História Luxúria e Perdição - Um amor proibido. - Capítulo 15


Escrita por: e Elisha_Sky

Postado
Categorias Jupiter, Miyavi, The GazettE, Versailles (Banda)
Personagens Aoi, Hizaki, Kai, Kamijo, Masashi, Miyavi, Personagens Originais, Reita, Ruki, Teru, Uruha, Yuki
Tags Aoiha, Bruxos, Feiticeiros, Jasmine You, Kaiha, Lobisomens, Magia, Mitologia Grega, Mitologia Japonesa, Reituki, Sobrenatural, The Gazette, Vampiros
Visualizações 34
Palavras 3.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa madrugada, como vocês estão?

Estamos trazendo o começo do passado do humano conhecido como Ruki
o que ele fez até chegar onde está hoje.

O Passado dos Cinco continua. . .
Agora...


Aproveitem e
Boa Leitura

Capítulo 15 - Memorias de um Mestiço


Fanfic / Fanfiction Luxúria e Perdição - Um amor proibido. - Capítulo 15 - Memorias de um Mestiço

P.O.V OFF

 

O casal discutia fervorosamente, eram pobres e moravam numa casa humilde num bairro pobre, porém pacífico próximo ao centro da cidade. 

 

Eles discutiam o porquê de não haver dinheiro para mais nada, mesmo que o homem trabalhasse e a mulher tentasse trabalhar também, nada estava funcionando. Eles estavam começando a passar fome e isso os assustava, não queriam aquilo para si, muito menos para seus filhos. 

 

A família Matsumoto nunca foi das mais pacíficas, era toda afastada e desmembrada, a mulher veio de uma família de classe mais alta um pouco, mas fugiu de casa porque queria casar com sua paixão e também porque não conseguia tratar normalmente seres que eram defeituosos. 

 

Sim, sua família infelizmente era toda defeituosa, alguns diziam ter dons ou até bênçãos, porém ela sabia a verdade, eram apenas defeitos horríveis. Seu tio era feiticeiro e sua irmã era também, assim como os primos e parecia que seus pais não viam o perigo que eles representavam. Eram defeituosos e maldosos. 

 

Ela tinha sorte de ter nascido normal e sua filha também ser normal, seu filho mais novo mal tinha saído do útero, mas queria que ele fosse normal também. 

 

A discussão acirrada do casal estava atingindo e ultrapassando limites importantes, o bebê recém acordado chorava na sala ouvindo e vendo a discussão. A filha mais velha tinha ido a escola estudar, afinal, seria quem ia sustentar seus pais quando se aposentarem.

 

O casal gritava cada vez mais alto, não ouvindo o choro assustado do bebê que estava se desesperando, deitado no tapete da sala. E então a situação piorou quando o homem se exaltou e puxou a mulher pelo cabelo, ela gritou de dor e a criança se assustou mais ainda, gritando também. 

 

As luzes piscaram e as louças do armário da cozinha balançaram, mas os dois adultos não pareceram perceber, o bebê estava vermelho e chorava como se sua vida dependesse disso, e quando ele deu o segundo grito agudo as luzes explodiram no teto. 

 

O casal se separou assustado e olhou em volta, as luzes da casa toda estavam estouradas e o final de tarde se tornou escuro dentro do lugar. Como se despertasse de um transe a mulher se afastou do homem e arrumou os cabelo e a expressão antes de ir a sala pegar seu filho que ainda se esgoelar de tanto chorar. 

 

Quando ela chegou viu o bebê chorando e os cacos de vidro da lâmpada um pouco mais adiante no chão, suspirou aliviada vendo que seu filho não se machucou e o pegou no colo tentando acalmá-lo e fazê-lo parar de chorar. 

 

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_ Kaa-san!_ O pequeno moreninho bochechudo corria para casa atrás de sua mãe enquanto sua irmã mais velha corria atrás dele. Junko tinha 17 anos e o pequeno já estava com 4, a situação da família melhorou um pouco depois de um tempo. 

