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História Mad Love!!!: Nobody Compares to You (Interativa) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi gente! Depois de refazer este capítulo diversas vezes, consegui acertar como eu queria! Espero que gostem!

Capítulo 2 - Capítulo I: Gérard de Lacroix


Fanfic / Fanfiction Mad Love!!!: Nobody Compares to You (Interativa) - Capítulo 2 - Capítulo I: Gérard de Lacroix

Pov. Martin


A raiva de Arnold se via no seu olhar, que parecia que queria me dar facadas com os seus olhos avermelhados, que chamuscavam a sua vista. O que é que ele tinha? Apesar de cheirar mal e ter partido uma porta de vidro, era das vezes que tinha chegado mais cedo quando me atrasava! Mesmo fazendo o meu sorriso angelical e inocente de bobo, uma enorme rajada de fúria bateu na minha face.


– Martin! Seu desastrado de um cacete!– bradou o alce, me pegando pela gola, enquanto me gritava, fazendo várias pessoas olharem para as tristes figuras que fazia.– Olha o que fizeste à porcaria da porta! Agora eu estou lixado!– exclamou o chifrudo, me largando no chão com bastante violência, enquanto eu limpava os meus ouvidos, tão poluídos de palavras daquele idiota.


– Tenha calma, Arnold!– exclamei, rindo de forma fingida, enquanto colocava o meu braço à volta das suas costas, vendo ele se afastar de mim com uma cara de nojo, por causa do meu cheiro a lixo.– Tome lá um cafézinho que a porta se resolve depois! Eu vou andando para a loja e…


– Vai, primeiro, tomar um banho porque cheiras mal como sei lá o quê!– interrompeu Arnold, apontando na direção dos balneários do centro comercial.– Não quero os meus clientes a passarem mal pelos teus poucos cuidados higiénicos! Estarei à tua espera! Estou pelos cabelos contigo!– bradou o alce, me virando as costas e caminhando furioso na direção da loja de roupa, onde meus dois colegas, Rodrigo e Vincent já trabalhavam na secção masculina.


Como infantil que sou, mostrei o dedo do meio para o idiota do meu patrão! Ele deve estar a pensar que está a falar com o filho dele! Eu mereço respeito! Se querem que eu respeite, respeitem-me primeiro, porque eu ando o dia todo a trabalhar para alguma coisa! Quem me dera que ele fosse menos exigente e resmungão… Eu estou farto de receber queixas dele e críticas dele. Falem logo com ele, em vez de me chatear! Que raiva!


Olhando em redor para o café, Roxie, Natalia e Shirah tinham, todas, molas de roupa no nariz, o que me fez olhá-las com incómodo. Eu cheirava tão mal assim?


– Desculpe, Martin mas cheiras tão mal...– comentou Roxie, bebendo o resto do seu chá.– Se não se importam, eu vou voltar a trabalhar antes que a Leila me dê nas orelhas! Até já meninas e Martin!– exclamou a loba de cabelos ruivos, adentrando o salão de cabeleireiros onde trabalhava, tirando a mola do nariz e respirando profundamente.


– Eu acho que é melhor irmos trabalhar também...– suspirou Shirah, enquanto mirava na direção da cozinha do restaurante, com um olhar vazio nem sei porquê…


– Pois! Daqui a nada vêm as gostosas universitárias e elas têm que ver o quão bem eu lavo o prato...– comentou Natalia, de forma safada, enquanto a loba de pêlos castanhos abanava seu ombro, fazendo-a fitar um mortal olhar de Sattya, a mãe de Shirah, que estava na cozinha, com uma faca em mãos, querendo que ambas se calassem.– Desculpa, Martin… Temos mesmo que trabalhar...– comentou a loba albina, com uma cara ainda mais pálida que os seus pêlos. Parecia um verdadeiro fantasma!


– Não faz mal… É melhor eu ir também...– comentei, revirando os olhos, enquanto caminhava para os balneários.


Naquele shopping todos me olhavam de canto, enquanto eu passava. Uns por ranço de quem eu sou… Outros por nojo do meu cheiro… Eles só paravam de me observar, quando eu rosnava para mostrar a minha fúria! Que chatice trabalhar ali! Só as minhas amigas é que me motivam a continuar empregado naquele nojento sítio! Se não fosse por elas, eu já tinha ido era embora dali! Se bem que… Em breve, quando for um famoso estilista em Paris, vou estar livre do Arnold e posso lhe esfregar na cara o meu trabalho de sucesso! Se bem que isso também pode nem acontecer… Mas sonhar não mata ninguém!


Adentrando o balneário de trabalhadores masculino, observei que, por sorte, estava lá sozinho. Ninguém a tomar banho! Que perfeito! Agora poderia privacidade! Mas o problema é que eu não tinha roupa para substituir… Ah mas quem liga! Deve de haver alguma coisa nos perdidos e achados! Pegando numa toalha e no sabonete fornecidos aos empregados pelo estabelecimento, comecei me despindo completamente, enquanto me banhava na quente água do chuveiro, que me acalmava, me deixando levar por pensamentos… Será que sou mesmo inútil? Será que vou ser alguém? Será que vou encontrar alguém? Reflexões passavam na minha mente, como carro numa estrada, me levando a lugares longínquos da minha memória… Desculpem estas filosofias, mas quem é que não tem crises existenciais no banho, enquanto tem champô na cabeça? 


Mesmo tão cerrado na minha mente, isso não me impedia de ouvir um estrondo, que logo me assustou, me fazendo dar um berro! Seria um fantasma?! Seria um espírito?! Seria o Arnold?! O que foi? Ele é a coisa que mais me assusta neste mundo!


