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História Lutando Pelo Meu Caminho - Kim Taehyung (V) - Capítulo 9


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Notas do Autor


Olá meu povo!

Quero dedicar esse capítulo ao amor da minha vida, que sempre me apoiou em tudo, e me deu muita força para seguir em frente quando eu pensava em desistir. Obrigada, Letícia, por ser essa amiga incrível, não sei o que seria da minha vida sem você. Eu te amo! ❤

Capítulo 9 - Epílogo.


Sempre tive uma vida influenciada pelos outros, não era o que queria; mas sim o que as pessoas queriam. Primeiro começou com meu pai, depois com os meus ex-patrões e, no final de tudo, eu já não sabia diferenciar o meu quere com os gostos alheios. A verdade, mesmo que difícil de aceitar, era que eu tinha perdido minha identidade. Nas últimas quatro semanas pude refletir melhor sobre isso, consegui perceber algumas coisas que me passavam despercebidas, e vi o quanto o Taehyung me influenciou.

Ele foi um dos motivos da minha mudança, arrisco até a dizer que sem a presença dele na minha vida, muito possivelmente, ainda seria a mesma Ha Ye Ri de três anos atrás. O Taehyung tira o melhor de mim, isso me fascina, mas também me deixa apreensiva. É bom ter alguém que te encanta todos os dias, mas as vezes eu chego a pensar que tudo é um sonho.

O Tae apareceu na minha vida como alguém misterioso e prepotente; porém, com o passar dos dias, eu vi que as aparências enganam, e essa foi a primeira lição que ele me ensinou. Viver o presente e esquecer um pouco do futuro? Talvez seja isso que eu preciso fazer. Um conto de fadas não algo que me agrade, principalmente porque tudo não termina no "felizes para sempre"; tem muita história por vir, seja ela boa ou ruim.

A vida muitas vezes prega peças na gente, nós nunca sabemos como vai ser o futuro, se vamos continuar com as mesmas pessoas. Mas, pensando melhor, isso abre portas para um auto questionamente: A vida é cruel ou somos nós que não fazemos nada para mudar o nosso redor? Nos cegamos, fazemos coisas idiotas e culpamos o universo? Eu não posso querer algo sem dar uma coisa em troca; eu não posso ser hipócrita ao ponto de esperar que os outros fazem o que eu tenho que fazer.

A lei da ação e reação se aplica em vários casos, esse é um dele.

Esfreguei minhas mãos pela terceira vez, estava nervosa. Levantei o olhar para o sofá à minha frente, meu pai me encarava minuciosamente, esperando minhas próximas reações. Suspirei profundamente. Sentia um nó se forma na garganta, me impossibilitando a fala. Mesmo sendo pai e filha, minha relação com meu progenitor era mais sanguínea do que emocional, qualquer um exergaria isso sem muito esforço. Família nem sempre é quem te dar a luz, muitas vezes são pessoas que te fazem sorrir e te passam paz e seguranças quando você está com medo.

— O que você quer falar, filha? _ questionou, continuando com sua análise.

Mesmo com sua voz saindo grave e soando demasiadamente séria, sua pergunta, principalmente a forma que me chamou, deixou-me mais calma. Fazia tempo que não ouvia isso do meu pai.

— Bem... _ falei quase inaudível. Minha coragem estava escorrendo entre meus dedos. — Eu não sei por onde começar, pai. _ coloquei minhas mãos sobre o rosto, respiração profundamente logo em seguida.

Na minha mente isso já estava ensaiando várias e várias vezes, sabia o que precisava ser dito, havia decorado cada palavrinha. Por que, mesmo sabendo de tudo isso, ainda não consigo me expressar? Por que existe um muro entre nós e eu sinto que não consigo quebrá-lo?

— Desde pequena nunca me senti próxima do senhor, parecia que tudo seria melhor caso eu fosse um menino. "Seria melhor, não seria?" Esse tipo de questionamento passava pela minha cabeça vez ou outra. Quando consegui meu antigo emprego e o Ji Soo descobriu que ia ser pai de um menino, o senhor ficou mais feliz por ele do que por mim. Lógico, eu estava super feliz pelo meu irmão, uma criança é uma benção, mas...