 

Junko era alta como o pai, os cabelos longos e lisos, pretos como a noite assim como seus olhos. Ela era a bochechuda inteligente, era o orgulho de seus pais. 

 

Takanori era mais bochechudo ainda, os olhos eram tão puxadinhos que pareciam não abrir direito, o cabelo preto e curto. Ele era animado, mas muito na dele e era o orgulho do pai. 

 

Junko já tinha notado que seu irmãozinho não era como ela ou a maioria das pessoas, ela via quando o pequeno flutuava seus bichinhos ou quebrava coisas sem nem tocá-las quando estava com raiva. Ela sabia que sua família por parte de mãe era feiticeira, sabia o que o pequeno era. 

 

Mas, não podia contar para os pais, ela tinha ciência da história da mãe e sabia que se contasse era capaz do seu irmãozinho ser abandonado. Sua mãe era filha bastarda de uma família rica de feiticeiros, o pai dela havia engravidado uma empregada humana e isso tinha quebrado a herança mágica da família. Sua mãe era humana, ou metade humana metade feiticeira, mas se casou com um humano e isso na cabeça dela fazia seus filhos serem totalmente humanos também. 

 

Mas, aparentemente o gene mágico ainda estava na família. 

 

A menina já se cansava de acobertar, mesmo achando divertido quando tinha que ficar pulando no meio do quarto tentando pegar objetos flutuantes enquanto seu irmão gargalhava, ou então de levar a culpa por quebrar coisas aleatórias quando ela nem mesmo estava em casa. 

 

Seus pais não eram as melhores pessoas do mundo, sua mãe vivia fofocando com as vizinhas e era má com a garota, já seu pai perde muito dinheiro em jogatinas e apostas, além dos vícios. A menina sabia que estavam se enfiando num beco sem saída quando seu pai chegou em casa sorrindo abeto e falando que seus problemas estavam resolvidos.

 

Ele pegou dinheiro emprestado com a Yakuza e realmente a vida deles melhorou por um bom tempo, mas de uns tempos recentes a família vêm recebendo ameaças e não tinha como devolver a quantia, era muito dinheiro e apesar de ainda estar trabalhando o pai não tinha conseguido juntar tal quantia. 

 

As ameaças foram evoluindo, até que ameaçaram a família em si, ameaçaram os filhos do casal e agrediram o homem. 

 

Mas, o estopim foi Junko ser sequestrada, ninguém sabe até hoje se era para ser um susto ou se o que aconteceu era para acontecer realmente.

 

O caso de Junko, mesmo que Takanori não soubesse o que aconteceu com sua Nee-san, o traumatizou. Seus poderes ficaram cada vez mais descontrolados, ataques de raiva e várias coisas que a criança causava quando chorava ou via que seus pais não estavam de verdade querendo resgatar sua irmã. 

 

A criança ficou descontrolada de verdade quando a notícia veio e se espalhou por todos os cantos, Junko foi encontrada morta, depois de tanto tempo. O que havia acontecido consigo foi sendo revelado a cada passo que os policiais davam nas investigações, o menino ouvia os vizinhos falarem, os colegas de sala e professores, na rua todos olhavam a família. 

 

Foi um choque para o Japão inteiro, os Yakuzas que pegaram Junko foram presos e julgados, mas ainda sim, aquilo acabou com a família. 

 

A criança tinha descontrole de seu poder, naquele ponto os adultos já tinham reparado seus poderes. A mãe repudiou-o no mesmo instante, deixando o menino de lado. 

 

Takanori vivia trancado em seu quarto, recebendo comida em determinado horários. Sentia falta de sua irmã e sua família como era antes, apesar de tudo ainda tinha 4 anos e não entendia exatamente o que aconteceu. Sabia que sua irmã havia morrido, seus amigos da escola e professores o olhavam como se ele fosse um coitado, não conversavam mais com ele e o tratavam como se fosse um retardado. 

