aparece na porta-

Luna- Ah pai, era você- Fecha o computador, o pai a mandaria para um manicômio nas menores das possibilidades-

Miguel- Quem mais seria?- Só os dois estavam lá-

Luna- Ninguém… Vamos?- Tenta fugir das perguntas, ela não estava louca-

(…)

Nina- Você ainda não pediu a amizade dele, né?- Olha para amiga, o raro momento de conversa na aula da Juliana dava se ao fato dela estar entregando a correção das redações-

Luna- Não é tão fácil assim Nina- Quando percebe os elogios para a redação de Matteo quase baba, além de lindo ele era escritor?- Eu daria tudo para ler aquela redação, saber oque ele pensa, oque ele gosta…- Sonha acordada pensando nas possibilidades-

Nina- É uma redação Luna, não um livro- Cai na risada pelo próprio comentário-

Juliana- Luna- Ela fica séria quando percebe a presença da professora, que entrega a redação, um C- Simonetti- A amiga gostava de escrever, o A era o perfeito exemplo-

O sinal fazem todos saírem correndo da sala, praticamente animais, os 20 minutos de folga deveriam ser bem aproveitados. Luna estava prestes a sair, quando Nina lhe dá as melhores das ideias.

Nina- Fuça ai dentro que você acha- A menina já havia tirado tantas folhas de dentro da bolsa, e dois cadernos, mas nada da redação-

Luna- Não é tão fácil- Um apito do seu celular a faz parar de procurar “Pai: Fiz sua comida favorita pra janta”-

Nina- Luna!- A menina deixa o celular de lado e finalmente acha a preciosa folha de papel-

Muitos não me conhecem, tem essa parte de mim, essa parte de mim que eu vou contar aqui…

Nina- Luna! Luna! A Âmbar!- Os saltos batendo contra o assoalho ecoavam de longe, oque nesse caso foi bem vantajoso, desesperadas jogaram tudo para dentro da bolsa e voltaram para seus lugares-

Âmbar- Sabia que vocês seriam reduzidas a isso… Passar o intervalo na sala- Ri e alcança sua bolsa-

Luna- É que o ar lá fora estava muito tóxico…- Dá seu sorriso mais falso, na fazia muita questão-

Nina- Mas agora que ela está qui… Vamos Luna- Saem da sala, rindo, não tinham lido a redação inteira mas a operação tinha sido muito boa-

O resto das aulas passam calma, apesar de Matteo ter tomado um susto ao abrir sua bolsa, não desconfiou muito, deu uma olhada em volta, tirou tudo de dentro e organizou, felizmente tudo tinha dado certo, e aula finalmente acabava.

Luna- Eu não to achando me celular Nina- Fala saindo da sala, o professor liberou-os mais cedo-

Nina- Vou ligar pra ele espera ai…- Rapidamente discou o número e levou o aparelho ao ouvido-

Como se tudo pudesse dar errado em sua vida, o pequeno barulho ecoou da bolsa do menino mais bonito do colégio, na pressa de Âmbar estar chegando ela acabou guardando o celular junto de tudo, se ele pegasse o celular tudo estava perdido.

Luna- Desliga! Desliga- O barulho para, e Matteo nem desconfia que vinha da sua bolsa, de tão cheio que os corredores se encontravam-

Nina- Boa Luna!- Bate palmas para a amiga rindo-

(…)

Luna- Eu preciso da ajuda de vocês- Abaixa a cabeça-

Simon- Interessante para quem estava exigindo coisas mais cedo…- Dá seu sorriso, o mundo dava voltas-

Luna- Sabe oque é? Eu sem querer coloquei o meu celular dentro da bolsa do Matteo, e agora ele está lá, na casa dele, e se ele achar eu vou ser tipo “bizarra”- A risada em que os três caem a faz se sentir mal-

Pedro- Não podemos Luna!- Volta a rir-

Nico- Imagina um celular flutuando- Volta a rir-

Luna- Só precisam abrir a porta pra mim, só isso- Junta as mãos, pedindo por favor, eles eram sua última opção-

Simon- Só abrir a porta?- Olha para seus amigos buscando aprovações- Pode ser, mas queremos algo em troca- Ele não faria de graça-

Luna- Qualquer coisa- Suspira em alívio,-

Matteo comumente ficava sozinho em casa, filmes de terror e um grande balde de pipoca eram melhor do que as possibilidades. O mais irônico da situação era o menino assistindo a um filme de terror sobre fantasmas, enquanto fantasmas abriam a porta para a menina que ele não sabia nem o nome entrar, com cuidado, e se dirigir ao outro andar, a casa era muito grande, e buscar o celular perdido na bolsa do amado.

Enquanto subia as escadas quase entra em pânico pois no desastre quase escorrega mas Simon estava lá, ele a segurou e cortando o momento cavalheiresco a intimou.

Simon- Mais cuidado!- Volta para vigiar as coisas-

Ela então entra no quarto mais óbvio, ela acertou, as paredes em cinza contrastavam com o cobertor preto que por sua vez fazia par com o carpete branco, o quarto era minimalista e mais bonito impossível. Deus ela queria pular naquela cama e sentir o cheiro dele no travesseiro.

A bolsa preta em cima da escrivaninha lhe tirou a atenção da cama, sem calma ela abriu e começou a procurar pelo aparelho, não foi difícil de achar, difícil foi ver a redação e não querer ler.

Muitos não me conhecem, tem essa parte de mim, essa parte de mim que eu vou contar aqui…

Simon- Isso é patético- A menina se assusta e guarda rapidamente a folha-

Luna- Não enche- Então ela sai de novo, mas Matteo subindo a escada a fez começar a hiperventilar, seria isso, esse seria seu fim, ele nunca olharia nos olhos dela-

Simon sendo altruísta derruba o balde de pipoca, o jogando longe e esparramando para todos os lados, o menino se dispersou rapidamente dando tempo de Luna sair, e abraçar ele fortemente assim que se viu livre da possibilidade de ser encontrada lá dentro.

Luna não teve muita dificuldade em realizar a sua parte do trato os amados e protegidos patins foram entregues nas mãos de Tamara que sorridente mandou entregar os instrumentos lá.

Nico- Acho que nem lembro como toca isso- Regulava a alça do baixo-

Pedro- Senti falta das baquetas- Ajeita os ombros antes de começar uma percussão ritmada-

Simon- Muito obrigada Luna- Começa a acompanhar Pedro em um solo, Nico não demora, e logo um rock começou a sair de lá, o som era bom, bem bom-


Notas Finais


Obrigada por ler!
Se gostou deixe um coração ou um comentário demonstrando sua opinião
Até a próxima <3


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