História Luz Na Escuridão - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, EXO, Got7, Monsta X
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, G-Dragon, Jackson, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kai, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Lu Han, Min Hyuk, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Sehun
Tags Abo, Bts, Exo, Kaisoo, Magia, Mpreg, Namjin, Reinos, Vhope
Visualizações 87
Palavras 6.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores!
Tudo bem?
Mais uma história para mim e para vocês. Eu espero que gostem, espero mesmo!

Tentarei postar ela de duas em duas semanas, já que tenho outras fics para atualizar. e claro, quero fazer ótimos caps, para a história. Se puderem, deixem um comentário, ok? Dei o meu máximo para fazer algo agradavel, por essa razão, preciso da sua opinião.

Nos vemos numa prx...

BOA LEITURA.

Capítulo 1 - 01


Fanfic / Fanfiction Luz Na Escuridão - Capítulo 1 - 01

The Beginning 

Guerra...

Uma única palavra, que pode fazer vidas mudarem de uma maneira drástica, ou até mesmo  trazer mudanças boas. Mas, como se inicia uma guerra?

Tem vários meios de um inicio, mas qual seria?

#

 Park Kyung, o rei do reino Sul, governa com amor e plenitude,  é um ômega amado por todo seu povo. Quando o mesmo era pequeno, ele teve a sorte, digamos assim, em receber o poder de seus ancestrais. Mas, era algo que só ele e sua família sabiam, porém, ele não sabia que esse poder era uma ponte para a perdição de uma grande amizade, que o mesmo tinha com o reino norte.

Kim Jihoon, o rei do reino Norte, um alfa eficaz. Nada para si parecia impossível, e para ele o que não foi impossível, e sim um sonho realizado: A Grande União. Ambos os reinos, ficaram satisfeitos com a união, e durante bastante tempo, a paz ficou sendo a guia para os dois.

Com o tempo, os reinos fizeram alianças com outros reinos, governados pelos Jung e os Oh.

No começo, para o Kyung, era difícil, já que o mesmo estava tendo sentimentos pelo rei do reino Norte, porém, ele sabia que devia se privar de amar... Seus poderes estavam em perigo, um mal estava chegando, mas ele não sabia de onde vinha ou quando. Todavia, não temia, apesar de ser um ômega, era valente e não era de baixar a cabeça para qualquer um, a não ser para seus pais, ou até mesmo o seu irmão mais velho.

O tempo foi passando, e a união só se fortalecia, enchendo o povo de alegria e satisfação. Mas, algo estava acontecendo no reino Norte. Ômegas estavam sumindo sem explicação, deixando as famílias desesperadas...

_

- andem. Mais rápido. – gritava o general.

Eles perseguiam algo, no meio da grande floresta perto do reino dos Kim, mas eles não sabiam o que era aquilo, porém, ele era o causador do desastre que pairava no grande reino Norte.

Os cavalos corriam em uma velocidade, que fazia os pequenos animais da floresta fugirem.

- senhor, o que o acha quer pode ser isso? – um dos guardas se aproximou do general, e apontou para a criatura imensa de quatro patas. – ele é rápido demais!

- não importa, temos ordens expressas do rei Kyung. Ele é o causador de tudo isso.

Os dois homens, assim como todos, pegaram suas espadas e adentraram mais á fundo na grande floresta...

_

- fique calmo Kyung, logo receberemos noticias. – o rei alfa tentava acalmar o amigo, pois o mesmo não para de andar de um lado para o outro. – você irá fazer um buraco no chão!

- pare de fazer graça Jihoon, eu estou preocupado! – o ômega se aproxima do alfa, e fala: - não fique com essa cara, vamos pegar a pessoa que esta fazendo isso de um jeito ou de outro, nem que para isso, eu que tenha que ir atrás!

Querendo ou não, o alfa se sentia aflito, nunca havia passado pela sua cabeça, que tal coisa aconteceria ao seu reino. Perder tantos súditos, algo espantoso. O Kim sabia que o Park era destemido, e quando desembainhava uma espada, acabava com o inimigo, mesmo sendo um ômega, o que era incrível para todos que ouviam falar das batalhas vencidas do Kyung.

- não será necessário, e não vou deixar você se arriscar dessa forma, além do mais, você é um ômega. – o alfa falou, e recebeu uma olhada nada amigável do ômega á sua frente.

- e o que tem eu ser um ômega, senhor Kim? – o alfa engoliu em seco. – Hum? Ser ômega não significa nada pra mim, eu sou muito forte, sabia?

- você não precisa ficar assim?! –  falou o alfa, clamando por seus ancestrais.

- assim como? – o baixinho se aproximou mais. – eu estou totalmente normal.

- Kyung... me desculpe, eu não queria falar uma coisa dessas!

- mas falou, e espera que eu faça o quê?

- bem... – o alfa pensava no melhor jeito de convencer o ômega a não acabar consigo, mas nada passava na sua cabeça. Porém, sua mente parou de pensar, assim que um dos seus guardas adentrou a sala do trono, o desespero que estava no rosto do guarda, era totalmente visto pelos dois governantes, e isso desesperou o alfa.

