1. Spirit Fanfics >
  2. Lute! - Aruani, Eremika. >
  3. Brigas necessárias, reconciliações necessárias.

História Lute! - Aruani, Eremika. - Capítulo 9


Escrita por: Dunneli_Arlert

Notas do Autor


Oi oi oi, bem vindos 🌷

Desculpem a demora, mas como eu disse, os capítulos estão saindo mt rápido... além disso eu tô passando por um bloqueio criativo horrivel e não tô conseguindo escrever o final... também estou com alguns outros projetos em mente, de Jearmin, Eremin, Arumika, e uma outro projeto beeem grande que vai protagonizar o Armin...

Bem, tomara que esse bloqueio criativo passe logo...

Boa leitura!
Shinzo wo sasageyo ✊❤

Capítulo 9 - Brigas necessárias, reconciliações necessárias.


Março, 23 [13:30]. Feriado por conta de um evento de artes na escola, ida não obrigatória.

-Vamos, Armin! - Mikasa diz enquanto desfere um soco na direção do loiro, que desvia prontamente.

-Oponentes não conversam durante a luta, Mikasa! - Ele responde enquanto acerta dois socos na oriental.

-Você tá motivado hoje hein, Armin... - Ela sorri e parte para cima do loiro novamente.

           Mikasa tinha o costume de brincar de lutinha com Armin quando mais novos, mas ele nunca teve interesse por praticar de verdade. Ele usou o pouco que sabia na briga contra Eren, que inclusive perdeu. Armin tem treinado com Mikasa desde aquele dia, mas a oriental nunca havia o visto tão dedicado quanto estava hoje.

-Sua diversão com a Annie ontem rendeu essa determinação toda? Não adianta mentir, eu conheço meu melhor amigo! - Mikasa brinca, fazendo Armin corar e perder um pouco o foco, o derrubando no chão. Ele deixa uma risada escapar por ter caido tão fácilmente e em seguida, ela estende a mão para que Armin possa se levantar.

-Eu queria saber onde é que tá o Eren... -Ele pega a mão de Mikasa.

-Ele disse que não pode me contar, acho que é uma surpresa... -Mikasa imagina o que pode ser, deixando escapar um sorriso bobo.

           Levi adentra o cômodo com uma pasta em uma das mãos.

-Ei, Maninho! Você demorou...-Mikasa se aproxima do mais velho e Armin segue atrás dela.

-Ao menos eu trouxe boas notícias...-Ele abraça a irmã e bagunça os cabelos de Armin. -As aulas na faculdade vão voltar no início de abril, sem contar que o meu estágio no forum regional volta amanhã...

-Sério!? Em que área você vai trabalhar a partir de amanhã? - Armin pergunta, empolgado.

-Em todas, tenho certeza que dou conta...

- Certo, eu tô indo fazer café! - Mikasa corre em direção a cozinha, deixando os rapazes para trás.

-...Olha, Levi...-Armin o chama, com receio.- Será que você pode verificar uma coisa pra mim?

-Do que está falando, pequeno?

-O pai da Annie... eu entendo que não posso interferir em nada na vida da Annie, mas aquele homem faz coisas ruins. -Armin franze as sobrancelhas. -Eu quero saber qual é a dele, vou te contar sobre ele, mas estarei quebrando uma promessa.

-Ei, como assim coisas ruins? - Levi o questiona, preocupado. 

...

[Em algum bar de apostas da cidade]

-Ontem eu vi uma garota na feira, parecia aquela Leonhardt... - O homem comenta, enquanto bebe uma dose do copo que estava em cima da mesa.

-Aquela garota sofre nas mãos do pai, aquele homem é um ganancioso sujo! Nunca gasta nem 5% do que recebe! - O outro homem também comenta. - Quanto vocês acham que ele tira daquela menina?

-Ela já lutou muito e já fez sua fama na cidade, as eliminatórias acabaram e ela passou invicta. - O terceiro homem solta a fumaça do cigarro. - Contando com o cache de vitória dela, eu diria que ele tira uns 2 mil pela noite, acho que na luta semifinal da menina ele tirou o dobro disso... 

-Eu vi a menina junto com um rapaz noite passada, se não era ela ao menos se parecia muito, principalmente o nariz.

