História Luz e Trevas - Suga - Capítulo 20


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens Jackson, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Oh Se-hun (Sehun), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Exo, Got7, Min Yoongi, Mistério, Sehun, Suga, Suspense, Taehyung
Visualizações 3
Palavras 1.937
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vive a tua memória e assombra-te.

(Jack Kerouac)

Capítulo 20 - 19


Ambos estavam tão próximos que já sentiam suas respirações colirem, e sem ao menos se dessem conta seus lábios já estavam unidos em um beijo desesperado e cheio de emoções.

Durante anos Mallakai imaginava como seria seu primeiro beijo, o modo como iria reagir ou se portar. Mas a única coisa que tinha completa certeza, é que seria com a unica mulher que habitou seu coração durante anos. Até mesmo ensaiou as palavras que diria em frente ao espelho.

Mas naquele momento anos de ensaio foram em vãos, ele não precisava falar nada ou se quer respirar. O oxigênio era algo completamente dispensável. Ele só precisava toca-la, e deixar com que fosse completamente levado. De forma, que todo aquele pânico não passasse de uma sensação que não mais existia.

Todo seu corpo queimava com um simples toque, seu coração parecia prestes a explodir a qualquer instante a medida que Elizabeth intensificava o beijo, deixando suas mãos percorrem o rosto ainda mais pálido que o normal. Ela precisava saber que aquilo era real, que todo calor que agora a aquecia não era o do seu edredom e que ela não iria acordar sozinha no meio da noite, chorando ao se dar conta da frustração.

O beijo apressado, agora era terno e calmo. As línguas dançavam quem perfeita sincronia, como se fizessem isso a anos e estivessem habituados um com o outro.

Era como se ambos preenchessem um papel que eles mesmos nunca imaginaram existir. Ocupassem a lacuna que antes parecia uma imensidão sem fim.

Aquele momento parecia uma ilusão onírica e se ambos acreditassem na teoria Freudiana, aquilo seria a realização de seus desejos mais profundos, onde ninguém poderia toca-los ou separa-los.

Kai por sua vez, a apertava junto a si como se pudessem fundir os corpos. Tudo a sua volta parecia não existir ou ser completamente insignificante e dispensável, ele tinha tudo que precisava bem aos braços. Ele podia abrir mão de sua vida se fosse para ter aquela mulher para sempre.

Havia algo além de toda aquela emoção, algo que infelizmente ele sabia exatamente o que era.

Mallakai estava sem palavras quando finalmente aquele beijo foi interrompido. Ele apenas a observava como se fosse uma imagem sobrenatural, ele estava explodindo em um turbilhão de sensações, não sabia por onde começar ou como se portar.

Frustração...

— Me desculpa. — Murmurou.

Por um instante ele pensou que sua voz não funcionaria. Elizabeth não fazia ideia do motivo pelo qual ele estava se desculpando, mas ela estava tão feliz e confusa ao mesmo tempo que aquilo já não importava.

Kai se culpava internamente por deixar que aquilo acontecesse. Mas o que o fazia se condenar ainda mais, foi por deixar com que se envolvesse. Por deixar que Elizabeth Clark ocupasse um lugar que não era seu e nunca seria.

— Cala a boca. — Disse Liz em um suspiro.

Ela estava completamente confusa quando descansou a cabeça no peitoral de Kai. Ela sabia que havia sido um erro no momento em que o mesmo deixou escapar um suspiro. Ela tinha certeza que havia cometido um pecado imperdoável para com si mesma, quando lembrou que era uma mulher comprometida. O problema é que só se deu conta desse fato, quando já não tinha mais volta.

— Isso não podia acontecer. — Disse ainda abraçado a mulher.

Ele odiava a si próprio internamente por deixar que todos aqueles sentimentos o fizesse perder a sanidade. Odiava a Elizabeth por fazer com que se sentisse daquela forma, não a perdoava por roubar o beijo que guardava para alguém que não era ela. Odiava ainda mais por permitir que sentisse por ela exatamente como iria se sentir por seu primeiro e único amor.

