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História Luz no fim do túnel - Sariette AU - Capítulo 15


Escrita por: LuciTheWriter87

Notas do Autor


Oi, meus amores! Volteeeeei!

Nem ia postar hoje, não. Mas como chegou o grande dia pra mim e eu vou tomar minha vacina tão esperada, eu resolvi adiantar e postar logo. Quem toma vacina sou eu, mas vocês ganham presente também!

Leiam com privacidade porque elas estão puro fogo nesse capítulo!

Muito, muito obrigada a todos que comentaram. Amo demais ler tudo que vocês estão pensando. Comentem bastante nesse que eu volto mais rápido! O feedback de vocês me dá um gás pra escrever que vocês nem tem noção!

Beijo, aproveitem!

Depois eu volto, já parcialmente transformada em jacaré!

Capítulo 15 - Quinze


Fanfic / Fanfiction Luz no fim do túnel - Sariette AU - Capítulo 15 - Quinze

Seu toque macio estava me enlouquecendo. Depois de tirar sua jaqueta, Juliette me surpreendeu com sua força, invertendo nossas posições. Agora quem estava pressionada contra a porta era eu e ela não perdeu tempo em tirar meu moletom e jogá-lo para trás.

Sua boca deslizava pelo meu pescoço, sugando e lambendo minha pele sensível, enquanto uma de suas mãos desceu para a minha saia, puxando-a para cima até minha cintura. Eu já sentia minha calcinha molhada e arfei quando seus dedos passearam levemente pelo meu sexo. 

Senti Juliette sorrir contra a minha pele, antes de atacar a minha boca com a sua. Seu beijo era intenso, desesperado, nossas línguas duelando por dominância. Ao mesmo tempo que sua boca beijava a minha ferozmente, seu toque no meu sexo, ainda sobre o tecido, era frustrantemente leve. 

-- Eu amo como você fica tão molhada pra mim, Sah. -- Ela disse, permitindo que um dedo escapulisse rapidamente para dentro da minha calcinha, apenas para puxá-lo de volta e continuar sua carícia enlouquecedora por cima do tecido. -- Saber que eu sou responsável por todo esse tesão me deixa louca.

Sua voz saía baixa, rouca de tesão, e tudo que eu queria era agarrá-la e jogá-la na cama. Mas Juliette pelo visto tinha outros planos. Ela continuou com suas carícias leves, enquanto mordiscava meu pescoço, sugando no ponto mais sensível. 

Eu gemi, frustrada, sentindo meu corpo prestes a pegar fogo se ela não me tocasse com mais força, mas ela parecia determinada a me enlouquecer. Seu toque leve desceu pela minha coxa, deixando minha pele arrepiada por onde passava. 

Subindo devagar, suas mãos apertaram a minha bunda e ela me puxou para frente de repente, seu sexo se chocando com o meu. A sensação foi tão forte e súbita, que um gemido alto escapou dos meus lábios. 

-- Shhh. -- Ela cobriu minha boca com a sua mão. -- Hoje a gente tem que ter cuidado, linda. Tem muita gente em casa. -- Ela sussurrou, deixando sua mão adentrar a minha blusa por trás. Seu toque nas minhas costas nuas me fez arfar, mordendo o lábio inferior para conter um gemido. 

-- Ju… -- Tentei falar, mas ela colocou um dedo nos meus lábios. Eu não perdi tempo e imediatamente capturei seu dígito com os dentes, sugando lentamente até sua respiração ficar ofegante, seus olhos escuros de tesão.

-- O seu segundo presente de aniversário vai ser te enlouquecer de prazer. -- Ela sussurrou, finalmente tirando a minha blusa. Minha pele se arrepiou ainda mais quando ela traçou toda a extensão dos meus seios com seus lábios lentamente, como se ela tivesse todo o tempo do mundo. -- Tava morrendo de saudade de te ouvir gemer meu nome. Uma semana sem te ter é muito tempo, Sah. 