- s-senhor, me desculpe entrar desta forma, mas trago noticias do batalhão, que foi mandado atrás do acusado. – o alfa, falou de uma forma desesperada.

- diga o que aconteceu, pegaram ele? – o rei do norte, foi rápido na sua pergunta.

- sim, mas... não são boas!

- o que aconteceu? – dessa vez, quem perguntou foi o ômega.

- todos, todos os soldados, eles... eles foram mortos. – ele terminou e abaixou a cabeça.

- como assim? – o ômega gritou. – eu mandei meus melhores soldados, e os daqui acompanharam, como isso pode ter acontecido?

- e-eu não sei...

Até o certo momento, o rei do norte não tinha pronunciado nenhuma palavra, sua boca estava presa e sua respiração descompensada, não acreditava que seus melhores soldados foram mortos, fora que os soldados do sul estavam junto, não poderia ser verdade, isso não tinha cabimento.

- Kyung. – o alfa chamou o ômega. – vamos ver, eu preciso ver isso. – o ômega assentiu. – nos leve até o local.

Ele falou para o soldado e o mesmo  se virou para se retirar da sala, e logo atrás dele, iam os dois governantes...

Eles saíram do castelo e foram pegar seus cavalos, rapidamente montaram nos animais e  seguiram para a floresta.

No decorrer do caminho, Kyung sentia certo arrepio, ele sentia algo naquela floresta que não o agradava. Mas o que era?

- estamos próximo senhor. – falou o soldado.

E de fato os dois sentiam que, estavam próximo ao local, um cheiro de sangue, invadia suas narinas, fazendo ambos terem ânsia.  Quando eles finalmente chegam, a cena que comtemplavam, era horrível : era sangue espalhado por todo lado; corpos se encontravam dilacerados. Era execrável, apenas um animal para fazer tal coisa...

- todos, foram todos mortos? – a voz do rei ômega saiu baixa, porém foi ouvida pelos dois alfas ao seu lado.

- não, felizmente não. – respondeu o soldado. – nessas tendas. – apontou para as mesmas. – à betas cuidando dos soldados que ainda estão vivo.

- ok, ajude os outros. – ordenou o alfa, e o soldado obedeceu.

Logo, os dois seguiram para as tendas, e entraram em uma.

Os gritos dos soldados se espalhavam pela tenda, mas o que era mais surpreendente, era o que acontecia com os homens após serem curados : antes mesmo de se sentirem totalmente bens, morriam... simplesmente gritavam e morriam.

Era assustador, não dava pra acreditar no que acontecia.

- senhor? – um dos betas se aproximou dele, com a mão cheia de sangue. – que bom que veio, mas as noticias não são as melhores!

- eu entendo. – os alfa suspirou. – o que realmente está acontecendo com  eles?

- pra ser sincero, eu não entendo. É meio difícil de explicar, é como se uma magia estivesse prendendo eles em algum lugar, e eles começam a gritar como se tivessem em seu pior pesadelo.

 O alfa não compreendia, para ele os betas eram os melhores em desfazer e reconhecer magia, mas eles não tinham explicação, e isso era frustrante.

- continue, e depois se tiver algo, me fale, ok?

- sim vossa majestade.

O alfa continuou olhando para os homens, e finalmente se virou para o rei ômega.

- Kyung?

Entretanto, o ômega não se encontrava mais perto de si. O alfa olhou para os lados, mas foi em vão, o rei do Sul não se encontrava na tenda.

“ ele estava aqui agora pouco” pensou o rei.

- com licença, senhor. – se aproximou um de seus conselheiros. – me perdoe incomodá-lo, mas eu preciso que o senhor veja algo.

- eu posso ver depois? – perguntou o rei. Ele realmente queria achar o ômega e não ver o que o conselheiro pediu.

- creio eu, que será de seu interesse.

- ok, vamos.

O rei acompanhou seu conselheiro, eles andaram um pouco mais adiante. Quando eles chegaram ao local, o rei viu o que nunca imaginara: um dos soldados, estava transformado em lobo, e o que era mais estranho, era que o lobo estava com seu pelo totalmente branco, como se a cor tivesse sido drenada. Seus olhos estavam brancos eles não obtinham a pupila.

- já perguntei aos betas, e eles disseram que sua força foi totalmente sugada. E o que mais me intriga é, que esse lobo não é um dos nossos soldados.

- não?

- não, esse lobo... é um ômega.

- como assim um ômega? E o que ele estava fazendo aqui? – perguntou o rei.

- esse ômega estava acampando aqui perto ontem à noite, e estava com mais alguns amigos. Foram eles que nos falaram sobre esse ômega. – o conselheiro se aproximou do rei, e continuou.  – eu acho que foi a mesma criatura que pegou os outros ômegas, acho que ele faz isso com todos os ômegas que sequestrou.

- você acha que ele pode está próximo?

- talvez, não sei ao certo.

“Kyung!”

O alfa pensou, e deixou o conselheiro sozinho, e sem ao menos falar algo. Ele voltou para o acampamento, olhou para os lados, em busca do ômega, mas... ele não estava lá.

