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História Luxúria - Yoonseok - Capítulo 5


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Notas do Autor


Cap não betado^

Capítulo 5 - Cinco.


Fanfic / Fanfiction Luxúria - Yoonseok - Capítulo 5 - Cinco.

Sentado à ampla mesa de carvalho, Yoongi olhava a tela do computador. Desde as primeiras horas da manhã tentava organizar de forma coerente o trabalho a que se dedicava, mas sua mente não fazia outra coisa senão divagar. Inclinou-se para ler a página recém-digitada, mas as palavras se misturavam diante de seus olhos. Mal dormira. Acordou às cinco da manhã, com os olhos lacrimejantes. Que inferno! Há dias mal pegava no sono! 

Tentou voltar a dormir naquela manhã, mas depois de uma hora deitado na cama, pensando em Hoseok, acabou se levantando para entrar no chuveiro e ter outro orgasmo, sob o jato de água quente. O pênis, enrijecido, pulsava. Aquilo estava ficando ridículo. Ele se masturbava muitas vezes, todos os dias, desde que o conhecera. E a coisa piorou bastante depois de conversar com o ruivo ao telefone, na noite anterior. 

Tinha sido muito excitante falar com ele sobre seus desejos. E ficava cada vez mais, ao ouvir a raiva na voz dele, imaginando como fazer para extrair dele aquela sensação. Durante quase a noite inteira permaneceu com uma tremenda ereção, a própria imagem de um anúncio de Viagra®. Deus do céu, o Jung parecia uma espécie de demônio, invadindo seus sonhos e também cada despertar. Mal podia esperar para pôr as mãos nele. Para tirar dele toda aquela agressividade e fúria. 

Para prendê-lo. Bater nele.

Sim... isso.

Seu sexo cresceu de desejo, reagindo àquele pensamento. Realmente tinha que dar um jeito de se controlar. Precisava mantê-lo sob seu controle. Gemeu. 

Tenho de vê-lo. 

Por que lutava contra isso? Quando queria algo, simplesmente fazia acontecer. Por que agora seria diferente? Provavelmente, porque vê-lo antes do encontro marcado era contra seu protocolo usual. Perturbava o padrão do relacionamento dominante/submisso, não importava quão casual fosse telefonar-lhe. Isso não parecia casual. 

Foda-se! Ele ia ligar. 

De qualquer forma, não seria ruim surpreendê-lo. Para deixá-lo agitado. Sentindo-se mais no controle da situação, pegou o celular e discou, sentindo sua respiração do outro lado, quando Hoseok atendeu.

– Yoongi? 

Ah, sim. Adorável tom velado na voz. 

– Hoseok, como está nesta manhã? 

– São oito horas. 

– De fato. 

– Você sempre liga para as pessoas assim tão cedo? 

– Estava dormindo? 

– Não, mas... deixa pra lá. 

– Quero ver você, Hoseok.  – Yoongi não se importava com o ríspido tom de voz. Pegou uma caneta, tamborilou na beirada da mesa e, ao perceber o que estava fazendo, parou. 

– Você quer me ver agora? 

Sim. 

– Hoje à noite. 

O Min apertou a ponta da caneta, abrindo e fechando a pecinha de metal com seu polegar, à espera da resposta. 

– Por que esta noite? 

A caneta escorregou e ele se inclinou tentando alcançá-la, mas ela acabou caindo no chão, fazendo um ruído. 

– Você tem de questionar isso, Hoseok? 

Tinha mesmo? Ele não queria pensar com muito cuidado sobre o que quer que estivesse acontecendo com. Simplesmente queria vê-lo, droga! 

– Eu... não, acho que não. 

– Encontre-me às sete, na Wild Ginger, que fica ali na Terceira. Conhece o lugar? 

– Sim, conheço. 

– Não se atrase. 

– Nunca me atraso. 

Havia uma ponta de teimosia na voz dele, mas sua intenção não era realmente lutar contra si agora. O Min se recostou na cadeira, os músculos relaxados. 

– E, Hoseok, você tem de estar todo vestido de preto. Tem uma roupa assim? 

– Que pessoa não tem? 

– Meias pretas? Botas? 

