História Luxúria - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Konan, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 119
Palavras 1.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii pessoinhas!!

Capítulo 1 - Capitulo 1



     Sakura Haruno soube que era ele no exato momento em que viu a corpulenta figura irromper no estacionamento em frente ao Museu de Arte Asiática em uma clássica Ducati, a motocicleta impecável, preta e cromada. Sasuke Uchiha, o homem que ela viera entrevistar. Famoso por seus talentos e bem conhecido como dominante sexual no ambiente de submissão e sadomasoquismo da cidade de Seattle, nos Estados Unidos.
     Não era a jaqueta de couro negro que lhe conferia aquele ar de distanciamento. Nem seu tamanho. Mas a atitude corajosa e de absoluta confiança que ostentou ao parar a moto, acelerando o motor antes de desligá-lo. E a forma como ele, tirando o capacete, passou a perna sobre o resplandecente tanque, como se fosse um cowboy desmontando de um garanhão. Tinha uma aura de poder absoluto, que ela conseguia sentir mesmo a vários metros de distância, como uma brisa suave soprando em seu corpo.
     Sem o capacete, Sasuke Uchiha era melhor ainda. Cabelos escuros _quase negros_ e ligeiramente espetados, pairando um pouco acima da gola da jaqueta. Um forte perfil, que poderia ter sido talhado em mármore. 
     Sakura permaneceu ao lado de seu carro, a porta ainda aberta, as chaves esquecidas na mão. Por que seu coração estava disparando? Era incapaz de afastar os olhos dos encantadores movimentos das grandes mãos dele enquanto descansava as luvas de couro e afivelava o capacete no assento da moto. 
     Ela ainda estava observando-o quando seus olhares se cruzaram. Penetrantes olhos negros de um brilho intenso e que a conheciam. E sabiam que estava atenta aos seus movimentos. Pela primeira vez depois de adulta, Sakura se sentiu completamente atrapalhada. 
     Se ao menos sua pulsação se acalmasse, maldição!
     Este é um encontro profissional. 
     Sim, mas o fato não parecia impedir nem um pouco sua reação diante daquele homem. Ela teria que se recompor antes de falar com ele. Estava ali para aprender. Para fazer pesquisa. Konan, a mulher submissa com quem conversara via internet na semana anterior, disse-lhe para falar com Sasuke Uchiha, mas esqueceu de mencionar tanta beleza.
     Sasuke Uchiha era um homem que deveria vir acompanhado de um alerta de perigo. 
     Ele sorriu _ um surpreendente raio de cintilantes dentes muito alvos, com a exuberante linha da boca se destacando no rosto totalmente másculo, enquadrada com um cavanhaque preto que o deixava com cara de mau. Ela gostava daquele ar malévolo. Um calor se espalhou em seu abdômen como fogo líquido. 
     Agora ele se movimentava em sua direção. Seus joelhos tremeram.
     Ele se aproximou mais, até que parou do outro lado do sedã Audi branco. 
_Pressinto que você é a mulher que vim conhecer. 
     Voz profunda, modulada e  suave. Sensual.
     Ela só conseguiu assentir com a cabeça.
 
     Os lábios dele se contorceram diante do persistente silêncio. 
_Sakura Haruno? Autora de livros éroticos?
_Sim...
     O que estava errado com ela? Por eu será que não conseguia dizer uma frase sensata?
_Sou Sasuke, podemos entrar?
_ O que? Sim, com certeza.
     Ela bateu a porta do carro e acionou a fechadura automática. E tentou ignorar o calor que se espalhava por sua pele. Subitamente seu casaco de lã parecia pesado demais, mesmo no outono úmido tão característico de Seattle. Ela estava muito sensível ao homem que andava só seu lado enquanto se aproximavam da imponente entrada do museu, ladeada por dois camelos esculpidos em pedra.
     Ela sempre gostara daquele prédio e das exposições que havia ali. Quando Sasuke sugeriu que fossem até o café, ela ficou agradavelmente surpresa. Apreciadora de arte, particularmente a asiática, estivera ali muita vezes. 
     Subiram os largos degraus de pedra, e Sasuke, gentilmente, colocou a mão em suas costas. Um arrepio a percorreu. Olhou para ele, descobrindo que lhe oferecia um sorriso. Mas ambos permaneceram em silêncio ao se movimentar pelo saguão, seus passos ecoando pelo chão de mármore e depois pelo pequeno lance de escada que conduzia ao Tate Café, no pátio central. 
  
