História Lux: Onyx - BUGHEAD 2 temporada - Capítulo 3


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Categorias Riverdale
Tags Aliens, Bughead, Riverdale
Visualizações 147
Palavras 3.945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem pela demora, tive uns assuntos familiares e assim e não tive Internet.

Hoje sai mais um capítulo, portanto estejam atentos.

Boa leitura!

Capítulo 3 - Lux - Cap.3


  Eu nunca estive mais ansiosa para chegar à aula de trigonometria na minha vida. Como diabos Jughead sabia que eu estava doente? O sonho que eu tive sobre o lago não poderia ter sido real. De jeito nenhum. Se fosse... Eu ia... Eu não sei o que eu faria, mas eu tinha certeza de que o meu rosto em chamas estava envolvido.

Verônica foi a primeira a chegar.

— Legal! Tu estás de volta! Como te estás a sentir? Melhor?

— Sim, eu estou bem. — Os meus olhos correram para a porta. Poucos segundos depois, Josie entrou. Ela puxou uma mecha do meu cabelo enquanto ela passava, sorrindo.

— Estou feliz que tu estejas a sentir-te melhor. Estávamos todos preocupados. Especialmente quando parámos para te visitar e tu estavas completamente fora de ti.

Eu perguntava-me o que eu tinha feito na frente deles que eu não me conseguia lembrar.

— Eu quero saber!

 Verônica riu, pegando no seu livro.

 — Tu resmungas-te muito. E tu estavas sempre a chamar por alguém.

Oh, não. . .

— Eu fiz isso?

 Com pena de mim, Josie manteve a voz baixa.

— Tu estavas a chamar por Jughead.

Eu deixei cair o meu rosto nas minhas mãos e gemi.

 — Oh, Deus!

Verônica riu.

— Foi tão fofo...

 

Um minuto antes do sino atrasado tocar, eu senti um calor -muito familiar - no meu pescoço e olhei para cima. Jughead arrastou-se pela sala de aula. Sem material como de costume. Ele tinha um caderno, mas eu acho que ele nunca escreveu nada nele. Eu estava a começar a suspeitar que o nosso professor de matemática era um alienígena, pois de que outra forma Jughead escaparia de não fazer absolutamente nada em sala de aula?

Ele passou sem sequer um olhar na minha direção.

Eu virei-me na minha cadeira.

— Eu preciso falar contigo.

Ele deslizou na sua cadeira.

— Ok.

— Em particular. — Eu sussurrei.

A sua expressão não mudou quando ele se inclinou para trás na sua cadeira.

— Encontra-me na biblioteca à hora do almoço. Ninguém realmente fica lá dentro. Tu sabes, com todos aqueles livros e outras coisas.

Eu fiz uma careta antes de me voltar para a frente da classe. Talvez cinco segundos depois, senti a caneta a cutucar-me nas costas. Respirando fundo, paciente, eu enfrentei-o. Jughead tinha a sua mesa inclinada para a frente. Apenas centímetros nos separavam.

— Sim?

Ele sorriu.

 — Tu pareces muito melhor do que na última vez que te vi.

— Obrigada. — Eu resmunguei.

O seu olhar brilhou ao redor de mim, e eu sabia o que ele estava a fazer. Ele estava a olhar para o rastro.

— Sabes o que mais? — Eu inclinei a minha cabeça para o lado, enquanto esperava pela sua resposta. — Tu não estás a brilhar. — Ele sussurrou.

Surpresa, eu deixei o meu queixo cair. Eu estava a brilhar como uma bola de discoteca na segunda-feira e agora eu não tenho mais o rastro?

— Tipo, nenhum?

Ele balançou a cabeça.

 O professor começou a aula, então eu tive que me virar para frente novamente, mas eu não estava a prestar nenhuma atenção à aula. A minha mente estava presa no facto de que eu não estava a brilhar mais. Eu deveria estar - não, eu deveria estar em êxtase, mas a conexão, ela ainda estava lá. A minha esperança de que ela fosse desaparecer junto com o rastro falhou miseravelmente.

Depois da aula, eu pedi às meninas para avisar JB de que eu me atrasaria para o almoço. Já que ouviram parte da conversa, Josie estava cheia de risos e Verônica começou a fantasia sobre o que fazer na biblioteca. Algo que eu não precisava saber. Ou pensar. Mas agora eu estava, porque eu poderia imaginar Jughead nesse tipo de coisa.

