História Maloqueira - Capítulo 1


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Notas do Autor


- Boára Fourman
- 19 anos
- Lésbica assumida
- Maloqueira

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Maloqueira - Capítulo 1 - Capítulo 1

B Ô

Lara dormia tranquilamente enquanto meus olhos passeavam sem pressa por suas curvas meio cobertas por um lençol de seda. A loira arrebenta na cama e não tem como negar que talvez, dessa vez...

A real é que se o idiota do pai dela me pega nua na cama da filhinha dele, eu serei uma sapata morta. Mas acho que isso não importa, desde que eu tenha essa visão uma última vez. — meus olhos percorreram suas curvas novamente.

— O que está olhando amor? — sua voz manhosa me dava um tesão...

— Tô só pensando. — deixei escapar um sorriso malicioso. — Cê é gostosa pra caralho! — ela sorriu.

Faço tudo por sexo matinal, elogio até o coroa do pai dela se ela achar que assim as coisas esquentam mais. Acho difícil, mas...

— Você quer mais? — perguntou com a voz mansa. — Sua gatinha vai te dar mais.

Lara engatinhou pela cama até chegar perto dos meus lábios, o suficiente pra que eu sentisse sua respiração.

— Puta que pariu gatinha! Assim tu me deixa louca. — abri um sorriso e seus lábios se aproximaram dos meus, depositando um beijo calmo e instigante. — Cachorra. — sussurrei entre uma mordida e outra.

— Lara! — uma voz masculina muito conhecida soou alto o suficiente pra causar um eco, logo vieram batidas fortes na porta, o que me fizeram levantar da cama num pulo.

— Porra gata, seu pai! — falei.

— Ai meu Deus! E agora? — Lara se levantou em seguida.

— Lara, abre essa porta agora! Eu sei que tem alguém e sei de quem se trata. — ao julgar pela voz do cara, acho que ele estava bravo. Sei lá, é só intuição.

— Ai droga amor, se esconde. Vai! — disse Lara perdida enquanto colocava seu hobby.

— Me esconder? Onde? Se o coroa me pega aqui eu to fodida. — olhei envolta. — Merda!

— Dessa vez eu pego aquela maloqueira! — ouvi uma batida forte na porta.

Peguei minhas roupas e me vesti em tempo recorde. — Abre a porta. — falei. Me coloquei a postos atrás da porta e Lara apenas assentiu e de imediato abriu a porta de forma que me escondesse.

— Onde está aquela maloqueira? — perguntou seu pai.

— De que maloqueira está falando papai? Não acredito que me acordou uma hora dessas. — Lara imitou voz de sono.

— Lara, quando eu encontrar aquela garota aqui eu vou mandá-la pra cadeia, por invasão a domicílio. — disse o senhor com a voz irritada. Aquela foi a minha deixa. Imediatamente saí de trás da porta e corri em direção ao corredor, enquanto eu corria encontrava alguns obstáculos como os seguranças da Lara, pulei um, driblei outro e saltei sobre o mais alto. Deus... vlw por me dar a oportunidade de aprender Le Parkour de verdade. Dei um salto do corredor do andar de cima até a sala de estar ignorando a escada principal. Uma das empregadas gritou e jogou um monte de lençol no chão, passei por ela.

— Opa... foi mal! — me desculpei. Corri até a porta dos fundos onde havia um muro, em um impulso forte e rápido saltei até um banco que Lara deixou pra esse tipo de situação, do banco saltei o muro e pulei para o lado de fora. Corri de pressa por entre os carros e percebi que os seguranças da Lara estavam correndo atrás de mim. Eu sorria enquanto corria, eles nunca conseguiam me pegar e isso... isso sim era engraçado. Saltei de um carro para o outro e corri mais ainda até que encontrei um carro com uma das portas traseiras abertas, me movi tão rápido pra dentro do carro que nem me liguei ao fato de que era o carro de alguém, e pior ainda, desconhecido. Fechei a porta quase que instantaneamente e me escondi.

— Ai que susto! Deus tô sendo assaltada. — uma garota ruiva branca feito açucar me olhou assustada.

— Shhh! Eu não vou te assaltar... — falei baixo.

— Eu vou chamar a polícia! — disse ela abrindo a porta e saindo.

Filha da puta. Agora fudeu!

— Tem uma louca no meu carro me ajuda. Socorro! — ouvi seus gritos, então resolvi sair e correr mas quando abri a porta um infeliz me puxou pelo braço.

— Acabou por aqui sua maloqueira suja! — disse Gau o segurança mais idiota da Lara.

ALGUMAS HORAS MAIS TARDE...

— Eu ainda não acredito que você continua se metendo em confusão Bô! — vovô não parava de andar de um lado para o outro em seu escritório. — Quantas vezes mais vou ter que pedir pra que tenha juízo menina? — eu revirei os olhos diante a pergunta.

— Eu já disse vô, eu tava num lance com uma amiga e aí me confundiram com um ladrão cê sabe como é essas paradas. — passei a mão na nuca.

— Bô, você é uma mocinha de bem, tem uma família muito importante mas continua falando como uma sem educação e se comportando como um vândalo. — a veia que se formou ao lado de seus olhos azuis demonstravam indignação e um pouco de raiva.

