História Luz e Trevas... Por que não? - Capítulo 29


Escrita por: e Ninaa-san

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Zeref
Tags Demonios, Romance, Zelu, Zerlu
Visualizações 88
Palavras 1.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!!

Vou dizer uma coisa a vocês, não estou muito satisfeita com esse capitulo. Ele estava maior, eu juro, ultrapassava as 2000 palavras, já estava pronta para ser postada, mas eu fechei o arquivo e não salvei, então o resto do que eu tinha escrito se perdeu, não lembro direito o que eu tinha colocado >.<

Eu pensei em reescrever a parte perdida, mas fiquei desanimada por causa da minha lerdeza, então para não demorar mais eu resolvi postar até a parte onde eu tinha escrito e complementar para um final mais digno. Espero que gostem apesar de ser um versão menor que a original

Capítulo 29 - De Volta ao Lar


Mais uma vez em um trem. As memórias das recentes viagens ainda estavam muito vivas na memória de Lucy. Ela simplesmente se via incapaz de esquecer o toque cálido em seus lábios, parecia tão real, mas seus batimentos, seus sentimentos no momento foram reais. Gostaria de esquecer, porém dentro daquela locomotiva revivia o “sonho” uma e outra vez sem que pudesse se conter. Decididamente não adormeceria durante o percurso, evitaria que algo do tipo voltasse a acontecer.

Entrou em uma conversa animada junto com seus amigos para que se mantivesse acordada, estava cansada, queria muito dormir, mas agüentaria o que fosse. De acordo com o que Amaya disse a viajem nada duraria mais que duas horas. Perguntava-se para onde iria, ninguém nada lhe disse e quando perguntou as meninas deram um estranho sorriso cúmplice, ficou temerosa de que elas pudessem estar armando algum tipo de piada. Apesar de preocupada tentou relaxar, o fato de não estar indo para outra missão em si já era tranqüilizante.

Duvidas lhe surgiu à mente quando de repente lembrou o motivo de estar saindo de Magnólia. Treinamento. Entendi a etimologia da palavra, mas por quê? Definitivamente não conseguia pensar em algo bom relacionado a isso, principalmente pelo fato de estar tentando controlar sua magia branca. Tinha muitas perguntas, sobre o Zeref, os demônios dele, onde as meninas estiveram durante todos esses anos, o porquê do Natsu não se lembrar de nada e principalmente ainda estar vivo, e onde nessa história entra a Minerva, porque até então não faz sentido ela ser uma espiã infiltrada.

Quanto mais pensava nas possíveis respostas, mais a sua cabeça doía, nada fazia sentido. Tudo ficou extremamente confuso a partir do momento em que reencontrou o melhor amigo em Hargeon com o mesmo sorriso animado como se nada de fato houvesse acontecido. Desistiu de tentar entender sozinha, não a levaria para lugar algum, se deu por vencida ao menos naquele momento, se entregaria a ignorância de não saber o que de fato ocorreu no passado. Uma hora ou outra Amaya e Yuki acabariam lhe contando toda a verdade.

Passado o tempo finalmente chegaram ao destino final, devido a conversa animada horas pareciam ter voado. Lucy começou a olhar envolta, foi tomada por uma sensação de nostalgia. Aquele lugar lhe parecia familiar. Quando estava prestes a explorar o local seus olhos foram tapados por um tipo de venda, do lado esquerdo Yuki se agarrou ao braço da loira como uma criança e no lado direito Amaya envolveu a mão da amiga entrelaçando os dedos como um amante faria. Rogue, no entanto somente observou rindo a pobre da loira tentando escapar e não conseguindo.

Agora que todos estavam de mãos dadas Yuki usou de sua habilidade de teleporte para sair da estação. Do ar quente proporcionado pelas respirações das pessoas e a fumaça do trem, foram recebidos com uma suave brisa fria, o cheiro de rosas preencheu os pulmões de Lucy que sorriu brevemente. Imaginou quão adorável seria o lugar que foi levada.