– Com certeza. 

Yoongi não conseguia perceber, pelo tom, como o Jung estava reagindo ao receber ordens. Mas lidaria com isso depois. Não tinha nenhuma importância para ele agora... não tanto como deveria. 

– Vejo você à noite, então. 

Ele soltou um suspiro. 

– Tudo bem. Ótimo. 

Sim, uma fagulha nele, mas Yoongi esperava por isso. Gostou. 

– Então até a noite. 

Desligou sem dar ao outro a oportunidade de responder. Sentiu a inquietação chegando, a luta. Ele iria deixar que Hoseok  ficasse se remoendo hoje. Fazer com que destilasse o que havia em seu interior. Ou mesmo fazer com que crescesse como raiva de verdade, no momento em que o visse. De qualquer forma ia funcionar. 

Parte de seu trabalho como dominante era suscitar algum tipo de reação em Hoseok. E, se ele ia se insurgir contra esse processo – e isso era natural – seria melhor lidar com essas questões quanto antes. O escritor gostou daquele embate. De ver como ele lutava. 

E, mais ainda, daquele momento em que ele finalmente cedeu. Demais, talvez. Mas saberia lidar com isso também. Fazer com que essa estranha necessidade saísse de seu íntimo. Com Hoseok. Ou com outro homem. Pouco importava, não é mesmo? Nunca havia importado antes. E não iria permitir que ficasse, agora, perturbado com um homem. 

Essa atração insana por Jung Hoseok era apenas isso, nada mais.

Bastaria fazer com que saísse de suas entranhas. Simplesmente atuando sobre ele.

Aquela noite seria dedicada a conhecê-lo, porque, quanto mais entrasse em sua mente, mais fácil seria fazer com que, de fato, se submetesse. Ele era complicado. O jogo de poder seria mais eficaz quando  tivesse uma noção mais nítida de como a mente do ruivinho funcionava. Era assim tão simples e claro.

Yoongi balançou a cabeça e retornou à tela do computador. Sabia muito bem que estava mentindo para si mesmo.

[...]

Hoseok desceu do táxi em frente ao Wild Ginger, batendo a porta. Tinha passado o dia inteiro excitado. Passou as mãos em suas calças compridas marrom-escuras, ajeitou a jaqueta de couro cor de caramelo. De jeito nenhum vestiria aquele maldito preto. 

Escancarou a porta do restaurante um pouco mais forte do que o necessário. No interior, tudo transpirava a despojada elegância asiática, as paredes vermelhas como fundo dramático para as mesas laqueadas de preto, os delicados ramos de orquídeas brancas em vasos altos. 

O Jung o viu imediatamente. Estava recostado no bar, um drinque na mão. Despojado e bonito – não, bonito não era uma palavra suficientemente poderosa para ele – em suas calças escuras e uma camisa que se ajustava a seu corpo como se tivesse sido feita para ele. E provavelmente tinha sido mesmo. 

Não havia outra forma de uma roupa se moldar tão perfeitamente àqueles ombros e deslizar tão suavemente em torno de sua cintura estreita. Não importa quão bonito ele pudesse ser, sua aparência não ia fazer com que conseguisse se desfazer da latente irritação que o dominava. 

Yoongi sorriu quando o viu. Havia algo petulante nele e que fazia com que o seu sangue fervesse de fúria. E seu corpo ardesse de desejo. Hoseok engoliu o desejo, balançou a cabeça e foi na direção dele. 

– Olá, Yoongi. 

– Então você apareceu, mas quis deixar bem claro para mim que não quer ser pressionado, não é? 

O Jung ergueu o queixo bonito. 

– Sim. É exatamente isso. 

Yoongi sorriu para ele. 

– Você está lindo Hoseok. 

Ok. Ele não esperava por isso. Mas não ia ser derrubado e queria que isso ficasse bem claro. 

– Talvez isso faça parte de seu ritual com os garotos com quem brinca no clube, mas eu não sou um escravo. E minha incursão nesse ramo não significa que houve uma mudança. Não é algo em que eu esteja interessado.

Ele continuou a sorrir, o que Hoseok achou um pouco perturbador. 