- você viu o rei Kyung? – ele perguntou á um grupo de alfas que estavam de vigia.                                                                          

- ele passou por aqui agora pouco, creio que foi na direção da floresta. – respondeu um dos homens.

Por um momento, o coração do rei palpitou de um forma desenfreada, ele, por alguma razão sentia uma enorme preocupação, ao pensar que o ômega pode esta na floresta,  onde a criatura que matou todos soldados estava, e pior... ele estava sozinho.

- muito obrigado. – o rei se retirou de lá, correndo para a floresta.

Não importava mais nada no momento, ele queria encontrar o rei do Sul. Algo estava o incomodando, mas não sabia ao certo o que era.

Uma aflição beirava seu coração, trazendo uma sensação totalmente desagradável. Ele andou de um lado para o outro, tentando avistar o rei, porém sem êxito. De repente, ele sentiu um doce aroma, a qual nunca sentiu. O cheiro doce estava forte, mas junto ao doce cheiro, vinha um hircismo, e era muito desagradável.

Ele seguiu na direção oposta, a que seguia antes, logo, seguindo para onde supostamente vinha aqueles aromas distintos. Parecia que o cheiro doce o chamava, e o impulsionava para frente.

Quando o rei chegou ao local, ele viu quem estava procurando. O rei ômega, Kyung, estava de costa para si, e o cheiro vinha do menor. Mas, o ômega estava estranho, ele não se virou ao escutar o alfa se aproximando.

- Kyung, você esta bem? – mas não houve resposta. – ei, por que você não responde? Kyung!

- me mata...

- Hum? – o alfa tentou entender o que o ômega queria dizer, como assim matar? – d-do que você está falando?!

- por favor, me mate! – o ômega dizia com uma voz baixa, e um pouco chorosa.

- Pare de dizer bobagem! E olhe para mim. KYUNG!  - o alfa gritou.  – Kyung, pelos nossos ancestrais, se vire pra mim!

Ao terminar de falar, o ômega faz o que foi pedido. Todavia, ele estava diferente ; seus olhos – que antes eram negros e grandes – estavam vermelhos e derramavam sangue, pareciam lágrimas ; seu rosto estava pálido.

- Jihoon, eu nunca te pedi nada, mas agora, eu realmente estou implorando... me mate!

- não, pare falar besteiras! – o alfa falou. – eu nunca faria isso com você, nunca!

- mas faça. – o ômega deu u passo para frente. – não se afaste. – o rei do sul falou, ao perceber que o alfa se afastava.

- por favor! E-eu não irei fazer isso...

- sabe, durante muito tempo, eu observei as estrelas, as nuvens e sempre esperei uma resposta, mas ela nunca chegou. – o ômega deu mais um passo. – as vezes, quando eu era pequeno, eu sentia medo de mim, já que eu não entendia do por que meu ancestrais me castigarem de tal forma, eu queria ser normal! Por que tinha que herda isso?

O alfa estava confuso, ele não entendia nada que o ômega falava. E quando o alfa percebeu, que a aproximação do ômega estava quase ínfima, ele se afastou. Porém, o ômega foi mais rápido.

- não, não se afaste. – Kyung segurou o braço do alfa, antes que o mesmo se afasta – se. – você, só você pode fazer isso.

- eu nunca machucaria você! – o alfa passou uma das mãos no rosto do Park. – eu não vou ferir você, não me obrigue á isso!

- eu sei, mas antes... – o Park levanta sua mão e toca o rosto do Kim. – espero que não fique com raiva. – Kyung cola seus lábios, aos do alfa.

Entretanto, antes do alfa mover os lábios, imagens passaram pela sua mente, mas nada que passava, havia visto antes.

Um lobo, de olhos vermelhos estava a sua frente, e o que o Jihoon não sabia era que as imagens que ele estava vendo, era tudo que Kyung viu. O lobo se aproximava de si, ele via a boca do lobo se mover, ele dizia algo, porém, o alfa não ouvia.

“ O que esta acontecendo? ‘’ pensou o rei do Norte. “ esse lobo, nunca o vi antes...”

Seus pensamentos foram interrompidos, quando o alfa sentiu um liquido passar por entre seus dedos, e abriu os olhos. O que viu, acabou consigo.

- v-você nunca iria fazer isso. – o ômega falou com um leve sorriso nos lábios.

- Não! – a daga que o alfa sempre carregava consigo, estava enterrada na barriga do ômega. – eu, eu não acredito!

- não se preocupe, não foi você. Mas, eu precisava que fosse você segurando, apenas você poderia fazer isso. – os olhos do Park, começaram a se encher de lágrimas. – não fique zangado, por favor! Parece confuso, mas...

- Kyung, por quê?

O ômega deu um leve sorriso, e levantou sua destra direita tocando na nuca do alfa, encostando suas testas, e outra vez imagens , dessa vez embargadas, se fizeram presente. Mas, era tudo tão horrendo, ele via muitos corpos sem vida, e podia ouvir gritos de várias pessoas.

- se eu não morrer, isso iria acontecer, eu não podia evitar o inevitável, sabia? – Kyung falou quando afastou sua testa.