 

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Era de tarde beirando noite quando sua mãe invadiu o quarto procurando-o, na cabeça dela tinha achado a solução para salvar seu filho dessa maldição de família. 

 

Olhou em volta no quarto vendo somente uma cama velha e um guarda roupas mofado, ao ouvir um barulho no guarda roupas foi até lá de mansinho achando que tinha descoberto o esconderijo do garoto. 

 

Quando abriu a porta viu somente um ursinho flutuando lá dentro, de vez em quando o nariz duro do bichinho batia na madeira do armário, se virou ao ouvir outro barulho e viu o filho sair debaixo da cama e correr na direção da porta. 

 

Correu atrás da criança só até um pouco depois no meio do corredor e o pegou pelo braço puxando com força e o trazendo de volta para dentro do quarto, fechou a porta quando passou e empurrou a criança para a cama. 

 

Olhando de cima se lamentava por seu filho ser daquele jeito, ele era lindo e tinha tudo para ser o filho perfeito, mas tinha nascido defeituoso. Ele tinha cabelo castanho claro, tinha certeza que quando crescesse ia ser um tom de loiro bonito como o do pai, os olhos eram castanho não escuro a ponto de parecer simples olhos escuros, mas não claros também. Eram da tonalidade perfeita.

 

A boca gordinha e as bochechas grandes, o cabelo liso e os olhos puxados. . . Pena ser defeituoso. 

 

_ Vá tomar seu banho, sem gracinhas, vamos sair hoje._ Ela mandou já indo para o armário e escolhendo a roupa dele. 

 

_ Eu vou também, Kaa-san?_ A voz infantil soou no quarto e a mulher revirou os olhos. 

 

_ Mas é óbvio, se estou o mandando tomar banho e separando suas roupas!_ O menino abaixou o olhar para suas mãos pensando no que a mãe disse. _ Rápido Takanori!_ A mulher advertiu batendo às portas do guarda roupas e abrindo uma gaveta com violência. 

 

O menino levantou e andou tímido até a porta de seu quarto, foi andando até a porta mais próxima que era a do banheiro e entrou lá, ficando na ponta dos pés para acender a luz. 

 

Tirou as roupinhas com facilidade apesar de ser desajeitado e entrou no box, fez força com as duas mãos pequenas e logo sentiu o jato frio em sua cabeça. 

 

Talvez seja por causa da pouca idade ou por que sua mãe nunca o ensinou, mas o pequeno passou sabonete somente em sua barriga, peito e mãos, limpou e desligou o chuveiro. Saiu do box com somente a metade de trás do cabelo molhada e com partes sujas do corpo. 

 

Pegou uma toalha pequena e abraçou contra o corpo indo em direção ao seu quarto. A mulher ao ver aquilo bufou de raiva, puxou a criança de volta para o banheiro com força e arrancou a toalha de suas mãos, ligou o chuveiro e enfiou ele debaixo da água, que se assustou ao sentir água caindo em seu rosto. 

 

Ela segurou a criança e o ensaboou por inteiro, lavou o cabelo e depois de desligar o chuveiro o secou de forma rude com a toalha áspera. 

 

O puxou de volta para o quarto e o vestiu de forma rápida, o levando para sala. O pequeno se sentou no sofá e ficou olhando em seu redor, fazia meses que não saia do quarto e ver tudo era incrível de novo. 

 

Seu pai chegou na sala e se sentou ao lado do menino, suspirou olhou-o com pena e penteou o cabelo bagunçado com os dedos. 

 

Ele não tinha coragem de contradizer a sua mulher no quesito de seu filho, nunca tinha conhecido um feiticeiro, mas ela veio de uma família deles, se ela dizia que a maldade corria pelo sangue deles desde pequeno, então ele acreditava. 