...


[Residência dos Ackerman]

-Eu entendi... então você tem medo dela sofrer algum tipo de tortura psicológica... -O Ackerman sugere.

-Isso explicaria o jeito frio dela com as pessoas e a dificuldade em fazer amigos, ela também me disse que nunca tinha saido a noite pra se divertir.

-Então você vai ser o príncipe que vai resgatar a princesa da torre? - O comentario de levi faz o loiro corar. -Enfim, vou dar uma olhada na ficha dele...

-O-obrigado... -O loiro sorri, ainda vermelho.

-Pessoal! - Mikasa entra na sala exibindo suas roupas: Uma saia cinza-escuro abaixo dos joelhos, uma blusa leve de mangas longas branca, seu cachecol vermelho, seu chapéu de aba larga, e sapatinhos pretos. Eren havia pedido para que usase uma "roupinha de domingo". Só Levi sabia onde seria esse "lugar surpresa" onde ocorreria o  encontro de Eren e Mikasa, afinal, era ele quem a levaria até o local. Mikasa gira para que seu irmão possa dar uma melhor olhada em si.- Eu estou bonita?

-Você simplismente humilhara todas as garotas da cidade com a sua beleza, até porque você é minha irmã. -Levi cruza os braços, ele estava falando sério.

-Pra que esse exagero, só um sim já estava bom, maninho. - Mikasa sorri para o mais velho.

- Você está linda, Mikasa. -Armin admira a amiga, ele estava feliz por ve-la alegre daquela forma. -Vamos?

Quebra de tempo... [16:20]

         Levi dirigiu até um lugar bastante familiar para Mikasa, o lugar surpresa era nada mais nada menos que uma pequena colina proxima da escola. Nesse lugar, havia uma grande árvore que sombreava a área. Ao descer do veículo, Mikasa pôde sentir a leve brisa da tarde soprar seus curtos cabelos negros, ela despede-se de Levi e Armin, põe a mão sobre seu chapéu para que ele não voe e corre em direção ao morrinho onde Eren a esperava, sem desapegar a outra mão de seu amado cachecol. Eren estava forrando uma toalha quadriculada na grama e tinha uma cesta de piquenique proxima de si.

-Eren! - Ela se aproxima correndo.

-Ah! Mikasa! - Eren quase deixa que os copos caiam de suas mãos pela surpresa, mas consegue segura-los a tempo.

               Ele se recompõe para poder admirar Mikasa, e como estava bonita, Eren sempre foi um garoto revoltado com as coisas ruins que via, mas os olhos puxados e o sorriso leve de Mikasa traziam a calmaria desejada por ele.

 

Eu devia ter te agradecido por isso antes, Mikasa.

 

Ela estava tão bonita que o "babão" nem percebe quando começa a derramar na grama o suco de uva que estava em uma de suas mãos.

-Eren? - Ela o desperta de seus pensamentos e ele reergue o copo.

-Ah! Ei, Mikasa... eu preparei algumas coisas... pra você...-Ele agacha, meio nervoso, e mexe na cesta que trouxe. A oriental observa curiosa enquanto Eren tira de lá alguns sanduíches feitos pelo próprio. Mikasa ri da falta de jeito do rapaz mesmo sabendo que aquilo tudo foi de coração. Ele ajeita na toalha os sanduíches, salgadinhos, bolinhos, refrigerantes e é claro: balinhas de morango, as favoritas de Mikasa... parecia até um aniversário. - Bem eu... não sou muito bom com essas coisas, você sabe... -Eren desvia o olhar, envergonhado. Mikasa senta-se ao lado do moreno, pôndo a mão por cima da dele e encostando-se em seu ombro.

-Obrigado por fazer tudo isso pra mim, Eren...-Ela tranquiliza-se com o contato.

-Mas... não vai comer? -O moreno questiona.

-Bem, eu quero ficar assim mais um pouco...-Perante ao comentário de Mikasa, Eren vê uma boa oportunidade para pôr seu plano em prática. Ele retira de seu bolso uma carta, o que não passa despercebido por Mikasa.

-O que é isso? -Ela questiona, direcionando seu olhar para a carta.

