História Ma belle princess - Capítulo 13


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël, Personagens Originais, Plagg, Tikki, Tom Dupain
Tags Adrien, Adriennette, Adrinette, Amor, Chat, Chatnoir, Drama, Marichat, Marinette, Miraculous, Revalações, Romance
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Palavras 1.666
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal!

Espero que gostem do capítulo novo!

Boa leitura!

Capítulo 13 - Casamentos e mais casamentos


 

Pov. Marinette

 

No dia seguinte tentei não parecer muito afetada com o que tinha acontecido. Evitei conflitos com o meu pai, e consegui, conseguindo fugir à enfermaria e especialmente, do Adrien.

Não fazia ideia se ele andava à minha procura, mas podia ter a certeza de que eu andava à procura dele. Teria de o ver à tarde, quando fosse fazer uma visita ao conde.

A Tikki apareceu para perguntar se estava tudo bem comigo e eu consegui enganá-la, dizendo que estava cansada e um pouco transtornada com o que tinha acontecido no dia anterior.

Voltei a ficar sozinha e sem nada para fazer. Lembrei-me então de procurar o colar escondido no meu quarto. A minha mãe tinha-o escondido e eu começava a achar que já tinha sido encontrado por outra pessoa.

Revistei todo o quarto, toquei em toda a extensão da parede e do chão para ver se havia alguma coisa solta, mas nada.

Nesse momento desisti. Não estava com disposição para nada e não valia a pena procurar por uma coisa que teimava em não aparecer. Desistir não era nada meu.

Para tentar ocupar o resto do dia fiz várias coisas, entre as quais desenhar o casamento de sonho da Tikki.

É claro que não seria como ela sonhava, mas aproximá-lo a um sonho era o mínimo que eu podia fazer.

O vestido dela já estava em minha posse, mas era um pouco estranho de mais. Não sabia bem se fazia o género dela.

Tranquei a porta e ajeitei a minha bolsa de costura. Passei as duas horas seguintes a melhorar o vestido de noiva da Tikki. Subi as bainhas e coloquei uns adornos floridos feitos em crochet. Se ela não gostasse mais do vestido assim, eu atirava-me de uma ponte.

Escondi de novo o vestido no armário, bem lá no fundo e fechei-o a sete chaves.

Saí por fim do quarto e preparei-me para a minha visita ao conde.

Ao chegar à enfermaria, o Plagg e o Adrien estavam lá a conversar em voz baixa. O conde estava deitado na maca ao lado, ao que parecia, inconsciente.

Pensei em bater à porta, mas se o conde estava adormecido, não valia a pena ir ali. Apenas ia receber um pedido do Adrien para falarmos.

Quando comecei finalmente a andar dali para fora, a minha barriga roncou com muita força, chamando a atenção de dois garotos.

-Quem está aí? – perguntou o Plagg de dentro da sala.

-Plagg, se perguntas quem está aí ninguém responde, tens sempre de ir ver antes que a pessoa se vá embora.

Mal ouvi isto, comecei a correr, mas os meus sapatos fizeram-me a excelente partida de tropeçarem no soalho e eu caí.

O Adrien saiu logo da sala e correu para me ajudar. Eu estava com algumas dores, mas manti-me séria, até quando vi o sangue a escorrer-me pela perna abaixo.

-Mari, estás a sangrar. Tenho de te preparar um curativo.

Sem falar com ele, tentei pôr-me de pé, mas voltei a cair. Não conseguia andar temporariamente. “Boa! Mais uma coisa que me está a correr bem hoje!” pensei mentalmente.

O Adrien pegou-me ao colo e levou-me para uma maca ao lado da do conde. Era bom estar nas suas boas graças, mas ainda me sentia zangada com ele, e queria que entendesse o porquê.

Ele fez-me o Plagg sair e começou a preparar o curativo com ervas e uns líquidos esquisitos.

Senti a mão do conde a afrouxar contra a minha e ele acordou.

-Mari. Estás aqui! – disse ele, levantando-se lentamente. Levou a mão ao peito, cheio de dores e eu ajudei-o a deitar-se de novo.

-Tens de ficar deitado até ao médico dizer o contrário. Desculpe, senhor Adrien? 

Ele olhou para mim confuso, como se eu estivesse a brincar e depois viu o conde acordado.

-Eu vou já tratar do senhor conde. Tenho só de acabar de preparar este curativo.

O conde olhou para mim com um ar preocupado. Olhou para as minhas mãos enluvadas e perguntou um pouco mais alto do que devia.

-O teu pai voltou a fazê-lo? – esperei que o Adrien não tivesse ouvido nada.

-Não. Eu caí, é por isso que estou aqui.

O Adrien apareceu à nossa frente e colocou-me o curativo depois de limpar a ferida. O seu olhar fixou-se então na minha mão esquerda. Será que tinha uma ferida? Mas quando coloquei o meu olhar na minha mão, vi que o conde a estava a segurar firmemente.

Afastei a mão da dele e levantei-me. Ainda estava meio tonta, por isso o Adrien ofereceu-se paa me levar ao quarto, o que não pude negar.

Quando estávamos longe o suficiente da enfermaria, ele abordou-me com o seu olhar arrependido e sério.

