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História Lutar contra bandidos e receber cafuné - cellan - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


se você viu essa história na versão ycarum (ycaro e meiaum), não se preocupe pois ela é minha também, só que eu excluí e to repostando como cellan
é isso

boa leitura

Capítulo 1 - Uniq


Alan jogou suas teias e se balançou entre os prédios. Tinha acabado de sair de um confronto sério; bandidos assaltaram o banco central — e eles ainda usavam máscaras infantis dos Vingadores, acredita?! — e quase deixaram feridos, por sorte o amigão da vizinhança estava lá! Algumas trocas de socos, chutes e palavrões valeram para deixá-los no chão, desacordados, enquanto o homem-aranha estava com alguns machucados pelo rosto e bastante cansado. Sim, Alan é o homem-aranha, amigão da vizinhança e parceiro dos Vingadores nas horas vagas. Uma longa história, que com certeza ficará para outro dia.

 

Suas rondas eram sempre corridas, cheias de ação e violência. Era o dia a dia de um super-herói, certo? Aquela rotina lhe esgotava um pouco, mas não a trocaria por nada no mundo, era sua vida e a amava mesmo sendo tão cheia e conturbada. Saber que conseguia ser útil para sua cidade e amigos já valia muito a pena, quase como se aquecesse seu coração por fazer o certo.

 

Parou na varanda da janela, pulando a grade e observando seu uniforme vermelho pelo reflexo do vidro. Aquele uniforme realmente realçava e marcava tudo. Nota mental: avisar a tia May que ela repara demais. Empurrou a janela e adentrou o quarto vazio, suspirando pesadamente. Seu corpo doía. Lutar contra quatro caras adultos não era a coisa mais simples do mundo. Retirou sua máscara e a colocou na cômoda, jogando-se na cama e sentindo seu corpo relaxar. A sensação de poder descansar brevemente era extasiante.

 

Um barulho na porta fez o garoto aranha ficar alarmado, estreitando os olhos. Tia May estava no trabalho nesse horário. Aproximou a mão da máscara e a segurou, preparando para lançar teia na porta, no entanto seus movimentos pararam ao ver a cabeleira loira.

 

— Eu estava com saudades! Espera, o que houve com seu rosto? Alan!

 

— Nada demais, amor, você sabe.

 

O homem-aranha largou a máscara e assumiu uma expressão risonha, seus lábios marcados com sangue seco estavam curvados em um sorriso envergonhado. Namorava Rafael fazia um ano, amava aquele garoto, muito mesmo! Nem mesmo o senhor Stark poderia contrariar a ideia do namoro — não que ele fosse fazer isso, tinha Alan como um filho e Rafael como da família. Tudo aconteceu no primeiro ano, quase como um clichê horroroso de colégio. O super-herói nunca foi dos mais atentos, mesmo com seu sentido aranha sempre aguçado acabou derrubando o loiro na aula de química e ali começou uma história de amor estranhamente adorável.

 

Rafael se aproximou, os olhos azuis atentos ao rosto machucado do namorado. Além dos lábios, o supercílio também estava cortado e tinha sangue seco, as bochechas estava com alguns arranhões. Era um rosto digno de combatente ao crime!

 

— Como isso aconteceu? — perguntou após entrar no banheiro a procura de kit de primeiros socorros.

 

— Estavam assaltando o banco.

 

— Quantos?

 

— Quatro — Alan murmurou, observando o loiro voltar com o kit. Ele tinha uma expressão quase que chocada no rosto. — Eles quebraram vidros e eu caí em cima, por isso os cortes.

 

— Você não leva jeito, sabia disso?! As vezes acho que o Capitão tem razão.

 

— E agora você fala com o Capitão? — arqueou a sobrancelha.

 

Rafael riu baixinho da carinha emburrada do namorado e passou algodão com remédio nos cortes. Ardeu, ardeu ‘pra caralho, Alan chiou de dor, principalmente pelo outro lhe beliscar.

 

— Isso é por você ficar preocupando a mim e a May! Eu tenho medo de que você se machuque feio de verdade, Alan.

 

— Eu sou o Homem-Aranha, ok? Relaxa.

 

Alan se levantou e envolveu a cintura do namorado, segurando o mão dele, que estava segurando o algodão. Os dois se entreolharam, perdendo-se nos olhares um do outro. Achava amável toda a preocupação de Rafael, mas ele continuava sendo um super-herói. Aproximou os lábios do outro e o beijou. Era bom ter a sensação de paz passando por seu corpo. Na real parecia que o loiro era o herói, ele conseguia lhe acalmar com tão pouco e sempre conseguia lhe deixar melhor. Era seu super-herói.

 

Após se separarem trocaram sorrisos bobos. Amavam-se tanto que mal cabia no peito. Rafael se afastou e terminou de fazer passar os remédios e fazer um curativo pequeno no supercílio do garoto aranha. Sentou-se na cama e com a cabeça dele em seu colo, o cabelo caindo por suas coxas. O ambiente estava mergulhado em um clima calmo, como se não houvesse perigo algum no mundo para temer.

 

Deslizou as mãos em um carinho singelo pelos cabelos negros de Alan, sorrindo completamente bobo ao vê-lo de olhos fechados e com a expressão relaxadinha. Era momentos como aquele que queria eternizar. Com a mão livre o super-herói entrelaçou com a do loiro, apertando levemente. Não importava mais nada no momento, nem se livrar daquele uniforme.

 

 — Eu te amo muito, meu homem-aranha — Rafael murmurou, depositando um beijo rápido na testa do moreno.

 

— Você é meu super-herói pessoal… Não importa a situação, você tem o poder de me salvar, seja com Beijos ou palavras. Eu te amo muito, amor.

 

Rafael sorriu bobo e encostou as costas na cabeceira da cama, fechando os olhos, sentiu cosquinhas quando Alan beijou as costas de sua mão. Eram os super-heróis um do outro. O homem-aranha não poderia pedir nada melhor do que ganhar um cafuné de seu namorado — e herói pessoal — após um dia difícil enfrentando bandidos.

 


Notas Finais


boiolas no universo da marvel


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