-Bem, eu escrevi isso e gostaria de ler pra você, tudo bem? - Eren pergunta e Mikasa assente, anciosa por saber do que se tratava a carta. -Você escreveu uma pra mim, não foi? Eu fiz uma pra você também... -Eren ajeita a folha que segurava com sua destra e, de canto, repara que Mikasa apoia a mão em seu peito e graduativamente fecha os olhos...

"Querida Mikasa, você sempre me foi um incômodo, eu sempre quis que você me deixasse em paz pois eu não aguentava mais ser a sua sombra.

Por muitos anos, eu quis proteger o Armin, mas nunca pude fazer nada para defende-lo de fato, sempre era você.

Eu te xingava de cabeçuda, não que você não seja... eu arrumava briga e mandava você sair do caminho, só pra que você viesse me salvar denovo, porque eu sempre precisei da sua ajuda e essa é a verdade.

Você havia se tornado importante, e por isso eu decidi me meter em mais brigas, para tentar fugir delas sózinho, sem precisar da sua ajuda, eu queria te provar que eu era forte igual a você... mas eu nunca fui.

Eu fui cada vez mais fraco e acabei me deixando levar por coisas que não tinham relação alguma com os meus sentimentos e a minha vontade, eu desisti, e fiz você sofrer com isso.

Isso me fez pensar em você feito um maluco todas as vezes em que eu estava com a História, me fez querer ver se você estava bem, também me fez querer manter distância e respeitar seu espaço, é como o Jean e o Levi sempre dizem... eu sou um idiota mesmo.

Eu me arrependo de todos os erros que cometi com você, me culpo por eles o tempo inteiro pois você não merece o meu modo imaturo de agir.

Mas...

Se tem uma coisa na qual eu me arrependo mais do que tudo dentre todas as coisas imaturas que ja cometi...





...Mikasa...

...Naquele dia frio, eu fui tão idiota por não perceber...

...Que eu devia ter enrolado esse cachecol no seu pescoço desde a primeira vez em que você precisou dele... 


   ...Esse foi um erro que eu nunca cometerei denovo, e eu juro...

...Que vou lutar por você também!"

-Eren.


...

[Residência dos Leonhardt]

        Annie havia acabado de voltar da cozinha após colocar sua torta no forno, ela adentra o quarto e entra em choque ao deparar-se com seu pai. Ele estava segurando seu celular e lendo todo seu histórico de chamadas.

-P-papai, o que o senhor está- -Ela pergunta, seu desespero interno é perceptível.

-Annie, você acha que eu sou algum tipo de palhaço? - O homem a encara com seriedade. - Você apaga as mensagens, mas o histórico de chamadas é permanente. Você tem ligado para Mikasa Ackerman, alguém que deveria ser sua inimiga.

-Mas eu não achei que teria problema se fosse-mos amigas... -Ela tenta se explicar.

-Eu repito, acha que sou algum tipo de palhaço? Você não pode ter amigos além dos que já tem, História, Bertholdt, Reiner... nada está bom pra você? a última amiga que poderia ter é essa menina. Além de ser sua oponente, é amiga daquele moleque... acha que eu não conheço as pessoas contra quem você luta? Eu estudo isso para garantir a sua vitória. - Ele levanta-se e anda em direção a Annie, agarrando seu pulso e apertando com força, o que a faz soltar um gemido de dor. -Você vai se desvincular dessas pessoas, e de uma maneira bem convincente, eu nao quero lagrimas nem gagueiras, você entendeu?

-Sim! -Ela diz em impulso na tentativa de não gaguejar, contendo o choro o maximo que pode.

-Muito bem. - Ele solta o pulso da loira, deixando uma grande marca em torno dele. - Você vai ficar sem seu celular. E sobre esse garoto...

-Por favor! Não faça mal ao Armin! - Ela implora.

-Eu vou te dar a chance de garantir que ele não vai vir atrás de você denovo, e se isso acontecer, eu acabo com ele.

          Aquela não era a primeira vez que aquilo acontecia. Sempre que Annie fazia algo que seu pai não aprovava, ele fazia questão de "dar uma lição" nela, por isso, ela costuma usar seu característico casaco branco. Ela também costumava usar as faixas de luta nas mãos a todo momento para cobrir a mancha roxa em seu braço.