     Ao entrar, Sasuke indicou uma das mesas sob o teto abobadado. Lá fora havia estátuas; Buda, Vishnu, Kali. Sakura jurava que podia sentir o cheiro das pedras ancestrais além do aroma do café e do chá, disperso no ambiente. Luzes difusas atravessavam os vidros foscos das janelas do átrio, acentuadas pelas arandelas de âmbar em seu sutil brilho dourado. Era um lugar tranquilo onde Sakura ia com frequência para tomar uma xícara de chá, mas hoje ela estava uma pilha de nervos.
     Por que se sentia tão excitada? Ele era só um homem. É aquela era apenas uma nova entrevista. 
     Ele a ajudou a tirar o casaco e afastou a cadeira para que ela se acomodasse. Gentil, com maneiras à moda antiga. Tudo muito raro naquela cidade cosmopolita. 
     Ele tirou sua jaqueta de couro e colocou-a no encosto da cadeira, sentando-se relaxadamente, seguro de si. Usava uma malha cinza que destacava seus ombros largos. Um homem enorme, com uma constituição física de um jogador de futebol americano. Suas feições eram absolutamente masculinas, das linhas angulosas do queixo ás maçãs do rosto salientes. Somente sua boca era suave, em total contraste com o resto da face. Sensual também. 
     Sakura se virou na cadeira, pegou o cardápio e examinou a seleção de chás. 
_O que você vai querer?_ Sasuke perguntou. 
_Geralmente, misturo chá de jasmim e chá-verde. 
     Alec fez um sinal ao garçom e, antes que ela pudesse dizer algo mais, fez o pedido para ambos. 
_ Espero que goste de torradinhas de amêndoa _ disse, sorrindo para ela. _  As daqui são tão boas como as de Roma. Lá existe um pequeno café, bem perto da praça de Espanha. Você não imaginaria algo tão espetacular em uma área turística. Mas aquele lugar faz os melhores biscotti da Itália. 
_ Faz anos que não vou a Roma. Mas lembro desses biscotti e do lugar. 
_ Estive lá ano passado, quando voltava para casa depois de um mochilão na Espanha. 
_Você viaja com frequência?
_ O máximo possível. Não gosto de ficar em um lugar por muito tempo, embora meus prazos de escritor estejam me prendendo em casa atualmente. Isso me deixa inquieto. Há muito o que fazer no mundo. 
     Sakura se inclinou, deslizando as pontas dos dedos na colher que repousava no guardanapo de papel sobre a mesinha. 
_ Como o quê?
     Deus do céu, ela estava flertando com ele?
_ Tudo. _ Ele sorriu. _ Qualquer coisa. Escalei montanhas no Brasil, fiz mergulho em área de tubarões na costa de Fiji. Fiz caminhadas no Nepal carregando mochila. 
_ Então, você é um viciado em emoção. 
_ Sim, acho que sou. Mas não quero me gabar. São apenas coisas que gosto de fazer. Para desafiar as probabilidades. _ Ele deu de ombros, arqueando ligeiramente o canto da boca, um breve sorriso. _ Velocidade. Gosto de minhas motos e de dirigir velozmente, até para testar como controlo a máquina em manobras radicais. Ela estremeceu. 
_ Eu nunca poderia andar em uma motocicleta. Nem em um milhão de anos. 
_ Você iria gostar. 
_ Não, acho que não. Então... Suas viagens são em busca de emoções?
_ Até certo de ponto. Mas muitas têm sido também jornadas espirituais. 
_ E você escreve ficção de horror, Konan me contou. Ela mencionou o fato de que, por ser um autor... dominante..., talvez seja útil para mim nas pesquisas que faço para meu livro.
     Ele balançou a cabeça. 
_ Sim, acho que sim. Você parece se sentir desconfortável com o termo "dominante".
_ É mesmo. Talvez seja verdade. Embora seja uma autora dedicada ao gênero erótico, este não é o tipo de conversa que eu costumo ter. 
_ Tudo bem. 

     O garçom serviu o chá, e Sakura tomou bastante cuidado ao passá-lo do lindo bule japonês para sua xícara, evitando o olhar negro de Sasuke. O aroma de jasmim imediatamente a envolveu, acentuado pelo toque terroso do chá-verde. A fragrância era familiar, básica. 
     Sasuke pegou um dos biscotti e lhe ofereceu. 
_ Aqui está. Você tem que provar. 
     Era uma ordem, não uma sugestão. Ela se surpreendeu, obedecendo. 
_ Na verdade, escrevo thrillers psicológicos,_ Sasuke continuou._ Será que ja leu algum deles?
_ Não. Sinto muito. 
_ Talvez devesse. 
     Sakura estava ficando irritada. A linha entre a autoconfiança e a arrogância estava se desfazendo. 
_Quem sabe você deva ler algo de minha obra. 
_Já fiz isso. Assim que Konan me falou a seu respeito, li seu último livro. 
_ E?_ ela o desafiou. 
_ Acho que você é uma ótima escritora. Inteligente. Instigante. Desenvolve muito bem os personagens. O aspecto romântico não tira o brilho da história, como abordar o tema sexo de uma forma bem realista. Com uma crueza admirável. 
_Oh!_ Não era o que ela esperava que ele dissesse. Ficou momentaneamente perturbada. De novo. _ Obrigada. 
_ Então, fale-me sobre este último projeto. Por que razão você precisava falar comigo?

     
 


Notas Finais


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