-Mari, desculpa por ontem. Eu sei que ele não estava no seu juízo e que tu não ias aceitar nada, mas eu sou muito ciumento. Toda a gente neste castelo está sempre a comentar que ele te vai pedir em casamento em breve e não sabes o quão difícil é ouvir isso todos os dias.

-Adrien, eu não caso com outra pessoa que não sejas tu. E agora que o meu pai aboliu a lei das classes sociais, podemos casar em breve. Mas como pudeste tu duvidar do meu amor por ti? Amo-te mais que tudo e não gosto que haja inseguranças.

-Mas tu viste, ele está sempre a atirar-se a ti, já te pediu em casamento e está sempre a dar-te a mão quando pode. E o que queria ele dizer com aquilo de “o teu pai voltou a fazer outra vez”?

Petrifiquei. Ele tinha ouvido. Pensei em arranjar alguma desculpa, mas já que estávamos numa de sinceridade, decidi contar-lhe.

-Quando faço algo que não agrada o meu pai, ele bate-me com um ferro. O Plagg tem cuidado de mim este tempo todo e eu uso luvas para esconder os meus ferimentos e cicatrizes.

Ele olhou para mim incrédulo. Pegou-me na mão de imediato e tirou-me a luva.

-Porque nunca me contaste? Eu ajudaria no que pudesse.

-Eu não te queria preocupar. Para não falar que tinha medo do que podias fazer. Não queria acelerar nenhum processo de casamento contigo só por causa disto.

-Eu não vou fazer nada sem os dois acharmos que é a altura. É claro que isso faz-me querer tirar-te daqui o mais depressa possível, mas sei que tens as tuas obrigações e ainda te falta chegares aos dezoito anos.

-Preocupamos-nos com isso depois do casamento da Tikki e do Plagg. – disse eu. Comecei a pensar no trono. Eu nunca poderia sair dali. Era a herdeira do trono, se me fosse embora não havia ninguém que pudesse ficar por mim. Não disse nada ao Adrien. Conversaríamos sobre isso quando chegasse a hora.

Ele levou-me ao quarto e depositou-me um beijo nos lábios.

-Eu vou falar com o teu pai sobre o teu estado e mandar trazer a comida ao teu quarto. Mais logo venho fazer-te uma visita para ver se estás melhor.

-Até logo Adrien. – olhei para ele enquanto saía do meu quarto.

-Até logo fofinha. – corei com aquela alcunha. A alcunha “fofinha” era mesmo fofinha.

Felizmente já estava tudo bem connosco. Não gostava nada de estar mal com o Adrien, era mais doloroso do que qualquer ferimento que alguma vez pudesse vir a ter.

 

Pov. Adrien

Depois de deixar a Marinette no seu quarto, voltei para a enfermaria.

Apesar de não gostar nada dela, tinha de ajudar o conde. Ele estava sempre a atirar-se à minha princesa, mas tinha-a salvo, pelo que pensava que aquela era a minha forma de lhe agradecer.

Quando cheguei por fim, o conde estava a pé.

-Tem de se deitar, não pode andar já de pé. Pode ter uma recaída. – expliquei-lhe eu, tentando fazer com que ele se sentasse.

-Há um assunto que não pode esperar. Tenho de ir ter com o Rei de imediato! – disse ele e saiu pela porta, com a mão por cima da zona ferida.

Segui-o até à sala do trono, onde este encontrou o Rei Tom.

-El-Rei! Eu vi quem tentou atacar a sua filha! – O rei virou-se de imediato e sem ligar muito ao estado do conde.

-Quem foi?

-Foi um dos homens que fizeram o motim pela vila. Eles estão a levantar um motim a seu respeito.

Eu olhei estupefacto para toda aquela cena. Estava escondido atrás de uma estatueta da sala, de modo a que ninguém me visse.

-O que dizem no motim? – perguntou o Rei, a preocupação a irradiar na sua voz.

-Eles querem um novo Rei. Dizem que a princesa tem de casar para o poderem depor.

O Rei ficou chocado e passou a mão pela barba.

-Temos de lhe arranjar um marido então. – disse ele. 

Aquele problema que eu e a Marinette tínhamos passou a ser grave. Muito grave. Se ela desaparecesse, não haveria herdeiro de trono. Mas se eu a pedisse em casamento, tornar-me-ia Rei. Nunca foi esse o futuro que desejei para nós.

Saí da sala antes que a minha cabeça rebentasse. Pedi ao Plagg permissão para faltar ao dia de trabalho e deitei-me no meu quarto. Tinha a cabeça a latejar e as mãos a tremer.

Era agora. Tinha de pedir a Marinette em casamento antes que ela fosse obrigada a casar com alguém que não queria.

Para mim, ia ser tudo uma grande mudança, mas estava disposto a fazê-la por ela. Deixaria o cargo de rainha a seu posto e não seria eu a tomar as decisões do reino.

Decidi mentalmente que a pediria em casamento no seu dia de anos. Faltavam oito dias para ela fazer dezoito anos e era a altura perfeita para a propor em casamento. E com a lei de classes abolida, era só ela aceitar.

O casamento faria com que o motim acalmasse e que ficássemos ambos felizes. 

De certeza que ela daria uma bela regente do reino. Preocupada e doce. A minha princesa era mesmo a melhor pessoa para se encarregar do cargo.

Só esperava que estivesse disposta ao desafio.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Até ao próximo capítulo!


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