-Anda, Annie... você deve saber onde ele mora.

-Mas...

Eu acabei de pôr a torta no forno...

...

[Enquanto isso, com Levi e Armin]

-Levi, porque você e o Sr. Smith não se falam mais? - Armin questiona o mais velho.

-Bem... ele se mudou a muitos anos e nós perdemos contato, não temos mais tanta intimidade... - Levi despeja a justificativa mais simplória que lhe veio a cabeça.

-Mas, parece que as vidas de vocês levam bastante de um sobre o outro, ele até reparou que temos o mesmo corte de cabelo... vocês eram melhores amigos? Que nem o Eren e eu?

-Sim, mas já faz muito tempo... -Levi desvia o olhar. -Chegamos...

-Obrigado pela carona, Levi! - O loiro despede-se com um aceno.

-Te ligo mais tarde, mande um abraço ao senhor Arlert. - Levi parte para casa.

          É claro que Armin percebeu o quanto o Senhor Smith e Levi escondem algo sobre o passado, mas não vai perguntar tão indiscriminadamente pois Levi não é lá a pessoa mais aberta do mundo.

           Armin adentra a residência e cumprimenta seu avô, mas antes que pudesse ir até seu quarto, Armin escuta algumas batidas vindas da entrada. Ele retorna até a porta ela e a abre, não sabendo como reagir ao perceber Annie a sua frente, ele permanece estático. O senhor Arlert, ao perceber que era uma garota vindo visitar seu neto, decide dar privacidade ao casal e ir ver sua horta.

-A-Annie?! O que você está fazendo aqui? -Ele pergunta ancioso e surpreso.

-Eu vim... -Ela tenta manter a expressão mais seria possível e inventar uma desculpa boa o suficiente para convencer Armin, o que seria difícil, pois ele era inteligente demais para cair em qualquer papo. -Bem eu vim pra-

-Eu te causei algum problema em casa? Alguém nos viu na rua? - Armin fica preocupado e tenta obter uma resposta o mais rápido possível.

-Sim! - Ela compra a ideia sugerida por Armin sem que o mesmo saiba e prossegue. - Aquele cara do brinquedo que tinha que bater com o martelo, ele... Era conhecido do meu pai! Aquele homem contou tudo pra ele e eu tive muitos problemas em casa.

-Annie, por favor me deixe concertar as coisas... eu falo com seu pai e-

- Não, você não vai falar merda nenhuma com o meu pai!

-Mas... Annie-

-PORQUE VOCÊ TEM QUE SER TÃO PERSISTENTE? ISSO É COM CERTEZA O SEU MAIOR PROBLEMA, MERDA! PARA DE TENTAR AGIR COMO O EREN, VOCÊ NÃO É O EREN!

-Mas Annie... - Armin tenta se explicar e Annie o agarra pela camisa.

-SEU MERDINHA, VOCÊ SABE QUANTOS PROBLEMAS ESTÁ ME CAUSANDO? DESDE O DIA EM QUE SAIMOS PELA PRIMEIRA VEZ VOCÊ SÓ TEM PIORADO A MINHA VIDA!

-MAS DO QUE VOCÊ TÁ FALANDO ANNIE? A GENTE SAIU ONTEM, NÓS CONVERSAMOS, NÓS FIZEMOS "AQUILO", VOCÊ NÃO LEMBRA DE NADA DO QUE FIZEMOS? NÃO SE LEMBRA DAS COISAS QUE ME DISSE? - Ele retira a mão de Annie de sua camisa.

-ME ESQUECE! - Ela o empurra.

-SE QUISER CONSOLO PODE PEDIR PRO BERTHOLDT, TALVEZ ELE FAÇA DO SEU JEITO.

-VAI SE FODER, ARMIN! - Ela é a última a falar. Annie vai embora apertando os passos para que Armin não pudesse ver seu choro.

Por favor, me desculpe, Armin.
Não tem como ficar-mos juntos, é impossível.


...

-E então? Eu vou precisar arrebentar a cara dele? - O senhor Leonhardt pergunta, ele estava com o carro estacionado não muito longe dali, esperando por Annie.