Aquelas palavras pareciam cortantes para a mulher que ainda estava em seus braços, o que era engraçado já que ambos ainda estavam próximos mesmo que não conseguissem encarar um ao outro. O que fez com que agradecessem quando um solavanco indicou que o elevador voltou a funcionar. E por fim se separaram se exitar.

Mallakai ainda sentia seu corpo eletrizado pelo contato anterior, Liz por sua vez estava ainda em choque, como se ainda duvidasse da vericidade daquele momento. Seus olhos percorria todo elevador esperando que ele se desintegrasse diante dos seus olhos e ela gradativamente voltasse a realidade. 
E que todo aquele constrangimento misto a decepção era apenas um sonho ruim.

Despertando completamente quando as portas se abriram em um rangido grotesco.

— Você está bem? — Kai perguntou ao notar que ela continuava parada quando as portas já estavam completamente abertas.

Ele podia nitidamente notar o desconforto da delegada. Ela olhava fixamente para fora, como se esperasse algo acontecer. Seu olhar era imparcial e poderia deixar qualquer um confuso a medida que ia tornando-se cada vez mais angustiado.

— Você pode sair agora...

Suas palavras foram interrompidas por um movimento ágil, onde a puxou rapidamente para fora fazendo com que seus corpos colidissem e se afastassem ao mesmo tempo. Um simples toque era inflamável o suficiente para surtir efeito por todo corpo de ambos.

— Desculpa, eu só estava tentando... — Elizabeth negou com a cabeça para que ele parasse de falar.

Ela não se importava com o que iria pensar, até porque não havia ninguém além dos dois naquele corredor imundo. E de qualquer forma, estava mais que nítido que suas intenções eram as mesmas que a do homem que hesitava bem bem sua frente.

— Só esquece, finja que isso nunca aconteceu. — Murmurou de forma auditivel mesmo que fosse apenas para si mesmo.

— Eu posso fazer isso — Mallakai balbuciou para se proprio de forma auditiva, o que findou atraindo a  atenção da mulher que agora começava andar.

Ela realmente havia mudado, superficialmente não havia vestígios daquela mulher que o beijava com necessidade a minutos atrás. Elizabeth era calejada o suficiente para que se tornasse uma pessoa irreconhecível.

— Acho que é aqui. — Ambos pararam em frente a porta onde indicava o número escrito na chave.

Emoções agora teriam que ser completamente inibidas, independente do que havia ocorrido ou não. Agora não existia Liz e Kai. Eram apenas o investigador e a delegada.

A porta não estava trancada mesmo que o síndico tivesse lhes dado a chave do apartamento, o que de fato era um tanto incomum.

— Ele esteve aqui.

As palavras do investigador fizeram com que a delegada o olhasse surpresa. Eles não esperavam que o suspeito estivesse chegado tão descaradamente perto. Aquilo não estava nos padrões, eles não esperavam por algo do tipo.

— Isso não era esperado. — Elizabeth se pronuncia empunhando a arma.

Independente que ele estiversse ali ou não aquele era o protocolo. Então ela apenas tomou a frente da situação, largando a mão de Kai e começando se locomover como de costume. Abrindo a porta e observando por todos os lados para ter certeza se não havia mais ninguém no local.

Não havia nada na sala de estar.

Assim como esperado o local era pequeno, mas de bom tamanho para alguém que morava sozinha.

— Não se mexa. — Disse de forma calma, mas mesmo assim acabou chamando a atenção da mulher. — Não toque em nada. — Instruiu.

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou olhando para o homem que colocava luvas em suas mãos.

Por mais que Elizabeth fosse uma profissional de prestígio ela ainda era nova no ramo. Já havia presenciado cenas que um civil jamais sonharia em testemunhar, mais nunca tinha visto pessoalmente a reconstrução da sequência dos atos, aquilo ela só havia visto em seriados televisivos.

— Não ultrapasse a minha linha, fique atrás de mim e não faça barulho.

Ela apenas assentiu observando o investigador fechar os olhos e respirar pausadamente. Em questão de segundos ele parecia totalmente concentrado. Parecia completamente diferente do homem que a beijou a minutos atrás, aquele realmente deu lugar ao Investigador Federal. Ele estava completamente imerso em sua função.

