História Mad City - The Dark Paradise - Capítulo 4


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Categorias Batman, Gotham
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Dra. Leslie Thompkins, Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Jerome Valeska, María Mercedes Mooney (Fish Mooney), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley / Poison Ivy (Hera Venenosa)
Tags Harleen Quinzel, Jerome Valeska, Mad Love
Visualizações 60
Palavras 1.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo para os meus leitores que eu tanto amo. E muitoooo obrigada pelas novas curtidas. Essa semana estava fazendo maratona TVD e simplesmente precisei colocar um trecho do dialogo entre Stefan e Damon (meu favorito, Rei da porra toda) Espero que peguem a referência. Espero que gostem. Beijos com gosto de Pudim meus pequenos Maniaxs 💙💙

Capítulo 4 - Why You Treat Me So Cold?


Fanfic / Fanfiction Mad City - The Dark Paradise - Capítulo 4 - Why You Treat Me So Cold?

Ele era um homem quieto
Com manchas de sangue nas mãos
A prataria beijou-o com cicatrizes tão fundas
Eu esperei pacientemente
Parte do verão tão harmônico
E o deserto ecoava me deixando louca

 

Depois do comentário de Fish, Jerome ficou completamente distante de mim. As horas se passavam lentamente naquela boate, enquanto eu estava no bar bebendo doses de  tequila. Jerome e Fish estavam conversando sobre armas, destruição, e caos. Mas o que me incomodava era o fato dele agir tão confortável na presença dela. Como se conhecessem há anos, mas de uma forma mais intima. O garçom traz mais com copo para mim, só que com whisky dessa vez. Sorrio em agradecimento e caminho para fora do bar. A boate era meio dark, então suas músicas eram confusas para mim e gritantes. Minha cabeça já estava rodando por causa do álcool, e a música só fazia a mesma doer mais. Ando tonta pela boate até me aproximar da mesa em que estava Jerome e Fish. Eles falavam sobre mim. Perco o equilíbrio e caio em um dos bancos perto da mesa, e resolvo ficar ali ouvindo a conversa deles.

-Jerome - Fish falou atraindo seu olhar para ela - Não tenta mentir para mim - ela aponta o dedo para ele - Eu conheço você muito bem e sei quando está mentindo. E  por que outra razão iria manter essa garota na mesma casa que você todos os dias? - ela disse com ironia.

-Ela é muito boa de cama - Jerome diz com um sorriso malicioso - Por isso ela é tão útil para mim - suas palavras fizeram com que eu me sentisse a maior vadia do mundo. E era exatamente como ele me via.

-Ela tem cara de ser - Fish sorri, mas Jerome ficou sério - Oh, querido. Estou brincando com você. Quando começou a ficar tão ciumento pela sua namorada?

-Eu não tenho ciúmes daquela vadia - ele soca a mesa, e Fish o olha como se dissesse "Estou vendo" - Mas ela é minha. Minha propriedade. E se um dia ela pensar em me deixar - Jerome tinha um sorriso sádico nos lábios - Eu a mato.

-Só não entendo por que ela gosta de você - disse Fish sem medo de sua reação.

-É porque você nunca transou comigo - Jerome sorri da forma mais convencida possível.

-Eu mereço isso - Fish revira aos olhos - Mas chega de falar da Quinzel, tenho assuntos mais importantes para tratar - a mesma pega um cartaz de procurados e entrega a Jerome - Meus homens acharam isso de manhã. Não são só os policiais de Gotham que estão atrás de você, mas os criminosos também. Sabem que se pegarem a garota, você fica vulnerável.

-Vulnerável? - Jerome finge estar confuso e gargalha em seguida - Ela não passa de apenas um corpo bom para usar. Ela não significa nada para mim - lágrimas escorriam por meu rosto - Ela não é meu ponto fraco.

-Não? - Fish debocha - Então, por que a assumiu como sua namorada? - ela era a única que conseguia deixar Jerome sem resposta e permanecer viva - Você ama aquela garota. E não tente negar o que está claro em seus olhos - Fish sorria para Jerome que a fitava com ódio. Me levanto com dificuldade da cadeira com lágrimas nos olhos e paro a alguns metros de Jerome - Não é crime amar o que não se pode ser explicado - nesse momento o olhar dos dois caíram sobre mim.

Caminho em direção ao banheiro feminino da boate, e fecho a porta atrás de mim ficando com as costas colada na mesma. Meus olhos ardiam e eu precisava deixar as lágrimas caírem. Caminho até a pia do banheiro, me apoiando na mesma, enquanto meus olhos insistiam em ficar molhados pelas lágrimas. Aquilo doía em minha alma. Desde o primeiro momento em que estivemos fora de Arkham, eu pensava que as coisas seriam diferentes. Eu queria ser o seu motivo. De quê? Ah, de qualquer coisa. O motivo da sua fuga, da sua volta, do seu desespero, das suas dúvidas, dos seus calafrios e arrepios, dos suspiros fundos de olhos fechados, dos dias em silêncio perdendo para a saudade, do ódio repentino, do querer desenfreado. Qualquer coisa que fosse o suficiente para Jerome me amar.