As aulas da manhã arrastaram-se. O Sr. Pendleton deu-me o olhar habitual de eu-não-confio-em-ti em toda a aula de biologia, depois arregalou os olhos ao me ver. Ele era como o guardião oficial do Luxen que viviam fora da colônia alienígena. A versão não brilhante de mim parecia ganhar tanta atenção quanto a versão brilhante. Provavelmente, tinha mais haver com o facto de que ele não estava muito feliz que eu sabia o que eles realmente eram.

A porta abriu-se logo que ele foi para o projetor, e um rapaz entrou, usando uma camiseta vintage do Pac-Man - o que o deixava meio impressionante. Um murmúrio atravessou a sala de aula quando o estranho entregou ao Sr. Pendleton uma nota. Ele era novo, obviamente.

O seu cabelo castanho estava artisticamente bagunçado, como se fosse assim de propósito. Com boa aparência, também, com a pele de cor dourada e um sorriso confiante no rosto.

 — Parece que temos um novo aluno. — O Sr. Pendleton disse, deixando cair a nota na sua mesa. — Blake Saunders da...?

— Califórnia. — O menino informou. — Santa Mônica.

Vários oohs e ahhs seguiram isso. Verônica endireitou-se. Legal. Eu não vou ser mais a "aluna nova'.

 — Tudo bem, Blake de Santa Monica. — Sr. Pendleton esquadrinhou a sala de aula, com o olhar parado na cadeira vazia ao meu lado. — Aí está o teu assento e teu parceiro de laboratório. Diverte-te.

Os meus olhos estreitaram-se no Sr. Pendleton, não tendo certeza se "Diverte-te" foi um insulto velado ou um desejo secreto de que o garoto não - alien me distraísse do garoto alienígena.

Parecendo alheio aos olhares curiosos, Blake sentou-se ao meu lado e sorriu.

— 0i.

— Oi. Eu sou a Betty da Flórida. — Eu sorri. — Agora conhecida como não mais a aluna nova.

— Ah, entendo. — Ele olhou para onde o Sr. Pendleton empurrava o projetor para o meio da sala de aula. — Cidade pequena, não há muitos rostos, todos olham, esse tipo de coisa?

— É isso aí.

Ele riu suavemente.

— Bom. Eu estava a começar a pensar que havia algo errado comigo. — Ele tirou um caderno, o seu braço roçando o meu. A carga estática chocou-me. — Desculpa por isso.

 — Totalmente bem. — Eu disse a ele.

 Blake deu-me mais um sorriso rápido antes de voltar o seu olhar para a frente da sala de aula. Brincando com a corrente em volta do meu pescoço, eu furtivamente dei uma espiada no novo rapaz. Bem, pelo menos biologia agora tinha algum colírio para os olhos. Não poderia dar errado com isso.

Jughead não estava à espera nas portas duplas da biblioteca. Colocando a minha mochila no ombro, eu entrei na sala com cheiro de mofo. A jovem bibliotecária olhou para cima e sorriu enquanto eu olhava ao redor. A parte de trás do meu pescoço estava quente, mas eu não o vi. Conhecendo Jughead, ele provavelmente estava escondido para que ninguém veja o Sr. Frescura numa biblioteca.

 Passei alguns alunos nerds nas mesas e computadores comendo os seus almoços, e depois percorri o caminho até que eu o encontrei - na seção de nobreza -Cultura do Oriente Europeu. Basicamente num lugar que nenhum aluno vinha.

Ele estava recostado num cubículo ao lado de um computador desatualizado, as mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans desbotada. Uma mecha de cabelo ondulado cobria a testa, roçando nos seus cílios grossos. Os seus lábios curvaram-se num meio sorriso.

— Estava a perguntar-me se tu me encontrarias. — Ele não fez nenhum movimento para aumentar o espaço no pequeno buraco de 6x6.

Eu deixei cair a minha mochila e pulei em cima da mesa à sua frente.

— Estavas envergonhado que alguém fosse ver-te e achar que tu és capaz de ler?

 — Eu tenho uma reputação a manter.

— E que bela reputação.

Ele esticou as pernas de modo aque os seus pés estivessem sob os meus.

— Então o que tu queres falar... — A sua voz baixou para um profundo e sexy sussurro. — Em particular?

Eu tremia e não tinha nada a ver com a temperatura.

— Não é o que tu estás à espera.

Jughead deu-me um sorriso sexy.