 

Não muito tempo depois a família estava andando pela rua, a mãe carregando o pequeno já que tinha se estressado por ele andar lento de mais. Não iam muito longe, a casa que queriam ir era a poucos quarteirões de distância.

 

Depois de um tempo caminhando pelas ruas gélidas atravessando os bairros e tudo mais, chegaram em uma rua menos movimentada, as poucas pessoas que tinham ali eram má encaradas. 

 

O pequeno abraçou sua mãe por estar com cada vez mais medo, enfiou o rostinho no pescoço dela e fechou os olhos com força. O casal até que enfim parou em frente a uma casinha de madeira, o chão de terra batida e com vários bichos andando por aí. Tinham patos, galinhas, cães, gatos, coelhos e tudo mais, ao observar isso o homem se lembrou do pagamento que dariam aquela mulher.

 

Um coelho marrom se debatia nas mãos dele, chutando e guinchado até conseguir chutar a sua mão e sair disparado pelo quintal adentro. No mesmo instante uma figura meio curvada e arrepiante apareceu na soleira da porta. 

 

A mulher com a coluna torta tinha os braços finos demais e que faziam movimentos estranhos, o rosto era psicótico a ponto das pessoas não olharem para si, dizendo que veria sua alma e morreria de loucura. 

 

A criança se sentiu acuada e abraçou com mais força sua mãe que ao sentir e se dar conta afastou-o de si e o colocou no chão, a criança deu indícios de que ia chorar ao estender os braços para a genitora de novo, mas ela nada fez, então ele se virou para o pai e fez o mesmo gesto de erguer os braços, naquela altura lágrimas cristalinas corriam pelo rosto infantil.

 

O pai se sentiu quebrar ao ver seu filho daquele jeito, ainda era uma criança e ele sentia falta de seu pequeno. Depois do que aconteceu com Junko em que eles recuaram e recuaram quando a menina pedia socorro ou quando descobriram onde ela estava. Recuaram até ficarem sabendo que ela foi queimada viva, isso foi um choque e um trauma para o pai que sabia que tudo foi culpa sua. 

 

Tinha perdido uma filha e agora sua mulher o afastava do único filho que restava. 

 

Ele suspirou e se abaixou para pegar a criança que no mesmo momento se agarrou nele, as unhas pequenas arranharam seus braços o puxando para perto e as perninhas não demoraram a se enroscar nele e o prender junto ao corpo, os braços agarraram seus ombros e o rostinho se escondeu no ombro largo do adulto. 

 

Ele tinha certeza que se tirasse a mão do menino e parasse de apoiá-lo ele ia continuar grudado em si, tamanha força que usava. 

 

Depois da tensão inicial a família foi convidada a se aproximar da mulher macabra, ela analisou a criança de cima a baixo e esticou uma mão tocando no centro das costas dele o deixando desconfortável e o fazendo chorar mais alto. 

 

_ Tem certeza? Essa criança veio de uma família poderosa, vai ser muito poderoso um dia..._ A voz era um fiapo, parecia machucar a garganta da mulher ao sair, era fina e fraca, fizeram um pouco de esforço para prestar atenção e entender a mulher. 

 

_ Quero que cure ele, tire os poderes dele, tudo. Faça o que precisar mas não quero mais que meu filho fique fazendo essas bizarrices. _ A voz da mãe estava forte e confiante, olhava de canto para a cria com nojo e superioridade. 

 

A feiticeira olhou de um para o outro e com um suspiro começou a selar os poderes do menino, não ia tirá-los ou destruí-los. Os selou no peito do menino, quando ele tivesse em verdadeira necessidade, para salvar não a si mas ao outro, os poderes voltariam. 

 

Quando sentiu suas forças serem drenadas de seus membros a criança esperneou e gritou, os gritos finos e chorados. Sentia uma dor, pequena, porém agoniante em seu peito, se debatia e fazia o que podia, mas não iria conseguir se proteger tendo em vista de seu pai o segurando. 