- Não senhor, eu briguei com ele e garanto que ele não vai vir atrás de mim denovo.

-Muito bem, vamos pra casa.

...

Março, 24. [13:15]

          Uma rodinha de plano é formada, nela estão: Mikasa, Jean, Marco, Armin, Eren, Connie e Sasha.

-Certo gente, Hoje é o dia de realizar-mos o plano! - Jean inicia a conversa.

-Espera... como vai ser esse plano mesmo?

-Sasha, você é burra? Nós ja revisamos o plano 3 vezes. - Connie revolta-se, não estava nem um pouco afim de ouvir a explicação mais uma vez.

-O plano será posto em prática na hora da saída, todos somos necessarios para funcionar, Certo, Mikasa? - Eren direciona o olhar para a mais nova.

-Exato. - Ela direciona o olhar para Armin. - Armin, você disse que quer falar com o Bertholdt, não é? Fica tranquilo, nós vamos conseguir e... - Mikasa repara o olhar fixo do amigo no chão. - você está meio estranho hoje, aconteceu alguma coisa?

-Não aconteceu nada! Ta tudo bem. - Armin sorri, forçando determinação. - é justo que eu tenha uma papel pequeno no plano, eu nem estava lá no dia do planejamento... o que faremos agora, Marco?

-Bem, vamos revizar o plano? - Marco sugere

-Ah não, denovo não! - Connie choraminga.

[17:00]

Plano narrado por Jean e em ação:

-Eu pensei numa distração para manter a Ymir e a História no mesmo lugar, e pra isso vou precisar do Marco....

          Na hora da saida, Marco e Jean precisaram manter Ymir proxima da escola para que ela pudesse se encontrar com História no fim do plano, eles a levaram na sorveteria/lanchonete proxima da escola e os três sentam se nas cadeiras.

-Agora. - Mikasa sinaliza para Armin.

Jean receber uma ligação, Armin o ligava. Naquele momento, Jean e Marco jogam as mochilas no colo de Ymir.

-Mana, é uma emergência de homem, vigia nossas mochilas e escolhe o que quer comer, eu volto em 5 minutos! - Marco declara e corre com Jean para algum lugar fora do campo de visão de Ymir, que apenas fica furiosa por estar responsável pelas mochilas do cunhado e do irmão, sem contar que ela não podia ir embora sem ele, isso foi pensado por Jean para manter Ymir parada em um lugar e não levantar suspeitas, afinal, as mochilas eram de membros de sua família que inclusive "não sabiam" sobre o segredo dela.

-Agora precisamos de alguém que nunca tenha falado com a História para que não levante suspeitas, mas que seja amigo proximo do Eren, é ai que o Armin entra.

              Armin esbarra com História.

-Oh, Me desculpa, História...

-Ah, não tem problema, Armin... - ela sorri gentilmente.

-Olha, Eren e eu vamos naquela sorveteria ali perto da escola, vamos tomar sorvete, você quer ir com a gente?

-Repentino, mas se tem sorvete eu tô dentro! - História olha ao redor. - Mas... cadê o Eren?

-Ele já está lá, você pode ir encontrar ele? Eu tenho que encontrar uma pessoa...

-Tudo bem! - História corre em direção a sorveteira.

...

-Agora, Connie e Sasha vão buscar as mochilas para que Ymir possa se levantar.

-O que é que vocês querem? -Ymir pergunta, preguiçosa.

-Viemos buscar a mochila do Jean e a do Marco. -Connie declara. - nós estamos em uma das emergências de homem.

-Eles disseram pra gente te dar esse dinheiro, eles pediram pra você comprar o lanhe de todo mundo pra vocês irem já comendo... Ah, e o Jean deixou comprar um pra mim também! - Sasha faz questão de lembrar.

-Droga, que seja. -Ymir pega o dinheiro e Connie e Sasha vão embora com as mochilas.

         História vinha andando, Mikasa sinaliza para Eren encontra-la na entrada da sorveteria/lanchonete pois Ymir já estava no lugar certo.

-Oi, História... - Eren cumprimenta a mais nova.

-Oi, Eren... Armin disse que a gente ia tomar sorvete...- ela colide os indicadores, realmente estava sem um tostão.