– É justamente o que estamos fazendo aqui esta noite. Entendendo melhor em que você está interessado. Podemos ir para a nossa mesa? 

– Eu...Sim. 

Hoseok não sabia o que mais poderia dizer e se sentiu tolo pelo que falara antes. Por que não conseguia se acalmar? 

Yoongi fez um movimento imperativo com o queixo e a recepcionista apareceu do nada, uma moça esbelta e atraente, com brilhantes cabelos negros. Sorriu para o Min, piscando seus longos cílios. 

Hoseok não ficou surpreso nem podia censurar a garota. Provavelmente Min Yoongi era o homem mais bonito do lugar com aquele sorriso charmoso, libertino. Meu Deus, será que a palavra libertino havia mesmo passado por sua mente? Balançou-a para si mesmo enquanto seguia a recepcionista até a mesa, Yoongi um passo atrás de si. Jurou que podia sentir o calor de seu corpo.

O Min se inclinou e murmurou em seu ouvido: – Eu realmente não esperava que você usasse preto, Hoseok. Não você. 

Hoseok se virou para fitá-lo, piscando, mas o Min apenas sorriu enquanto o ajudava a tirar o casaco e colocá-lo no encosto da cadeira, antes de ajeitá-lo para si e em seguida se acomodar no assento do lado oposto. 

– Queremos um bule de chá-verde e de jasmim –  ele pediu à atendente, sem tirar os olhos do ruivo. De um escuro profundo, cintilavam à luz fraca do ambiente. 

– Você me surpreende –  Hoseok se ouviu dizendo. 

– É mesmo? De que forma? 

– Todas essas maneiras gentis. Segurou minha cadeira. Lembrou o tipo de chá que prefiro. 

– Ser dominante não significa ser imbecil, ao contrário da crença popular. E eu nunca me encaixo em crenças populares. 

– Não, tenho certeza de que não. 

– Nem você. 

– O que você quer dizer com isso? – o Jung passou a ponta dos dedos na gola de seu suéter de lã angorá creme. Yoongi encolheu os ombros. 

– Você é um escritor erótico. Há quem talvez tenha certas ideias preconceituosas sobre o tipo de pessoa que você é. 

– Provavelmente. O que você acha que isso me torna? 

Yoongi se inclinou, olhando para ele. Através dele. Hoseok se movimentou na cadeira. Ansiava um pouco demais por ouvir aquela resposta. 

– Acho que isso faz de você um homem com a cabeça mais aberta quando se trata de sexo em relação à maioria das pessoas. Mais cabeça aberta de maneira geral, talvez. Embora eu acredite que você não aplica isso a si mesmo. 

– Não entendo o que quer dizer. 

– Acredito que você se julga mais severamente do que aos outros. 

– Com certeza, sim. Mas não é assim com todo mundo? 

– Sim, você está certo quanto a isso. 

– Mesmo você? 

Yoongi sorriu, os dentes de um branco intenso, mas com aquele ar malvado, mesmo quando a boca se abria em um sorriso gengival. E Hoseok estava, como sempre, encantado por ele. Droga. 

– Mesmo eu – ele disse. – Ah... aí está o chá. 

Para sua surpresa – uma vez mais – Yoongi pegou o bule e o serviu, estendendo para si a pequena xícara de cerâmica vermelha. Hobi pegou, envolvendo-a com os dedos. 

– Obrigado.

– De nada. 

Não conseguia entender aquele homem. E ele tinha razão. Hoseok acalentava noções preconceituosas sobre o que era um ser sexualmente dominante. Ideias que aparentemente teria de descartar. 

– O que foi?  – o  Min perguntou. 

– Olhe... estou só considerando algumas coisas – Hobi admitiu. – Readequando meu pensamento. Não que eu goste disso. 

Yoongi se recostou na cadeira, tomando o chá. 

– Ah, exatamente o que eu esperava conseguir. 

Hoseok suspirou. 

– Lá vem você de novo. – murmurou. 

