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História Macroverso - Capítulo 9


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Notas do Autor


- Acho que vou me divertir com ela agora... E vou começar pelos dedos, obviamente.

Capítulo 9 - O fim do amor


 Jenny acorda em uma sala escura. Ela estava amarrada pelos braços, pernas e pescoço em uma cadeira velha feita de metal.
Tonta, ela recobre a consciência, olhando ao redor em busca de qualquer coisa.
Ela tenta falar, mas sua voz não sai de sua boca. Mais precisamente, estava costurada.
Ela tenta gritar, mas sua boca não abre. Ela apenas solta sons abafados de uma falha tentativa de fazer barulho.
- Fica quieta garota. - Diz o gato de jaleco de aproximando dela.
Ela começa a se debater, tentando se afastar do mesmo. Mais uma vez, ela se esforça para gritar.
Ele chega na frente de Jenny e segura a ponta de seus dedos com gentileza.
- Eles são bem macios.
Ela puxa sua mão de volta, mas isso deixa o gato irritado. Ele então da um potente soco no rosto de Jenny, fazendo ela desmaiar outra vez.
Minutos depois, ela acorda, com dor em sua mão direita. Ela lentamente leva seu olhar para sua mão e...
Ela começa a se mover violentamente na cadeira, querendo se livrar, com mais tentativas falhas de gritar.
A mão direita de Jenny não possuía mais dedo algum, e os ferimentos estavam abertos, sangrando.
Lágrimas começam a escorrer dos olhos de Jenny, que estava em uma situação terrível.
Derrepente, uma porta se abre, e de trás da mesma, entra o gato.
- Olá. - Ele diz entrando calmamente. - Vai bem?
Ela continuava a se debater, mas todo o esforço era inútil.
O gato se aproxima e aperta as bochechas de Jenny com uma mão só, dizendo:
- Se você continuar assim... Não vai mais ter seus dedinhos.
Ele solta ela, deixando a mesma chorando de dor.
- Se você se comportar, talvez eu feche esses buraquinhos. - Ele diz com seu sorriso característico. - Aliás... Meu nome é Love. Prazer.
Então ele anda até uma mesa no fundo da sala. E Jenny começa a pensar.
"Esse filho da puta é o Love!?" Ela mesmo com dor começa a puxar seu braço para perto de sí, tentando tirar o mesmo de debaixo do ferro que estava prendendo.
Mas derrepente, o ferro entrou no pulso de Jenny, fazendo-a mais uma vez perder qualquer controle.
A dor do ferro atravessando a mão de Jenny faz ela se contorcer, mesmo na cadeira. Chorando e tentando gritar, não havia nada que ela podia fazer.
Love se vira para a garota, sempre sorrindo. - Eu disse para se comportar.
Ele se aproxima com uma seringa cheia de um líquido laranja.
- Se eu não limpar a bagunça que você fez... Você vai morrer.
Então, sem aviso, ele enfia a ponta da seringa no pescoço de Jenny, mais uma vez, à fazendo desmaiar.
Jenny acorda gritando, dessa vez, o som de suas cordas vocais se espalham pela sala, até mesmo Jenny se assusta.
- O que!? Minha boca!? - Ela se pergunta tentando aproximar sua mão de sua boca, mas tudo que ela recebe é uma forte pontada em seu braço direito.
Ela faz uma feição de ódio ao ver seu braço direito, pois o mesmo possuía uma gigante cicatriz fechada com pontos de ferro, e não possuía dedo algum.
Ela ainda estava na cadeira. Seu estômago começa a roncar, fazendo ela ficar com mais raiva da situação ainda.
Derrepente Love aparece atrás dela, se espreguiçando.
- Bom dia. - Ele diz com seu sorriso.
- Seu merda! O que você tá fazendo!? - Ela grita verdadeiramente irritada.
Ele aponta para o braço da garota e responde calmamente:
- Arrumei sua sujeira. Como ficou?
Ela olha para a gigante cicatriz em seu braço, então ela responde irritada:
- Uma bosta! Me solta agora!
Ela da um soco na cabeça de Jenny, derrubando a cadeira no chão junto à ela.
- Mal agradecida. - Ele diz movendo seu pulso para os lados. - Eu só tirei esses pontos da sua boca porque você se comportou ontem.
Um pouco tonta, Jenny faz questão de fazer uma pergunta:
- O-ontem?
Ele sorri enquanto anda até a saida da sala, logo respondendo:
- há dois dias, eu desmaiei você com uma seringa, você ficou quietinha por um dia inteiro, então pensei em te recompensar.