- Kyung, você não tinha esse direito. – os olhos do alfa já estavam carregados de lágrimas. – você não pode me deixar, não agora, por favor!

- mas quem disse que vou? Eu nunca vou me afastar de você, nunca. – as pernas do menor não aguentavam mais, e se não fosse segurado pelo alfa, o mesmo tinha caído com brutalidade no chão. – e-eu sempre vou esta com você, não se preocupe. – a doce voz do ômega já estava fraca. – e nunca esqueça de uma coisa... Jihoon, eu te amo.

E os olhos se fecharam.

Eu te amo, essas três palavras balançaram o alfa, ele já havia escutado várias vezes essas palavras, mas nunca antes, tinham dado tal impacto no rei.

- Kyung? POR FAVOR, NÃO! – o alfa tirou a daga de dentro do menor,  a jogou no chão. – não faça isso comigo, pequeno... não.

Mas, tais palavras não puderam ser ouvidas pelo ômega, seu  corpo já se encontrava sem vida. O alfa deixou seus olhos derramarem o que estava preso, ele não acreditava no que estava acontecendo. Seu choro era baixo, e seu abraço no corpo do menor era apertado.

- majes... o que aconteceu aqui?! – o rei escutou. O conselheiro do Sul apareceu. Porém, ele – conselheiro - estava entendendo tudo errado.

O alfa não respondeu, ele só queria continuar segurando o pequeno corpo, que se esfriava, em seus braços.

Alguns guardas chegaram ao local, e o rei foi separado do ômega...

(...)

A guerra começou...

A união foi desfeita...

Kisung, o irmão mais velho do ômega, ocultou do povo o motivo da separação, e deu o inicio a guerra...

O tempo foi passando, e o reino Sul queria se vingar, o problema é que eles não sabiam o real motivo da morte do rei ômega, eles não sabiam que Jihoon não tinha culpa, porém, o alfa se culpava todos os dias.

Durante anos, a guerra entre eles se manteve firme, e vários homens morreram, mas, ela  cessou  quando o rei alfa ficou doente, e morreu. Mas antes, ele deixou uma herdeira.

Sua filha, Eunbi, ficou em seu lugar. Ela não era a favor da guerra, mas o reino Sul ainda se sentia traído, e não acabaria tão cedo. Ela se casou jovem, já que precisava de um alfa, e com o tempo ela engravidou e teve um belo pequeno alfa, Kim Namjon.

No reino Sul, Kisung teve dois filhos,  Junho e Minho, ambos alfas, mas infelizmente um deles – Minho - morreu por algum motivo que os betas não conseguiram descobrir. Kisung ficou velho e assim, faleceu. Junho ficou no lugar, e começou a governar, ele se casou e teve um filho, Park Chanyeol, um alfa.

 

Vários anos depois...

Reino Sul : Governado por Park Chanyeol e seu esposo Baekhyung. Ambos estavam felizes, e governavam com amor, e Chanyeol diferente de seu avô e seu pai não tinha interesse em guerra, ele só queria terminar de formar sua família, só faltava um filho.

Reino Norte : Governado por Kim Namjon e seu ômega Seokjin. Eles governavam com plenitude, eles tinham um sonho assim como o casal do reino Sul, eles queriam um filho mas, diferente do casal Park, seus ancestrais foram generosos e lhe concederam um fruto do grande amor que eles sentiam.

Reino Norte

O dia estava  calmo e o sol brilhava fortemente no céu azul, e algo estava acontecendo no castelo. Algo esperado durante bastante tempo, e agora estava acontecendo...

- calma meu amor, vai ficar tudo bem. – O rei alfa falava perto do marido.

 Finalmente o filhote dos Kim estava nascendo.

- Nam, meu amor, eu... aahhh... – Seokjin gritava sentindo as contrações. Mesmo com as dores, ele estava feliz, seu filhote estava chegando. – Namjon, quando  o médico vai c-chegar?

- ele já esta chegando... só mais um pouco.

Assim que o rei terminou de falar, um beta entra no quarto.

- me perdoe a demora senhor, infelizmente, tive imprevisto, mas...

- depois você me diz, ok? – o alfa interrompe o beta. – meu marido precisa de você, rápido!

O beta apenas assentiu, e correu na direção onde o ômega se contorcia e gritava. O médico se aproximou, e falou:

- majestade, tente respirar fundo, e vai ficar tudo bem!

Seokjin tentou se acalmar, e respirou fundo. O ômega fez o que foi pedido, e respirou mas...

- AAAAAAAHHHHHH... -  Seokjin gritou.

O beta tratou de agir, já que durante muito tempo a magia que antes era dominada pelos betas, deixou de ser exercida pelos mesmos. Afinal, a guerra fez com que o esquecimento da magia - que fora deixada pelos deuses – fizesse presente. Magos, deixaram tudo de lado, e com o tempo foram adotando os meios que eram antes usados pelos humanos, porém, ainda existia alguns que usavam o presente que antes, seus ancestrais davam maior valor.

