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História Mad Love; jso - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Mais uma vez


— Bom, eu queria poder dizer que estou feliz em te conhecer, mas acredito que algo deu errado pra você estar em Seul hoje — o homem disse, num tom de voz tão sereno que foi capaz de fazer Somin se sentir um pouco menos agitada. 

As lágrimas começaram a rolar involuntariamente, e ela não sabia como começar a contar o que de fato aconteceu. O senhor Kang a guiou até as mesinhas no fundo da loja e se sentou com ela. Deu tempo para que ela respirasse de novo e então esperou que ela decidisse começar a falar. 

— Ele foi preso, senhor Kang — disse no tom mais baixo que conseguiu. Era difícil dizer em voz alta, era difícil aceitar. 

— Preso? Pelo quê? 

— Pararam o nosso ônibus e disseram que receberam uma denúncia anônima aqui de Seul, dizendo que ele tava levando drogas pra Yeosu… e realmente tinha droga na mala. 

O homem suspirou, acreditava nas mudanças do Kim, e mais do que isso, no amor que sempre demonstrava pela namorada, então, pensar que ele deliberadamente a faria passar por isso, era inaceitável. 

— Você sabe que ele não faria isso, né, Somin? 

A Jeon acenou positivamente, ainda com os olhos cheios de lágrimas; acreditava em Taehyung mais do que tudo, e enfrentaria seus próprios medos por ele. 

— Eu só quero que esse pesadelo acabe, senhor Kang. 

— E vai, vai acabar. Eu vou fazer o que eu puder pra te ajudar. Mas precisamos entender como a droga foi parar na mala de vocês.

— Tae acha que foi armação… sabe, tem uma pessoa do nosso passado que apareceu recentemente, mas ele não sabia que iríamos embora, então é tudo muito estranho. 

— Você não se lembra de nada do dia da mudança? Alguém estranho no prédio ou algo assim? 

Ela tentou pensar em todos os detalhes sobre aquele dia, mas estava tão animada, tudo que se lembrava era de fazer planos e mais planos para Yeosu. 

— Não consigo me lembrar… 

— Tudo bem… ainda tem a chave de lá? Consegue falar com alguém do prédio? 

— Não tenho a chave, mas ainda posso falar com o porteiro, ele provavelmente me deixaria entrar. 

— Isso é bom, Somin, provavelmente eles têm câmeras de segurança e se você conseguir reconhecer alguém, já ajudaria muito. 

A garota concordou, recuperando um pouco de energia. Talvez ainda houvesse esperança, talvez provar que Taehyung não tinha nada a ver com aquilo ainda seria possível. E era só o que ela queria, ter seu namorado de volta e seguir com o plano de fugir daquela cidade podre. 

-

— Por favor, senhor Jo, eu preciso muito ver as imagens do dia em que eu e Taehyung estávamos indo embora — ela pediu

— Tudo bem, eu posso mostrar, mas só temos na entrada e saída das escadas você sabe que esse prédio não é lá grande coisa. 

— Não tem problema, qualquer coisa já vai me ajudar. 

Ela e o senhor Kang seguiram o homem baixinho até uma saleta de câmeras, onde ele puxou as imagens do dia em que os dois ainda estavam no apartamento. Passaram um bom tempo ali, vendo um grande número de pessoas entrando e saindo do prédio; na maioria os próprios moradores, inclusive Taehyung saindo para ir até a conveniência. No período em que ele estava fora e Somin entretida com a arrumação, eles viram que um casal entrou e subiu até os andar dela. 

— Essa garota parece familiar… — A menina no vídeo tinha os cabelos bem claros e curtinhos, ela era bem menor que o homem, de ombros largos e estatura acima da média. — Tem como aproximar as imagens de cima? 

— Infelizmente não. 

Somin sentiu um frio na barriga ao ver o momento em o homem que acompanhava a garota loira saiu de perto das escadas, enquanto ela parecia vigiar o corredor. 

— Se tivesse apenas mais uma câmera virada para o corredor! — o senhor Kang lamentou, vendo que nitidamente os dois não estavam ali por acaso. 

—  Eu me lembro de ter saído do apartamento pra levar uma sacola com embalagens até a lixeira no fim do corredor. Foi nesse período mesmo. Merda! 

Ela tinha certeza que foram eles, não teria outra explicação. Sabia que aquela garota não era uma estranha, já tinha visto ela por Seul, e sabia muito bem onde. No fim estava certa, obviamente que Shin não deixaria barato. Aquele inferno nunca teria fim? O passado nunca os deixaria seguir em frente? Estavam tentando com todas as forças, mas no fim, algo sempre voltava, sempre assombrando, derrubando tudo que construíam. 

— É o suficiente, senhor Jo. Muito obrigada — ela disse, sentindo o desânimo bater mais uma vez. 

— Espero que você fique bem, menina, se precisar, venha até aqui, você pode ficar no quartinho dos fundos, eu não estou morando lá. 

Ela fez uma reverência, seguida pelo senhor Kang que pouco falou. Por mais que quisesse ser de mais ajuda, sabia que algumas coisas não estavam em seu alcance. Somin e Taehyung ainda tinham pontas soltas com o passado, e só eles poderiam resolver. 

Os dois deixaram o local, e Somin não sabia bem o que fazer. Tinha tanta coisa na cabeça, queria mais que tudo ouvir a voz de Taehyung. Mas não contaria a ele o que estava prestes a fazer. Porque ele não concordaria, e estando de mãos atadas, apenas sofreria mais com aquela distância. Não, definitivamente ele não podia saber. 

 — O que pretende fazer, Somin? — Kang perguntou, enquanto dirigia de volta à loja. 

— Só tem uma coisa que eu posso fazer. — Ela o encarou com pesar, ele entenderia. 

— Eu entendo, só quero que saiba, que pode ficar lá na loja, tem uma cama no quarto dos fundos, não me pergunte o porquê, ele já estava lá quando comprei, e pode comer o que quiser. Não fique na rua, e nem nas saunas. 

— Obrigada, senhor Kang. De verdade, sem esse apoio seria muito mais difícil. — Somin olhou para o celular, vendo que já era quase meio dia. Não queria perder tempo, então pediu que ele a deixasse em uma das avenidas. Se despediu dele, garantindo que voltaria assim que possível. 

Olhou em volta da cidade, que tinha o movimento intenso, todos viviam a vida cotidiana, com seus pequenos e grandes problemas, e ela se sentia deslocada, como sempre. Fechou os olhos, respirou fundo e foi até o ponto de ônibus. Estava prestes a voltar para lugares que jamais desejaria ter que voltar, olharia de novo para todos que faziam parte de tudo que ela mais quis esquecer. E na pior das hipóteses, cairia nas mãos sujas de Shin. 


Notas Finais


voltei na maior cara de pau, oito meses depoisss


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