A venda deslizou em suas pálpebras para enfim cair no chão. Lentamente abriu os olhos e inevitavelmente assim que reconheceu o lugar as lagrimas se juntaram. Começou a chorar sem parar, a respiração acelerada a fez engasgar, não podia acreditar, depois de tantos anos, estar ali novamente parecia algum tipo de sonho. Nada estava fora do lugar, os escombros antigos já não existiam mais. Rogue apertou a loira em um abraço a mantendo de pé. As pernas dela tremiam tanto que era impossível manter equilíbrio, a qualquer momento poderia cair. As meninas se juntaram ao abraço passando conforto para Lucy.

 

A mansão Heartfilia foi restaurada. Todo trabalho de obra original foi mantido, é como se a batalha que Fairy Tail teve ali a muito tempo nunca tivesse ocorrido. As cores, a alegria, tudo estava de volta em seu devido lugar. Parece que estava de volta há nove anos quando ainda vivia com o pai, tendo somente como companhia os empregados e seus espíritos celestiais. 

— Como... Por que... ? — balbuciou ainda entre lagrimas.

— Nós queríamos te fazer uma surpresa. Temos feito por anos inúmeras missões perigosas, somente para poder comprar seu lar de volta. Sabemos o quanto aqui é importante para você.

Amaya acariciou levemente o cabelo dourado transmitido conforto a amiga chorosa.

— Que tal explorarmos um pouco? Temos muito que ver!

Yuki rompeu o momento emocionante com uma atitude animada. Deu um sorriso cheio de significados para Amaya antes de sair correndo puxando Lucy pela mão. Foram em direção a parte de trás da mansão. A loira então lembrou que as terras Hearthfilia se estendiam até montanhas, aquele lugar seria perfeito para um treinamento.

Deixou-se ser levada pela animação da amiga, estava tão empolgada quanto ela. Queria fazer um tour, apesar de ter crescido ali adoraria visitar mais uma vez todos os cômodos que costumava freqüentar, seu quarto, a cozinha, o quarto dos pais, a biblioteca privada além do escritório onde tem as lembranças mais tristes. Gostaria de ver tudo novamente. Sentir-se-ia perto dos pais, como se fosse mais uma vez uma garotinha vivendo mais uma vez com as pessoas que mais respeitou e amou em toda sua vida.

Conforme corria entorna da casa mais perto ficava de uma pequena rocha gigante. Na verdade aquilo lhe parecia no mínimo estranho, não se lembrava de ter aquilo ali, ainda mais em cores tão vibrantes. Quer dizer, não é todo dia que se vê uma rocha enorme de cor azul. Bem, quando chegou perto o suficiente concluiu que aquilo não se tratava de um mineral e sim de um gigante animal.

Lucy prendeu a respiração por breves instantes, soltou-se da mão da Yuki e, apesar de não gostar, correu o mais rápido que pode em direção do animal. Quando estava perto o suficiente ficou abismada, ali nada mais, nada menos, se tratava do rei dos dragões. Enfurecida seu rosto branco adquiriu a cor avermelhada, as veias pulsavam em sua testa, fincou as unhas na própria mão aumentando o aperto, a dor sequer era paria para a raiva naquele momento. Em plenos pulmões gritou o máximo que seria capaz.

— ACNOLOGIA!

O dragão estremeceu. Rapidamente levantou a cabeça iria atacar quem quer que tenha incomodado o seu sono, além de ter provocado um zumbido irritante no ouvido. Parou no meio do rugido ao ver uma loira estupefata no chão. Não sabia se ficava emocionado ou com medo o olhar dela era capaz de assustar qualquer um. Antes que algum tipo de batalha inútil começasse diminuiu o seu tamanho até voltar a sua original forma humanóide.

A pele bronzeada pareceu se destacar ainda mais por causa do sol. Ele foi o primeiro a fazer um movimento, rodeou Lucy com seus braços a apertando forte, o cheiro dela preencheu seu peito, por um momento foi preenchido por nostalgia. Diferente da criança de antigamente agora ela estava mais robusta, especialmente na área peitoral, não negou que a pirralha chorona de antigamente foi substituída por uma linda mulher.