-- Ju, por favor. -- Eu implorei quando ela passou o dedo de leve pelo meu clitóris, meu ventre pulsando de desejo. -- Por favor, me toca.

-- Não tô te tocando? -- Ela perguntou com um sorriso safado e passou o dedo mais uma vez, colocando um pouquinho mais de pressão. Foi o suficiente para outro gemido alto escapar. -- Olha que delícia. -- Ela gemeu, passando os lábios de leve próximo ao meu mamilo enrijecido. -- Me diz o que você quer, linda. Quero te fazer gozar bem gostoso.

Eu já estava sentindo o ar faltar, tamanho era o meu tesão nessa mulher. Seu toque voltou ao ritmo enlouquecedor, com seu dedo passeando preguiçosamente pelo meu sexo. 

-- Me chupa, Ju. Por favor. Eu não tô aguentando. -- Eu pedi, me apoiando na porta, minhas pernas sem força já. 

Ela sorriu para mim, roubando um beijo intenso da minha boca, antes de se ajoelhar na minha frente. Beijando toda a região em volta do meu sexo de forma lenta e preguiçosa, eu gemi com sofreguidão quando ela passou a língua pela minha virilha. 

Quando ela finalmente puxou minha calcinha para baixo, eu quase chorei de alívio. Meu corpo vibrava, uma avalanche de desejo atacando o meu sistema. Parecia que todas as terminações nervosas do meu corpo estavam expostas e ela sabia exatamente como estimular cada uma. 

Olhei para baixo e mordi meu lábio ao vê-la se aproximar do meu sexo, deixando um beijo carinhoso primeiro. Seu dedo voltou a me tocar, e ela brincou com a minha entrada, antes de levar o dedo à boca, gemendo ao sentir meu gosto. 

-- Ju, se você continuar com isso, eu vou gozar sem você nem ter me tocado. -- Eu avisei com a voz trêmula. Sentia meu ventre contrair, minhas pernas começarem a tremer. 

-- Não tem problema, minha linda. Aí eu te faço gozar de novo. Só vejo benefícios nisso aí. -- Ela brincou, o mesmo sorriso safado adornando seus lábios. -- Você quer que eu te chupe, né? -- Ela perguntou, tocando meu clitóris levemente com a ponta do seu nariz.

-- Por favor. -- Eu implorei com um gemido e ela sorriu, repetindo o gesto, mas desta vez deixando sua língua passear pela extensão do meu sexo. -- Porra, Ju, que delícia. Você tá me deixando louca. 

-- Eu amo o seu gosto, meu amor. Amo o seu cheiro. -- Ela passou a língua experimentalmente pelo meu clitóris e eu senti como se tivesse levado um choque. -- Amo como você geme o meu nome quando tá gozando. 

Com estas palavras, ela passou a língua pelo meu centro de prazer novamente, antes de chupar com vontade. O grito que escapou foi inevitável e eu cobri a minha boca com a mão. Juliette não parecia se importar e continuou a sugar meu clitóris enquanto seus dedos apenas brincavam com a minha entrada. 

O orgasmo chegou de repente, como um relâmpago passando pelo meu corpo. Minhas pernas tremeram quase sem forças, mas a Ju não parou de me estimular nem por um momento. Eu perdi a noção do que estava acontecendo, delirando com o prazer que ela me proporcionava. 

Quando ela me penetrou com dois dedos, eu arfei, já sem fôlego para mais do que isso. Dando beijos carinhosos na minha barriga, ela iniciou um vai e vem gostoso, que meus quadris logo trataram de acompanhar. 

-- Me fode, amor. Me fode bem gostoso. -- Eu gemi, sentindo um segundo orgasmo se aproximar. -- Ai, Ju, que delícia. Não para. 

Olhei para baixo e encontrei seus olhos escuros de desejo. Ela me olhava como se quisesse me devorar por inteiro, e eu gemi quando sua boca atacou meu clitóris novamente. Seus dedos entravam e saiam de mim com vontade enquanto ela me estimulava com a língua. 

