História Luta pela Liberdade - Capítulo 64


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Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Angel, Cana Alberona, Carla (Charle), Coco, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Evergreen, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Hibiki Lates, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Jura Neekis, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Metalicana, Midnight, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel
Tags Amizade, Aventura, Batalhas, Fairytail, Gale, Gruvia, Jerza, Magia, Mistério, Nalu, Romance
Visualizações 69
Palavras 2.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 64 - As trevas do passado


Wendy

Nós estávamos a correr em silêncio, cada passo eu sentia a tensão aumentar, eu pensava na Juvia e como ela estaria, depois fiquei a pensar no resto do pessoal, será que eles ficariam bem? E nós, será que poderíamos mesmo vencer Purehito?

-Vai tudo ficar bem – eu olho para o lado e vejo a Erza a sorrir para mim – afinal nós somos a Fairy Tail, não há porque não ficar tudo bem

-Aye – eu disse dando um sorriso para a Erza. 

Assim que chegamos ao final do corredor, nós o vimos, Purehito sentado numa cadeira de frente para nós. A sala era redonda, ou seja, não havia cantos para nos escondermos, tudo estava visível, havia duas portas, com certeza dariam passagem para os caminhos que os outros estavam, só espero vê-los a entrar por aquelas portas o mais rápido possível

-Sempre vieram – Purehito disse, sem se levantar – perguntei a mim mesmo porque é que demoraram tanto tempo para virem ter comigo depois de vencer o Cobra

-Ficamos a nos preparar – Lucy respondeu olhando séria para ele

-Preparar? – Purehito disse com um ar pensativo – Estou a ver. Me diga Maya, acha que se prepararam o suficiente?

-O meu nome é Lucy – Lucy respondeu com raiva no seu olhar

-Pois bem, Lucy, acha que estão preparados?

-Estamos – Lucy respondeu simplesmente

-Então vamos logo terminar com isto sim? – uma prisão de sombras se colocou à volta de cada um de nós. 

Eu deixei de puder ver o que estava a acontecer à minha volta, em vez disso eu estava numa floresta, uma floresta que eu conhecia muito bem, como é que eu estava ali? E aí eu vi, um dragão de fogo e um de ferro, eles estavam a matar demónios, eu olhei para as minhas mãos e vi que eram muito pequenas, então eu percebi, eu era novamente uma criança , aquele era o dia em que eu morri.

Erza

Assim que as sombras se colocaram à minha volta, eu fui como que transportada para um campo que eu conhecia muito bem, um campo onde uma batalha tinha acontecido à muitos anos atrás, esse campo atualmente tem uma árvore de almas plantada, em memória a todos os que morreram.

Eu olho e a vejo. Mavis! Ela comandava as tropas, como era bela e poderosa, eu sinto lágrimas nos meus olhos, nunca pensei voltar a ver aquele símbolo de luz e de ternura

-ERZA – eu a ouvi gritar o meu nome – que está a fazer? Preciso de você a comandar as tropas de ataque de corpo a corpo – eu olhei para trás e tentei procurar o meu eu do passado – o que está a fazer? – e então eu percebi, eu não estava numa viagem ao passado para ver o que tinha acontecido, eu tinha voltado atrás para voltar a participar daquela batalha que retirou a vida à fada mais poderosa

-Mavis, precisamos de nos retirar – eu disse me aproximando dela – por favor, Mavis, precisamos sair daqui

-Do que está a falar Erza? – Mavis me olhou confusa – Se nos retirarmos agora milhares de Humanos morrerão, não podemos deixar as suas vidas serem desperdiçadas, o que se passa com você? – Mavis me olhava com um misto de preocupação e confusão

-Acnologia vem aí, confie em mim por favor

-Ele que venha – Mavis disse pegando na sua espada oferecida por Zeref – eu estarei pronta para combater contra o meu querido cunhado, agora você precisa de ir Erza, não podemos ficar a desperdiçar tempo - ela saiu do meu lado para dar ordens aos seus generais, vê-la dar aqueles passos me dava vontade de chorar cada vez mais, eu não podia ver a minha rainha morrer novamente, não era justo.

Natsu

Que merda de sombras são estas? Num momento estava envolvido por elas e no outro estou num salão que conheço bem, o salão do palácio do meu pai. A Wendy está morta no chão, a minha tia Grandine chorava, o meu pai tinha uma enorme tristeza no olhar, assim como o meu tio. Eu e Gajeel nos olhamos, nos sentíamos culpados pela morte da nossa prima, nós devíamos ter sabido que ela nos estava a seguir, deveríamos ter cuidado dela, dar-lhe mais atenção, não era justo ela morrer tão nova.