— Tudo bem. — Eu agarrei a borda da mesa.

— Como tu sabias que eu estava doente no meio da noite?

Jughead olhou para mim por um momento.

— Tu não te lembras?

Os seus olhos misteriosos eram muito intensos. Deixei o meu olhar cair... Para a sua boca. Movimento errado. Olhei para o mapa da Europa por cima do ombro. Melhor.

— Não. Não de verdade.

— Bem, foi, provavelmente, a febre. Tu estavas a queimar.

Os meus olhos voltaram-se para ele.

 — Tu tocaste-me?

— Sim, eu toquei em ti... e tu não estavas a usar muitas roupas. — O sorriso presunçoso dos seus lábios espalhou-se. — E tu estavas encharcada... numa camiseta branca. Foi bom de olhar. Muito bom.

O calor apoderou-se do meu rosto.

 — O lago... Não foi um sonho?

Jughead abanou a cabeça.

— Oh meu Deus, então eu fui nadar no lago?

Ele afastou-se da mesa e deu um passo em frente, que o colocou no mesmo espaço de respiração que eu... Se ele realmente precisasse respirar.

— Tu foste. Não é algo que eu esperava ver numa noite de segunda-feira, mas eu não estou a reclamar. Eu vi muita...

— Cala a boca! — Eu assobiei.

— Não te envergonhes. — Ele estendeu a mão, puxando a manga do meu casaco. Eu bati na mão dele. — Não é como se eu não tivesse visto a parte superior antes, e eu não dei uma boa olhada na parte de baixo.

Saí da mesa a tremer. Os meus dedos mal roçaram o seu rosto antes que ele pegasse na minha mão. Nossa, ele foi rápido. Jughead puxou-me contra o seu peito e abaixou a cabeça, os olhos estalavam de raiva contida.

— Não me batas, Bitten. Não é legal.

— Tu não és legal. — Eu tentei puxar de volta, mas ele manteve o meu pulso apertado na sua mão. — Deixa-me ir.

— Eu não tenho a certeza se posso fazer isso. Devo proteger-me. —Mas ele soltou a minha mão.

— Oh, realmente, esse é o teu motivo para... Me manipular?

— Manipular? — Ele avançou para frente até que as minhas costas estavam contra a mesa do cubículo. — Isso não é manipular ou o que seja que isso é.

Visões de mim contra a parede da minha casa e a beijar Jughead dançavam na minha cabeça. Partes do meu corpo formigavam. Oh, isso não é um bom sinal.

— Jughead, alguém vai nos ver.

— E então? — Ele gentilmente pegou na minha mão. — Não é como se qualquer um fosse dizer algo para mim.

Eu puxei uma respiração profunda.

O seu cheiro estava na minha língua.Os nossos corações batiam. O corpo disse que sim. Betty disse que não. Eu não estava afetada por isso. Não por quão perto estávamos ou como os seus dedos estavam a deslizar sob a manga do meu casaco. Não era real.

— Então, o meu rastro desapareceu, mas esta ligação estúpida não?

— Não.

Desapontada, eu balancei a minha cabeça.

— O que significa isso, então?

— Eu não sei. — Os seus dedos estavam completamente sob a minha manga, alisando o meu antebraço.

A sua pele fervilhava com eletricidade. Não havia nada parecido.

— Por que tu continuas a tocar-me? — Eu perguntei, nervosa.

— Eu gosto.

Deus, eu gosto, também, e eu não deveria.

 — Jughead...

— Mas, de volta ao rastro. Tu sabes o que isso significa.

— Que eu não tenho que ver o teu rosto fora da escola?

Ele riu, e retumbou através de mim.

— Tu não estás mais em risco.

De alguma forma, e eu realmente não tenho ideia de como a minha mão livre foi contra o seu peito. O seu coração batia rãpido e forte. Como o meu.

— Eu acho que a parte de não ver o teu rosto supera a parte de segurança.

— Continua a dizer isso. — Seu queixo roçou no meu cabelo e, em seguida, deslizou sobre a minha bochecha.

Eu tremi.

Uma centelha passou da sua pele com a minha, cantarolando no ar carregado que nos rodeava.

— Se isso te faz sentir melhor, mas nós dois sabemos que é uma mentira.

— Não é uma mentira. — Eu inclinei a minha cabeça para trás.

A sua respiração era um golpe quente contra os meus lábios.

