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História Mad Hatter (¡psycho!) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo Dois.


   Quando Alice chegou em sua casa, a bebida já estava quase acabada, as sacolas pesavam em seus braços frágeis e finos. Um sorriso permanecia em seus lábios e nada parecia capaz de desfazê-lo. A garota nem percebeu que a casa estava vazia — seus pensamentos estavam no garoto ruivo que lhe pagara o café. Ian, esse era o seu nome. Agora, quando ela já voltara a pensar racionalmente, ela percebia quão tola ela havia sido: não pegara seu número! Tudo que sabia era seu nome, e só Deus sabe quantos Ian existem,  apenas em Gotham.


  Alice balançou a cabeça suavemente. Ela precisava tirar ele da mente. Era apenas um garoto qualquer — um garoto qualquer que era muito bonito. Tamanha beleza, ele com certeza deveria ter algum defeito e Alice tentava se convencer de que era suficiente tê-lo apenas como uma memória. Ela carregou as sacolas até a cozinha e pousou-as sobre o grande balcão, deixando o troco ao lado, juntamente às chaves.


  Ela rolou os olhos pelo cômodo, procurando algo para fazer. Não havia nada. Então, Alice pegou uma maçã da fruteira e caminhou para a sala, jogando-se sobre o sofá. Ela esticou o braço, alcançando o controle remoto que estava sobre a mesa de centro, e apertou o botão que ligava o aparelho televisivo. Logo, as notícias de um noticiário vespertino começaram a ser apresentadas por uma moça ruiva e Alice decidiu não prestar atenção. Ela conhecia os jornais de Gotham, eram exibidas apenas as tragédias, as coisas boas não tinham espaço — nem mesmo um gatinho sendo salvo por alguém. Era quase como se Gotham representasse todas as coisas ruins do mundo.


  Era por volta de oito horas da noite, quando Alice acordou, alarmada, ao ouvir um barulho ensurdecedor, parecendo que vinha, por mais tolo que aquilo soasse, da casa ao lado. Ela inspirou profundamente diversas vezes, tentando acalmar seu coração descompassado. Então, quando percebeu estar mais calma, a loira se levantou do sofá e caminhou até a cozinha, tentando pensar racionalmente. Certo, o barulho que ela ouvira se assemelhava à um disparo de arma e fora muito próximo, portanto, a pessoa ainda deveria estar por perto. Com o que ela poderia se defender? Ao adentrar a cozinha, se deparou com alguns talheres. Então, Alice pensou na coisa mais óbvia e se xingou mentalmente, por não ter pensado naquilo. Ela caminhou até o armário e abrindo uma das gavetas, tirou de lá uma faca grande, usada para cortar pedaços grandes de carne ou coisas do tipo. Aquela faca, especificamente, poderia fazer um dano enorme.


  Alice estava com a faca na mão, quando batidas na porta soaram por toda a casa. A garota estremeceu e quase deixou o objeto ir de encontro ao chão. Se estabelecendo novamente, ela andou calmamente em direção à porta de entrada, que ficava na sala, com a mão que segurava a faca escondida em suas costas. Ela torcia para que Deus ouvisse suas preces, e fosse apenas seu irmão ou sua cunhada. Mas, lá no fundo, de alguma forma, Alice sabia que era pior. Então, ela abriu a porta.


  Se alguém pudesse fotografar aquele momento, capturaria a imagem de uma garota loira boquiaberta encarando um garoto ruivo — cujo rosto estava parcialmente coberto de sangue, e em uma de suas mãos ele carregava uma arma que a garota não sabia classificar pois não tinha conhecimento sobre armas de fogo.   


  — I-Ian? O que está fazendo aqui? — Alice tentou manter sua voz firme, embora estivesse assustada. Ele quem disparou aquela arma e por isso seu rosto possuía sangue? Ele matara alguém?


  — Alice… — Ian abaixou rapidamente seu olhar para suas mãos e largou a arma no chão. — Eu… Eu posso explicar.


  Talvez tivesse sido por causa de seu olhar assustado, ou apenas porque ele transmitia à Alice uma sensação de confiança, mas ela permitiu que explicasse.


  — Esse sangue… — Ela apontou para o rosto dele. — De quem é?


  — Da minha mãe. — Ian murmurou, e Alice levou a mão à sua boca. Ele matara a mãe? — Mas não fui eu quem causou isso! E-Ela ia se matar e eu entrei no quarto antes que ela fizesse isso. Eu a encontrei em frente ao espelho, com essa arma — ele apontou para o objeto que acabara de lançar ao chão —, apontada para sua cabeça. Eu me assustei e corri até ela. Nós tivemos uma briga, e então ela disparou. Eu… Eu juro que tentei impedir. — Ian não resistiu e começou a chorar, o que fez com que a garota o abraçasse, independente de quaisquer que fossem suas desconfianças ou o fato de que eles mal se conheciam. Ela só queria protegê-lo.


  — Vem, vamos lá para dentro. Eu vou te arranjar uma outra roupa. — Alice murmurou, ainda abraçada ao mais alto.


  Ela não viu o sorriso assustador e assassino que se formou nos lábios do ruivo, tampouco sabia que estava assinando sua própria sentença de morte. 



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