-- Goza pra mim, vai, Sah. -- Ela disse olhando nos meus olhos, antes de sugar meu ponto de prazer mais uma vez. 

Desta vez veio ainda mais intenso. Espasmos passavam pelo meu corpo como raios, e eu acho que apaguei por um segundo. Se não fosse a Juliette me segurando, eu provavelmente teria caído ali mesmo. 

Ela tirou seus dedos de mim lentamente, trazendo-os à boca. Dando um último beijo no meu sexo, ela se levantou, sorrindo satisfeita para mim. Eu logo a puxei para um beijo, gemendo quando senti meu gosto em sua língua. 

Meu corpo inteiro ainda tremia, mas eu pressionei seu corpo contra o meu, minha mão logo abrindo o zíper do seu cropped e jogando a peça longe. 

-- Você é maravilhosa. -- Eu falei, levando a mão a um de seus seios, passando o dedo devagar por seu mamilo enrijecido. -- Quem vai te enlouquecer agora sou eu, sua gostosa. 

Juliette gemeu e eu sorri, sabendo que ela estava muito excitada. Deslizei os lábios pelo seu pescoço enquanto abria sua calça e empurrava a peça para baixo junto com a calcinha. Seu sexo estava encharcado, seu líquido escorrendo pela sua coxa, o que me deixou com mais tesão ainda. 

-- Tá tão molhada pra mim, Ju. -- Passei o dedo pelo seu sexo devagar, assim como ela tinha feito comigo, e a senti tremer. -- Tô louca pra te fazer gozar, meu amor. Você fica ainda mais linda quando tá gozando pra mim. -- Eu sussurrei, pressionando seu ponto de prazer levemente, fazendo-a gemer meu nome. 

Trouxe meu dedo à boca e chupei, olhando-a nos olhos. Eu amava o gosto dela, poderia chupá-la por horas sem cansar. Juliette mordeu o lábio, tentando abafar um gemido, e eu sorri maliciosamente. Passando os dedos pelo seu sexo novamente, desta vez eu os ofereci à ela, que imediatamente os levou à boca. -- Porra, Ju, você é muito gostosa.

Ela sorriu, me puxando para um beijo carregado de desejo. Enquanto nossas línguas duelavam, eu a conduzi até a minha cama. Apenas me afastei para fazê-la deitar no colchão. Enquanto ela se ajeitava, eu terminei de tirar as minhas roupas e parei para admirar aquela visão magnífica na minha cama. 

Juliette brincava com seus seios, suas pernas abertas e sexo molhado, enquanto me olhava. Tive que respirar fundo para manter um mínimo de controle.

-- Você tem noção do quanto você é linda? -- Eu sorri para ela. -- A mulher mais linda, mais gostosa, mais incrível que eu já conheci na vida. -- Eu pontuei cada elogio com um beijo em sua coxa, me aproximando devagar. 

Deitando na cama, me posicionei até que minha boca estivesse sobre seu sexo. Soprei devagar e sua pele se arrepiou inteira, e ela gemeu, suas mãos agarrando o edredom com força. 

-- Você tem noção do tesão que foi te ver enfrentando aquele idiota do Lucas? Quando você tava me defendendo? Quando você partiu pra cima dele? -- Eu disse, finalmente permitindo que minha língua traçasse seu sexo. Juliette arfou, seu corpo se curvando de prazer. -- Quando você disse que eu era sua mulher? 

-- E você é. -- Ela respondeu sem fôlego, e eu a recompensei chupando seu ponto de prazer com vontade. Juliette deixou escapar um gemido alto. -- Meu Deus, Sah, mais!

-- Deixa eu ouvir de novo, vai. Que eu sou sua mulher. -- Eu pedi, estimulando seu clitóris com o polegar enquanto dois dedos a penetravam. -- Fala pra mim, Ju.

-- Você é minha. -- Ela gemeu, seus quadris acompanhando meu ritmo. -- Só minha, Sah. Só minha. -- Senti meu ventre pulsar com suas palavras e continuei em um ritmo acelerado, baixando o rosto para chupá-la novamente. -- Puta que pariu, Sarah, meu Deus. Que delícia.