A primeira lágrima desceu pelo meu olho direito e logo a sequei. Eu preciso que dizer tudo que senti por todos esses anos se não morrerei sufocada.

— Naquele dia um simples "parabéns, filha" teria me deixado feliz, mas nem ao menos isso eu recebi. _ falei sem desviar o olhar, eu estava com um misto de sentimento. — Antes meu principal objetivo era ganhar o seu reconhecimento, mas há pouco tempo atrás percebi que eu não preciso mais. Eu já me encontrei. _ agora mais leve, soltei um pequeno sorriso. — Eu descobri a verdadeira felicidade, isso não depende dos outros, é algo só meu, ninguém pode me tirar se eu não permiti. E mais uma coisa, mulheres não nasceram para cuidar exclusivamente da casa e dos filhos; nós podemos sim casar e continuar trabalhando.

A medida que eu falava, a sensação de medo passava, me deixando cada vez mais a vontade. Enquanto isso, meu pai escutou tudo em silêncio, até perguntar:

— Por que você só resolveu falar isso agora?

Meu pai continuava com sua postura imponente e sem esboçar reação, mas eu pude jurar que por milésimos de segundos, seus olhos ficaram marejados. Talvez tenha sido impressão minha, afinal em todos esses anos eu nunca vi ele sequer se abalar com algo.

— Porque só agora consegui me libertar completamente do passado e posso dizer com todas as letras que eu sou feliz. Não quero que se sinta mal pelo que acabei de dizer, mas mude seu jeito de pensar em relação as mulheres e seu papel na sociedade. Respeite a mamãe e faça suas obrigações em casa, ela não é sua empregada.

Falei tudo de forma clara, sendo empreenchida por uma sensação de satisfação. Havia falando pelo menos uma parte de tudo que eu quis. Depois de falar tudo, parece até que eu tiraram um fardo gigantesco de cima de mim, não foi fácil me livrar dele, mas tudo valeu a pena. Daqui para frente não tenho certeza de como vai ficar o meu relacionamento — quase inexistente — com meu pai, não sei se ele irá mudar ou não, se vai ficar com raiva de mim ou não, a única coisa que sei, com absoluta certeza, é que eu estou bem.

Estou engatinhando na grande jornada que é se conhecer, mas, pouco a pouco, fico cada vez mais perto do meu objetivo.

— Tem certeza que quer ir?

Pela segunda vez em menos de trinta minutos, Taehyung me perguntou.

— Amor, isso é importante para mim, muito. _ digo sincera.

— Eu sei disso, por isso eu preocupo. _ passou a mão nos meus cabelos.

— Taehyung, eu quero ver ele pagar pelos seus crimes; não porque ainda guardo algum sentimento ruim, mas não pode ficar impone. A lei é para todos.

Um mês e meio após os crimes do Choi terem sido exportos em rede nacional, uma série de outras vítimas começaram a aparecer. Pela grande repercussão do caso o andamento do processo não demorou muito, o que me deixou bastante feliz. Com a queda do Choi não só ele entrou em julgamento, mas também levou junto minha ex-chefe.

Até hoje penso no que leva alguém a fazer tudo por poder, dinheiro não me trará a felicidade que todos dizem que traz. Mas, no final, talvez seja mais uma questão de orgulho; eles querem ter uma superioridade.

O único sentimento que o Choi dá em mim é pena. Pena por saber que ele desperdiçou a vida dele inteira atrás de algo fútil e acabou ficando sem o mais importante, amor.

— Eu estou um pouco ansioso, sabe? Poder ver o homem que me afastou do meu melhor amigo e fez coisas ruins não só para mim, mas também para outras pessoas em um julgamento parece ser tão... surreal.