- empurre! – dizia o beta.  Faltava só mais um pouco para o bebê nascer, mas o ômega já não estava aguentando mais... – isso majestade! Só mais um pouco!

O rei alfa se aproximou do marido, segurou a sua mão e sussurrou:

- eu estou aqui meu amor, nosso filho esta quase chegando. Jin, eu te amo.

Após o alfa terminar de falar, no ouvido do ômega, pôde ser ouvido o choro do bebê.

- nasceu! Nasceu! – o beta gritou.

Assim que Namjon levantou o olhar, ele pode ver o beta segurando um ser pequeno nos braços, e o mesmo chorava a plenos pulmões. Namjon largou a mão de seu ômega, sem antes de lhe dar um beijo na testa, e se aproximou do beta que segurava seu filhote.

- veja majestade, é um lindo menino. O nosso príncipe finalmente nasceu.

Os olhos de Namjon brilhavam por causa dos vestígios das lágrimas, que já queria descer. Ele tocou o rosto de seu filhote, e admirava cada traço do bebê.

- meu filho. – o alfa pegou o filhote nos braços. Ele olhou para o marido, e se aproximou do mesmo. – nosso, o nosso filho.

- é, ele é lindo, Nam! – os olhos de Seokjin derramavam lágrimas de alegria, e de dor é claro! Mas, ele estava imensamente feliz.

- claro, foi eu que fiz! – Namjon esboçou seu lindo sorriso, e a maravilhosa  covinha que Jin ama, apareceu.

-pode até ser, mas você sabe que eu tenho a maior participação. – Jin riu, ainda sentindo um pouco de dor. – me der ele aqui. – o alfa entregou o filhote ao ômega, e jin pode ver o rostinho que estava ansioso, para comtemplar.

- que nome vamos dar a ele? – perguntou Namjon.

- bom, naquele dia... quando conversamos, você disse que achava Jongin, um nome bonito. – Jin sorriu. – vamos chama – lo de Jongin.

- perfeito! – Nam falou. – obrigado Jin, por me dar seu amor, e ele... – ele passou a mão no rosto do filhote. – meu pequeno príncipe.

- e obrigado Namjon, por me deixar fazer parte da sua vida!

- bem, eu fico feliz por vossas majestades, mas eu preciso ir. – falou o beta. – com licença.

O médico se retirou, e o casal ficou trocando carinhos, até os empregados entrarem e cuidarem do rei ômega e do pequeno Jongin.

O rei ficou tão feliz em ser pai, que fizeram uma comemoração. O reino Norte, festejou durante dois dias, já que fazia tempos que uma noticia boa não se fazia presente no reino. O povo ficou alegre em saber que tinham um príncipe, que com certeza cuidaria do reino assim como os pais.

dois anos depois....

Reino Sul

 O sol estava belo naquela manhã, e fazia questão de passar pelas cortinas, e chegar até os olhos do ômega que ainda se encontrava em sua cama. Ele se remexeu, e virou o rosto para o outro lado, pois ainda se sentia cansado, não queria levantar.

- se continuar assim, você ira se fundir ao colchão, meu amor. – o ômega escutou uma voz se espalhar pelo quarto. – o sol já nasceu, e creio que você quer vê – lo.

- não, hoje não. – o ômega colocou seu rosto contra o travesseiro. – e também, não é o sol que eu quero ver nascer!

- eu sei, mas... – o ômega sentiu uma mão sobre sua coxa. – logo esse dia chegará.

O ômega finalmente tirou seu rosto do travesseiro, e olhou para o alfa. Ele sorriu, e se levantou.

- mas, eu estou igual á uma foca! – ele fez biquinho.

- pra mim está lindo. – o alfa se aproximou do ômega e deixou um pequeno selar em sua testa. – está perfeito. – e colocou seus lábios contra o pescoço do menor, e deixou um beijo na marca que o mesmo fizera há um tempo atrás.

- Chanyeol, isso faz cocegas. – o ômega afastou o rosto do marido de seu pescoço.

- eu sei Baekhyung, mas você ainda tem o cheiro que me deixa louco! – o alfa inspirou o aroma de seu ômega, e logo pode sentir outro aroma, um pouco fraco, mas que era muito bom. – vocês dois, são meu maior tesouro. – Chan passa a mão no ventre de seu ômega, e sorrir.

- eu estou me sentindo exausto, ele realmente cansa. Fora que essa noite, ele chutou como nunca, parecia até que estava lutando! – o alfa riu. – e não ria. Você não estaria rindo se fosse com você!

- tudo bem desculpe. – antes que o alfa se afastasse e tirasse a mão de cima do ventre de seu ômega, ele sente um leve chute contra sua destra. – ele... chutou !

- é, eu acho que ele já conhece o appa que tem. – falou Baek e um sorriso leve se fez presente em seus lábios.

Chanyeol não poderia está mais feliz, ele esperou tanto por um herdeiro, e agora estava ali, dentro da pessoa que ele ama, dentro de seu ômega.

Ambos se olharam, e logo o ômega resolveu levantar.

- eu irei ter uma reunião com o conselho, e prometo não demorar, ok? – o alfa falou, após deixar um selar nos doces lábios de seu esposo.