Sua respiração estava cada vez mais ofegante e seus gemidos mais altos. Eu sabia que a gente precisava se controlar quanto ao barulho, mas o meu tesão em ouvi-la gemer meu nome era maior.

Senti suas pernas começarem a tremer e sabia que o seu ápice estava muito perto. Redobrei meus esforços, colocando um terceiro dedo nela. Enquanto meus dedos a penetravam, minha língua brincava com seu clitóris, trazendo-a para o precipício. 

-- Não para, Sah. Mais forte. Eu vou gozar, não para! -- Ela gritou e eu tive que rapidamente cobrir sua boca com a minha em um beijo para abafar seu longo gemido.

Seu corpo inteiro foi tomado por espasmos enquanto eu entrava e saía dela lentamente, apenas prolongando seu prazer. Quando pressionei seu clitóris com o polegar, tive que abafar um novo grito com outro beijo enquanto um segundo orgasmo percorria seu sistema.

Deixei beijos carinhosos no seu rosto e pescoço enquanto ela se recuperava. Alguns espasmos esporádicos ainda passavam pelo seu corpo, e ela deu uma risada cansada. 

-- Meu Deus, mulher, o que que é isso que você faz comigo? -- Ela perguntou e eu ri, trazendo-a para mais perto de mim, nossos corpos colados e suados de tanto prazer. 

-- Eu? Quem me torturou foi você. -- Eu acusei, e ela me beijou lentamente.

-- Mas foi muito gostoso, não foi? Eu queria que o seu presente de aniversário fosse especial. 

-- Foi maravilhoso. Aliás… -- Eu me virei, cobrindo seu corpo com o meu. -- Se prepara porque eu já quero de novo. -- Capturei seus lábios em um beijo gostoso, pressionando meu sexo contra o dela. -- Não tô nem perto de terminar.

 

******

 

Um gemido me acordou algumas horas depois. Abri os olhos assustada, mas logo identifiquei a origem do som. Juliette dormia ao meu lado, e logo soltou outro gemido. 

 

Cheguei até a pensar que ela estava tendo algum sonho erótico, mas rapidamente percebi que não era o caso. Era um pesadelo. 

Sua pele suada e sua expressão de dor enquanto ela se mexia na cama denunciavam que o quer que fosse que ela estivesse sonhando era horrível. 

-- Não… por favor. -- Ela gemeu, e eu decidi que acordá-la logo era a melhor solução. Toquei no seu braço e chamei seu nome, mas o pesadelo ainda a tinha presa em suas garras. -- Não… não… Gui… por favor. 

-- Ju! -- Chamei mais alto, sacudindo seu ombro. -- Ju, acorda. É só um sonho, linda. Ju! 

Ela finalmente abriu os olhos assustada. Sua respiração estava ofegante e ela pareceu desorientada por um momento, olhando seu entorno. Eu toquei no seu braço e ela quase deu um pulo da cama, mas pelo menos isso a fez olhar para mim. 

O flash de reconhecimento em seus olhos foi instantâneo e ela suspirou. 

-- Ei, você tá bem? -- Perguntei baixinho, traçando seu braço levemente até chegar em sua mão.

Ela assentiu, ainda tentando respirar profundamente. -- Desculpa ter te acordado. -- Ela cobriu o rosto com as mãos, envergonhada. 

-- Não tem problema, linda. Vem cá. -- Puxei seu corpo para mais perto do meu, até que ela escondeu seu rosto no vão entre o meu pescoço e o meu ombro. -- Parecia bem intenso o que você tava sonhando. Quer falar sobre? 

-- Tinham sequestrado o Gui. -- Ela engoliu em seco. -- Tavam com uma arma na cabeça dele. -- Senti Juliette respirando fundo novamente, aparentemente tentando controlar sua emoção. 

-- Foi só um sonho, Ju. O Gui tá dormindo no quarto da Manu. -- Eu tentei acalmá-la e senti quando assentiu contra a minha pele. 

