História M A - Meu Anjo - Capítulo 24


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Capítulo 24 - M A - Meu anjo 24


Fanfic / Fanfiction M A - Meu Anjo - Capítulo 24 - M A - Meu anjo 24

Miranda pensa...

"Obviamente eu não poderia deixar passar o que se desenhava em minha frente naquele momento, era uma noite especial, estávamos felizes com nossos amigos. Sinto meu estômago arder, sinto que tudo que não disse a ele naquele maldito restaurante será dito aqui! 

Estou com raiva quando fujo em direção a porta e depois saio de casa. Meus saltos batem forte no chão deixando claro que é um momento propício a correr de mim. Eu nunca fico pensando em como posso ser ruim, mas nesse momento penso nisso.

Paro na frente do carro dele, Olívia está em cólicas, mas soube por meu olhar quando me avisou que era melhor não dizer nada a ninguém. Ela sabe que gosto de resolver as coisas sozinha. Ele me olha e a porta do carro é aberta para mim. Quando fecho a porta percebo o cheiro de álcool."

Miranda o olhou com mais ódio que o normal, estava embrigado, mas não tanto quanto costumava ficar.

− Meses sem aparecer aqui e quando você vem é para dar uma maldita notícia de uma gravidez com a vagabunda que esquentava sua cama quando ainda éramos casados. É para dizer a suas filhas que elas terão um irmão que vai roubar o pouco tempo que você dedica a elas!− estava falando sem nem respirar.− E para piorar tudo isso está na porta de minha casa, bêbado e com essa cara de quem acha que pode exigir algo depois de tudo? Jeramy? Você não tem vergonha de ser tão patético?

Jeramy suspirou e a olhou com desejo, estava com os olhos frios, tinha algo de diferente nele e Miranda percebeu assim que ele deslizou a mão e tocou sua coxa apertando como se fosse uma carícia. Miranda empurrou a mão dele e bufou.

− Não me toque! Não se atreva a me tocar, eu sou feliz e sou casada!Foi o tempo que esperei por seus toques falsos, seus beijos sem amor e seu sexo sem prazer!− disse com ódio dele, estava fora de si e o homem a encarou.

− Se eu quiser, eu possuo você!− ele disse frio e a encarou.

Aquilo encheu Miranda de um ódio que nem ela sabia explicar. A mão foi certeira no rosto dele e uma bofetada o atingiu sem que ele nem pudesse perceber de onde tinha vindo aquela mão tão forte. Medo dele? Medo de que? Se ele a tocasse acabaria com a raça dele em dois tempos.

− Como pode ter a coragem de dizer uma coisa dessas? Eu sei que você anda se transformando num verme, mas agora virou estuprador?− ela gritou e ele se deu conta da merda que tinha falado.− Você quer isso? Quer que suas filhas saibam que ameaça me estuprar? Que em pleno século XXI você está se comportando como um animal e usando a única coisa que um homem se cérebro sabe usar contra uma mulher, a força!?

− Miranda, eu, me desculpe.− ele disse com o rosto frio e marcado pela mão dela.− Eu apenas quis dizer que se eu quiser posso te roubar daquela puta lésbica!−  rancor na voz e outro tapa na cara.

− Se você ofender Andrea mais uma vez, vou acabar com essa maldita empresa que você tem e pegar cada centavo seu. Você tem amor por essa criança que vai nascer?− ela suspirou consumida pelo ódio.− Tem mais amor por ela do que tem por minhas filhas? Então, pare de nos ofender...

− Ele morreu...− a voz dele ficou fria e ele a olhou com lágrimas nos olhos.− Meu filho está morto, ela perdeu o bebê, Miranda, eu me separei...

Miranda suspirou e fechou os olhos em alguns segundos. Deus, as coisas eram muitos ruins, mas ela não desejava de modo algum a morte de um anjo no meio de toda aquela confusão. Passou a mão pelos cabelos e voltou a encará-lo.

− Meu Deus, Jeramy, eu sinto de verdade por esse anjo, mas me diga, o que fez para resolver foi terminar seu casamento? O apoio que deu a sua esposa foi deixá-la?− sentiu raiva de si mesma por pensar na mulher e sentir pena.− Eu odeio a escória de pessoa que ela é, mas você e ela tem que ficar perto e superar isso! Não seja um covarde!

Jeramy chorou mais e Miranda o olhou com raiva. O  homem estava no chão e ela nem tinha começado a pisar nele. Não tinha pena dele. Olhou de relance para a porta de casa e viu Olívia abrir e olhar se estava tudo bem e na janela de cima, Brenda também a observava.

− Me deixe ver minhas filhas. Elas são tudo que tenho, eu preciso delas. Ver meu filho morto me fez perceber como fui um merda ficando longe de minhas filhas, ficando longe das pessoas mais importantes de minha vida. Eu vou voltar a morar aqui e vou estar com elas sempre.− ele disse com firmeza e Miranda riu.

− Meu Deus, você não vai usar minhas filhas para curar a sua dor e aplacar a sua culpa pela morte deste anjo.− ela abriu a porta do carro e olhou para ele com ódio.− Você não vai expor minha filhas, não vai falar com elas bêbado! Você não vai usar o amor de duas crianças para se curar, ficar perto delas por algumas semanas, deixar minhas filhas vulneráveis.− ela engoliu seco.− E depois sumir como se fosse um estranho enquanto as minhas filhas choram no quarto!Não Jeramy!− ela gritou com raiva dele e bateu a porta do carro.− Quando você puder ser um pai decente, quando puder conviver comigo e Andrea sendo alguém com educação e sem preconceitos, você terá as suas filhas! Mas não como estepe para sua dor!− ela o mirou com ódio.− Eu sinto de verdade pelo seu bebê, eu realmente sinto, mas não se esqueça que você abre mão de suas filhas a anos, não espere que eu apenas perdoe você como se nada. Até se tornar um pai que as mereça, você fica longe delas. Volte para o quintos dos infernos de onde você veio e aprenda a ser gente!