— Nós ainda nos vamos ver um ao outro. — Ele murmurou. — E não mintas. Eu sei que isso te faz feliz. Tu disseste que me querias...

Segurem os cavalos.

— Quando?

— À beira do lago. — Ele inclinou a cabeça, e eu deveria ter me afastado. Os seus lábios curvaram-se com conhecimento, e ele soltou o meu pulso. — Tu disseste que me querias.

 Ambas as minhas mãos estavam no seu peito. Elas tinham uma mente própria. Eu alego não me responsabilizar por elas.

 — Eu tive uma febre. Perdi a cabeça.

— Seja como for, Bee. — Jughead agarrou os meus quadris, levantando-me na borda da mesa com uma facilidade que era perturbadora. — Eu sei a verdade...

A minha respiração estava ofegante.

— Tu não sabes de nada.

— Uh huh. Sabes, eu estava preocupado contigo. — Ele admitiu, movendo-se para frente, posicionando-se entre as minhas pernas abertas. — Tu ficas-te a chamar o meu nome, e eu continuava a responder, mas era como se tu não me pudesses ouvir.

Do que estávamos a falar? As minhas mãos estavam na sua parte inferior do estõmago. Os seus músculos eram duros debaixo da camiseta.

Eu deslizei as minhas mãos para os lados, ou seja, totalmente para afastá-lo. Em vez disso, eu agarrei-o e puxei-o para a frente.

— Uau, eu devia estar realmente fora de mim.

— É... Assustaste-me.

 Antes que eu pudesse responder, ou mesmo dar atenção ao fato de que a minha doença realmente o deixou com medo, os nossos lábios encontraram-se. O meu cérebro desligou enquanto os meus dedos cavaram através da sua camiseta, e... Oh, Deus, os seus beijos eram profundos, queimando os meus lábios enquanto as suas mãos apertaram a minha cintura, puxando-me contra ele. Jughead beijou-me como se ele fosse um homem faminto por água, dando longos goles de tirar o fõlego. Os seus dentes pegaram o meu lábio inferior quando ele se afastou, apenas para voltar para mais.

A mistura inebriante de emoções guerreou dentro de mim. Eu não queria isso, porque era apenas a conexão entre nós. Eu continuei a dizer isso a mim mesma, quando eu deslizei as minhas mãos até ao seu peito e passei-as em torno do seu pescoço. Quando as suas mãos avançaram sob a minha camisa, era como se ele alcançasse algo dentro de mim, aquecendo cada célula, preenchendo cada espaço escuro dentro de mim com o calor da sua pele. Tocá-lo, beijá-lo, era como ter uma febre de novo. Eu estava em chamas. O meu corpo queimou. O meu mundo queimou. Faíscas voaram. Contra a sua boca, eu gemia.

Houve um POP e CRACK! O cheiro de plástico queimado encheu o cubículo. Separamo-nos, respirando pesadamente. Por cima do ombro, vi tiras finas de fumaça flutuando no topo do monitor antigo.

Meu Deus, isso vai acontecer cada vez que nos beijamos? E o que diabos eu estava a fazer? Eu decidi que não ia deixar isso acontecer com Jughead, o que significava não beijar... ou tocar. O jeito que ele me tratou quando nos conhecemos ainda doía. A dor e constrangimento permaneciam em mim.

Eu empurrei-o. Forte. Jughead soltou, olhando para mim como se eu tivesse chutado um filhote no trânsito. Olhando para longe, eu passei a palma da minha mão sobre a minha boca. Não funcionou. Tudo sobre ele ainda estava em volta de mim, em mim.

— Deus, eu nem gosto disso, beijar-te.

Jughead endireitou-se, chegando à sua altura máxima.

— Eu discordo. E eu acho que este computador conta uma história diferente, também. Eu atirei-lhe um olhar sujo.

— Isso, isso nunca vai acontecer de novo.

— E eu acho que tu já disseste isso antes. — Ele lembrou-me. Quando viu a minha expressão, ele suspirou. — Bee, tu gostas-te disso, tanto quanto eu. Por quê mentir?

— Porque não é real. — Disse. — Tu não me querias antes.

— Eu queria...

— Não te atrevas a dizer que me querias, porque tu trataste-me como se eu fosse o anticristo! Tu não podes simplesmente desfazer isso porque há uma conexão estúpida entre nós. — Eu respirei afiada como uma sensação nojenta espalhando-se através do meu peito. — Tu realmente magoaste-me antes. Eu não acho que tu nem mesmo sabes. Tu humilhaste-me na frente de toda uma sala cheia na hora do almoço!