-Porque é que eu não tenho esse poder, porquê? – Grandine chorava como uma louca agarrada ao corpo da Wendy, aquela cena era muito dolorosa

-Você não tem mas eu tenho – a minha mãe tinha entrado no salão principal, olhamos todos para ela

-Sakura… - a minha tia e o meu pai disseram, ela levantou a sua mão a pedir silêncio, ela tinha aquele poder de fazer uma sala ficar em silêncio só para ouvir o que ela tinha a dizer

-Nenhum pai ou mãe deveria viver enquanto os seus filhos morrem, por vezes penso que a maldição dos meia-raça é na realidade uma bênção, pois assim nenhum pai sofre a dor de perder um filho. Eu estou doente e vocês sabem isso, se a minha vida pode salvar a vida da minha sobrinha é isso que eu quero fazer, não vou deixar que você Grandine sofra a maior dor que se pode sentir na vida – a minha mãe tinha se aproximado da minha tia e prima, ela abraçou a minha tia e depois deu um beijo na testa da Wendy – eu vou salvar você meu amor

-Mãe – eu a chamei, eu sentia as lágrimas a se formarem nos meus olhos. Ela me olhou e me deu um sorriso, aquele sorriso me lembrava tanto a Lucy, um sorriso carregado de amor e doçura, um sorriso simplesmente perfeito

-Eu queria tanto ver você crescer meu amor – a minha mãe disse se aproximando de mim e colocando a sua mão na minha face – eu queria poder viver o suficiente para conhecer a sua futura esposa e filhos, queria puder aconselhar você, ajudar você, cuidar de você, mas consegue entender porque é que eu tenho que fazer isto não entende? Eu não posso deixar a Wendy morta, não quando há uma maneira de fazê-la viver

-Eu amo a Wendy, mãe, mas eu também amo você – eu disse, as lágrimas começaram a cair pelo meu rosto – como é que eu posso escolher qual é que eu quero que viva?

-Se eu não fizer nada, nós duas estaremos mortas – ela me disse com tristeza – eu quero que a minha vida tenha um significado especial – a minha mãe me deu um beijo na minha testa – posso pedir um favor?

-Claro – eu respondi a abraçando. Ela começou a fazer carícias no meu cabelo

-Ame a Wendy, eu sei que já a ama, mas ame mais, cuide dela, já que eu não posso cuidar de você, cuide daquela que carregará a minha vida, pode fazer isso por mim? – eu acenei em concordância, as minhas lágrimas não paravam de cair – Eu amo você meu amor, seja feliz – ela me deu um abraço forte e me deu um novo beijo no topo da minha cabeça

-Eu amo você mãe – eu disse, desfizemos do abraço e ela foi até ao meu pai, deu um beijo nele e disse que o amava, de seguida eu a vejo a se colocar de joelhos em frente ao corpo da Wendy, eu não acredito que iria viver tudo aquilo outra vez, eu não acredito que irei ver a minha mãe a morrer novamente em frente aos meus olhos e não puder fazer nada.

Gray

-Ultear vamos brincar? – eu ouvi a minha voz. 

Assim que aquelas trevas criadas por Purehito me rodearam eu fechei os meus olhos, quando os abri, estava de novo na minha aldeia. Eu percebi que estava diferente, eu não estava adulto, mas sim uma criança, assim que falei eu entendi onde estava e o que iria acontecer. 

Eu queria me obrigar a parar, mas o meu corpo não obedecia, era como se o meu corpo estivesse a ser controlado, era tudo muito estranho. Eu sabia o que estava atrás daquela porta, eu sabia o quanto eu tinha sofrido quando a abri à tantos anos atrás, mas por algum motivo eu também sentia a inocência e a alegria daquela época, era um conjunto de sentimentos muito estranho que eu não sabia explicar direito. 

Eu abri a porta e vi que tudo estava escuro, eu entrei, talvez Ultear ainda estivesse a dormir

-Ultear, está em casa? – eu perguntei com um sorriso – Tia Minerva? – porque ninguém me respondia? Tanto Ultear como Minerva não eram de dormir até tarde, então porque é que ninguém me respondia? Entrei dentro de casa, eu sentia um cheiro estranho, o meu eu adulto sabia o que era, mas o meu eu criança não fazia ideia. 

Os meus pés calcaram um líquido, eu olhei para o chão, porque será que haveria água dentro de casa? A tia Minerva sempre foi louca por faxina, então porque estaria assim? Eu vi que a água vinha da cozinha, fui até lá, quando abri a porta eu vi a cena que ainda hoje me dá pesadelos. Sangue. Sangue espalhado por todo o lado, dois corpos caídos e duas cabeças fora deles. Eu fiquei em choque ao ver aquilo, eu observei os rostos e percebi, um era o marido da tia Minerva e ou outro…

-Pai? – eu disse sentindo as minhas lágrimas a caírem. 