Ele olha para ela, sentada na cadeira no chão e diz:
- O almoço vai ser servido em 10 minutos.
Jenny fica parada, pensando no que acabou de ouvir.
"Dois... Dias... Esse é o tempo que estou aqui?" Ela olha novamente para seu braço sem dedos. "Esse é o outro irmão do Matthews... E ele me disse que eu não ia querer me encontrar com ele..."
Então, pensando em toda a situação em que ela se encontrava, ela decide que vai fugir, mas ela precisava de uma brecha.
Tudo oque ela podia fazer ali, era esperar. 10 minutos até o almoço. Aquele seria o momento.
"Ele vai me levantar pra mim comer... Talvez ele solte meu braço esquerdo... Ele não quer que eu morra, isso está aparente."
Ela olha novamente para seu braço direito, respira fundo e fecha os olhos.
- Esse desgraçado vai se ver comigo... - Ela diz baixinho.
Alguns minutos depois, a porta abre, e Love entra na sala mais uma vez, com uma bandeja fechada, como um jantar chique de um hotel 5 estrelas.
- Está com fome? - Ele pergunta entrando.
Ela olha para ele irritada e responde:
- Tô.
Ele então ainda sorrindo coloca a bandeja no chão e responde:
- Ainda bem, porque se não estivesse eu te forçaria a comer.
Ela apenas olha para o chão, apoiando sua cabeça no mesmo.
- Me levanta... - Ela diz ainda irritada.
Ele se aproxima dela e diz:
- Claro. - E então ele começa a rir, puxando ela pelo cabelo, fazendo a cadeira voltar à sua pose antiga.
- Oh seu desgraçado! - Ela grita com um pouco de dor.
Ele volta até a bandeja dizendo:
- De nada.
Ele pega a bandeja do chão e anda até Jenny em sua cadeira. E então, ele coloca a bandeja no colo de Jenny.
A primeira coisa que Jenny percebe é que a bandeja era gelada, usar contra Love não daria certo.
Os dois ficam se olhando em silêncio, Love rindo e Jenny irritada.
- Iai, não vai comer? - Love pergunta.
Ela faz um som irritado. Ela olha para as suas mãos presas na cadeira e diz:
- Como?
Ele sorri. E então abre a bandeja. Jenny respira fundo, com um grito ela faz força para ir para trás.
- MEUS DEDOS!!! - Ela grita enquanto a cadeira cai para trás.
Love começa a gargalhar da situação. Mas logo ele para, secando uma lágrima de seu olho.
- Sabe aquele momento em que um cilio cai em seu olho? - Ele pergunta.
Jenny olhando para seus dedos dentro da bandeja não responde.
- Você pisca algumas vezes e bum... Ele foi em bora. - Continua ele. - Então, isso me fez pensar... Para onde ele vai?
Jenny começa a prestar atenção no que Love estava dizendo, pois ela percebeu que só haviam quatro dedos na bandeja.
- Será que eles ficam em um espaço vazio atrás de seu olho? - Ele pergunta, indo até a mesma mesa de antes, dessa vez abrindo uma gaveta.
Jenny começa a entender oque estava acontecendo. "Esse cara... É a loucura encarnada."
Ele tira uma foto de um raio x da gaveta, e então anda com ele na mão até um quadro que tinha luz.
Ele coloca a foto do raio x no quadro, revelando que aquele era um raio x de Jenny.
Jenny começa a se mover tentando sair da cadeira novamente.
- VOCÊ É DOENTE! - Ela grita. - VOCÊ COLOCOU MEU DEDO ATRÁS DO MEU OLHO!?
Ele olha para ele com seu sorriso costurado e responde de forma serena:
- Sim.
- Deus... - Ela diz baixinho.
Love se aproxima dela, do lado da cadeira que estava no chão, então ele se abaixa.
- Não existe.
Ela fica em silêncio com surpresa, totalmente perdida na loucura daquele gato.
- Donavan não te contou? - Ele pergunta.
Então ele levanta e começa a andar pela sala, sem andar para algum lugar em especial.
- Todos os que estão aqui não são de verdade, você devia saber disso. - Ele diz com uma voz mais séria. - Por isso, não há problema algum em fazer o que eu faço.
Ele então para e retira seu celular do bolso.
Jenny percebeu oque ela deveria pegar primeiro. "Um celular!?"
Ele estava digitando algo, mas Jenny não se importou. - Ei, me levanta... Tô ficando meio tonta... - Ela diz.