- ok, tome cuidado.

O rei se retirou dos aposentos, deixando o ômega, e o mesmo encarava a grande porta de seu quarto. Ele sabia que quando seu alfa ia a essas reuniões, o mesmo sempre demorava, apesar do alfa fazer o impossível   para chegar ao castelo e ficar perto de seu pequeno. Baek deixou esse pensamento de lado, assim que viu uma das empregas adentrar no quarto.

- bom dia vossa alteza, eu vim lhe ajudar no banho. – ela fez uma leve reverência e caminhou até o banheiro dos governantes do reino Sul.

Assim que o ômega entrou no banheiro, ele se despiu e começou a fazer suas higienes matinais. Porém, ele começou a sentir mais chutes em seu ventre, um atrás do outro, ele não poderia mentir, aquilo o incomodava. Ele não sabia ao certo o do por que seu filhote chutar tanto – já que na noite anterior ele tinha feito o mesmo – e o ômega já se sentia um pouco preocupado.

-ai filho, calma! – sussurrou o ômega, ao passar as duas mãos no seu ventre.

Depois de mais um tempo no banho, Baek, saiu do banheiro se sentando na cama. Ele se sentia exausto, mas havia acabado de acordar.

A empregada apareceu com uma vestimenta leve, colocando sobre a cama.

- muito obrigado, você pode ir.

A empregada fez uma reverência e saiu dali.

“ hoje você esta bem agitado, né?” o ômega pensou, e sentiu mais um chute, porém, dessa vez foi bem forte.

- aí! Nossa, meu amor, calma.

Reino Norte

- Namjon, meu amor, você viu o Jongin? – Seokjin entra na sala do trono, e fala ganhando à atenção do alfa.

- ele estava com você. – respondeu Namjon.

- sim, mas, ele parecia um pouco agitado de mais... – o ômega suspirou. – ele sumiu de novo!

- vocês não estão brincando de esconde – esconde?

- não. Nam, ele esta agindo assim já faz alguns dias. Ele se esconde, ele chora, e até tem sonhos. Ontem à noite, ele não conseguiu dormi!

- você sabe como o Jongin é, apesar de ter dois anos, ele é muito esperto. – o alfa falou, tentando acalmar o pequeno a sua frente. – vem cá. – Namjon puxou o marido pela cintura, rodeando seus braços na mesma. Logo, ele deixou um selar demorado nos lábios que tanto ama. – logo ele aparece...

Namjon voltou a beijar os lábios viciantes de seu ômega, e aprofundou o beijo. Era tão bom sentir os lábios do ômega, eles se encaixavam perfeitamente nos do seu alfa. Namjon começou a pedir passagem com a língua, e mesmo que alguns guardas e empregados estivessem por perto, eles não se envergonhavam, pois todos ali sabiam o quanto o casal Kim se amava.

Namjon queria continuar beijando seu pequeno, mas ao longe, pode escutar um choro, e já sabia de quem era.

- eu acho que já sei onde ele esta. – Namjon falou ao finalizar o beijo.  

Nam, segurou na mão de Jin, e o guiou até o local onde sabia que seu filhote estava. Para o alfa não foi tão difícil escutar o choro baixo de seu filho, já que sua audição era extremamente  boa, ele pertencia  a uma linhagem de lobos, que durante anos eram temidos.

Eles andaram mais um pouco no grande castelo e o ômega viu onde estavam indo, a biblioteca.

- ele esta ai? – perguntou o ômega e Namjon assentiu.

Jin sentiu seu coração apertar, afinal, ele sabia que se seu filhote estava na biblioteca, só significava uma coisa, ele estava chorando. O ômega não perdeu tempo, e abriu a porta. O choro fino e baixo de seu filhote já poderia ser ouvido, e mais uma vez, Jin sentiu aquele aperto no peito.

- Jongin? Filho, onde você esta? – Jin não recebeu resposta, e se aproximou da mesa que ficava no centro da grande biblioteca. – oh, meu amor! – Seokjin viu seu filhote, ele estava com seus pequenos olhos vermelhos, suas bochechas coradas. Ele estava chorando, outra vez. – vem cá. – Jongin levanta seus pequenos braços e Jin o carrega. – calma, filho, calma.

- o-omma, eu não quelo que chova, não quelo! – o pequeno alfa se agarrou no pescoço de Jin, e apertou.

- calma, não irá chover, o céu está lindo lá fora, não se preocupe.

Jin falou, mas mesmo assim o pequeno ainda chorava incessantemente. 

- Jon. – Namjon o chamou. – não chore, o sol está brilhando lá fora. Não irá chover, esta bem?

Jongin negou com a cabeça, e afundou o rosto no pescoço de seu omma.

- vem, vamos voltar...

O rei alfa falou, e Jin assentiu. Eles não sabiam o motivo de seu filhote chorar daquele jeito, e Jin já estava preocupado, já que na noite anterior, ele não parava de chorar...

Reino Sul

Por fim, o que o pequeno príncipe alfa do reino Norte temia, aconteceu. Uma tempestade tomou conta do céu. A noite que deveria ser estrelada se tornou em uma noite turbulenta, cheia de raios e uma chuva intensa.