Jughead olhou para longe, arrastando os dedos pelo cabelo. Um músculo pulou na sua mandíbula.

— Eu sei. Eu sou... Eu sinto muito pela forma como te tratei, Bee.

Chocada, eu olhei para ele. Jughead nunca se desculpou. Tipo, nunca. Talvez ele realmente... Eu balancei minha cabeça. O pedido de desculpas não foi suficiente.

— Até agora, nós estamos escondidos na biblioteca, como se tu não quisesses que as pessoas saibam que tu cometes-te um erro naquele dia e agis-te como um idiota. E eu tenho que estar bem com isso agora?

Os seus olhos arregalaram-se.

— Bee...

— Eu não estou a dizer que não podemos ser amigos, porque eu quero. Eu gosto muito de ti e... — Eu cortei-me antes que falasse demais. — Olha, isto não aconteceu. Vou culpar as sequelas da gripe ou que um zumbi comeu o meu cérebro.

As suas sobrancelhas franziram.

— O quê?

— Eu não quero isso contigo. — Eu comecei a virar-me, mas ele pegou no meu braço.

Eu olhei para ele.

— Jughead...

Ele olhou-me de frente.

— Tu és uma péssima mentirosa. Tu queres isso. Tanto quanto eu. — Minha boca abriu-se, mas as palavras não saíam. — Tu queres isso tanto quanto tu queres ir para ALA neste inverno.

 Agora, o meu queixo foi no chão.

— Tu nem sabes o que é ALA!

— O evento de inverno da 'Associação Americana de Livros'. —Disse ele, sorrindo com orgulho. — Vi tu ficares obcecada sobre ele no teu blog antes de ficares doente. Tenho a certeza que tu disses-te que desistirias do teu filho primogênito para ir.

Sim, eu meio que disse isso.

Os olhos de Jughead brilharam.

— Enfim, de volta para a parte de 'tu me'.

Eu balancei a minha cabeça, pasma.

— Tu queres-me.

Respirando fundo, eu lutei com o meu temperamento... E minha diversão.

— Tu estás muito confiante.

— Estou confiante o suficiente para fazer uma aposta.

— Tu não podes estar a falar a sério.

Ele sorriu.

— Eu aposto que até ao Dia de Ano Novo, tu vais ter admitido que está loucamente, profundamente, e irrevogavelmente...

— Uau. Queres jogar outro advérbio cá para fora? — Minhas bochechas estavam a queimar.

 — Que tal irresistivelmente?

Revirei os olhos e murmurei:

— Estou surpresa que tu saibas o que é um advérbio.

— Pare de me distrair, Bitten. Voltando para a minha aposta, até o Dia de Ano Novo, tu vais ter admitido que estás loucamente, profundamente, de forma irrevogável, e irresistivelmente apaixonada por mim.

 Atordoada, eu engasguei com a minha risada.

— E tu sonhas comigo. — Ele soltou o meu braço e eu dobrei no peito, fazendo-o levantar uma sobrancelha. — Eu aposto que tu vais admitir isso. Provavelmente até vais me mostrar o teu caderno com o meu nome circulado com um coração...

 — Oh, pelo amor de Deus...

 Jughead piscou.

— E assim por diante.

Girando, peguei na minha mochila e corri através das estantes, deixando Jughead no cubículo antes que eu fizesse alguma coisa louca. Como jogar o bom senso de lado e correr de volta para enfrentá-lo, fingir que tudo o que ele tinha feito e dito todos estes meses atrás não tinha deixado uma marca no meu coração. Porque eu estaria a fingir, certo? Eu não diminui o ritmo até que estava em pé na frente do meu armário do outro lado da escola.

Eu coloquei a minha mochila lá e tirei o meu fichário cheio de porcaria de arte. Que dia horrível. Eu passei atordoada pela metade das minhas aulas, dei uns beijos em Jughead, e explodimos outro computador. Sério. Eu deveria ter ficado em casa. Estendi a mão para a alça do meu armário. Antes que os meus dedos pudessem tocá-lo, o armário abriu-se. Ofegante, eu pulei para trás, e o meu fichário de arte caiu no chão.

Oh meu Deus, o que aconteceu? Não podia ser...