Ele olha para ela sorrindo e responde:
- Claro, mas é estranho o jeito que você fala comigo e depois quer que eu ajude a te levantar.
- Eu só quero ficar confortável... No nível do possível... - Ela diz. - MAS NÃO PUXA MEU CABELO DENOVO!
Ele então pega e levanta a cadeira, deixando ela em sua posição inicial novamente.
- Certo, acho que já me diverti por agora. Estou indo então. - Ele diz, saindo da sala e deixando Jenny sozinha mais uma vez.
Seu estômago ronca outra vez. E lá estava ela, sozinha na sala presa em uma cadeira. Eventualmente, Love voltaria, e agora
Jenny tinha a informação de que Love possuía um celular, e que um de seus dedos estavam atrás de seu olho.
"Sair. Daqui." Ela olha para aos arredores da sala. Havia o quadro com o raio x, a mesa do Love... Uma prateleira?
Havia uma prateleira com um jarro em cima. Estava escuro na sala, ela não conseguia dizer oque estava no jarro.
Na sala só havia isso, nada para ajudá-la a fugir... "Esse Love deve ter visto filmes de tortura... Ele sabe que eu fugirei se tiver qualquer ajuda."
Ela olha para seu braço direito... Totalmente destruído. "Então é isso... Essa cadeira possui algum tipo de mecanismo que se eu tentar retirar qualquer parte presa do meu corpo, ela irá ativar e me cortar."
Olhando bem, Jenny havia percebido que não havia nenhuma forma de desativar o mecanismo, pelo menos não com as mãos presas.
"Eu já brinquei bastante com mecanismos de cobre... Eu sei fazer esse tipo de coisa."
Ela encontra um pequeno pino.
"Eu não presiso de dedos para ativar isso... Só de força." Ela pensa enquanto fechava sua boca com toda a força.
Jenny puxa seu braço direito com toda a força, fazendo a armadilha ativar e se enfiando dentro do braço de Jenny novamente.
A vontade de gritar era gigante, mas isso estragaria tudo. Jenny apenas engoliu seco e começou puxar. Um a um, os nervos, músculos e ossos de seu braço foram se separando, criando uma dor imensa à Jenny.
Com um último puxão, Jenny arranca sua mão direita, tendo agora, um braço livre.
Seu rosto estava contorcido em dor, lágrimas e baba. Com uma parte que não tinha carne exposta, Jenny aperta o pino, liberando seu braço esquerdo.
Ela rapidamente libera suas pernas, soltando os pinos de todas as partes da cadeira.
Ela se joga no chão, finalmente saindo da cadeira. Ainda chorando, ela olha para seu pulso, que jorrava sangue.
Ela tenta arrancar a manga de sua jaqueta, mas acaba falhando, ela estava com fome e estava perdendo sangue.
Ela levanta rapidamente, com a ajuda da parede. E então anda em direção da mesa de Love, abrindo a gaveta, ela encontra uma tesoura.
Ela tira sua jaqueta com dificuldade e então corta uma das mangas. Com um braço só, ela enrola a manga cortada em seu pulso, fazendo um nó forte e apertado.
Isso apenas para um pouco o sangramento, mas não o parou completamente.
Na gaveta só haviam fotos de raio x e ferramentas enferrujadas. O máximo que ela podia fazer é enrolar a outra manga em seu braço. Então ela repete o processo, quase desmaiando, ela enrola a outra manga um pouco a cima da outra, estancando a circulação de seu braço inteiro.
Seu punho estava aberto, mas finalmente parou de sangrar de forma tão terrível. Ela encosta suas costas na parede e lentamente foi escorregando até o chão.
Agora sentada no chão, ela segurava seu braço direito com o sua única mão.
"E agora?" Ela pensa olhando para a porta.
- Porra... - Ela xinga baixinho. - Eu só queria ficar de "férias" com amigos em uma ilha com tudo pago e ganhar o dinheiro no fim...
Ela levanta, usando a parede como apoio, então anda até a porta, segurando seu braço. Ao chegar na mesma ela à abre, revelando um corredor que ia para a esquerda e direita. Em sua frente havia uma porta, assim como haviam em todas as partes do corredor.
Diferente da sala que ela estava antes, esses corredores eram incrivelmente iluminados.
Jenny olha para os lados, não havia som de nenhum dos lados, mas ela tinha que sair dali.
Ela começa a andar pelo corredor da esquerda seguindo reto. Ela andava cambaleando, tonta com a perda de sangue.
