História M a d L o v e - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 2.204
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


devido a acontecimentos na minha família me afastei um pouco mas vou voltar aos poucos ♦️

Capítulo 10 - Tropeços


Fanfic / Fanfiction M a d L o v e - Capítulo 10 - Tropeços

 

 

Estaciono meu carro com velocidade no asylum chamando a atenção dos guardas que veem ao meu encontro logo que eu saio do veículo, estava com um vestido cinza e um pouco desbotado, eu realmente não estava vestida adequamente mas o que eu poderia fazer? procurar meu jaleco e meus saltos enquanto The Joker poderia morrer na enfermaria? Afinal as enfermeiras de plantão se recusaram a atendê-lo e como sua psiquiatra eu tinha a obrigação de zelar pelo bem estar dele! 

- Doutora, está tudo bem? - o guarda me observa buscando meu crachá com o olhar

- Olha me desculpe não esta usando a identificação mas sai com pressa de casa... - digo me afastando do carro em direção a porta de entrada mas logo sou bloqueada pelo mesmo

- É regra do Arkham estar usando o crachá! - a prepotência dele me faz tomar uma atitude nunca vista em mim antes 

- Sério? deveria ser regra do Arkham uma psiquiatra não ter que ser chamada para entrar no seu trabalho por causa de um bando de enfermeiras que não sabem nem ao menos realizar o trabalho na qual são pagas pra fazer... - aponto meu dedo indicador para o guarda que encara o mesmo - deveria ser regra do Arkham também eu não ser importunada pra realizar serviços que não estão na minha grade, então por favor avise a alguém nesse lugar todas as regras que deveriam existir, não somente aquelas que convém a você, agora me dê licença que se o senhor não tem o que fazer eu tenho - me afasto do guarda que fica paralisado me encarando, certamente não esperava por isso.

Subo em direção ao quarto andar, cada segundo ali dentro parecia uma tortura enorme, não conseguia me conter, saber que talvez ele estivesse muito ferido me perturbava... com a abertura das portas vou correndo em direção a enfermaria do lugar observando duas enfermeiras discutindo entre elas enquanto um segurança estava de vigia na porta de entrada da enfermaria, reviro os olhos de raiva para a cena que estava vendo diante de mim, um homem ferido em uma sala e ninguém se preocupando com ele.

- Onde ele está? - digo ao segurança que observa meu crachá pendurado no vestido

- Está aqui dentro, tem certeza que quer fazer isso? - o homem diz juntando a sobrancelhas - digo, ninguém em sã consciência cuidaria de alguém assim doutora.

Cruzo meus braços para o homem que me encara com o olhar baixo abrindo então passagem, o lugar escuro me arrepiou um pouco mas mesmo assim eu podia sentir cada pedaço do meu corpo se arrepiar com a sensação de estar a poucos metros dele, era emocionante a explosão de sentimentos que o príncipe palhaço do crime me passava.

- Doc querida, eu sabia que viria. - observo uma de suas mãos passarem pela tomada ao lado da parede fazendo então a sala ficar iluminada

- Me disseram que está machucado... - digo procurando os ferimentos em seu corpo - meu Deus quanto sangue! - Digo olhando seu ombro aberto

- Isso? ah querida, já tive momentos piores... isso aqui é apenas um corte superfícial - sua voz rouca ecoa em minha mente me fazendo ficar entorpecida, ele percebe - Doc? - sua risada maliciosa encontra meu olhar fixo em seu peitoral

As tatuagens encontravam abrigo no abdômen então definido, cada parte do seu corpo era uma perfeição sem limites e eu não conseguia esconder a sensação maravilhosa que era observar cada detalhe minuciosamente...

- Preciso de álcool e gases, devem estar no armário certo? - digo apontando para o armário a frente enquanto ele confirma com a cabeça

- Sabe Hals, algo me dizia você estaria aqui essa noite... - seu olhar percorre meu corpo e um sorriso malicioso aparece em seu rosto - só não esperava te ver tão sexy cup cake

- me arrumei o mais rápido que pude - afasto uma mexa do meu cabelo para trás enquanto examino a ferida - que estranho esse corte, quem te machucou? - digo observando seu ombro aberto com um corte superfícial, passa pela minha mente a hipótese que aquilo foi proposital mas porque alguém faria isso em si mesmo?!

