História Luxúria - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Konan, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 164
Palavras 1.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2



     Aqueles olhos negros estavam fixos nela. Parece-me, de repente, que eram muito parecidos com os de Quinn, embora Quinn fosse inocente de uma forma que, ela achou Sasuke jamais deveria ter sido, mesmo quando jovem.
     Havia sinceridade naqueles olhos, apesar da arrogância. Ela fugiu de seu olhar, mirando o ponto exato em que os dedos dele acariciavam a xícara de chá. Parecia minúscula na mão dele. Frágil. Como se ele fosse capaz que quebra-la com uma leve pressão. E os dedos deslizando suavemente pela superfície lisa...
     Ela se esforçou para afastar os olhos daquelas mãos, voltando ao rosto. 
     Não está ajudando nada. 
_ Estou escrevendo sobre um casal que explora o sadomasoquismo. A mudança de poder, alguma submissão...temas sobre os quais já escrevi antes. Mas desta vez gostaria de me aprofundar mais. Possivelmente explorar o papel da dor. Eu quero que tenha alguma autenticidade. Não vou fazer isso de qualquer jeito. Sabia que teria de começar por uma boa pesquisa, conversando com pessoas que vivenciaram essas coisas. Recentemente encontrei Konan em uma comunidade virtual de sadomasoquismo que existe aqui, enviei-lhe um e-mail e perguntei se poderíamos conversar. Entrevistei-a e ela foi muito gentil e aberta comigo. Mas, como submissa, não achou que estava qualificada para me oferecer o quadro completo. E por isso que me indicou você. 
     Ele assentiu com um movimento de cabeça. 
_ É difícil ter uma boa idéia de como é o ambiente de sadomasoquismo e de qual é sua dinâmica e psicologia falando só com uma pessoa. As experiências individuais são distintas e particulares. Se ela é puramente submissa, não pode saber muito bem como funciona uma mente dominante e detalhes do nosso processo. 
_ Sim, foi essa a idéia que ela né passou. E faz sentido. 
_ Você nunca escreveu sobre submissão e sadomasoquismo?
_ Não, apenas sobre fetiches menores, um pouco de escravidão na cama, entre as quatro paredes de um quarto, mas nada realmente sério. 
_ Você acha que o tema submissão e sadomasoquismo é sério?
_ Não é?
     Ele não respondeu. 
_ Você nunca experimentou essas coisas?
_ Eu... não. 
_ Ah... você gostaria de manter essa discussão no terreno profissional? Estritamente com propósitos de pesquisa.
_ Sim, com certeza.
     Ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos na mesa; chegou um pouco mais perto até que ela pudesse sentir o cheiro de seu perfume, uma coisa ao mesmo tempo limpa e escura. Como o oceano e a madeira. 
     Ele abaixou o tom de voz, subitamente fazendo com que a conversa parecesse mais intima. Talvez com mais intimidade do que ela poderia suportar confortavelmente. 
_ Vou te dizer uma coisa, Sakura, e é a pura verdade. Não há como retratar um estilo de vida de forma acurada se você não entrar nele. Tem de experimenta-lo, mergulhar nele. Há muitos componentes _ físicos,psicológicos,emocionais_, e todos sobrepostos. É complexo. Por isso é que nós que praticamos  gostamos dessas coisas. A complexidade. A intensidade. 
     Ele acariciou as costas da mão dela, deslizando os dedos pena superfície. A pele dele era quente. A dela ficou mais ainda. 
_ Tem a ver com sensação. E com o que se passa em sua cabeça. Pode ser sensual ou sexual. Ou ambos. Você não pode começar a descrever as dinâmicas envolvidas sem ter estado lá. 
     Sakura ficou com a garganta seca. A idéia não era chocante para ela. Não tanto quanto o toque dele. Pegou a xícara, bebeu um gole de chá, limpou a garganta. 
 