Não havia muitas coisas pelo caminho além de diversas portas de ferro com buracos de janelas. Jenny decide ignorar, ela não queria ver que tipo de loucura aquele gato fazia.
Eventualmente, ela chega até escadas. Essas escadas levavam para baixo. Jenny percebeu ter escolhido o caminho errado, ela sentiu que não devia ir para baixo, então, ela se vira e olha para o corredor.
Haviam gotas de sangue no chão. E no meio do corredor, ela pode ver, um jaleco branco, se misturando com o pelo branco de Love. A única cor diferente que ela podia ver era o vermelho do sangue dela no chão, e o amarelo dos olhos de Love.
- Você não teve tanto cuidado... Eu segui as gotinhas do seu sangue. - Ele diz com uma voz um pouco irritada, mas ele ainda sorria.
Jenny engole seco. No seu estado, ela não tinha nada para fazer além de correr para as escadas.
Love pega uma siringa e começa a andar em direção de Jenny, e assim ela vai, descendo a escada. Mas ela acaba caindo.
Ela cai em cima de seu braço direito, quase o esmagando. O barulho que o braço fez foi de algo quebrando ao meio. Tentando ignorar a dor, Jenny levanta, mas acaba caindo no chão novamente.
- MERDA! - Ela grita de raiva puxando sua perna até seu braço.
- Torceu o tornozelo? - Pergunta Love em cima da escada.
Ao perceber, Jenny continua se afastando de Love, dessa vez se arrastando pelo chão. Ela percebe a latente dor em seu braço direito voltando.
A fratura estava exposta... O sangue começa a vazar mais uma vez, e Jenny percebe que não haviam muitas alternativas para fugir.
Enquanto ela se arrastava, ela sentia seu corpo ficar cada vez mais pesado. Ela sabia que Love estava falando algo, mas ela não conseguia mas ouvir. Sua visão estava borrada, e derrepente ela para de se mover, deixando seu corpo totalmente mole.
A sala começa a se iluminar, e a visão que ela vê era aterrorizadora. Haviam corpos nas paredes, mas não eram corpos aleatórios. Eram diversos corpos de Matthews, tantos que podia se fazer um exército do mesmo.
"Mas que porra?" Jenny não entendia oque era tudo aquilo. Então ela sente alguém sentar em suas costas.
- Esse é Matthews. Uma raposa descartável. Eu criei esses corpos para servir de espiões para Donavan. Foi nessa época que eu descobri que deus não existia. A única coisa real, era a dor.
Jenny só podia escutar... Não conseguia fazer mais nada além disso.
- Criar tantos corpos. Matar tanta gente. Tudo isso que eu fiz, só serviu para me fazer entender uma coisa. Donavan está errado. Ele não é o deus desse mundo que ele criou. Pois esse mundo não é perfeito.
Pois se deus é perfeito, ele teria feito um trabalho melhor. Não acha?
Jenny começa a perder mais a visão, até fechar seus olhos e dormir...
Ela podia ver seus pais, seus amigos... Mas eles estavam se afastando dela. Com um último suspiro Jenny grita... Mas apenas uma pessoa escuta.
- Oi Jenny. - Diz uma criatura estranha.
Jenny começa a se afastar dele por instinto, e acaba percebendo que estava totalmente bem, fisicamente falando.
- O que? Onde? - Ela se pergunta sem fazer uma pergunta de verdade.
- Você morreu. - Diz a criatura olhando seriamente para Jenny. - Aqui, é o status. Um local onde você pode reviver sua vida com memórias para se preparar para a próxima.
Ela olha para ele assustada. A criatura era alta, magra, não possuía pelos pelo corpo. Tinha olhos, boca... Mas não possuía um focinho, era penas um triângulo que saia do meio de sua cabeça.
- Ah, certo, desculpa. Essa é a segunda vez que nós nos encontramos. Sou seu supervisor, Willian Tarsen. - Ele estica seu braço até Jenny, em um comprimento educado.
Ela percebe que a criatura também possuía 5 dedos, e suas unhas ficavam nos mesmos, não eram longas.
Jenny aceita o aperto de mão de forma fraca. Logo, ela olha ao redor, e tudo oque ela podia ver, era o nada.
- Aqui é só... Branco..? - Ela diz confusa.
- Então, qual parte da sua vida você quer ver? - A criatura pergunta.
Ela olha para ele e diz:
- Não tenho tempo para isso! Eu tenho que encontrar meus amigos!
Ele olha para ela com um olhar um pouco mais triste.