— Qual é vô. Eu não preciso aturar esse seu mal humor sakô? Não sei por quê cê tá bravo. Na boa, tu sabe que eu não ía ficar no xilindró por muito tempo e outra, eu já to cansada dessas parada aí que tu tem com a minha mãe e o babaca que dizem ser o meu pai... eu quero voltar pro Rio falô!

— Pois não só não vai voltar pro Rio como também vai mudar de colégio! — sua expressão decidida me intimidou.

— Como assim eu vou mudar de escola? Se eu vou ficar nessa merda pelo menos quero continuar na droga da escola que tu me colocou... lá pelo menos conheço uma pá de gente. — me levantei da cadeira com raiva

— Esse é o problema, essas pessoas que você conhece mocinha, estão te levando para o mal caminho. Eu fiquei duas semanas inteiras resolvendo esse assunto do colégio pois eu sabia que apesar de suas promessas você voltaria a aprontar. Então você começará no novo colégio amanhã, e se você faltar não serei mais flexível Boára, arcará com as consequências.

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤEMY

Como posso descrever um dia como ontem? Vejamos: Cansativo, assustador, estressante e com certeza não foi um dos melhores dias. Papai não sai do meu pé pra saber sobre um suposto namorado, no qual ele deseja muito já que o Gu e eu demos um tempo quando ele foi pra faculdade. Dudu continua irritante como sempre, parece até que não cresceu e sinceramente quem parece a irmã mais velha aqui sou eu. E pra melhorar uma maluca entra no meu carro fugindo da polícia e embora ela tenha sido presa, fiquei morrendo de medo de me pegarem dirigindo sem habilitação. Me esforço tanto em não levar multa pra quase ser pega, presa e não conseguir tirar a habilitação nunca.

Enfim, não tem problema porque hoje é um outro dia.

Eu já estava arrumada, perfumada e perfeitamente pronta pra ir pro colégio, apesar de não gostar daquele lugar tenho que ir, e aturar tudo e todos.

Desci e fui direto pra cozinha onde Danda estava preparando um delicioso café da manhã, mas como eu não estava com fome apenas tomei um copo de suco.

— Emy minha linda, você não vai comer nem mesmo um pedaço de bolo? — perguntou Danda com a voz mais doce do mundo.

Essa mulher é a única com quem sou sempre gentil. Não tem como não ser.

— Não Dandinha, estou com pressa mas prometo voltar pro almoço ok. — lhe dei um beijo no rosto e a senhora de pele negra e cabelos grisalhos sorriu.

Danda é a empregada mais velha da casa, a única que conheceu minha mãe e que foi sua amiga. Eu não gosto de vê-la trabalhar pra gente, preferiria que ela descansasse e eu contratasse uma nova empregada pra ficar em seu lugar mas ela é muito orgulhosa e além disso vive dizendo que ama cozinhar e agradar a todos nós. Ela também é a única pessoa que meu irmão realmente gosta e dá ouvidos.

Resolvi ir para o colégio com o motorista, não queria correr o risco de ir pra cadeia, eu sou menor de idade e não posso dirigir ainda.

O motorista me deixou na porta do colégio e quando desci do carro tive mesmo que respirar fundo antes de entrar.

O colégio Cabral é uma das escolas particulares mais respeitadas de São Paulo, e por quê não dizer do Brasil? Os alunos que compõem o colégio costumam ser filhos de pessoas importantes como empresários, políticos não muito visados, advogados, médicos... entre tantos outros, porém nada que chame muita atenção, como artistas ou quaisquer que estejam muito envolvidos com a mídia.

Passei por entre alguns conhecidos que me cumprimentaram e logo cheguei ao grupinho mais popular do colégio e sério, eu não sou popular e se sou é só porque de vez em quando ando com eles, afinal nossas famílias se conhecem e somos colegas desde a primeira série.

— E aí Emy gatinha. — Dario se aproximou e me deu um abraço.

— Sério mesmo que você tem que me abraçar? — falei ríspida e ele sorriu. Já estava acostumado comigo.

— Temos uma festinha pra ir hoje à noite Emy! — Giúlia falou super animada.

— Esse lance de festas no meio da semana não te intimida? — perguntei a ela

— Intimidaria por quê? — me encarou sem entender

— Porquê você está pra ser reprovada em química, biologia, português e em espanhol também. — ela ficou um pouco sem graça.

Não sei bem o que dizer sobre a nossa amizade. Giu e eu nos dávamos bem até a 5ª série mas algo mudou, e de repente não nos falamos mais, ao menos não o suficiente para sermos consideradas amigas.

— Qual é Emy! Você não gosta de diversão? — Junior se aproximou, tentando dar uma de sexy. Revirei os olhos e bufei.

Ainda bem que ele vai embora do país semana que vem.

— Talvez eu dê uma passada no lugar, agora com licença que eu tenho que ir. — me esquivei e me direcionei rumo a biblioteca.


Notas Finais


Eu vou apresentar um personagem a cada capitulo, Como eu geralmente faço, ok?

Eu tô postando 3 capítulos todo dia

E novamente, essa fanfic não é de minha autoria

Não esqueçam de comentar e favoritar


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