Estávamos deitados de frente um para o outro, ele mantinha sua sobre minha cintura enquanto eu fazia um cafuné nos seus cabelos recém pintados — e longos — de preto. Antes eu pensava que esse homem não conseguia ficar mais bonito, no entanto ele mais uma vez conseguiu me provar ao contrário. Nesses quase dois meses morando consigo comecei a desvendar suas manias, como, por exemplo, separar todas as suas roupas por marca — apesar de que quase todas fora da Gucci.

Taehyung ama marcas, isso eu até tinha percebido, só não sabia o tamanho desse amor.

— Eu te entendo, Taehy. _ pronunciou sentido que não só eu, como ele, estávamos mais leves com o julgamento do Choi. Enfrenta-lo não era a tarefa mais fácil, porém também não era impossível. Ele sorriu para mim, fazendo seus olhos sumirem, e isso foi mais que o suficiente para um sorriso de orelha a orelha surgisse em meus lábios. Só por saber que eu não era a única nervosa me passava tranquilidade. — Por que você é tão fofinho? Dá vontade de te guarda em um potinho.

— Não se esqueça que esse "fofinho" me com força, às vezes. _ balancei a cabeça em concordância, mas ao raciocinar melhor sua falar, eu percebo seu duplo sentido.

Como ele pode acabar com o clima romântico — que mal tinha se iniciado, por sinal — tão rápido? Lhe dei um beliscão e ele começou a resmungar.

— Ai! _ reclamou, massageando o local. — Por um acaso eu menti? _ pronunciou cínico, e eu o encarei o mais possível séria.

— Idiota. _ o xinguei baixinha, porém o de cabelos pretos escutou, começando a fazer um ataque de cosquinha em mim. — Não faz isso, Taehyung. _ indago com um pouco de dificuldade. Ele continuou com seu ataque até que parou e uma expressão séria tomou conta sua face.

— Se eu pudesse ficaria assim com você para sempre, te dando carinho e te minando. _ em meio a brincadeira, o Taehyung acabou ficando por cima de mim, sem depositar de fato seu peso em mim. — Às vezes tenho a impressão do que meu amor por você não cabe no meu peito. _ abaixou o olhar, constrangido. — Amor, eu te amo.

Não contive o sorriso ao escutar sua fala, meu coração estava acelerado. Depósito um afago na sua bochecha, vendo ele fechar seus olhos, aproveitando melhor o carinho.

— Eu também te amo, amor, muito! _ aproveitando da nossa posição, deixei vários beijos no seu rosto.

Ele uniu seus lábios aos meus com um toque suave, logo após, como um pedido silencioso para que intensificarmos o ato, pressionou um pouco meu braço. Senti sua língua quente em contato com a minha, e mesmo que fizessem isso todos os dias, a textura macia era uma sensação diferente a cada dia. Estar junto a si sempre seria o melhor lugar.

— Nunca pensei em ter filhos, mas se caso um dia eu for ter um, com toda certeza eu quero que seja com você. _ aquilo me fez perder o ar que eu nem tinha conquistado.

— Eu queria ser mãe de uma menina.

— Já eu um casal de gêmeos. _ sorriu aparentemente orgulhoso, me lançando o mesmo olhar de uma criança vendo um parque de diversões. Seus olhos tinham um brilho diferente, constatei.

— Sem dúvidas você vai ser um ótimo pai. _ disse abobalhada, e sua face se iluminou ainda mais.

— E você uma ótima mãe.

Taehyung estava diferente comigo esses dias, nossa conversa agora me provou isso, seu propósito era me deixar mais calma para receber a sentença do Choi. Aquela atitude foi linda, principalmente porque o moreno se encontrava igual ou até pior que eu.

Nesses meses junto ao Taehyung foram o suficiente para desconstruir a Ye Ri de vinte e três anos e abrir espaço para que a de vinte e seis assumisse o posto, que era seu por direito. A Ha Ye Ri que buscava o reconhecimento das outras pessoas e se sentia só sem elas morreu, claro que pessoas são importantes, acima de tudo sonos seres sociais e comunicativos, mas eu comecei a me colocar em primeiro lugar.

