História Luna e o amor impossível - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Visualizações 2
Palavras 1.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Um garoto diferente


                  Luna

No final das aulas quando estou quase no ponto de ônibus mais próximo três garotas se aproximam de mim. Reconheço uma delas que estuda na mesma turma que eu.

- Em que posso ajudá-las? - Pergunto.

- Vou deixar uma coisa bem clara garota, eu conheço o seu tipo, a filha da empregada dando em cima do patrão. Isso é bem clichê não acha? Acho bom ficar longe dele ou vou fazer de tudo pra que sua vida vire um inferno. - A garota loira e magrela fala.

- Quem é você pra me dizer isso? - Sei que bater de frente com ela só vai piorar a situação, mais já lidei com coisa muito pior do que uma esnobe metida a besta.

- Sou namorada do David e não vou deixar uma garota nojenta que não tem onde cair morta ameaçar tirar ele de mim. 

As coisas estão ficando interessantes.

- Quer dizer que eu sou uma ameaça pra você, nossa quem diria. Faça bom proveito do seu namorado acredite eu não tenho a mínima intenção de tirar ele de você. Dois burgueses mimados é uma ótima combinação. 

Quando tento sair de perto dela, ela pega meu braço e me empurra. Eu caio de joelhos no chão.

- Volta pro lixo de onde você veio e pra porca da sua mãe. - As outras  garotas começam a rir. - Não sei por que essa escola aceita pessoas do seu nível. 

Tudo que eu quero é levantar e acabar com a cara dessa desmiolada, mais tenho uma bolsa de estudos pra preservar. Tudo que faço é levantar e saio macando até o ponto de ônibus. Não sinto vontade de chorar, é preciso mais do que isso pra me fazer chorar. Para minha alegria perco o primeiro ônibus. Uma hora a meia de caminhada não será tão ruim assim. Amaldiçoou a vadia da namorada do David com todas as pragas possíveis. 

Falando no diabo.

- Ei, o que aconteceu com seu pé? Luna? - Ele fala da janela do carro. Continuo andando sem da atenção pra ele. 

- Luna? O que aconteceu? Eu dou uma carona pra você já que vamos para a mesma casa. 

- Me deixa em paz. Você já me trouxe problemas demais.

Ele estaciona o carro.

- Pode parar de caminhar um minuto e me dizer o que aconteceu? 

- A puta da sua namorada deu um ataque de ciúmes. Fica longe de mim, eu tenho uma bolsa de estudos que ralei muito pra conseguir, não vou deixar ninguém me tirar isso. - Falo e continuo andando.

- Namorada? Como assim? Luna eu não tenho namorada.

- Ah tem sim, é uma loira com cara é cavalo nascido em Chernobyl. 

Ele ri. Apesar da situação acha a gargalhada dele muito engraçada.

- Do que você tá rindo?

- Ana não é minha namorada. Pelo menos não a mais de 8 meses. A gente terminou faz tempo, eu não sabia que ela saía por aí dizendo que é minha namorada. Ela machucou você?

- Me empurrou, machuquei apenas o pé esquerdo. Diz pra ela ficar longe de mim, eu não gosto de você e nunca vou gostar. Com licença, tenho mais uma hora e vinte minutos de caminhada. - Ele agarra me braço. 

- Eu vou resolver isso Luna. Você vem comigo, não existe a mínima possibilidade de você andar por aí com o pé machucado. 

Ele praticamente me arrasta até o carro.

- Já tem 18 anos? - Pergunto assim que entramos no carro.

- Sim, e você? 

- 17, quase 18. 

- Você parece ter no máximo 15. - Ele diz sorrindo.

- Os hormônios não foram muito gentis comigo. Vou ter corpo de menina pra sempre.

- Pra mim seu corpo está ótimo. - Um sorriso torto aparece no rosto dele.

- Você é muito atrevido sabia. 

Ele se inclina pra perto de mim e coloca o cinto de segurança.

- Com fome? - Ele pergunta.

- Sim. - Respondo.

Ele eataciona em frente a um restaurante. 

- Acho que isso não é uma boa idéia.  

- Por que não? Já são quase meio dia. Eu  estou morrende de fome.

- Por que não almoça em casa? - Ele não me ouve e sai do carro, abre a porta do passageiro e tira meu cinto de segurança.

- Vamos lá Luna, eu não mordo. - Outro sorriso aparece e eu não resisto.

O restaurante é estilo "apenas para podres de rico". Escolhermos nosso pedido em silêncio. Assim que o garçom anota o pedido, David quebra o silêncio. 

- Por que mudou de escola no meio do ano? 

- Só consegui a bolsa agora. 

- Vocês moravam em outra cidade antes? 

- Sim, mamãe trabalhava na casa dos Rodríguez. Mamãe foi demitida então viemos pra cá.

- Vocês não tem onde morar? Quer dizer um lugar fixo?

- Não, meu pai queimou nossa única casa. 

- Como assim?

- Por que está me enchendo de perguntas? 

Um lindo sorriso aparece novamente.

- Somos amigos e moramos na mesma  casa. É normal querer saber mais sobre você.

- Não somos amigos e você é o patrão e eu a filha da empregada. Ponto. Existe uma barreira separando a gente e se chama desigualdade social.

- Só por que você é pobre e eu sou rico não podemos ser amigos? 

- Exatamente. - Digo olhando nos olhos dele para deixar bem mais claro onde eu queria chegar.

- Discordo totalmente de você. Uma barreira social não pode separar pessoas, não quando as duas querem.

- O que sua mãe pensaria se soubesse que você está almoçando com a filha da empregada? 

A expressão dele muda.

- Não sou como ela. 

- Todos vocês são iguais. Por terem tudo acham que não existem pessoas que não tem nada. Vivem um mudo totalmente diferente do que a maioria da pessoas que muitas vezes não tem um teto pra chamar de seu. 

Por um segundo pensei que ele iria ficar bravo e argumentar qualquer coisa pra provar que está certo. Ele apenas me encara com o rosto inexpressivo.

- Você deve ter sofrido muito na vida. Existem feridas que podem ser cicatrizadas. 

- Como? - Pergunto.

- Aceitando que existem pessoas dispostas a amar, independente de qualquer barreira que  exista no mundo. 

Nosso pedido chega e acabamos mudando de assunto. Pela primeira vez começo a pensar que talvez David Maia seja diferente. Eu quero que ele seja diferente. O sorriso dele está começando a ser bastante irritante.














Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...