-- Eu sei. Tô tendo esses sonhos desde que a gente pegou esse caso da Rebeca. -- Ela saiu do seu esconderijo e encontrou meus olhos. -- Acho que por causa do filho dela que era tão parecido com o Gui. -- Ela sacudiu a cabeça e se apoiou no meu peito, jogando uma de suas pernas em cima das minhas. -- Tenho pavor de acontecer alguma coisa com ele, Sah. Por minha causa, sabe? Acho que eu morro. Ele é tudo pra mim. 

Sorri para ela, passando meus dedos preguiçosamente pelos seus cabelos. -- Eu sei. Ser mãe é isso, né? A gente faz tudo por eles. -- Soltei um suspiro pesado. -- Quando a Manu sofreu o acidente, eu achei que eu ia morrer. -- Confessei em um sussurro e a Juliette olhou curiosa para mim. 

-- Posso perguntar o que houve?

-- Até hoje eu não sei direito. Eu tava trabalhando, minha mãe que tava com ela. -- Engoli em seco. Poucas pessoas sabiam do que tinha acontecido com a Manu e eu tentei manter totalmente fora da mídia. -- No início do ano, ela implorou pra aprender a andar de cavalo. Tinha passado o fim do ano na fazenda com o pai e voltou encantada. 

Juliette assentiu, buscando minha mão para entrelaçar nossos dedos. Eu sorri com o seu gesto. 

-- Aí ela pediu tanto que eu finalmente deixei ela começar a fazer aula de hipismo ali no Jockey. Como eu tava gravando a novela, minha mãe que a levava depois da escola.

Fechei meus olhos por um momento, o sentimento de pânico que eu senti naquele dia ameaçando se apoderar de mim de novo. 

-- Não sei direito o que aconteceu, só que o cavalo se assustou e ela caiu. Quebrou a perna de uma forma horrível. Minha mãe me ligou desesperada do hospital, e eu larguei tudo lá no estúdio e fui correndo. -- Engoli em seco novamente, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.

-- Ei, a gente não precisa falar disso se você não quiser, meu amor. -- Ela ofereceu, mas eu balancei a cabeça negativamente. 

-- Quando cheguei no hospital, parecia que o pior tinha passado. Ela tinha fraturado o tornozelo e ia ter que ficar um bom tempo com a perna engessada. Mas parecia ser só isso e um galo na cabeça. Pronto.

Limpei minhas lágrimas com as costas da mão e senti a Ju dando um beijo no meu ombro em solidariedade.

-- Viemos pra casa. Tirando o gesso, parecia que tava tudo bem. Mas menos de uma hora depois, ela teve uma convulsão. E depois outra, e outra. Parecia que não ia acabar nunca. 

Juliette arfou, arregalando os olhos em choque. -- Meu Deus, Sah. 

-- Chegamos de volta no hospital e logo a levaram lá pra dentro. Eu achei que nunca mais eu ia ver a minha filha, Ju. É um sentimento horrível. Uma impotência, é desesperador. Foram as duas horas mais longas da minha vida.

-- O que tinha acontecido?

-- Ela bateu a cabeça e eles não pegaram o sangramento quando ela foi no hospital a primeira vez. Tiveram que operar de emergência pra aliviar a pressão na cabeça dela.

Soltei um suspiro trêmulo, e a Juliette me abraçou, se aconchegando nos meus braços, antes de dar beijos carinhosos no meu pescoço.

-- Enfim, ela ficou em coma induzido uns quatro dias pra dar tempo do corpo dela se recuperar. Acho que eu não dormi durante todo esse tempo. O medo que eu tinha de dormir e acontecer o pior me dominava de uma forma assustadora.

-- Então no dia que a gente se conheceu… 

-- Naquele dia foi o início do fim de uma jornada muito difícil. A recuperação dela foi lenta. Ela ficou três meses de gesso. Ainda tá fazendo fisioterapia e fono.

Ela olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas, se compadecendo da minha dor. Tocando no meu rosto, ela se aproximou para me dar um beijo carinhoso. 