A minha frequência cardíaca entrou em território de parada cardíaca. Jughead? Ele poderia manipular objetos. Abrir a porta do armário com a sua mente seria fácil para ele, considerando que ele poderia arrancar árvores. Olhei em volta das multidões, mas eu já sabia que ele não estava lá. Eu não o sentia através de nosso vínculo alienígena assustador.

Eu afastei-me do armário.

— Uau, olha onde vais. — Uma voz provocante intrometeu-se. Chupando um suspiro agudo, eu virei-me. Chuck Clayton estava atrás de mim, apertando uma mochila de forma irregular no seu punho.

— Desculpa. — Eu murmurei, olhando para o armário. Se ele tivesse visto isso acontecer?

 Ajoelhei-me para pegar no meu trabalho artístico, mas ele chegou antes de mim. Constrangimento épico seguiu quando nós dois tentamos pegar os papéis, sem tocar o outro. Chuck entregou-me uma pilha de desenhos horríveis de flores. Eu não tinha talento artístico.

— Aqui está.

— Obrigada. — Eu estava de pé, empurrando omeu fichário no armário, pronta para fugir.

— Espera um segundo. — Ele agarrou o meu braço. — Eu queria falar contigo.

Os meus olhos caíram para a mão dele. Ele tinha cinco segundos antes do meu sapato de bico fino acabar entre as pernas dele. Ele pareceu sentir isso, porque ele largou a mão dele e corou.

 — Eu só quero pedir desculpas por tudo o que aconteceu na noite do baile. Eu estava bêbado e eu... Eu faço coisas estúpidas quando estou bêbado.

Eu olhei para ele.

— Então talvez tu devesses parar de beber.

— Sim, talvez eu devesse. — Ele passou a mão sobre o seu cabelo cortado curto. Luz refletia no relógio azul e dourado, no seu pulso grosso. Algo estava gravado no lado, mas eu não pude ler na hora. — De qualquer forma, eu não...

— Ei, Chuck, o que tu estás a fazer? — Reggie Mantle, um jogador de futebol de olhos grandes que só parecia notar nos meus peitos quando ele olhava na minha direção, esgueirou-se ao lado de Chuck.

Ele foi seguido de perto por um bando de companheiros fanáticos. Reggie sorriu quando o seu olhar se concentrou em mim.

— Ei... O que temos aqui?

Chuck abriu a boca, mas um dos caras falou na frente dele.

— Deixa eu adivinhar. Ela está a tentar entrar no seu atleta de novo?

Vários caras riram e deram cotoveladas no outro.

Eu pisquei para Chuck.

— Como?

As pontas das bochechas de Chuck coraram quando Reggie balançou para a frente, soltando o braço por cima do meu ombro. O cheiro da sua colônia quase me fez desmaiar.

— Olha, querida, Chuck não está interessado em ti. — Um dos caras riu. — Como minha mãe sempre dizia, por quê comprar a vaca quando o leite é de graça?

A corrida lenta de fúria avançou nas minhas veias. Que diabos foi que Chuck disse a essas idiotas?

Encolhi os ombros para passar por debaixo de braço de Reggie.

— Este leite não é de graça e nem estava para a venda.

— Isso não é o que ouvimos. — O punho de Archie bombeou em Chuck com o rosto vermelho. — Não é verdade, Clayton?

Todos os olhos dos amigos de Chuck estavam sobre ele. Ele sufocou uma risada e deu um passo para trás, balançando a sua mochila por cima do ombro.

— Sim, cara, mas não estou interessado numa segunda vez. Eu estava a tentar dizer para ela, mas ela não quis me ouvir.

A minha boca caiu.

— Seu mentiroso filho de uma...

— O que está a acontecer aí embaixo? — O Treinador Coach chamou do final do corredor. — Tu não deverias estar na sala de aula agora?

Rindo, os caras separaram-se e dirigiram-se para o corredor. Um deles virou-se, apontando um sinal de "liga-me" com a mão enquanto a outra fazia um gesto bastante obsceno com a boca.

Eu queria bater com o punho em alguma coisa. Mas Chuck não era o meu maior problema.

 

Eu enfrentei o meu armário novamente, estremecendo quando o meu estõmago caiu aos meus pés.

 

 

Ele tinha aberto sozinho.

 


Notas Finais


Para quem não leu a 1ª temporada , de quê que estão à espera?
https://www.spiritfanfiction.com/historia/lux-obsidian--bughead-1-temporada-13547017

Comentem oque acharam, favoritem, divulgem e....

Kisses


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