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História Lustful (Romance Gay) - Capítulo 17


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Notas do Autor


Voltei galera

Boa leitura a todos!!

Capítulo 17 - Seventeenth


Jacque Le Roux

Acordo com uma leve dor de cabeça, tento me localizar no ambiente, não conseguia ver nada. A última coisa que lembro é de alguém me agarrando e logo depois eu apaguei, analiso o quarto em que estava, ele não possuía janelas e a única luz do local vinha da janelinha da porta.

Me levanto da cama que estava deitado e vou até a porta de metal, através da janelinha via um corredor vazio. Me afasto da porta e forço minha vista para conseguir enxergar algo naquela escuridão em que o quarto se encontrava. 

O quarto era pequeno e tinha um cheiro horrível de mofo, suas paredes eram de pedras. A lâmpada presente no local ilumina todo o ambiente em uma luz amarelada, a porta de metal é aberta emitindo um rangido muito alto e de lá entra um homem alto de cabelos castanhos, era Fernández. 

- Finalmente você acordou - encarava o policial com o cenho franzido, o homem se aproxima um passo de mim enquanto eu me afastava dele - eu não vou fazer nada com você, fique calmo. Só precisamos que nos diga onde está o pendrive.

- Então você está trabalhando pra eles? Como você pode…? - Fernández revira os olhos em um semblante de puro tédio, o policial me encara respirando fundo - Aragón confiou em você! Youssef confiou em você!

- Olha, não vou ficar aqui explicando meus motivos para ter feito o que fiz, eu só quero que me diga onde está o maldito pendrive! - fico em silêncio e o homem se aproxima de mim, sua mão cerca meu pescoço apertando-o fortemente - eu vou ter que te bater pra você abrir o bico? Ótimo…

- Acho que não não será necessário - antes de ser atingido por um soco, uma voz grave soou do outro lado do quarto. Olho na direção da porta e vejo um homem mediano parado ali - deixe que eu cuido disso. Você vai voltar para casa e vai encontrar aquele pendrive, tente não ser descoberto. Agora vai.

Fernández solta meu pescoço e se afasta se retirando do quarto, o homem parado na porta começa a se aproximar de mim em passos lentos, seu olhar varreu todo o meu corpo me fazendo estremecer. O homem tinha os cabelos grisalhos, olhos verdes e inúmeras tatuagens por toda a extensão de seus braços musculosos.

- Então você quem é a famosa Flor-de-lis. Salvatore falou diversas vezes sobre você - encaro seu rosto com os olhos levemente arregalados. Aquele homem era o Barcelona, eu estava frente a frente com o homem que me queria morto - você é muito bonito para trabalhar em uma boate de quinta categoria. 

Seus dedos deslizavam pelo meu rosto, tentava escapar de seus toques, mas a parede atrás de mim me impedia. Seus olhos verdes me fitavam de forma intensa e sua mão segurava minha cintura fortemente, seu toque áspero fazia meu corpo tremer, tentava fugir de seu olhar predatório. 

- Não precisa ficar assustado, não estou aqui para te fazer mal - seus lábios vão até meu pescoço, aperto meus olhos e com minhas mãos tento lhe afastar - só quero saber onde está o pendrive que Salvatore te entregou.

Seus lábios se prensam contra os meus, sinto meu estômago se revirar com o toque de seus lábios secos. Sua língua adentrou minha boca de forma forçada e sem pensar duas vezes mordo-a, o traficante se afasta com a mão na boca, ele me desfere um tapa violento que me joga no chão. 

- Sua vadia imunda! Tudo bem, se não quer falar por bem, vai falar por mal - Barcelona grita e dois homens aparecem na porta, antes de sair o homem grisalho cospe no chão e me lança um olhar que me faz ter calafrios - uma boa noite pra você, Flor-de-lis. 


Um chute atinge meu abdômen me fazendo gemer de dor, marcar vermelhas e roxas enfeitavam todo o meu corpo e todos o meu torso doía. Sou erguido com violência sendo prensado na parede, as mãos do homem loiro apertavam meu pescoço me impedindo de respirar. 

- Eu vou perguntar mais uma vez - sua voz rouca soou entredentes, seu olhar era pesado sobre mim. Minhas mãos segurava fortemente seu braço e mão, meus pulmões clamavam por oxigênio - onde está o pendrive?

- Eu não sei - minha voz saiu de forma fraca e extremamente baixa, o homem me joga no chão desferindo um chute em minhas costas. Tusso tentando puxar o máximo de ar que consigo, sangue pingava de minha boca, limpei-o com minha mão direita manchando-a com o líquido vermelho e quente. Encaro o homem com um olhar suplicante - eu já disse várias vezes que não sei onde está a porra do pendrive, por favor, acredita em mim! 

O homem passa a mão no rosto e me acerta um soco no rosto antes de sair do quarto me deixando sozinho no mesmo.



Youssef Bakhir

- Eu não sei o que aconteceu… eu lembro de estar mexendo nos computadores nos fundos da casa, estava de costas para a porta então não vi ninguém entrar. Também não ouvi barulho algum na casa - estava de pé de frente para Yann se encontrava sentado no sofá, em sua cabeça repousava um saco de gelo e em sua mão uma garrafa de cerveja pela metade - então eu levei uma pancada na cabeça e apaguei, quando eu acordei vocês já estavam aqui e Jacque havia sumido. 

- Tudo bem então -  pego a garrafa de suas mãos tomando a bebida, ouço um resmungo vindo hacker, dou de ombros ignorando seu protesto. Me dirijo ao escritório onde os demais policiais estavam, com exceção de Fernández, Aragón mira seu olhar sobre mim brevemente - e aí?

- O chefe está pensando em fazermos rondas pelos arredores da casa do traficante - aceno com a cabeça me encostando na parede do escritório.

- Nós vamos em dois carros, Você vai junto com o Fernández; e os demais vão comigo. Daqui a vinte minutos nós estamos saindo - balancei a cabeça saindo do cômodo, começo a procurar por Fernández, subo o segundo andar procurando-o em todos os quartos. Ao chegar em meu quarto, encontro o policial agachado revirando a mochila de Jacque.

- O que você está mexendo aí? - o policial dá um pulo visivelmente assustado, ele me encara abrindo a boca gaguejando por alguns instantes.

- Eu… eu estava procurando alguma pista que pudesse levar ao paradeiro do garoto - estreito os olhos em sua direção nem um pouco convencido de sua explicação. Fernández rapidamente cruza a porta do quarto e em seguida desce as escadas, fico analisando o quarto por alguns instantes para depois me dirigir a sala.

Uma leve desconfiança crescia dentro de mim, achava muito suspeito a ação de Fernández. Decidi que, durante a ronda de hoje, vou ficar de olho no policial para ver se minhas suspeitas eram verdadeiras ou não.


Espero muito que seja apenas coisa da minha cabeça.  


Notas Finais


Vou tentar não demorar a postar os próximos caps

Espero que tenham gostado e até a próxima!!!

Alt Er Love S2S2S2


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