Desde o primeiro minuto em que conheci Jerome em uma tarde fria de agosto, ele conseguiu ter controle sobre minha mente. Com suas palavras encantadoras e toques que fariam qualquer uma o desejar, ele teve poder sobre mim. Um poder tão forte que foi capaz de me fazer matar sua mãe com ele, tudo para que ele ficasse feliz, e me amasse. Mas isso não era o suficiente para ele. Nada era. Nada podia saciar sua sede por vingança e morte. Eu não consigo definir o que Jerome sente por mim, se é que ele sente algo. Não sei dizer se é amor, ou apenas obsessão. Mas sei que é algo. Eu podia perceber isso. Ainda mais na noite em que Jerome me fez sair com ele pelas ruas sem saber o nosso destino até que chegamos na casa de campo de meus pais. Ele disse que era assim que eu provaria que o amava, e que seria dele para sempre. Ele me entregou o facão, e eu sabia o que fazer em seguida. Então eu simplesmente fiz. Eu fiz por ele. Qualquer coisa por ele.

-Tão previsível - diz sarcástico, Jerome me observava parado na porta do banheiro - Como qualquer menininha estúpida.

-Jerome, por que você me trata tão friamente? - limpo as lágrimas, e viro-me para o mesmo. Ele se aproxima de mim e toca meu rosto propositalmente de forma bruta.

-Porque é assim que você merece ser tratada - ele diz de maneira fria.

-Não. Eu não mereço - empurro-o pelo peito, fazendo com que ele fique longe de mim - Está assim pelo o que a Fish falou. Porque tem medo de que as pessoas saibam que você me ama.

-Quando foi que eu disse que te amava? - Jerome me segura pelos braços com força, me colando na parede. 

-Quando me pediu para ser a sua namorada! - grito irritada a última palavra.

-Ah sim, esse dia - ele finge estar se lembrando e coloca a mão na cabeça - Tínhamos acabo de transar? - afirmo com a cabeça - Eu fico assim depois do sexo. Fraco com você. Mas isso não me faz te amar no dia seguinte.

-Quantas maneiras mais existem para você despedaçar o meu coração? - levo minhas mãos em meu rosto para conter um gemido de dor. 

-Ótimo - Jerome batia palmas - Mais uma vadia sentimental. O que eu fiz para merecer esse drama todo? - ele segura meu rosto com força, me fazendo lançar um olhar indecifrável sobre ele - O que você quer de mim, Harleen?

-Sabe o que eu queria de você e me deixaria feliz? Saber que por todo esse tempo que eu te amei, tudo o que você sentia por mim fosse real.

Antes que Jerome possa ter algum de seus surtos de bipolaridade e me agredir, escutamos vários tiros vindo de dentro da boate. Jerome se afasta de mim e se aproxima da porta. Ele já estava com a arma em mãos como se soubesse o que estava acontecendo lá dentro. Levo a mão em minha meia fina e pego uma faca que estava guardada ali. Quando se namora um assassino psicopata odiado por todos, você precisar estar preparada. Jerome me puxa para ele, e me prende em seus braços, tapando minha boca com sua mão. Passos são escutados atrás da porta do banheiro. Jerome faz um sinal para que eu fique quieta, e eu obedeço. O homem caminha para longe e Jerome abre a porta do banheiro pronta para ir em direção aos tiros. 

-Não - seguro seu braço - Não pode estar louco a esse ponto. 

-Mas eu sou louco, baby - ele se solta de meu braço e caminha para fora do banheiro.

Pego o papel que tinha caído do bolso de Jerome assim que ele saiu e levo os mesmo para perto de meus olhos. O cartaz havia sido feito pela polícia de Gotham. Era questão de tempo até que nos encontrassem. No cartaz contia nossas idades, nomes e nossos crimes cometidos. E eu era oficialmente considerada uma louca foragida que estava ajudando o palhaço louco da cidade. Amasso o papel e o jogo contra a parede do banheiro. Percebo que os tiros tinha parado, e resolvo sair do banheiro me deparando com vários homens caídos no chão com roupa da polícia de Gotham, o GCPD.

-Mais o que foi isso? - falo, e ando pelos corpos caídos sem vida no chão. Até que sinto alguém me segurar pelo pescoço, e uma arma estava apontada para minha cabeça - Jerome, por favor - falo assim que ele se vira para mim.

- HA HA HA - o mesmo gargalhava feito louco, e acertou em cheio a cabeça do homem que estava segurando meu pescoço - Não devia ter tocado nela - Jerome sorri, e assopra a arma.

-Eu... - não consigo falar por meio do choque e corro até Jerome. Deposito minha cabeça em seu ombro e suspiro com minhas mãos ao redor de seu corpo - Vamos para bem longe daqui - olho para Jerome como uma criança - Por favor, Jer.

-Você será a Rainha de um exército - Jerome segura meu queixo fazendo com que eu olhe para ele, e encare seus incríveis e insanos olhos verdes - E uma Rainha não foge.

Eu queria fugir. Fugir de Jerome. Fugir de toda essa loucura. Fugir de Gotham. Me entenda. Eu não sou como um mundo comum. Eu tenho a minha loucura, eu vivo em outra dimensão e eu não tenho tempo para coisas que não têm alma. É que meus pensamentos nunca coincidem com as minhas atitudes. Já pensei mil vezes em desistir, mas sempre invento um motivo para não ir embora.

-Gotham vai se curvar a nós - Jerome se aproxima da pele branca exposta de meu pescoço e sussurra, e acabo arfando - Sabe por que, Dollface?

-Diga-me! - sussurro contra seu rosto, entrando em seu jogo sádico.

-Porque não há nada mais contagioso do que uma risada - Jerome sussurro com sua voz rouca e assustadoramente sexy em meu ouvido. 


Notas Finais


Tenham um ótimo feriado💙💙


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