O Min ficou quieto por um instante, estudando-o, e o Jung sentiu as maçãs do rosto começarem a esquentar diante daquela observação atenta. Ele ergueu sua xícara de chá fumegante, soprou um pouco, bebeu e em seguida a devolveu à mesa. Mesmo o menor movimento parecia calculado. Ou talvez simplesmente esperasse que Yoongi dizer alguma coisa, ansioso pelo fato de ele o estar estudando. 

– Você pretende ser um grande desafio para mim, não é, Hoseok? 

– Não pretendo nada. 

– Não mesmo? 

– Estou sendo apenas eu mesmo. 

– E quem é você, Hoseok?

– Está sendo condescendente. 

– De jeito nenhum. Espero conhecê-lo. É parte de meu trabalho, por assim dizer. Mas eu também quero simplesmente conhecê-lo. Tudo bem? 

Ele se inclinou outra vez, cobriu a mão de Hoseok com a sua. A dele era grande, quente, e aquele calor penetrou em sua pele do mesmo jeito que o da xícara de chá. Seu corpo relaxou. 

– Sim. Com certeza. Não sei por que estou sendo tão severo com você. Ou talvez saiba. Lamento. 

– Tudo bem. Vamos começar de novo. Apenas relaxe, converse. Por que você não me conta algo a seu respeito? 

– O que gostaria de saber? 

– Comece do início. 

– Bem... 

Hoseok se deu conta de que a mão dele ainda cobria a sua, tornando difícil relacionar as ideias. O ruivo levantou os olhos das mãos para o rosto. Yoongi deu um breve sorriso e retirou sua mão, como se compreendesse o que se passava. 

– Comece com sua obra, Hoseok. Gostaria de saber a respeito de seu trabalho. 

O ruivo descansou as mãos no colo, os dedos apertados, sentindo o calor que o Min deixou ali. 

– Tenho escrito em tempo integral durante os últimos quatro anos. 

– E sempre literatura erótica? 

– Sim, sempre. Desde meus vinte e poucos anos, mas não achava que iria publicar, senão há uns quatro anos. As coisas aconteceram muito depressa em seguida. Consegui um agente, vendi meu primeiro livro, depois mais três e algumas novelas. Tive muita sorte. Antes trabalhava no sistema bancário. Fiz muito bem em sair de lá. 

– Banco? Não consigo imaginá-lo em um banco. Acho que seus verdadeiros talentos estavam sendo desperdiçados ali, em um duro ambiente corporativo. Você é muito... exótico.

Hoseok se mexeu na cadeira, entrelaçando os dedos com força. Jamais pensara em si mesmo assim. Aquele homem podia desequilibrá-lo como ninguém mais. Hobi suspirou e continuou. 

– Eu odiava aquilo. Mas o dinheiro que consegui ganhar me deu oportunidade para parar de trabalhar e me dedicar apenas à escrita, então sou grato a ele. Felizmente, consegui os primeiros contratos antes que minhas economias acabassem. E você? O que fazia antes de se tornar um escritor profissional? 

– Ensinava inglês na universidade local. 

– Mas desistiu para escrever? 

– Não imediatamente. Parei de trabalhar há três anos. Muitos prazos de entrega de livros eram curtos, era impossível manter as duas atividades. Senti que não podia continuar com ambas, dedicando a energia necessária a cada uma. Realmente gosto de ensinar. Algumas pessoas consideram isso como algo banal. Mas eu aprecio. 

– Tenho certeza que sim. E também que você encontrou emoções em outro lugar. 

Yoongi riu. 

– Claro. Não me importo de afirmar quem sou. – o Min tomou outro gole de chá. – Ao contrário de certas pessoas. 

– Hum... uma farpa. Devo me sentir ofendido? 

Yoongi sorriu com um brilho malvado nos olhos. 

– Não ainda. Vamos chegar lá mais tarde. 

As maçãs do rosto de Hoseok esquentaram mais uma vez, a tensão estava começando a subir. Pressentiu, em seguida, que aquele homem realmente logo iria tocar nele. E o que mais? Cruzou as pernas embaixo da mesa, lutando contra o ardor entre elas.

Foco. Simplesmente continue falando.

A conversa fazia com que parecesse quase um encontro normal. Hoseok podia lidar com isso. 