— Você continua baixinha. — murmurou ao ouvido de Lucy provocando a ela arrepios.

— Idiota, me solta.

— Sem chance. Não sei o que seria capaz de fazer comigo se eu te soltasse agora. — riu baixinho.

A respiração masculina batia no pescoço de Lucy provocando mais arrepios além de um constrangimento maior. Desde que chegou até aquele momento suas emoções mudaram tão rápido quanto o fluir de um rio. Estava confusa com tudo, mas feliz, com raiva, mas nostálgica, com medo e triste, porém ansiosa.

Agarrou-se ao amigo que a muito não via, dedilhou os dedos discretamente em suas costas nuas. Os músculos eram tão obvio, não foi capaz de se conter. Lembrou do menininho briguento, rude, essa imagem brusca e estupidamente forte combinava com ele afinal.

— Desculpe, nunca quis te machucar.

Dessa vez o tom de brincadeira sumiu da voz de Acnologia, somente podia se perceber o profundo arrependimento, tanto em sua voz quanto em seu gesto. O abraço de urso se tornou ainda mais apertado. Ele estava sendo sincero em suas palavras, não tinha intenção de machucar a Lucy, por mais que tenham brigado na infância, por mais rude que tenha sido isso não muda o fato de que se importa verdadeiramente com ela.

Sem dizer uma única palavra a maga celeste apertou ainda mais os finos braços naquele grande homem. Ouviria depois tudo o que ele tinha para dizer, o perdoaria momentaneamente. Estava sendo injusta e sabia disso, estava dando a Acnologia o que não deu ao homem que mais amava, uma chance para se explicar, para se arrepender e contar as coisas pelas quais passou.

—Hey! Vocês dois eu aconselho parar com o melodrama. Seria um desperdício perder a casa a qual batalhamos tanto para reconstruir.

Amaya chegou chamando a atenção deles. A cara dela era de puro tédio, quase ao nível cômico. Até os dois se perderem no seu próprio mundinho estava feliz em ver o tão poderoso rei agir de modo tão carinhoso, porém certas circunstancias obrigou a intervir.  

Apontando para a mansão uma massiva onda negra ronda, parecia ser a mais pura irritação. Lá estava mais uma vez. Lucy até então, perdida em tantas emoções, não percebeu sua magia reagir. Desfez o abraço e quase que imediatamente a magia assustadora se desfez. Achando engraçada a situação, sem escrúpulos Acnologia colocou o braço sobre os ombros da maga, a aura retornou ainda maior que antes. O maldito do dragão adorava provocar. Abriu um belo sorriso provocante deixando a amostra seus longos caninos pontiagudos.

— Você é impossível, custa colabora um pouco? Ele vai tentar te matar. — Amaya se deu por vencida, de nada adiantaria tentar impedi-lo.

— Não! Ele merece um pouco de tortura.

— Continua uma criança como sempre. Ser tão poderoso não significa ter maturidade, hein? — foi à vez do Rogue se meter na conversa. Deu um olhar repreensivo balançando a cabeça negativamente.

— Falou o pirralho que chorava por tudo, era sempre consolado pela tia Layla, como um neném. — a gargalhada do Acno ressoou forte, tão animada e bonita.

— Parece o Natsu! Grande, burro e criança que nem ele.

A provocação do Rogue deixou o albino vermelho de vergonha irritação. Como uma brincadeira de pega eles começaram a correr para longe das meninas proferindo palavras rudes e rindo alto. Aquela visão era única, o moreno raramente ria daquele modo, talvez reencontrar todos novamente o tenha levado de volta aos tempos de infância.

Estavam todos juntos novamente, em um lugar especial para Lucy, cheio de memórias felizes e tristes, aquele não seria apenas mais um treinamento, aquele seria o momento de deixar tudo às claras, o que houve no passado, porque estão vivos. Esse será o momento único exclusivo deles, não podem voltar a infância, mas podem recuperar tudo o que perderam no tempo em que estiveram separados sofrendo, em angustia. Esse é apenas o começo de todos eles.



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