-É claro, vem! - Eren e História adentram a loja, ficando atrás de Ymir na fila.

-E por ultimo, o recado do Eren.

           Eren oferece um papel dobrado para Ymir, ela não entende de início, mas o pega e o abre.

  "Oi, cabeçuda, eu percebi que você estava tentando se aproximar da História e usou da carta da Mikasa para isso, e mesmo assim não conseguiu falar com ela. Não sei porque vocês não se falam, mas acho que agora é a sua chance de se redimir. (É o Eren)"

-Ei, História. - Eren chama a atenção da loira. - Sabe de uma coisa, toma aqui o dinheiro pro sorvete. -Ele a entrega algumas notas e sorri. -Eu tenho que encontrar a Mikasa, mas acho que dá pra você comprar um sorvete bem grande com essa quantia.

-Eren, Obrigado! - História sorri e o abraça. Ymir já havia notado que Eren estava planejando deixa-las sozinhas, e assim, ele sai da sorveteria e junta-se ao seus amigos.

           Um silêncio domina o local, o proximo da fila é chamado, ainda não era a vez de Ymir. Ela estava pensando sobre o que eren a escreveu, era a oportunidade perfeita.

-Ei... História. -Ela vira-se um pouco para trás. - Eu posso conversar com você depois?

...

-Então você não me contou porque estava com vergonha? - História abocanha o sorvete enquanto conversa com Ymir, ambas sentadas sózinhas na calçada.

-Pois é, no dia em que te entreguei a carta me faltou coragem, tinha muita gente no corredor... Mas eu só começei a ficar deprimida mesmo quando eu soube que você e o Eren estavam sendo mais do que amigos... -Ymir apoia a cabeça nos braços cruzados, que estavam apoiados em seus joelhos.

-Me desculpa, eu fiz aquilo porque achei que gostar de garotas só ia me prejudicar. Eu usei o Eren, então contei tudo pra ele depois, acho que por isso ele decidiu fazer algo a respeito. - Ela entristece a expressão.

-Eu é quem devo te pedir desculpas, meu orgulho foi maior do que a razão, tudo isso aconteceu por casa da minha vergonha e o meu medo sobre o que os outros pudessem pensar de mim. Por culpa minha, você fez tudo isso...

-Ai... A Ymir que eu conheço é mais durona. -História empurra uma colherada do sorvete na boca de Ymir. - Eu tava com saudade, então nada de tristeza sua boba!

       Ymir cora com o que acabou de acontecer, mas ambas caem no riso. Ymir e História agradecem mentalmente por Eren ter feito o que fez, elas precisavam de um tempo a sós, precisavam ficar juntas denovo e conversar sobre o que sentiam.

        Jean e Marco ligam para Ymir, a chamando para irem embora, fizeram isso para que não interrompessem a conversa e a privacidade das meninas. Enfim, História e Ymir levantam-se para irem embora pois já estava escurecendo.

          Ymir despede-se com um aceno e inicia a caminhada até seu irmão. História para por um instante e cerra os pulsos para tomar coragem, e então, corre atrás dela e pula em seu colo. Ymir, meio desequilibrada, a agarra para que a loira não caia no chão. Antes que pudesse questionar a atitude repentina de História, a loira junta os lábios com os de Ymir, que consegue agarrar as sacolas com o lanche dos meninos antes que pudessem cair enquanto a beija de volta. Ymir cautelosamente desvendava a perfeição dos lábios doces de História, os quais imaginava todas as noites e que, agora, eram seus.

-Eu disse que estava com saudade, não me diga que ia embora sem se despedir direito? - História brinca e Ymir não consegue formar palavras, ela admirava História como se fosse uma joia da coroa de uma rainha.

Foi um sucesso.

[Partindo do momento em que Armin ia conversar com Bertholdt]

                 Armin adentra a sala de aula e todos estavam saindo, Annie retira-se da sala e nem o olha nos olhos, segue fria e de cabeça baixa e Armin não faz diferente, ele desvia o olhar enquanto ela passa e põe as mãos nos bolsos.

 

Não faz nem um dia... e agora somos estranhos?


        Armin aproxima-se de Bertholdt, ele o chama para que pudessem conversar um instante após todos sairem. O mais alto estranha o pedido repentino, mas aceita.