Lucy

-Mamã, mamã – eu ouvi a minha voz, eu percebi que era eu mesma que estava a falar, eu olhava para a minha mãe e a chamava. O que estava a acontecer? Onde estão os outros? Eu só me lembro de ver sombras e depois estar aqui

-O que foi meu amor? – a minha mãe me perguntou, estávamos a andar lado a lado

-Para onde vamos? – eu me ouvi perguntar, eu me lembrava daquele dia, aquele foi o dia em que eu conheci a Erza, o dia em que me contaram quem eu era realmente

-Vamos conhecer uma pessoa importante – a minha mãe disse me dando um sorriso triste. Continuamos a caminhar em silêncio, até que a vejo, uma figura majestosa e bela, uma mulher ruiva com uma armadura que mostrava poder e beleza, aquela era a rainha das fadas, Erza Scarlet

-Oi Erza – a minha mãe disse – esta é a Lucy

-Oi Layla, Lucy – Erza disse, ela sorriu para mim, eu já não me lembrava do quanto aquele sorriso, naquele dia que ela me tinha dado, era lindo, eu senti segurança e amor. O meu avô e Jellal também estavam lá, nos sentamos no chão e eu fiquei a olhar para a Erza, ela era realmente bela – Como é que você está? – ela me perguntou com carinho

-Eu estou bem rainha, obrigado por perguntar – eu respondi num tom educado

-Me trate por Erza – ela disse a sorrir – Lucy, nós precisamos contar uma coisa muito importante para você – ela tinha mudado para um ar sério

-O quê? – eu perguntei com medo

-O seu avô já lhe contou a história de Mavis e Zeref não é verdade? – eu acenei que sim – então sabe que eles tiveram uma filha

-Sim, a Maya – eu disse logo, eu não queria deixar o meu avô mal visto

-Filha – a minha mãe disse me olhando com tristeza – eu não sei como lhe dizer isto de uma maneira suave, mas… - a minha mãe ficou em silêncio – você é essa criança – espera aí! Como assim? Eu não estou a entender, o que era estranho, porque eu sabia exatamente o que ia acontecer, mas por algum motivo eu estava a sentir o mesmo que senti na altura

-Não é verdade – eu me ouvi dizer

-Meu amor – o meu avô disse – essa marca na sua mão, é a marca da maldição de Zeref – ele falou com toda a calma – a Mavis me pediu para cuidar de você, a Layla cuidou de você como se fosses filha dela, mas nas suas veias corre o sangue de Mavis e Zeref

-ISSO É MENTIRA – eu comecei a gritar, eu sentia o desespero 

-Querida, infelizmente é verdade – eu me viro e vejo a Erza com uma lágrima no olho – você precisa de saber a verdade, precisa de aprender a controlar a magia que tem dentro de você

-Porque é que me estão a mentir? – eu perguntei a olhar para o chão e começando a chorar. Se fez silêncio, eu olhei para a Erza e vi que ela tinha uma espada, eu a tirei da cintura da ruiva – Se isso é verdade então eu não me vou conseguir matar não é verdade? – eu peguei na espada e tentei cortar o meu pescoço, mas por algum motivo as minhas mãos não se mexiam, eu queria levar a espada para o meu pescoço e o meu corpo simplesmente não obedecia – pare de usar magia para que eu não me consiga mexer – eu disse olhando para a Erza

-Eu não estou a fazer nada minha querida – Erza disse com um sorriso triste

-Pare por favor – eu disse a chorar – eu não sou a filha de Zeref, eu não sou – as minhas lágrimas não paravam de cair, eu sentia dor, tristeza, ódio, eu queria morrer. 

Fechei os meus olhos e eu vi o rosto dele, Natsu! Aquilo tinha acontecido à anos atrás, não havia motivo para sofrer mais com isto, eu tinha amigos agora, amigos que mesmo a conhecerem a minha verdadeira identidade ficaram ao meu lado, eu tinha uma família, amigos e um amor, eu era amada por aquilo que era, eu era feliz, não podia viver mais nesta tristeza.

Quando abri os meus olhos eu estava de volta ao salão, Purehito me olhava com um sorriso

-Você é realmente poderosa – ele disse sem se mover – mas será que os seus amigos também são?

-O que é que você fez? – eu perguntei ofegante

-Eu só vos coloquei no momento mais infeliz das vossas vidas, os seus amigos estão a sofrer tudo novamente, não sentem esperança nem luz, vão viver no desespero até eu querer

-Não se eu puder mudar isso – eu disse fechando os meus olhos. Eu precisava entrar na solidão de cada um deles e os ajudar a ver a luz, tal como eles me ajudaram quando eu mais precisei. Eu vou salvar vocês, iremos todos caminhar na luz em vez da escuridão.


Notas Finais


Próximo cap: Caminhar para a luz


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