_ Imagino que você esteja certo. E esse é um tema interessante. Mas eu não sei...
_ Pare de fingir que isso não passa de um tema interessante, Sakura._ Ele deslizou as pontas dos dedos no interior de seu pulso, sob a manga do suster de cashimira._ Eu posso sentir seu pulso acelerado. 
_ Sasuke...
_ Vamos lá, Sakura. Você não precisa repreender essa vontade para mim. Faz parte do contexto da escravidão sexual e do sadomasoquismo. Aquela honestidade fundamental que nos caracteriza. 
_ Eu ia dizer que você... está certo. 
     Será mesmo que ela havia admitido? Mas talvez ele tivesse razão ao respeito de tudo aquilo_o fato dela ter de ser honesta com ele para aprender alguma coisa. Teria de mergulhar profundamente, como ele disse. 
     Não tinha nada a ver com aquela atração ridícula que estava sentindo por ele, não é mesmo?
     Sakura puxou a mão, a repousando em segurança sobre seu colo. _ Você e Konan devem conhecer alguns homens submissos. Existe algum em quem confiem e que possam me indicar? E eles aceitariam se relacionar com uma mulher que não tem nenhuma experiência como dominante?
     Sasuke riu, se recostando na cadeira. 
_ Você está se referindo a ficar por cima, dominando esses homens?
_ Sim. 
_Ah,Sakura. Não percebe que você é o contrário, a base?
_ O quê?
_ Notei no exato momento em sue a conheci.  Podia sentir lá fora, no estacionamento, mesmo antes de conversamos. 
_ Não entendi.  
     Por que suas maçãs do rosto estavam esquentando? Por que ela estava tão confusa? Odiava que aquele homem surtisse tal efeito sobre ela. 
_ Acho que você entende o suficiente sobre esse tema para saber exatamente do que estou falando. 
     Ela suspirou. 
_ Claro que tenho uma vaga idéia do que seja a base. Uma pessoa submissa. Mas isso não tem nada a ver comigo. O que realmente faz sentido pra mim, é estar por cima, dominar. Não tenho receio de admitir que sou uma pessoa controladora.  
_ E é exatamente por isso que precisa mudar de perspectiva. Tem de se abrir. Renunciar a essa necessidade de controle em favor de outra pessoa capaz de assumir esse papel. 
     Ela estava ficando brava, mas tentava manter a linha. 
_ Você é muito arrogante. 
_ Sim, sou mesmo. Mas tenho razão. Sempre acerto em relação a esse assunto. Você tem problemas de autocontrole; posso notar pela maneira como se controla. Vejo a raiva em seus olhos. Na forma como aperta as mandíbulas. E, uma vez ou outra,provavelmente poderia administrar com sucesso ficar por cima de um homem. Ou de uma mulher. Mas isso não a faria chegar ao seu anseio mais profundo, que é o da servidão. Não lhe daria o que você realmente precisa. 
     Ela balançou a cabeça, cerrando os dentes. 
     Sasuke novamente se inclinou por cima da mesa, segurando a mão dela. A mão dele era grande e envolvia a dela com calor e força. 
_ Sakura, deixe-me fazer uma proposta a você. Submeta-se a mim. 
     Ela tentou desvencilhar a mão, mas ele a segurou firme. 
     Seu olhar estava mergulhado no dela, incrivelmente convincente, de um negro cintilante. 
_ Tente_. Ele continuou_. Sinta sua reação. Se lhe parecer que estou certo, você terá aprendido algo ao seu respeito e conseguirá uma pesquisa bastante pessoal e exclusiva para seu livro. E, se eu estiver errado, bem... mesmo assim terá feito alguma investigação. 
_ Posso fazer essa pesquisa como alguém que domina. 
_ Não, não pode. É extremamente difícil para alguém submisso ensinar um dominante inexperiente. Uma vez que as endorfinas começam a bombear pelo corpo de um submisso, ele entra no subespaço, aquele na mente, onde tudo é silêncio e tudo que se pode sentir é a interação entre o superior e o inferior, as sensações e os cheiros não serão o suficiente para ensinar como professores, no seu caso. Talvez não aprenda tanto. Mas pode aprender de mim. Sou muito competente._ fez um gesto com a mão livre_ Sei que estou sendo arrogante de novo. Desconsidere. O que importa é que essa é a verdade. 
_ Talvez 
     Quem sabe fosse verdade e essa fosse a melhor maneira de aprender? O fato de sentir que tudo estava esquentando ao seu redor poderia não ter nada a ver com a proximidade de Sasuke, que ainda segurava sua mão. Aquilo fazia com que ficasse molhada, por Deus do céu! Mas não passava de pura química. Não significava nada nem conferia credibilidade a argumentação dele. Estava certa de que poderia provar quanto ele se enganara. 
     Mordeu o lábio. 
     Ele estava totalmente enganado a seu respeito. 
_ Por quanto tempo deveríamos tentar?_ ela perguntou. 
     Ele deu de ombros. 
_ Pelo tempo necessário. Até que você descubra o que precisa saber. Para seu livro. Para si mesma. 
_ Será que poderíamos tocar as orelhas um do outro? Só para ver como as coisas se desenrolam?
_ Ah... eu sei o que vai acontecer. 
_ Mesmo? E o que é?
     Ela estava irritada, de novo. E ele ainda segurava sua mão. Com o polegar, acariciava os nós de seus dedos, enviando uma fagulha de desejo diretamente a seu íntimo. Mas ela não lhe daria a satisfação de tentar se esquivar outra vez.  
_ Primeiro você vai lutar. Terei de trabalhar muito. Conquistar sua confiança._ a voz dele era baixa, um grave murmúrio, ela era obrigada a se inclinar para frente na tentativa de ouvi-lo._ Mas pouco a pouco vai se voltar para mim. Ficará em minhas mãos. Serei duro com você. E gentil.  
     Ele ergueu a mão dela, roçando os lábios por toda a sua extensão, ampliando o calor que a escaldava, chocando-a. Ela não conseguia articular palavras, sua mente estava um ligeiro caos. 
     Sasuke liberou sua mão sobre o tampo frio da mesa, olhando do-a fixamente.
_ É assim que vai ser, Sakura. 
     Ela odiava o fato de estar meio tonta,confusa. Não conseguia entender o que se passava. E não queria se entregar a aquilo. Ou a Sasuke Uchiha.  
     Pegou sua xícara de chá, tomou um gole. Respirando fundo, fez um esforço para se acalmar e colocou a xícara na mesa com a mão firme. 
_ Pense o que quiser Sasuke, mas obviamente você não me conhece ainda. 
     Ele pegou seu chá, sorveu um longo gole e fez uma pausa. Continuou olhando para ela, de maneira penetrante. 
_ Não tão bem como certamente conhecerei, se aceitar minha proposta. 
_ Estou concordando. 
_ Você gosta de um desafio. 
_ Sim. 
_ Eu também. 
     Aquele insistente olhar negro a perfurava, mas ela aguentou firme, não estava disposta a recuar. Ele estava certo sobre uma coisa; ela iria lutar, desistir não fazia parte de  sua natureza. Nem mesmo diante de Sasuke Uchiha, e seus olhos extraordinários, suas mãos quentes, sua boca macia e lasciva.
     Ela precisava manter as coisas sobre controle, como de hábito. E ignorar a aparência dele, o jeito cimo falava, a maneira como a tocava. Em breve ele realmente iria lhe tocar.






     
 


Notas Finais


Agora eu vou deixar essa aqui quietinha, e mexer com a "A fênix".


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