         Após todos se retirarem da sala de aula, Armin inicia o dialogo.

-Eu queria te perguntar uma coisa... Sobre a Annie, você a ama? - Armin mantém as mãos nos bolsos, ele pensava sobre o que Bertholdt sentia por Annie e se ele estava sofrendo com isso. Mas, principalmente, Armin queria alerta-lo para nao ir atrás dela assim como ele fez, isso o manteria seguro e também materia Annie segura.

-Amar a Annie? Eu... gosto dela, mas como amiga. - Bertholdt expressa confusão.

-Como amiga? Mas... ela me disse que você ficou estranho no aniversário da História e... - Armin começa a encaixar as peças, Bertholdt havia dito, na história de Annie, que ele estava gostando de alguém presente naquela noite. Não poderia ser Ymir ou História, Bertholdt nunca havia mostrado interesse por nenhuma delas, portanto, restavam apenas outras duas pessoas na festa. - Bertholdt... você gosta do Reiner?- Armin questiona em tom de voz baixo, tentando tratar o assunto com a maior delicadeza que pode, pois talvez Bertholdt não quisesse que outras pessoas soubessem assim como Ymir não quis. Ao ouvir aquelas palavras, Bertholdt tem as bochechas rosadas como nunca antes.

-O Reiner me disse que todo mundo sabe quando estou mentindo porque sempre fico vermelho... então eu só peço que guarde esse segredo, por favor... -Bertholdt encara o chão.

-Ei... não se preocupe com isso. -Armin sorri para o mais alto. Bertholdt estava passando pelo mesmo que Ymir, mas diferentemente dela, ele preferiu esconder o segredo e mater-se por perto de quem amava. Bertholdt e Reiner eram melhores amigos e faziam tudo juntos: Iam para a escola, sentavam-se juntos, faziam dupla em todas as aulas e voltavam para a casa juntos. - Deve ser horrível guardar essas coisas pra você.

-Bem, é uma sensação horrível... mas eu não quero que o Reiner fique longe de mim.

Não... eu quero que ele fique comigo para sempre.

-Eu vou... conversar com a História sobre isso... - Bertholdt toma a decisão.

-Boa sorte, Bertholdt. - Ambos sorriem um para o outro, determinados.

Quebra de tempo...

         Todos já haviam chegado à residência dos Ackerman. Eren e Mikasa descem primeiro do carro pois precisavam conversar, Armin e Levi permanecem no veículo para conversarem também.

...

-Eren, eu tava querendo te perguntar uma coisa. - Mikasa o olha diretamente. - O que eu sou pra você?

-Seria algum tipo de exagero se eu dissesse que você é a coisa mais importante pra mim? - Eren põe as mãos por trás da cabeça enquanto caminha.

-Bem, é que eu vi como abraçou a História hoje... você tem certeza de que não desenvolveu algum sentimento por ela? Você gosta dela?

-Mas é claro que não, ela é minha amiga, e você não precisa criar paranoira com isso. Além do mais, eu vi você e o Armin na praia de mãozinhas dadas e não disse nada.

-Mas o Armin é meu melhor amigo, ele praticamente mora comigo! -Mikasa aumenta o tom de voz.

-E a História é minha amiga também...

-Sabe Eren, as vezes você é muito infantil. - Mikasa cruza os braços e fica de cara amarrada. Então, Eren a abraça sorrindo.

-Deixa disso, Mikasa! Você é a minha garota. - Após ouvir o comentário de Eren, Mikasa não podia acreditar no quanto aquele garoto era burro. Ele estava agindo como um perfeito bobão e não sabia que tudo o que Mikasa queria com aquela discussão era que ele a pedisse em namoro finalmente.

            Ela não entendia o porque de ele não ter a pedido em namoro ainda, e transbordava ódio por Eren não perceber suas indiretas.

 

Mas ele estava tão lindo sorrindo daquele jeito...



-Eren, você é um bobão mesmo. -Mikasa retira os braços de Eren de si e mantém o semblante sério. O moreno não entendia o que se passava na cabeça de Mikasa, mas respeitou o gelo que ela o deu.

Porque ela está agindo assim comigo?