— É melhor colocarmos nossas roupas, o julgamento é daqui duas horas. _ pronunciou, dando-me um beijo na cabeça. — Você pensa que vai aonde, dona Ye Ri? Eu quero um beijinho, vamos. _ indagou junto a um bico nos lábios, ri com aquilo. Me aproximei do moreno e lhe dei um selinho rápido, que pareceu ser o suficiente para si.

Fui em direção ao closet, pegando as peças de roupa que eu usaria hoje. Após pegar tudo e dar uma conferida, rumei até o banheiro. Voltando para o quarto não vi o Taehyung no mesmo, possivelmente ele foi tomar banho em outro banheiro. Depositei a muda de roupas sobre o balcão e comecei a tirar meu pijama. Já sem roupas, fui até o box, deixando que a água batesse sobre meu corpo.

Assim que terminei de me arrumar, me olhei no espelho e segui pelo corredor na direção da sala, lugar pode o Taehyung possivelmente estaria.

— Cheiroso. _ falei o abraçando por trás, envolvendo meus braços em sua cintura.

— Você também. _ ficou frente a frente comigo, e repetiu meu ato, abraçando minha cintura. — Linda.

— Nós somos muito melosos, você não acha? _ questionei, sorrindo.

— Eu acho. _ riu também. — Mas eu amo esse nosso relacionamento meloso. _ roubou um selinho meu.

— Eu também amo.

Com as mãos entrelaçadas, descemos até a garagem do edifício. Taehyung desbloqueou seu carro e abriu a porta para mim.

— Você sabe que eu poderia abrir a porta, né? _ questiono, arqueado as sobrancelhas.

— É sua mania, né? _ revirou os olhos, sorrindo logo após.

— Talvez meu hobby seja implicar com você, às vezes. _ disse capeca.

O caminho parecia extremamente longo, e os inúmeros sinais vermelhos que encontrávamos não ajudava em nada. Ao mesmo tempo que eu me sentia ansioso, não conseguia identificar exatamente se era isso que eu sentia, porque, sendo franca, um misto de emoções se passavam dentro de mim. Taehyung, ao notar meu comportamento, segurou minha não por alguns instantes, fez um rápido carinho ali e voltou a mesma para o volante.

— Está tudo bem, amor? Sua mão está suando frio.

—Eu estou bem, não se preocupe. _ tentei dar meu melhor sorriso, esperando que ele acreditasse.

— Você está nervosa, não sabe o que vai acontecer, mas sabia que eu estou aqui com você e por você. _ estacionou o carro nó estacionamento do tribunal, tirando seu cinto de segurança e me fitando.

— Eu sei, e eu também estou aqui para o que você precisar. _ repeti seu movimento, destravando o cinto de segurança, saindo do carro.

— Vamos? _ entendeu a mão para mim, eu a peguei, entrelaçando bem nossos dedos. Eu sentia meu coração acelerado, estava nervosa, mas sorri por saber que eu teria o Taehyung ao meu lado.

Rumamos a sala onde aconteceria o julgamento, em silêncio. Eu iria depor. Sentada na primeira fileira, olhava para a cadeira onde o réu e seu advogado estariam, suspirei. Aos poucos os lugares foram ocupados, o juiz havia acabado de entrar na sala. Nos levantamos e depois sentamos, o julgamento tinha começado. Me viro em direção a porta de saida ao ver o réu, mas o Taehyung chama minha atenção.

— Seja forte, eu estou com você. _ sussurrou ao pé do meu ouvido.

Por mais simples que fosse, sinto meu nervosismo ir parando aos poucos, não desaparecendo por completo, porém controlaveu. O juiz iniciou e a promotoria se levantou. As provas, dentre elas gravações e alguns documentos, foram apresentados.