Miranda sumiu em direção a casa batendo os saltos com força e quando a porta se fechou, ela precisava de ar, por isso subiu. Quando estava caminhando no segundo andar para ir ao banheiro ouviu uma voz e se aproximou da porta do quarto de hóspedes. Miranda sentiu o ar faltar, as duas estavam ali, juntas no quarto e Brenda segurava firme no braço de Olívia.

       

− Você sabe muito bem a verdade!− disse com raiva.

Olívia bufou com ódio e se soltou dela.

       

− E qual é a sua verdade? Qual a sua maldita verdade? Me diga!− elas se encararam e Miranda seguia na porta vendo e ouvindo as duas sem ser vista.

− Você me quer, me deseja como eu sempre desejei você, Olívia, mas é orgulhosa demais para admitir! Você sabe muito bem o que sente quando estamos juntas.− foi certeira e Olívia a fuzilou com o olhar.

− O que você quer? Que eu entregue meu coração a alguém que todos os dias corre pelo mundo em busca de uma aventura nova e de outras mulheres? O que você quer?− disse com raiva e a olhou mais. 

Brenda soltou lágrimas dolorosas e Olívia se arrependeu de suas palavras.

− Você sabe porque faço isso, sabe muito bem que poderia ser diferente se você finalmente entendesse que podemos ser felizes! Mas você não quer e sabemos o que está esperando!− ela disse com raiva e agora foi a vez dela explodir.− Você está esperando por ela! Todos esses anos e você não entende que ela não vai te amar, que não sente nada por você assim!

− Eu não estou esperando ninguém!− Olívia gritou com raiva.

−Você ama Miranda, você sempre amou Miranda como mulher! Todos aqueles casamentos repentinos todas as vezes que ela se casava e todas as suas separações em seguida das separações dela, até que as duas estavam solteiras e ela escolheu a Andy! Eu sei, sim eu sei tudo!− ela gritou e Olívia deu um tapa em seu rosto.

Brenda bufou e chorou mais. Olívia foi até ela e as duas se sentaram na cama. Era tudo tão louco, elas já tinham brigado outras vezes, mas aquilo era diferente. Miranda colocou a mão na boca e respirou fundo ouvindo aquelas coisas.

− Me desculpa, Brenda, eu queria apenas que você parasse.− ela agarrou a outra e beijou seu ombro.

Brenda suspirou e deixou mais lágrimas caírem. Ela amava aquela maldita mulher uma vida toda.

− Eu cansei e quero que saiba que não vai mais ter isso. É a última vez que me vê chorando por você. A última vez que me vê assim, cheia de dor por você!− ela se levantou e disse com toda firmeza.− Eu me cansei e você está livre para sofrer por quem quiser enquanto eu vou seguir a minha vida por aí, como você disse. 

Brenda se levantou e Miranda entrou no quarto com os olhos revirando. 

− Como eu não percebi? Como pude ser tão tola e não ver que toda essa raiva de vocês duas era tesão! Como eu pude não perceber que estavam envolvidas emocionalmente? Meu Deus, como fui tola!− ela riu e viu o rosto de Olívia ficar branco, mais que o normal.

− Miranda...− Olívia gemeu as palavras.

− Vocês tem que se acertar.− ela disse com calma eram lindas e suas amigas, estavam sofrendo sem precisar. −  Você não podem seguir assim.

− Podemos sim!− Brenda limpou as lágrimas e passou por Miranda a beijando no rosto e dizendo.− Ela não quer estar com uma vagabunda como eu! Ela quer ficar sozinha! Ela quer ser amarga pelo resto da vida dela.− disse isso com dor no coração e saiu do quarto.

Miranda suspirou e viu Olivia chorar em silêncio. As lágrimas estavam tão firmes e cristalinas. Miranda foi a ela e a abraçou sufocando seu soluço como tantas vezes a amiga tinha feito por ela. Uma vida juntas, uma vida sendo o apoio uma da outra.

− É verdade o que ela disse? É verdade que me ama?−  Miranda perguntou com o rosto cheio de medo.

Olívia suspirou e negou com a cabeça no ombro dela. Estava dizendo a verdade e iria explicar o porque daquela confusão.

− Ela pensa isso porque ouviu uma conversa a muito tempo atrás onde eu dizia que amava uma pessoa a anos e essa pessoa nunca estava disponível para mim, que sempre estava em busca de outras coisas que não a mim.− ela chorava e falava.−  Eu estava falando dela, Miranda, eu a amo desde sempre, mas ela quer correr atrás de outras por aí.−  soluçou.

Miranda sentiu um alívio dos mais intensos. Graças ao bom Deus sua amiga não tinha uma paixonite ou um amor platônico por ela. Ela apertou mais em seu corpo, Andrea chegou no quarto no momento exato que Olívia olhava nos olhos de Miranda e dizia a frase que completava o sentimento dela por Brenda, mas que seria entendido por Andrea de outro modo.

− Eu sempre amei,  amo com todo meu coração e minha alma!− e sufocou seu choro no pescoço de Miranda.

Andrea sentiu como se uma faca transpassasse seu coração com aquela imagem e os olhos de Miranda cravaram nos dela.

− Anjo...−  bufou a palavra enquanto Andrea se preparava para avançar nelas...

M & A - Meu anjo 24



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