- Os guardas querida, as enfermeiras ainda estão lá fora discutindo entre si? HAHAHAHA - sua gargalhada toma o lugar - Está assustada Doc? - ele pergunta enquanto observa meu braço se arrepiar

- Não... sua risada me causa sensações - digo terminando de dar os pontos no local ferido

- Que sensações são essas? Não sabia que lhe causava sensações Hals - seu olhar vai de encontro ao meu

- Sensações apenas senhor C. - encerro a conversa colocando álcool na bandeira com as gases - pronto, um lado já foi agora vamos ver o outro... - observo que uma de suaa mãos estão presas a uma algema na maca de ferro - posso retirar as algemas? - digo a ele enquanto o mesmo ergue uma sobrancelha para mim

- Eu posso te matar. - sua voz rouca soa seria e firme tentando me passar medo

- tem um segurança atrás daquela porta, eu grito... - procuro as chaves no chão enquanto continuo a falar - em menos de 5 segundos eles vão estar aqui.

- Eu só preciso de 1 segundo pra te matar querida.

- Você não vai fazer Isso, não comigo, estou te ajudando - cruzo os braços em sua direção e ele ainda sentado me observa com o mesmo olhar devorador de antes - Sabe onde estão as chaves?

- Creio que estejam em cima do armário, dê uma olhada querida - seu sorriso largo e sua voz rouca novamente me hipnotiza ainda parada - no que está pensando doc? - ouço seu pescoço estalar enquanto fala comigo

- Problemas pessoais... - com a chaves em mãos busco a entrada da algema para solta-lo - pronto, agora vamos ver o outro lado da ferida... - observo novamente cortes superficiais no ombro e o encaro séria dando dois passos para trás -... esses cortes... eles são superficiais demais, você tramou isso não foi senhor C? - ouço então tiros sendo disparados do lado de fora da cela e paraliso no local

- Que menina esperta, gosto de meninas inteligentes... Eu não menti quando disse que os cortes eram superficiais - ele rapidamente se põe de pé no chão com uma faca em mãos que logo é grudada ao meus pescoço em fração de segundos

- Você disse que não me machucaria.- digo firme, nao poderia gaguejar ou demonstrar medo, não agora, nao aqui

- Se você se comportar não irei precisar.

Sinto a lâmina da faca afiada passar pela pele da minha garganta causando um pequeno corte superfícial porém o bastante para sentir um pouco de queimação na região. Um prisioneiro entra na sala com uma arma em mãos e logo percebo que se trata do prisioneiro espantalho, sua roupa com sangue e seu olhar assustado indicava que algo havia dado errado.

- Senhor Coringa o plano deu errado, o Batman já está aqui no prédio.

- Incopetencia é seu sobre nome - com as mãos em meus braços Coringa me puxa junto a porta, em segundos a lâmina da faca passa na garganta do prisioneiro o fazendo engasgar no próprio sangue - seus serviços não serão mais necessários mas foi bom trabalhar com você - Coringa diz ao homem que estende uma das mãos em pedido de socorro mas é ignorado pelos pés do mesmo - então querida, mudança de planos, você será o plano B do papai - novamente a lâmina vai de encontro a minha garganta me fazendo engolir em seco - porque tão séria Doc? Vamos apenas nos divertir um pouco.

Em passos largos e rápidos saímos da sala em direção às escadas que davam acesso ao quarto andar do prédio, nunca havia observando como ele era alto e forte, talvez a camisa de força tenha atrapalhado a visão... a todo momento eu pensava em como iria fugir mas julgar pela força e agilidade dele jamais conseguiria sair dali viva, pra dizer a verdade eu não estava contando com a hipótese que iria sair viva, pelo jeito seria morta sem lápide ou cerimônia.

Ao notar uma porta de ferro enferrujada logo a frente noto que chegamos no térreo do lugar, a chuva forte caia a todo instante enquanto de alguma forma Coringa esperava por alguém

- No meu plano A eu te levaria comigo querida, mas vamos ter que adiar isso.