Naquele momento eu não consegui foca em nada, as vozes das pessoas que me rodeavam se misturavam e eu não sabia do que elas falavam — isso não me importava. Meu olhar se cruzou com o do Choi, ele estampava um sorriso; eu, por outro lado, lancei-lhe um olhar de pena, vendo pouco a pouco seu sorriso cínico morrer.

— Irei anunciar a sentença. _ o homem de cabelos grisalhos e uniforme preto se pronunciou, chamando a atenção para si. — Eu condeno o réu a dez anos de prisão. _ ditou por fim, ouço o Taehyung aperta minha mãos, feliz.

Volto meu olhar para o Choi, e vejo que havia chegado ao fim, eu estava livre do passado. Todas as minha correntes do passado foram quebradas, eu consegui me libertar de uma por uma. Não estou mais focada no passado, o que importa é o presente, minha felicidade.

Um Ano Depois, Seul.

— Amor, você sabe que eu odeio filmes de terror. _ e pela milésima vez, Taehyung protestou encolhido em meus braços, me abraçando como se de fato sua vida dependesse disso. Marido medroso eu tenho, pensei.

— Mas não tem nada demais, Taehy. _ pronuncie com uma falsa irritação, a verdade era que eu achava toda aquela cena fofa e um tanto controversa.

Quando o final de semana chegou, diferente do que imaginava, eu estava me sentindo cheia de energia. Não sei explicar de onde ela surgiu, talvez seja o tempo que eu passe com o Taehyung, talvez porque as coisas estão ótimas tanto no seu casamento — que só melhorou com o passar do tempo — como na sua vida profissional. Essa semana, por sinal, aconteceria o lançamento do seu terceiro livro, o que estava me deixando não só estressada, mas também animada.

Escrever livros não nunca foi algo que se passou pela minha cabeça, pelo contrario, para mim minha vida seria dedicada apenas aos doramas, nada de livros. Em um ano muita coisa mudou; a Jang Mi finalmente realizou seu sonho de casar e teve uma cerimônia linda — chorei horrores, parecia que era minha filha a se casar —; Joo-Ah assumiu meses após o casamento da nossa amiga que estava em um relacionamento com o Namjoon. Minha alegria por ambas era nítido, mas as surpresas não acabaram por aí.

Jang Mi, dois meses depois do seu casamento, anunciou estar grávida. Isso mesmo, você não leu errado. Confesso que na hora eu estava pronta para fazer uma verdadeira comemoração, mas tive que dar conta de um Eun Woo desmaiado. Na hora do parto foi a mesma coisa, segundo o médico.

Joo-Ah já anunciou, ser mãe por enquanto não está em seus planos, Namjoon concorda com ela em relação a isso. Eu e Taehyung também decidimos que ter filhos por agora não seria adequado, principalmente porque nós não teríamos tempo para cuidar de uma criança. Nós queremos ser pais, é claro, mas querem os nós dedicar por completo, dar todo amor e atenção que um recém-nascido demanda — e tirando isso pela minha amiga, não é um trabalho dos mais fáceis.

— Incompreensível. _ com uma expressão empurrada estampando seu rosto, Taehyung se virou para a televisão, mas logo desistiu quando, em meio a cena, uma gargalhada macabra foi ouvida. — Não sei porquê você gosta desse tipo de filme, é horrível.

— O que eu posso fazer se meu maridinho é um medroso? _ perguntei junto à um sorriso debochado, com o intuito de o provocar.

— Não é medo, nós podíamos estar assistindo algo mais interessante. _ deu de ombros para enfatizar sua fala. — Ou melhor, podíamos estar fazendo algo mais interessante. _ colocou no rosto um sorriso malandro.

— É? Tipo o quê, por exemplo? _ imitei o seu sorriso, sentindo sua respiração quente bater contra minha pele.

Não obtive resposta, pelo menos não verbalmente. Taehyung juntou nossos lábios, logo pedindo passagem com a língua, ganhando minha permissão. Ainda não entendo a razão de todas as vezes que o beijo senti como se fosse a primeira vez; nunca sei o sensação que o beijo vai transmitir. Minha língua entrou em contato com a sua, aquilo me hipinotizou. Deixei um carinho sobre sua nuca, sem malícia — o que ia totalmente contra as sensações nada puras que eu estava sentindo.