 

Em um grito, antes do selamento, a criança fez os tímpanos do pai explodirem junto com as luzes dos poucos postes da rua. O pai no susto soltou a criança que tinha desmaiado após o selamento e colocou as mãos nos ouvidos sentindo sangue sair abundantemente. 

 

A feiticeira não se exaltou e fez o corpinho frágil flutuar calmamente antes de chegar ao chão com cuidado e ficar deitado ali. A mãe deu passos para trás ao analisar tudo o que aconteceu e ficou esperando o marido tentar se recompor, somente mais tarde os dois descobriram que ele estava surdo, tinha perdido 90℅ de sua audição.

 

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Depois daquele episódio anos se passaram e o jovem cresceu sendo amparado e cuidado pelo pai, a mãe trabalhava muito e o pai também. Ainda estavam recebendo ameaças, já tinham se mudado e vendido a casa com mais várias coisas, não tinham mais para onde correr.

 

Não tinham mais nada e a máfia estava atrás deles, eles conseguiram pagar metade da dívida o que fez a pressão sobre eles diminuir um pouco, mas sabiam que ainda deviam muito e eles iam cobrar. 

 

Takanori estava com 17 anos e já sem sua magia, pouco se lembrava de quando tinha poderes, sua mãe nunca tocava no assunto e seu pai era surdo e difícil de conversar. 

 

O garoto estava terminando a escola numa das instituições ali perto que era horrível não tinha água encanada e um professor dava mais de duas matérias diferentes. Eram muitos alunos por sala e nesse tumulto já chegou a ter uso e venda de drogas, não tinha caderno nem caneta para escrever então só iam alí, absorviam o máximo que conseguissem e voltavam para casa. 

 

Quando chegava em casa tinha que arrumar a casa inteira e depois fazer comida. Seu pai tentava ajudar no que era preciso mas nunca conseguia fazer muita coisa. 

 

A família chegou a não ter o que comer por vários dias, e tudo só ia piorando com as ameaças. 

 

Mas, Takanori tinha um porto seguro, era o que pensava, namorava pela primeira vez e era com um menino que gostava. O namoro era recente e muito imaturo, ele vinha de uma família um pouco melhor que a de Takanori, mas isso se dava somente porque ele e seu irmão eram traficantes. 

 

Namoravam a meses, sem nenhuma preocupação nem nada, era escondido, mas contando que estivessem juntos eles estavam felizes. Infelizmente em um dia normal sua mãe chegou em casa mais cedo, seu pai dormia, e ela pegou os dois aos beijos no quarto. 

 

A mulher ficou possessa e expulsou o namorado de casa, quando ficou sozinha deu uma surra no filho só parando quando ele começou a sangrar. 

 

Não deu nem uma semana e a mulher chegou em casa com um sorriso enorme dizendo que tinha conseguido uma forma de resolver todos seus problemas. Atrás dela vinham alguns homens fortes e de cara fechada, eles rapidamente identificaram o adolescente e o imobilizaram de forma bruta. 

 

O pai ao ver isso tentou livrar o filho, mas a mulher não deixou puxando-o para junto de si. Depois que prenderam o menino com algemas e uma mordaça a sala ficou em silêncio vendo um dos homens entregar uma maleta de dinheiro para a mulher, o choque presente na face do menino e do pai estavam claros. 

 

Ela havia vendido seu próprio filho e agora eles estavam tendo que observar ele ser levado de dentro da própria casa. O pai do menino tentou mais uma vez fazer algo para salvar seu filho, mas a única coisa que ganhou foi um empurrão e o revirar de olhos de sua mulher. 

 

A porta bateu após a saída dos homens e aquela foi a última vez que ele viu seu filho. 

 

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Olhou em volta assustado, não sabia o que estava acontecendo nem aonde estava. Foi posto num quarto grande e completamente sujo, cheio de outras pessoas que assim como ele estavam assustadas e desconfiadas de tudo. 

