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História LY: My epiphany - Kim Seokjin - Capítulo 9


Escrita por:


Capítulo 9 - Seven


Fanfic / Fanfiction LY: My epiphany - Kim Seokjin - Capítulo 9 - Seven

×Marjorie×

Com o nariz levemente vermelho e passos, terminantemente, calculados; o frio mais uma vez havia chego em Seul e por mais gélido que estivesse a cidade naquele dia, precisava ir até a loja de conveniência.

Estava em meus dias — terríveis, por sinal — e, por mais forte que estivesse a cólica, o desejo de comer chocolate era maior. Ha Na, mesmo que eu não queira admitir, está certa que em certos momentos me comporto como uma criança. Mas crescer não significa que você tenha que deixar de gostar de tal coisa para se encaixar nesse padrão da sociedade. Eu posso ouvir baby shark se quiser, mas continuarei sendo a mesma advogada que sempre faz o seu melhor para ganhar nas audiências.

Um vento mais forte bateu contra meu rosto e, por míseros segundos, esqueci o que tanto iria fazer na rua, no entanto não tardou para que eu já pudesse avistar a loja de conveniência e tivesse minha memória recuperada.

Prestes a entrar na loja, em instantes tenho meu corpo sendo, levemente, jogado contra à parede esquerda do lado de fora do local.

— T-tome mais- — prestes a dizer algo, fico surpresa com a pessoa cujo encontrei ali. — Seokjin!

— Marjorie! — dizemos em uníssono.

— Olha só o que encontramos aqui. — brinco, mas, logo, mudo de expressão ao ver seu rosto abatido. — Aconteceu algo? — questiono, contudo, sem perceber, ponho minhas mãos em seus ombros.

— Eu... Eu... — respirou fundo, na tentativa de conseguir dizer algo. — Omma, ela... ela novamente me fez escolher algo sobre pressão.

Com os seus batimentos cardíacos que eu acreditava que estavam altos, tiro o meu gorro e o meu cachecol, arrancando olhares curiosos do mesmo. Chego mais perto de si e os vistos na silhueta em minha frente.

— Respire fundo, está frio e precisa se cuidar. Pode ficar doente! — verbalizo, fazendo-o ficar surpreso. — Venha. — o puxo para dentro da loja, e não demorou para que eu fosse até o balcão. — O que veio comprar?

— Chocolate, eles me ajudam quando estou tenso.

— informa, e eu dou uma leve risada.

— Coincidência? Vim comprar a mesma coisa. — dou uma leve arrumada em seu gorro. — Chocolate específico?

— Nenhum. — respondeu.

Vou até uma prateleira e pego um chocolate ao leite, não demorando para ir até o balcão e paga-lo.

— Vamos? — indago, abrindo a embalagem e logo estendendo para si que, por sinal, não demora a pegar dois bloquinhos.

Os primeiros segundos caminhando sem nenhum rumo foram silenciosos, mas, ao respirar fundo, tomo coragem em começar um diálogo.

— Então, o que aconteceu? Se tiver vontade de desabafar. — verbalizo, sentando em um banco que, em seguida, este segue tal ação segundos após.

— Omma achou que já estava na hora de eu parar de me lamentar, então deu-me opções. — explica.

— Ou eu melhorava minha cara melancólica ou ela iria me arranjar encontros.

— Por Deus! Que absurdo! — exclamo, porque de fato era. — Seokjin, você não aceitou, não é? Está precisando de tempo, tempo para se reerguer e cuidar de si mesmo. Não é fácil assim perder alguém que ama.

— Eu entrei em pânico e sai correndo do apartamento. — continua. — Isso está ficando cada vez mais horrível e cansativo, Marjorie. É como se a cada dia, minuto e segundo a dor fosse mais forte ao invés de sarar. Mais problemas vêm até mim e meus demônios assumam o controle do meu corpo, sem que eu possa sequer pensar em lutar.

Não tardou para que algumas lágrimas fossem caindo de seu rosto, mesmo que Seokjin tentasse evitar.

— Você já pensou em ir à uma ou um psicólogo? Sei que acha que não precisa de ajuda, mas talvez isso possa piorar e nem sempre você conseguirá guardar para si mesmo. — expresso minha opinião.

— Acha mesmo que eu deva ir? — questiona.

— Seokjin, acho que já não é algo em que se possa escolher, é necessário. — falo e, hesitante, o chamo para um abraço; a forma repentina cujo eu o abracei fez com que este demorasse um pouco para retribuir, mas não demorou para que correspondesse; seu abraço, mesmo sendo meio superficial, e mais para tentar acalma-lo, era quente e confortável.

Ficamos em torno de cinco minutos naquele estado, até que seu celular vibra-se.

— Sra. Kim? — suponho e este assenti ainda envergonhado por tal ação. — Vá lá, mas não faça nada que não queira. O primeiro passo para o amor próprio: se colocar sempre em primeiro lugar. Ser dependente apenas de si mesmo. Peça para que respeite seu momento de dor.

O mesmo afirma e, prestes a ir embora, para e vira-se novamente.

— Eu aceito. Eu preciso mesmo de um ou uma psicóloga. — afirma e eu sorrio para si.

Posteriormente à partida de Seokjin, dou uma respirada e termino de comer o chocolate; meu celular logo começa a vibrar, fazendo-me pega-lo.

"Mãe? Aconteceu alguma coisa? Papai está bem?" - pergunto tudo rapidamente.

"Ei, calma! Está tudo bem, meu amor." - informa, dando uma respirada funda.

Com os olhos quase se enchendo de lágrimas, respiro fundo. Sabia que não estava tudo bem. Mas, mesmo sabendo, tentava de ter alguma esperança.

"Mãe, seja sincera, por favor." peço, segurando as lágrimas que insistiam em cair.

"Os médicos avisaram que tornou-se pior, o lupus se alastrou mais pelo corpo dele, e seu pai não aceita, de forma alguma, doação de orgãos. Os médicos, bom..." - omma respirou fundo e eu senti como se meu coração fosse sair de meu peito. - "É como se ele não quisesse mais viver filha. Os médicos tentaram conversar com ele, mas apenas conseguiram saber que já sabe que não tem mais cura. Ele..." - ouvi seu nariz fungar e senti meu coração doer. - "Ele disse que sente muito, mas não pode continuar vivendo sabendo que é um peso pa-para..."

"Mãe, tudo bem, não precisa terminar." - tento tranquiliza-la.

É como se fosse um tsunami, a diferença é que aquele tsunami era o pior de todos em minha vida; ele invade cada vez mais a cidade, até fazer uma destruição completa. Até deixar muitas famílias desabrigadas e infelizes. E mesmo sendo algo da natureza - mas a maioria causada pelo próprio homem -, ninguém pode controlar ou impedir que o caos aconteça; que milhares de pessoas morram. Ou que muitos percam tudo. E apenas nos resta ver tudo isso em câmera lenta, a destruição sendo cometida e você observando tudo, sem poder fazer nada para mudar isso.


Notas Finais


Quem é vivo sempre aparece rs.

Cá estou, novamente, trazendo mais um capítulo de Epiphany. Espero muitíssimo que estejam gostando, essa fanfic é importante pra mim.

Tentei corrigir o máximo de erros que pude, mas me desculpem se estiver uma quantidade grande ainda, estou tentando melhorar nesse quesito.

Comentem, me digam o que acharam! Responderem todos💜💕


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