— Te beijar é tão bom, é o paraíso para mim.

Ali experimentei mais uma vez o efeito que Kim Taehyung tinha sobre mim, meu interior se contraiu e relaxou. Um friozinho na barriga me surgiu brevemente, mas logo deu espaço para um sorriso meu.

— Eu quero ser sua. _ sussurrei para o moreno, que ficou com a respiração ainda mais falha após minha fala. Taehyung posicionou suas mãos no meu tronco, puxando-me para seu colo.

Suas mãos envolveram meu corpo com cuidado e me puxaram minimamente para si, onde distribuiu um beijo no meu pescoço, que terminou com vários beijos e algumas mordidas leves. Abri minha boca, porém nenhum som saía, estava embriagada demais para esboçar qualquer reação. Taehyung subiu lentamente a minja camisola, seus mãos gelidas tocaram meu corpo, o que ocasionou em arrepio gostoso.

— Por que tão perfeita? _ me deu um beijo na clavícula.

Copiei suas ações, me livrando da sua camisa e levando, na intenção de tirar seu short também. Taehyung entendeu o que eu pretendia, flexionou o corpo para cima, me ajudando a tirar a peça. Sorriso ao ver o volume coberto por sua boxer. Ele era grande e volumoso, muitas vezes me perguntava como ele conseguia entrar dentro de mim. Iniciei uma masturbação lenta, recebendo alguns resmungos do Kim. Aumentei o ritmo, e deixei um beijo em sua glande.

— Eu não quero gozar agora, amor. _ Taehyung indicou para que eu sentasse no seu colo novamente, assim o fiz. O moreno deslizou suas mãos pelas minhas costas, puxando meu corpo para mais perto do seu. — Eu te amo tanto.

— Eu também, Taehyung. _ passei meus braços por seu pescoço, deixando um selar. — Você não tem noção do quanto.

Taehyung tirou minha calcinha e levou sua destra até minha entradinha, onde começou uma masturbação. Fechei os olhos e passei a língua pelos lábios, sentindo o prazer me consumir. Quando o terceiro dedo foi colocado, não gemer se tornou impossível. Taehyung beijou minha testa, lentamente deitando meu corpo sobre o sofá.

O moreno recuperava seu ar e eu aproveitei esse momento para acariciar suas madeixas. Como ele consegui fazer com que todos os toques parecessem o primeiro? Não tinha vergonha, mas as sensações ao terem ele me beijando e me acariciando me despertavam sempre algo novo. Ele me mostrava o quão especial eu era, o quão especial nossos momentos eram. Uma risada escapa dos lábios do Taehyung, e eu me pego olhando para sua pintinha. Cada milímetros do seu corpo, eu amo.

— Está tudo bem, meu amor? _ passou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. — Você parece meio aérea.

— Tudo sim, só estava pensando no quão especial você é para mim. _ depositei um carinho na sua bochecha, e sorri terna.

Ele novamente tomou meus lábios para si, era um beijo lento, porém foi ganhando intensidade conforme nos acariciavamos. Encerramos o beijo por falta de ar, Taehyung se direcionou ao meu pescoço, deixando algumas sucções que possivelmente deixariam marcas. Fiz o mesmo consigo, chupando a lateral do meu pescoço. Ficaria ali por no mínimo seis dias. Suas mãos caminharam por minhas costas, chegando ao sutiã, soltando o fecho com urgência. Sua destra foi para um dos meus seios e ele apertou com vontade, enquanto sua boca deu atenção ao outro, sensíveis ao quente e úmido de sua língua. Deslizei minha mão por seu peitoral, não me importando com o tamanho de minhas unhas.