Mas, o tão esperado momento do nascimento do filho do casal Park, estava nascendo. E a chuva tornava o momento mais intenso.

_

- aaaahhhhhh.... Eu não ‘tô aguentando! – o ômega gritava, a dor que estava sentindo, acabava consigo. Mas, ele não iria desistir tão fácil de seu filho.

- onde esta o médico? – Chanyeol gritou esperando uma resposta de seus empregados.

- ele esta chegando senhor. – respondeu a governanta do castelo.

Mas, o alfa queria que o médico já estivesse nos aposentos, porém, ele estava demorando e muito.

- ele chegou! – um dos guardas apareceu.

- finalmente! – o rei alfa falou aliviado. – Minhyuk, rápido! O Baek não está mais aguentando.

O médico se aproximou do ômega que se contorcia de dor, e tocou sua testa.

- majestade, você deveria ter levado ele ao hospital. – Minhyuk falou um pouco nervoso, pois ele sabia que a situação era fatal.

- não deu tempo Minhyuk, faça alguma coisa!

O beta não pode falar nada, apenas se aproximou outra vez do ômega e começou o processo. Estava difícil, a situação não era nada boa.

Baek tremia em cima dos lençóis, a dor era tremenda.

Reino Norte

- calma Jongin! – Jin segurava o filho nos braços, o pequeno estava tremendo e soluçando. – o que você tem?!

- ele ainda não se acalmou? – perguntou o rei. – o que aconteceu?

- eu não sei, ele acordou assim, já chorando. – Seokjin balançava o filhote nos braços com o intuito de acalma – lo. – ele deve ter tido um pesadelo, eu já perguntei á ele o que houve, mas...  não respondeu!

- e-eu não quelo que chova, faz para appa, faz! – falou o pequeno derramando mais lágrimas.

Namjon se sentiu um inútil no momento, ele realmente queria fazer a vontade do filhote, mas ele não tinha tal poder. Ver um de seus tesouros chorando daquela maneira, o estava dilacerando.

- não se preocupe meu pequeno, o appa não deixará acontecer nada à você, nada.

O pequeno balançou a cabeça concordando, mas o choro não parava. Nem o pequenino sabia o motivo para o seu pranto, ele só queria chorar.

Reino Sul

- senhor. – o médico se aproximou do alfa, enquanto enfermeiros cuidavam do ômega. – espero que me perdoe por pronunciar tais palavras, mas... – o beta hesitou um pouco, porém seguiu. – teremos que salvar um ou outro. Infelizmente não iremos conseguir salvar os dois.

Chanyeol, ao escutar tais palavras sentiu seu mundo desabar sobre ele, não acreditava no que estava escutando. Escolher? Ele não queria escolher! Lá na cama, estava o amor de sua vida, e o filho – que estava vindo ao mundo – desse amor.

- Minhyuk, não! Você tem que salvar eles, por favor!

Minhyuk, apesar de saber dos riscos, ele resolveu arriscar em algo,

- senhor, tem um jeito, mas pode ser perigoso. – Minhyuk respirou fundo e continuou. – há alguns anos, os betas tinham a habilidade da medicina, porém era usada através de magia.

Park escutava atentamente, de fato, ele sabia dos feitos dos betas de antigamente através da magia, mas com o tempo os betas foram deixando de lado.

- então, você esta me dizendo que só existe essa maneira?

- sim. E pode ser perigoso.

- aaaaaahhhhhhhh... – Baek gritou sentindo uma forte dor em seu ventre.

- tudo bem, faça isso. – o rei falou, e antes que o beta chegasse perto de seu esposo, ele segurou o braço do médico. – salve os dois, por favor!

Minhyuk assentiu, ele sabia dos riscos, mas Baek era seu amigo, e o ômega o ajudou muito, tempos atrás. Ele não queria deixar o amigo na mão, ele faria o que pudesse para salvar o rei ômega e o herdeiro.

- me tragam a daga que está na minha bolsa. – ele falou á um dos enfermeiros.

- aqui esta. – o enfermeiro voltou com uma daga em mãos.  Ela era linda, possuía um detalhes em prata e uma figura de um lobo, e a cor dos olhos do animal era o que – pode se dizer – chamava mais atenção, eram totalmente azuis.

- Baekhyug. – chamou o ômega. – eu preciso que você respire fundo, ok? – o ômega balançou a cabeça. – me tragam um pano.

Um dos enfermeiros trouxe o pano e entregou ao beta, ele se aproximou do ômega se abaixando perto da cama, e disse:

- eu vou colocar isso na sua boca. – falou o beta. – eu preciso que confie em mim, eu sei que pode doer um pouco, mas é o único jeito.

Baek deixou algumas lágrimas deixarem seus olhos, e assentiu.

Minhyuk colocou o pano nos lábios pálidos do ômega e o mesmo apertou com força, a dor já estava insuportável.

 

O medico se levantou e fechou os olhos.

Chan olhava tudo com atenção, uma hora ou outra, sua atenção ficava no médico e em seu amado.