 

O quarto era abafado e úmido, tinha somente uma janela pregada no teto e uma porta de ferro com uma grade, ao olhar em volta Takanori viu várias pessoas, de várias idades, sexo e cores.  Estava assustado e foi prendendo a respiração quando notou passos no corredor, a porta de ferro se abriu e rangeu abrindo passagem para alguns homens entrarem. 

 

Eles vasculharam a área, andando entre as várias pessoas sentadas no chão e amontoadas nos cantos, pareciam escolher entre algumas e outras. Eles pegaram cinco pessoas magras demais, e outras duas que não se mexiam a algum tempo, ele não queria pensar nisso, mas desconfiava que estavam mortas. 

 

Quando a porta fechou de novo as pessoas pareceram relaxar e suspirar de alívio, depois de algum tempo ouviu-se murmúrios de conversa e cochichos. 

 

_ Eles nos prendem aqui, e quando alguém morre lá em cima pegam os que estão quase morrendo para substituir._ Murmura alguém atraindo a atenção do adolescente, ele se virou vendo uma mulher negra com os olhos assustados. 

 

_O que?_ 

 

_ Os mais saudáveis ficam porque duram mais. . . Estoque._ Ela fala de novo e depois engole em seco. 

 

_ O que é aqui?_ Pergunta ainda perdido. 

 

_ Uma casa de alimentação particular. . . Somos todos bolsas de sangue para vampiros ricos. _ Um arrepio violento desce a coluna do menino que assustado olha em volta de novo. 

 

Era pior do que ele imaginava. 

 

Com o passar dos dias os mais fracos foram sendo levados, os que ficavam fracos e não tinham lugar lá em cima morriam ali mesmo, demorando dias para os homens chegarem e levar os corpos. Sempre que a grande porta abria Takanori ficava apreensivo, não sabia se era para levar alguém ou deixar outra pessoa. 

 

Tinha visto várias espécies ali, metamorfos, humanos e alguns lobos jovens e fracos. A cada dia eles davam uma pequena quantidade de comida, somente para que as mortes ficassem controladas. 

 

Se sentia amargurado por saber o que a mãe lhe fizera, ficava se perguntando se agora eles tinham dinheiro e estavam bem, ou tinham continuado na mesma. Não sabia se fora vendido pela necessidade ou porque ela viu ele com o namorado. Tinha saudades do namorado também, gostava dele, não era algo do tipo amar e tudo mais, mas gostava realmente do menino. 

 

Depois de semanas em que achava que ia ser o próximo a morrer sua mais nova amiga cuidou de si. Estava magro demais, seus ossos apareciam, dormia por tempo demais e só comia quando sua amiga conseguia algum pão seco ou copo de água. 

 

Ela era a mulher que esclareceu as coisas para si quando chegou, uma africana que tinha cabelo grande e olhos escuros, apostava que ela era linda se estivesse bem cuidada. Talvez se não tivesse, assim como ele, só pele e osso, os cabelos bagunçados e a pele suja. Assim como todos daquele lugar. 

 

Um certo dia não tinha forças nem mesmo para falar, abrir os olhos era um sacrifício e sabia que ia morrer, agarrou a mão de sua amiga e se permitiu fechar os olhos pelo que achava ser a última vez. 

 

Quando acordou de novo se sentia enjoado e com o estômago pesado, ainda agarrava a mão de sua amiga, mas estava em algum lugar diferente, estava em uma cama dura e que o pinicava, tinha soro no braço e via vários outros desnutridos iguais a si em outras macas. 

 

_ Fomos pegos _ Ouviu o murmúrio e olhou para o lado, sua amiga estava olhando em volta e parecia assustada. Estavam numa imitação terrível de uma ala hospitalar, via mais três pessoas consigo e sua amiga do mesmo jeito que ele mesmo estava. 

 

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Notas Finais


Continua......
no Próximo Domingo


Um Parceria de MalikaHarunoo , Kagura Way e Elisha_Sky


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