– Yoongi, conte mais a respeito daquele vício por aventuras que mencionou outro dia. As atividades arriscadas. 

O Min sorriu. 

– Gosto de qualquer coisa que provoque uma descarga de adrenalina. Pratico snowboard. Já fiz paraquedismo. E acho que já mencionei os mergulhos em áreas de tubarões. E minhas motocicletas. Já corri, mas não profissionalmente. 

Hoseok estremeceu. Odiava pensar naquilo. Tinha feito isso quase toda a sua vida. 

– Hoseok? O que houve? 

O ruivo acenou com a mão. Mas podia sentir que estava empalidecendo. E Jimin era uma grande parte do que o tornara a pessoa que era.

Diga para ele. Acabe com isso.

– Eu... perdi meu irmão caçula, Jimin, em um acidente de moto. O simples pensamento de alguém dirigindo uma motocicleta me deixa... desconfortável. 

– Sinto muito. Aconteceu recentemente? 

– Não, não. Podemos mudar de assunto? Parece que você tem viajado muito. 

– Sim. Gosto particularmente do sudeste asiático, de todo o hemisfério oeste. A Tailândia é linda. E o Tibete foi uma aventura, embora nada confortável. Fui tatuado lá por um homem idoso, usando métodos antigos. Eles pegam uma longa haste de bambu e a forçam para injetar a tinta na pele. É preciso que duas pessoas segurem você para esticar bem a pele. Está na parte de trás de meu ombro, uma região ossuda, e doeu infernalmente, mas é minha tatuagem favorita. Esses desenhos são feitos sob medida e têm um significado espiritual que o artista descobre para cada pessoa. Uma mensagem única. Foi uma experiência extraordinária. 

– Já vi isso em documentários. Parece doloroso, mas os desenhos são lindos. 

– Vou lhe mostrar o meu, uma hora dessas. Gosta de tatuagens? 

– Sim. Trata-se de algo bem pessoal e interessante, uma declaração sobre nós mesmos. Tenho uma. 

– Você tem? 

– Você parece surpreso Yoongi.

– Talvez não. O que é? 

– Um ramo de flores de ameixeira em arco sobre meu quadril direito. 

– As flores de ameixeira são um sinal de perseverança. 

– Sim. Flores de ameixeira podem sobreviver ao congelamento do inverno. 

– Talvez algum dia me diga o que significam para você. 

Hoseok sorriu. 

– Talvez. Você tem outras tatuagens além daquela que fez no Tibete? 

Yoongi balançou a cabeça. 

– Um par de dragões em meus braços. Ambos feitos em Hong Kong. Eu arregaçaria as mangas para mostrá-los, mas uma visão parcial não faria justiça ao trabalho. Eu teria de tirar a camisa. 

Deus do céu, como é que esse homem ficaria sem camisa? Hobi estremeceu. 

– E o que eles significam para você? 

– Dragões são um símbolo do poder. Força. E proteção. 

– Do que você precisa ser protegido, Yoongi? 

Uma sombra passou pelo rosto dele, mas desapareceu tão depressa que Hoseok não tinha certeza de tê-la visto. 

– Todo mundo tem suas vulnerabilidades. Não seríamos humanos de outra forma, não é mesmo? 

– Suponho que não vai dizer quais são suas vulnerabilidades... – Hobi sugeriu. 

– Não agora. Mas gostaria de saber algo sobre as suas. Isso é parte da minha tarefa também. 

– É necessário? 

Ele simplesmente disse: – Sim. 

– Por quê? 

– Com o poder, vem a responsabilidade. Preciso ter alguma ideia de como você vai reagir quando estivermos jogando e por quê. Para que eu possa cuidar de você adequadamente. 

– Ah... 

A pequena lembrança do que eles planejavam fazer juntos fez seu corpo doer de desejo e sua mente rebobinar. Eles estavam mesmo tendo aquela conversa com sutis referências eróticas no meio de um restaurante lotado? 

– Por que você não me conta sobre sua família, Hoseok? 

– Minha família? 

– Geralmente esse é um bom assunto para começar. 

– Tudo bem, tudo bem. 

O Jung fez uma pausa, refletiu por um momento. O que dizer a ele?



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