Minhyuk se concentrava, e de repente, a daga começou a ganhar um brilho esverdeado. Ele reabriu os olhos, e voltou a se aproximar do ômega.

- respire fundo. – pediu o beta.

E antes que o rei ômega pudesse olhar para o amigo, uma enorme dor o atinge. A daga que antes brilhava, e ganhava a atenção de todos, estava enterrada no ventre do ômega.

- respire fundo Baek! – falou o beta.

Chan se aproximou do esposo e segurou sua mão.

- eu estou aqui meu amor, eu estou aqui. – sussurra o rei alfa. 

O ômega nada disse, já que o mesmo estava com um pano em seus lábios… a dor por ter sua pele cortada era horrível, mas era pra trazer seu filho ao mundo, por isso que ele não iria desistir, não iria!

A daga, finalmente saiu de dentro do rei ômega, e ele respirou fundo, estava exausto.

- tragam toalhas! – gritou o beta. – e água, rápido.

O que foi pedido, não demorou pra chegar, em suas mãos. O beta começou o processo, ele finalmente pode retirar o pequeno bebê.

“ calma Minhyuk, é só tirar o pequeno. Por favor, meus ancestrais, que isso der certo.” O beta pensava aflito, se aquilo desse errado, ele poderia não consegui salvar o herdeiro do Sul.

E... Finalmente! Suas mãos puderam carregar o herdeiro, porém, ele ainda tinha que cortar o cordão umbilical, e assim fez. Mas, os olhos ainda estavam fechados.

“ desculpe pequeno”

O beta deu uma palmada no bumbum do bebê, logo esperando a resposta, mas... nada, o choro que deveria sair dos lábios do pequeno, não saiu.

O desespero tomou conta do médico, ele esperava o choro da criança. Por que ela não chora?

Teria nascido morta? Não, isso não poderia ser verdade, não mesmo.

O beta se manteve calado, e o alfa vendo isso, resolveu se aproximar. Porém, seus passos pararam, quando um grande estrondo foi ouvido, um trovão, o barulho assustou a todos nos aposentos. Mas, um pequeno resmungo veio em seguida...

- e-ele...- o beta olhou para o pequeno ser em seus braços, e sorriu. – ele está vivo! – sussurrou o beta.

O bebê abriu os olhos, seus grandes e lindos olhos. Ele procurava algo fixo, mas não conseguia, e começou a chorar, sua voz foi ouvida por todos, e Chanyeol se aproximou do beta.

- parabéns, majestade. É um lindo ômega. – falou o beta se aproximando, do alfa.

- meu filhote. – o alfa sorriu. – meu filho nasceu!

Ele pegou o pequeno nos braços, e sorriu mais ainda. Não acreditava que seu maior presente estava em seus braços, ele estava feliz. Ele se aproximou do seu ômega, e tocou sua testa. Seu ômega estava exausto, mas feliz.

- ele nasceu pequeno, nosso filhote nasceu! – Chanyeol beijou a testa do ômega. – aqui esta nosso filho, meu amor.

O ômega sorriu fraco, e carregou seu filho.

- oi meu anjo, ele é lindo Chan! – um lágrima de felicidade saiu dos olhos do ômega. – qual nome vamos dar à ele?

- você já havia escolhido, não era Kyungsoo? – perguntou o alfa.

- eu achei que você não tivesse gostado. – o alfa negou.

- esse será o nome dele, meu pequeno Kyung. – o ômega estava feliz, mas o cansaço era grande. – tome, pegue ele.

Um dos enfermeiros se aproximou e pediu para pegar o Kyung, ele ia da um banho no novo membro da família Park.

Baek finalmente fechou os olhos.

- majestade, o Baek esta exausto. E não se preocupe, a magia ira sarar o corte. – Chanyeol não ligou muito para o que dizia o beta, a felicidade que sentia era tremenda.

A felicidade era grande, e muitos não notaram o que acontecia lá fora.

A lua que antes era coberta por nuvens, saiu, mas com uma cor diferente de seu natural, ela estava vermelha. E este fato não foi visto pelos reis, e nem pelo povo, já que a forte chuva não dava chances para poder ser vista a lua carmesim.

Longe dali...

- finalmente! – a satisfação era presente na voz do alfa. – achava mesmo que poderia me esconder isso pra sempre? – um sorriso brotou em seu rosto.

- senhor. – uma voz foi ouvida. – nasceu o filho do Park.

- sim, eu vi, a lua de sangue nunca mente. – ele se virou, e olhou para o ser que estava atrás de si. – e o que é?

- um ômega.

- perfeito. E Kyung achava que poderia me esconder o poder, ele deveria ter escondido. – sorriu. – o observe. – ordenou o alfa. – é só esperar mais um pouco, e esse poder será meu! Kwon  Jiyong, faça o que eu mandei, e quando chegar a hora, traga o meu ômega, para mim!

- como quiser senhor. – Kwon se virou e se retirou dali.

“ não se preocupe pequeno Park, você um dia será meu! ”

Ele pensou.

Quem era ele?

E o que aconteceria com o Kyungsoo?

Anos depois...



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