...

-E então, Levi, descobriu algo sobre ele?

-Bem, pequeno... algumas denúncias da parte materna da família da Annie e algumas histórias de apostadores que perderam pra ele foram suficientes para montar a história dele e o motivo de ele ser viciado em apostas... - Levi relaxa no banco do carro.

-A... história dele? -Armin questiona, ancioso.

-Pois é... Aparentemente a mãe da Annie era doente e acabou falecendo quando ela ainda era muito pequena. A mulher deixou uma herança para Annie de um preço de uma casa, nada de se encher os olhos, mas o pai dela decidiu pegar grande parte desse dinheiro e pôr na propria conta. Os parentes da Annie denunciaram ele por conta disso e se o dinheiro não fosse reposto, o Leonhardt ia perder a guarda da filha, então ele começou a apostar porque era um grande vagabundo desempregado e não queria devolver o dinheiro que roubou e advinha só? Ele se endividou e quase perdeu a guarda dela. Daí a cidade de Shiganshina veio com esse projeto de lutas a cache em busca de novos talentos para a luta profissional e o Leonhardt comprou a ideia. Ele fez a filha, de apenas 13 anos, treinar feito uma escrava até atingir a idade ideal e se inscrever no programa, por volta dos 17 anos. Ele quitou as dividas com o dinheiro da Annie e ganhou mais problemas, mas quando ela conseguiu entrar para o programa, ela ganhava todas as lutas e o pai dela conseguiu repor o dinheiro recentemente, para manter a guarda dela... é claro que a quantia que ela ganha nessas lutas é baixa, mas as apostas altissimas que ele fez em bares de apostas na vitória dela fizeram toda a diferença e conforme ela ia para as finais, maior o cache dela ficava e mais ele estorquia dela. Enfim, ele roubou dela e quitou as dívidas com o dinheiro dela. E quanto a Annie? Não imagino que aquela menina tenha vida social, ela só treina e é tão rude...

          Armin não podia acreditar em tudo o que estava ouvindo, ele queria ir atrás daquele homem imediatamente e o espancar até não sobrar nada. Ele permaneceu estatico e olhando para baixo.

-Porque ele não foi preso? -Armin pergunta, sem tirar os olhos do chão.

-Porque não existem provas suficientes para mandar-lo preso, o dinheiro está no lugar. -Levi desvia o olhar.

-MAS EXPLORAÇÃO DE MENOR NÃO É UM CRIME? ME DIZ COMO EU POSSO ME CONTROLAR SABENDO QUE A ANNIE MORA COM UMA PESSOA DESSAS? E SE ELA SOFRER AGRESSÃO FÍSICA?- Armin explode em indignação.

-Armin! Mantenha a calma, eu sei o que está pensando. Eu não acreditei quando descobri tudo isso, quero esse canalha preso tanto quanto você... mas preste atenção...- Levi põe as mãos nos ombros de Armin. -Ele não está preso porque não existem provas suficientes para prende-lo, exploração de menor não é um crime que leve a prisão, ele não pode ser preso. Eu só sei que essa história é real porque a mesma versão dela foi contada diversas vezes por pessoas que perderam as apostas pra ele, mas os policiais nunca viram nada de suspeito nele... Preste atenção: No dia da luta final eu vou pedir pra alguns policiais interrogarem o Leonhardt, prometo que vou afastar ele da Annie. -Ele diz enquanto olha nos olhos de Armin.

-Que merda...- Armin tem os olhos marejados de ódio e Levi o abraça forte.

-Vai ficar tudo bem, peuqueno... Eu prometo.

...


Notas Finais


Ninguém:
Todos da fanfic: vAi sE fOdEr aRmiN

+Eremika hoje moços, e ainda +tretas mas juro q é a ultima vez... no meu ponto de vista essas discussões foram necessárias (na discussão dos aruani houve SIM sinceridade em certo ponto, a annie começou com meteção de loko mas ela foi sincera sobre a persistência do Armin e sobre ele imitar o Eren...)

Enfim, peço desculpas por esse cap ter sido meio "chato", mas finalmente as Yumihisu se resolveram... o cap que vem vai ter Eruri :³

Obrigado por ler! ✊❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...