Mallakai abriu os olhos lentamente dando o primeiro passo em direção ao cômodo da casa e começou observar tudo.

A garota estava sentada no sofá assistindo ou lendo talvez, quando uma batida na porta a fez desviar os olhos do que estava fazendo e então ela levantou para atender a porta.

Se movimentava de forma calma e calculista enquanto pegou em suas mãos um pequeno porta retrato que exibia uma foto antiga.  Pôs novamente no mesmo lugar e começou fitar atento o pequeno caderninho sobre a mesinha de centro.

Não havia muita coisa escrita no caderninho mas obviamente não estaria lá por conhecidencia, nada que esteja relacionado a um sociopata é mera conhecidencia.

—  Ele era um entregador. — Afirmou com certeza andando em direção a mesa.

Ela não entendeu muito bem o motivo de receber flores de alguém, mas estava animada de qualquer forma. Então apenas sorriu começando a se dirigir em direção a carteira que estava sobre a mesa.

O investigador fazia todo percurso que sua mente o notificar.

Ela soltou um grito fino com o barulho da lâmpada estourando do nada. E então a voz soou vinda da porta. Foi a primeira vez ele entrou.

— Eu posso ajudar. — Sorriu gentilmente.

Aquela foi a sua deixa para adentrar o lugar sem precisar invadi-lo.

Ele andou em direção ao lugar onde a lâmpada havia acabado de estourar e esperou com que ela voltasse com a nova. Ele estava calmo enquanto aguardava de pé na cadeira.

O investigador estava de pé na cadeira com as mãos na lâmpada nova. Ele reproduzia tudo exatamente como era pensado.

Voltou a por diário mesmo local e iniciou o percurso em direção a cozinha. Não era muito diferente da sala, pequeno e um tanto desorganizado. Havia algumas verduras já apodrecidas sobre o pequeno balcão de granizo escuro e panelas desligadas sobre o fogão.

Após girar a lâmpada foi uma questão de tempo para imobiliza-la. Ele era muito mais forte, então foi fácil. Os gritos eram ouvidos mas ignorados pelos vizinhos. A violência doméstica não era algo incomum naquele lugar. Chutes no ar eram distribuídos, acertando a pequena fruteira e derrubando no chão todas as frutas.

Agredi-la era a única forma que a acalmaria, então assim foi feito. Um soco forte em seu rosto foi acertado, fazendo com que a mesma mulher caísse no chão em um só tombo.

Liz observava atenta enquanto Mallakai pincelava com a ponta dos dedos, uma das facas que estavam no suporte sobre a pia. Ele parecia assistir um filme, mas ao mesmo tempo estar dentro da própria cena, como um observador.

O sorriso praticamente ia de canto a canto do rosto do homem ao ouvir os gritos de dor ao introduzir a ponta da faca embaixo da unha da garota. Ele lambia os lábios quando as empurravam para cima, arrancando pouco a pouco de seus dedos. O cheiro de sangue o fazia salivar.

— Ela não foi capturada no caminho para o trabalho, ela foi capturada aqui. — Não abra o lacre. — Disse direto entregando a faca em um saco plástico vetado.

Ele continuou em silêncio quando começou percorrer o caminho ao pequeno corredor estreito em direção possivelmente ao quarto.

— Você fica.

Se referiu a Elizabeth que o olhou sem entender completamente. No fundo ele sabia que aquilo não iria adiantar muito, ela jamais ficaria.

— Não é como se essa fosse uma escolha sua...

Sua palavras foram interrompidas quando adentrou o quarto, parando inerte diante a imagem vista no espelho do guarda roupas.

"Hi, Liz!"

Elizabeth estava paralisada. Aquilo definitivamente seria um sonho bom, seguido de um pesadelo. Não existia possibilidades de ser real, não quando uma imagem como aquela estava diante dos seus olhos.

As palavras escritas em vermelho escarlate a fez engolir seco. Naquele momento eles apenas se entre olharam em meio a surpresa, aquilo não era possível, e se fosse pelo menos não humanamente.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...