-- Eu não tinha ideia, Sarah. Achei que tinha sido algo simples como o do Gui. Meu Deus… -- Ela sacudiu a cabeça. -- Nossa, eu não sei nem o que dizer. Acho que eu teria enlouquecido.

-- Eu quase enlouqueci. Nem sei como passei por isso sem surtar.

-- Mas agora ela tá bem, né? -- Ela perguntou e eu assenti, soltando um suspiro. -- Graças a Deus. 

-- E aí no dia que ela recebeu alta do gesso, você e o Gui caíram de paraquedas na nossa vida. -- Eu brinquei, tentando deixar o clima mais leve. Ela sorriu, se aproximando para deixar um beijo no canto da minha boca. -- Agradeço a Deus todos os dias por ter te encontrado lá. -- Eu confessei baixinho, e o sorriso dela só aumentou.

-- Eu também. -- Ela sussurrou e iniciou um beijo lento, sua língua dançando com a minha preguiçosamente. Era um beijo diferente de todos que já tínhamos trocado. Mais profundo, com mais sentimento, mais carinho.

Quando o ar faltou, ela se afastou só o suficiente para encontrar meus olhos, seu polegar acariciando minha bochecha. 

-- Eu gosto tanto de você. -- Ela falou carinhosa, deixando beijos ao longo do meu maxilar. -- Tanto, tanto que eu não sei nem explicar.

-- Eu também, linda. Demais. -- Eu retribuí, puxando-a para outro beijo.

Desta vez nossos lábios se encontraram cheios de desejo. Sua língua lutava contra a minha ferozmente e ela logo se acomodou entre as minhas pernas, pressionando seu sexo contra o meu. 

Não demorou nada para ela começar a se movimentar, fazendo um gemido escapar dos meus lábios. Senti ela sorrir contra a minha pele, sua mão passeando pelo meu corpo até encontrar o meu mamilo, estimulando o botão enrijecido com seus dedos. 

Levei minhas mãos à sua bunda e tinha começado a conduzir seus movimentos contra o meu sexo com mais força quando uma batida na porta soou pelo quarto.

Nós paramos imediatamente, nossos olhos se encontrando, confusos. Será que já estava tarde? 

Juliette saiu de cima de mim e buscou sua roupa para vestir rapidamente. Eu peguei meu roupão e me dirigi até a porta. Quando abri e vi o meu melhor amigo, revirei os olhos, xingando-o internamente por ter interrompido a nossa transa. 

-- Amiga, desculpa. Os pimpolhos já acordaram e o Gui tá perguntando da Ju.

Fechei os olhos por um momento e assenti. -- A gente já vai levantar. Que horas são? 

-- Quase dez. A Carlinha desceu com a Pocah pra comprar pão pra gente tomar café. -- Ele disse e depois ofereceu um sorriso malicioso. -- Desculpa atrapalhar a cachorrada de vocês.

Não pude evitar a risada. Empurrei meu amigo de brincadeira, sentindo meu rosto corar.

-- Distrai as crianças mais um instante? A gente vai tomar um banho e já vai lá com vocês. -- Eu pedi e ele assentiu, seus olhos brilhando. Ele estava se divertindo até demais com isso. 

Fechando a porta, me virei para falar com a Ju e me surpreendi com o quarto vazio. 

-- Ju? -- Chamei e ela logo abriu a porta do banheiro, onde estava escovando os dentes. Fui até ela e a abracei por trás, deixando um beijo em seu ombro. -- Era o Gil. Os monstrinhos já acordaram. 

-- Imaginei. Depois a gente arruma um tempinho pra terminar o que a gente começou. -- Ela me olhou pelo espelho com um sorriso safado, e eu puxei seu corpo com mais força contra o meu. 

-- Depois nada. A gente ainda tem que tomar banho. Lembra semana passada, como eu consegui te fazer gozar bem gostoso debaixo do chuveiro?

Não precisei nem chamar duas vezes. 

 

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