Seus toques desceram dos meus seios, passando pela barriga onde ele distribuiu alguns beijos molhados. Suas mãos foram para as laterais das minhas coxas, seu toque era intenso. A sala parecia ficar cada vez mais quente, e piorou ainda mais quando o Taehyung deu um beijo em meu quadril. A cada beijos que o moreno dava nas minhas pernas eu sentia o ar ficar mais escasso e a excitação me dominar. Umideci os lábios quando senti um beijo ser depositado na parte interior da minha coxa, próximo a minha intimidade.

Foi impossível não levantar meu quadril quando o macio e quente da sua língua me invadiu. Meu corpo reagia a cada lambida, beijo e chupão que o Taehyung dava, era impossível conter os gemidos que insistiam em sair da minha boca. Sem perceber, acabo por impulsionar meu quadril em sua direção, ele entendeu meu pedido mudo, e intensificou o ritmo.

— T-Taehyung. _ gemi, levando minha mão aos seus cabelos morenos. Ele subitamente parou o que estava fazendo, fazendo-me soltar um gemido insatisfatório. O encarei e no mesmo instante eu entendi o que ele queria.

Ele se posicionou entre minhas pernas, levou uma mão até meu rosto e acariciou rapidamente. Palavras não eram necessárias agora. Taehyung posicionou seu membro na minha entrada, entrando devagar. Todas as nossas vezes, sem exceção, o moreno me tratava como se fosse minha primeira vez, fazendo tudo com o mínimo cuidado. Fechei os olhos, aproveitando o sentimento de preenchimento e como eu corpo reagia ao prazer que ele me proporcionava. Nossos corpos se chocaram, os toques, as investidas, os beijos.

— Ye Ri. _ a forma que me chamou veio carregada de prazer, meu corpo se arrepiou. Nós alcançamos nossos limites juntos, os gemidos se alinharam e aquilo parecia música para meus ouvidos. Senti meu corpo tremer, estava com uma molesa. O corpo do Taehyung me abraçou de forma aconchegante, eu retribui.

— Tem vezes que eu penso que sou uma princesa, pela forma que você me trata. _ comentei baixinha, quebrando o silêncio que tinha se instalado. Ele sorriu.

— Você não é uma princesa, você é minha rainha, Ye Ri.

Meus olhos se encolheram e um enorme sorriso surgiu em minha face. A cada dia eu amava mais o Kim Taehyung. Estávamos casados para a sociedade há pouco mais de um ano, mas para nós fazia sete meses. Ainda me lembro do dia que ele me levou para a Tailândia, e fez o pedido. Lá tinha um campo de Miosótis, no entanto o que ele me entregou foi um buquê de Tulipas vermelhas, amor verdadeiro. Taehyung me explicou que as Miosótis significam amor sincero, memórias e, principalmente, recordações — mas à flor também é conhecida como "não me esqueça".

Já as Tulipas significam amor eterno e verdadeiro, ele disse que era esse tipo de amor que tinha por mim; não importava quanto o tempo passasse, ele me amaria ainda mais.

Me sentei entre as perna do Taehyung, apoiando minhas costas em seu tronco. Seus braços me trazem para mais perto de si, me trazendo o sentimentos de proteção. O silêncio que havia se instalou sobre nós não era desconfortável, pelo contrário. A calmaria ali nós permitia aproveitar ainda mais a companhia um do outro. O sol já tinha ido embora, a lua estava tomando conta do céu, as estrelas já brilhavam.

— Espero que nosso amor dure para sempre, que ele seja igual a uma estrela, que mesmo morta ainda brilhe. _ sussurrou, apoiando sua cabeça em meu ombro. A noite estava linda, constatei.

— Sabe, quando eu era mais nova, assim que minha avó morreu, minha mãe me disse que quando morremos nós tornarmos estrelinhas. Naquele dia, particularmente, teve uma estrela que reluzia mais que as outras, minha mãe disse que aquela era minha avó. _ fazia pequenos movimento carinhosos em sua mão. — Mesmo de dia as estrelas estão lá, nós apenas não podemos vê-las. Por isso eu gosto das nuvens, elas fazem companhia para as estrelas.

