História .lying to the liars - Capítulo 1


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Categorias Bungou Stray Dogs
Personagens Chuuya Nakahara, Osamu Dazai
Tags Angst, Corrupção, Corruption, Dazai X Chuuya, Soukoku
Visualizações 29
Palavras 454
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Ele poderia, mas não iria ficar


Chuuya o olha e pergunta seu nome. A boca tremula quando a primeira sílaba do nome é pronunciada. E quando termina de dizer "Osamu", Nakahara pensa em revirar a língua para não invocar aquilo novamente. Pronunciar o nome dele era chamar o prodígio de um demônio.

A hesitação congela seus ossos e as fitas nos pulsos fingem não ver como sua face estremece em dor ao ouvir a voz tão cansada do outro. O ruivo acha que pode ter achado um lugar para descansar na melodia incessante que inunda o peito. Não de descanso apropriadamente, não finja ser honesto. Osamu o deixava inquietante, mas talvez ele achasse paz naquele caos.

Dazai coleciona corações partidos em estantes. Não os segura nas mãos por estas serem frias demais, porém, ele tem o de Chuuya e isso dá medo. O mais apavorante é que Chuuya não se importa caso os dedos dele apertarem muito forte, ao ponto de fazê-lo sangrar.

A escuridão tenta o cegar, as palavras cravadas na pele não o deixam dormir. Não há letra distorcida que o separe do moreno, porque Chuuya não se esconde do desconhecido e este prende suas pálpebras, garantindo que nenhum sonho acalme os demônios em sua mente.

Durante o dia, procura o vermelho coagulado entre os cortes para preencher o espaço entre as costelas. Chuuya se esquece dessas cores terríveis quando encara os olhos opacos dele. Talvez o incolor amenize a euforia melancólica de sua condição.

Sussurra que não tem medo da morte e treme quando o vê. Há algo escondido por debaixo do tom astuto, da pele marcada e das palavras bonitas. Osamu diz que a colisão vai matar-lhe no primeiro instante, porque o amor arranca a melodia infernal da citação que o faz corrupção personificada.

E quando colide, Chuuya não se importa. Seu coração não dói ou treme. A única coisa que machuca é que ele pode ouvir o trovão enquanto a audição é inexistente. Ele se pergunta se Dazai consegue respirar quando há uma tempestade caindo de seus olhos.

Ele é um furacão vivo, com a destruição em seu encalço e insanidade na ponta dos dedos. Por alguma razão, Nakahara ousa rasgar o mundo ao meio por um coração que não bate mais. Enquanto Dazai tem a mania de se apaixonar por quem faz a hemorragia parecer bonita, Chuuya não aguenta ver escarlate. Não diga essas palavras pesadas se nem você acredita nelas.

Crueldade é um hábito que Nakahara gosta de manter. Anarquista, Dazai derramando veneno de lábios sangrentos, com um número crescente de ossos faturados. Idealmente, Chuuya continuaria ali até ele o transformar em mais uma fratura exposta.

(Dazai era vítima de um deus superficial, cujos lábios cantaram versos sagrados enquanto ele permanecia sem fé)



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