Sua mão puxa então meu braço para a ponta do prédio, embora fosse apenas quatro andares, uma queda daquela me faria morrer rapidamente só pelo fato que logo abaixo havia uma cerca elétrica de alta tensão, se a queda não me matasse o choque iria... um barulho é escutado por mim e logo noto as asas noturnas escuras indicando que o Batman já estava ali, um aperto forte é direcionado ao meu braço e percebo que a lâmina está novamente em meu pescoço, com a rapidez que foi colocada sinto uma queimação no mesmo e me pergunto se havia escorrido sangue de minha pele

- Solte-a Coringa. - sua voz forte forçada ecoa pelo terraço

- E acabar com toda a diversão? sabe que eu prefiro o lado errado da coisa Batman... - sua mão esquerda na qual não estava com a lâmina desliza sobre meu rosto em forma de "carícia" - já lhe apresentei minha nova psiquiatra? Doutora Quinzel, um rosto angelical que eu jamais havia visto... - percebo sangue em seus dedos então confirmando que eu realmente estava com algum corte na região

- Você não vai machuca-la Coringa, não irei deixar! - a voz firme do morcego parece mais próxima então percebo que alguns passos para frente a foram dados por ele

- Machuca-la? jamais faria isso com meu novo brinquedo, ao menos que ela peça - sua respiração e seu hálito de menta encosta próximo ao meu rosto - ela será meu passaporte para a noite de hoje, não é querida?! - sua piscada encontra meu olhar que não tinha expressão alguma - afinal você não mata os pobres e indefesos não é mesmo? você não conseguiria ve-la cair.

sinto então meu braço ser puxado junto ao seu peitoral me deixando ofegante a cada instante, eu sabia o que ele iria fazer, seu plano já havia sido entendido por mim... por uma incrível razao eu não estava com medo, a adrenalina pulsava forte em minhas veias e algo me dizia que ele jamais me mataria, jamais.

- Eu sei o que estou fazendo amor, apenas confie em mim - seus lábios tocam nos meus por segundos e se afastam logo em seguida

Sinto então que sou arremessada para fora do terraço sentindo apenas a chuva tocar meu rosto, eu sabia que teria uma morte sofrida por conta da cerca elétrica logo abaixo do terraço, meus olhos se fecham por impulso e apenas aceito a morte de bom grado, como uma velha amiga e uma fiel companheira para a eternidade... como em um filme as lembranças são trazidas de volta a tona em minha mente com flashes de luzes, uma mão vai de encontro ao meu braço me puxando para o outro lado do prédio como em uma corda elástica.

Na grama do outro lado do asylum noto então políciais em toda parte com armas de grande porte procurando o príncipe palhaço do crime que provavelmente havia fugido... meu estado de choque deixa então as pessoas do local chocadas principalmente ele, batman...

" seu imbecil, se não fosse você estaríamos bem e nosso príncipe nos teria salvo " a voz infantil ecoa em minha mente me fazendo "acordar" do transe

- Senhorita Quinzel, você será levada para um hospital mais próximo. - a voz distante do Batman ecoa em minha mente, eu estava com ódio por ele ter me salvado, eu sabia que ele iria se arriscar por mim se aquele morcego idiota não tivesse feito aquilo

- Onde ele está? - digo me levantando buscando por toda parte onde minha visão alcançava algum rastro dele, qualquer um valeria a pena

- Ele não fará mal a você, prometo. - sua mao encosta em meu ombro e a empurrou com força sem pensar duas vezes

- Não encoste em mim! - Digo firme enquanto ele cruza as sobrancelhas em minha direção sem entender

Caminho até a ambulância para suturar o corte em meu pescoço me afastando do morcego rapidamente, cada minuto a mais com ele me faria perder a cabeça e eu não poderia me dar a esse luxo, claro que naquele momento minha vontade era matar aquele morcego idiota mas infelizmente eu teria que esperar, eu sabia que logo menos o senhor C estaria aqui e eu precisava dele, o beijo rápido me fez entender que eu precisava dele, somente agora eu havia percebido isso o quanto eu estava necessitada dele, por uma incrível razao eu estava perdidamente apaixonada pelo criminoso mais perigoso de toda Gotham City e não me importava com consequência alguma, se eu estivesse ele ao meu lado qualquer guerra valeria apena, eu apenas teria que mostrar a ele que sou capaz disso.


Notas Finais


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