— A minha me disse uma coisa diferente, as estrelas são nós, cada uma tem a sua. _ sua fala atraiu minha curiosidade.

— Será que já estávamos destinados a nos encontrar? Quer dizer, seguindo a sua teoria, seríamos da mesma constelação?

— Se nós fizéssemos parte, de qualquer jeito eu acaberia te encontrando. Tudo que aconteceu com a gente não foi uma conhecidencia, nosso encontro foi uma obra do destino. _ meus olhos brilharam no mesmo instante que eu ouvi aquilo.

— Se for assim, tenho muito a agradecer a esse tal de destino. _ ouvi sua risada gostosa. Era tão bom tê-lo junto a mim.

Foi um longo período, vários contra tempos surgiram, minhas insegurança ganharam força e eu me sentia cansada. Cansada por ver todos os meus esforços se despedaçarem no caminho. O Taehyung se revelou para mim como uma luz, o final do túnel que não existia em minha vida. A partir do momento que o conheci, inconscientemente, sabia que minha vida não seria mais a mesma. Ele é alguém inesquecível.

Graças a ele minha relação com meu pai se tornou um pouco melhor, cada um no seu canto, mas sem nenhum ressentimento. Ele me faz descobrir um novo eu a cada dia, um eu desconhecido até mesmo para mim. Kim Taehyung, de fato, não é um ser humano qualquer. Claro, eu sei que assim como eu, ele tem medos e se sente insegura, principalmente perto de novas pessoas — apesar de ter um carisma único.

As vezes eu queria saber o que se passa na cabeça dele, mas isso; no entanto, é impossível. Taehyung é alguém que nós não podemos fazer uma leitura, é o contrário.

Agora em pé, Taehyung falou, me abraçando.

— Você colocou um fim nós meus dias de aflição, me mostrou que eu não devo ter medo das outras pessoas. Eu era só, mas agora eu tenho você. Nós vamos estar juntos, eternamente à prova de balas. Não tenho mais medo, eu me encontrei. Não há dúvidas, você é minha alma gêmea.

Por anos eu lutei pelo meu caminho, para me encontrar, mas finalmente toda a minha tristeza acabou; eu estou bem comigo mesma.

— Eu te amo, Taehy.

Minha história não acabaria ali, depois do "é o fim" tem mais história, a vida segue. A partir dali conseguiríamos eu e o Taehyung, lutando pelo nosso caminho


Notas Finais


A ficha não caiu que acabou a história. Não sou boa com despedidas, mas vamos lá...

Meu muito obrigada à todos que favoritaram, comentaram, mandaram mp, colocaram a estória na lista de leitura. Obrigada! ❤

De todas as estórias que já escrevi, essa foi, sem dúvida, a mais prazerosa. Os personagens muitas vezes eram meu reflexo, aqui eu me sentia a vontade lara desabafar tudo que se passava dentro de mim, sem medo, era apenas eu. Claro, deve vezes que os personagem eram simplesmente eles, sem minha interferência, porém eles também eram eu. Confuso, não? Eu encaro essa fanfic como um recomeço para mim, ainda me lembro de tudo que passei ano passado, termina-lá foi mais uma conquista para mim.

Diversas vezes eu pensei em desistir da história, seja por falta de apoio ou por insegurança mesmo, mas eu peguei o título da história para mim. Eu tinha que lutar pelo meu caminho, por mim. Lutando Pelo Meu Caminho é tudo que eu sinto e senti, cada palavrinha tem um pedaço meu. Assim como a Ye Ri, eu era insegura, não me amava... Mas o BTS me ajudou nisso, o Taehyung aqui representa todos eles. Sete pessoas que eu não conheço pessoalmente, mas me ajudaram nos meus piores momentos. Meus sete amores!

Vou ficando por aqui, acho que enrolei demais kkkk. Lutem pelo seu caminho sem medo, a vida é sua, ninguém deve tomar decisões por você.

Obrigada por tudo, tchau! ❤❤


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