- Você morreu garota. Sabe oque isso significa? - Ele pergunta.
Ela coloca uma de suas mãos na cabeça.
- Não não não não não não não... O-o-o Donavan... Ele tinha revivido! E-Eu também quero! - Ela diz gaguejando bastante.
Ele olha surpreso para ela.
- Você conhece o Donavan... E conhece seus poderes... Você... O que quer fazer?
Ela olha para o chão, e lentamente vai olhando para a criatura.
- Eu... Ele... Não sei... - Ela diz.
O homem olha para ela seriamente e diz:
- Donavan, o criador do Macroverso... Ele está obcecado com a imortalidade. Se me lembro bem, o cara já tem mais de 100 anos na realidade.
Jenny não estava olhando ele nos olhos, mas a criatura levanta o queixo da mesma, fazendo-a observa-lo.
- O mesmo homem que programou esse mundo está o quebrando. Por isso eu vou te fazer uma pergunta.
Ele pausa por um momento antes de falar.
- Se você reviver agora, você acha que poderia fazer algo contra o Donavan?
Jenny olhava a criatura nos olhos, então, se sente forçada a responder com sinceridade:
- Não... Não do jeito que eu tô...
A criatura faz algo que parecia com um sorriso. Soltando o queixo de Jenny, ele fala:
- Você é importante agora. Vou deixar você voltar, mas a condição é que você deve parar Donavan, não importa como.
Ela ainda confusa ia perguntar, mas de sua boca não sai um som. O branco da sala começa a ficar cada vez mais branco, até que não se podia ver nada.
Com os olhos fechados, Jenny começa a escutar algo.
- As meninas bonitas sempre morrem rápido... - Aquela era a voz de Love.
Jenny abre os olhos, e a primeira coisa que vê era Love na frente de uma mesa cheia de alavancas. Havia uma pesada corda de aço em seu pescoço.
Ela estava deitada, mas levanta rapidamente, deixando Love surpreso.
- VOCÊ NÃO MORREU? - Ele pergunta gritando. - Isso significa que...
Ele aperta uma das alavancas, e assim que o faz, o chão em baixo de Jenny desaparece, fazendo ela cair.
Enquanto ela caia, ela pode ver tudo passar em câmera lenta. O cabo de aço faria ela perder a cabeça. Mas naquele momento ela sentiu algo... Algo bem diferente. Ela sabia exatamente oque devia ser feito.
Love viu o a corda começar a apertar o pescoço de Jenny, mas ela estava sorrindo. Um sorriso tão assustador, que até mesmo Love sentiu medo.
Love sentiu o peso de seu corpo ir em direção da garota, e vice-versa. Sem explicação, Love estava com seu corpo exatamente onde o de Jenny estava, e jenny estava na frente das alavancas.
Love sente o ar se esvaindo de seu corpo assim que a corda de aço começa a esmagar seu pescoço.
- ISSO É PELO QUE VOCÊ FEZ COMIGO FILHA DA PUTA!!! - Ela grita apertando todas as alavancas.
Diversos cabos de aço começam a se soltar, indo em direção de Love. Os fios de aço desceram do telhado com uma velocidade tão grande, que um a um, foi destruindo o corpo de Love.
O primeiro arrancou seu braço direito, o segundo suas duas pernas, o terceiro cortou seu corpo ao meio, o quarto arrancou seu braço esquerdo.
Mas o quinto já estava sendo usado. Jenny afunda a última alavanca enquanto olhava para Love. Ele sorria, enquanto o quinto e último cabo de aço arrancava sua cabeça fora, que afundou na piscina de seu próprio sangue.
Jenny não fala nada. Apenas sai da sala em que ela se encontrava. Assim que ela saiu, ela viu a sala de antes. Todos aqueles... "Clones" de Matthews na parede.
Ela anda até as escadas e as sobe, seguindo o corredor de antes, dessa vez para o lado certo.
No fim do corredor, ela encontra uma escada vertical toda enferrujada. Tudo oque ela faz é subi-la, chegando finalmente à saída.
A luz do sol brilha em seu rosto. Lá estava Jenny, sem seu braço direito e com um dedo atrás do olho. Por alguma razão, seu braço estava cicatrizado, não havia carne a mostra.
Que tipo de habilidade foi essa que Jenny conseguiu? E oque vai acontecer com ela daqui em diante? Será que ela tem chance contra Donavan?
Só o destino dirá.


Notas Finais


- ConEros? O que está fazendo aqui?

- Eu vim... Te ajudar.


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