– O-Olá?! Está alguém aí?– inquiri, fechando a torneira e me enrolando na toalha branca, enquanto olhava para todos os lados para ver se via alguém, mas nada… Não vi ninguém, mas vi uma porta de uma das casas de banho voar na minha direção, quase me acertando.– Quem quer que esteja aqui, isto não tem piada nenhuma!– bradei, me ajoelhando no chão, enquanto ouvia um pedido de ajuda.


– Ah… S-Se não for muito incómodo… P-Poderia me ajudar?– olhando na direção daquela doce voz, vi um touro, tentando vestir um avental alaranjado da lavandaria, enquanto eu o fitava bastante corado.


Os seus pêlos cinza destacavam os seus enormes músculos… A face corada de medo e timidez contrastava com o rosado cabelo do mesmo… Ele era um deus grego que veio para me buscar, que desceu do Olimpo… Ele poderia me levar para onde quisesse e fazer o que quisesse comigo, desde que me levasse daqui! Um enorme rubor na minha face cresceu, enquanto sentia algo no meio… Oh não! Isto não podia estar a acontecer comigo!


– E-Está tudo bem?– inquiriu o bovino, vendo-me levar as mãos as pernas, enquanto acenava positivamente para ele, enquanto sorria de forma boba e idiota.– S-Será que me conseguiria ajudar?


Ao perguntar-me de novo aquilo, eu bufei, indo para perto dele, enquanto corava e rezava para que a toalha não me saísse do meio das pernas… Depois de tanto puxar aquele avental, consegui retirá-lo dali, liberando aquele bovino que sorriu para mim de forma fofa, se levantando. Ele era o dobro do meu tamanho! Ele era quase do tamanho da minha casa!


– O-Obrigado!– agradeceu o touro, sorrindo com um lindo sorriso, que me derreteu o coração. Ele era tão lindo e adorável!– O-O meu nome é Gérard de Lacroix. E o seu?– questionou de forma educada, enquanto estendia a sua mão para eu apertar.


Fitando os seus lindos olhos azulados, apertei sua quente e ternurenta mão, que me acendeu ainda mais o coração, que derretia por aquele deus grego. Eu estava, definitivamente, apaixonado por aquele chifrudo de nome Gérard… Ele parecia tão carinhoso e simpático…


– Martinick, mas chama-me de Martin…– suspirei, enquanto mirava o corpo sarado do bovino.– E podes-me tratar por tu, que eu não me importo.– retorqui, fazendo ele coçar a nuca, sem jeito.


– D-Desculpa… Eu sou meio tímido e gosto de ser bem educado...– comentou Gérard, me fazendo rir levemente.


Se eu pudesse ficar o tempo todo com ele… Eu ficava… Mas logo me toquei que estava a demorar demais nos balneários! Mesmo que detestasse trabalhar com o Arnold, perder o meu emprego era o que eu menos queria. Me soltando, infelizmente, da sua mão suave, eu peguei nas minhas roupas asquerosas e nojentas, apressadamente.


– Desculpa, mas eu tenho que me vestir para ir trabalhar...– suspirei, enquanto andava para fora do balneário apressadamente, até que senti a sua mão tocar em mim.


– S-Se isso for roupa suja, eu posso levar para lavar por ti.– ofereceu-se o bovino, sorrindo na minha direção.– Eu trabalho na lavanderia… Eu depois posso ir entregar-te ao trabalho!– exclamou o touro, me fazendo arregalar meus olhos de surpresa.


O seu cavalheirismo era evidente. Ele era como um cavaleiro que eu, uma princesa cativa na sua torre, sempre esperara para ser salva. Lhe entregando a roupa, fui logo ao armário de perdidos e achados, mas não antes de me despedir daquele belíssimo achado.


– Eu trabalho na A&V. É aquela loja de roupas caras.– disse, enquanto vasculhava algumas roupas em várias caixas de cartão.– Ah e já agora! Bom trabalho!– desejei a Gérard, que corou com a piscadela que lhe mandei. Ninguém resiste ao meu charme… Nem mesmo aquele belo pedaço de bife…


{...}


– Obrigado e volte sempre...– depois de três horas, lá estava eu, agradecendo a visita de uma cliente com falsa simpatia, enquanto estava entediado no balcão. A hora de almoço nunca mais chegava…


– Isto hoje está muito cheio!– comentou Vincent, um cervo, filho de Arnold, que eu suspeitava ser gay, mas não se vê a sexualidade da pessoa pela roupa colorida e extravagante que veste.– Obrigado e volte sempre! Se precisar de trocar, volte com o recibo!– disse o chifrudo, alegremente, enquanto entregava o saco para uma cliente.


– Sorte a do Rodrigo ter saído mais cedo...– desabafei para Vincent, enquanto passava, na caixa registadora, uma camisola azulada.– Se bem que ele é que vai ter que fazer inventário!– exclamei, fazendo o cervo rir comigo.


– A quem o dizes!– comentou o acastanhado, olhando de relance para a loja.– Ainda me lembro da última vez que estivemos os dois a contar tudo e contamos tudo mal…


– Nem me lembres disso!– exclamei, enquanto retornava as compras a um cliente.– Mesmo que isso tenha sido mau, foi bom estar contigo.– disse, com um travesso sorriso, sendo logo abraçado por Vincent, que me deu um beijo na cara.


Sim, eu sei que o Gérard é a minha nova paixão… Mas o Vincent também é um gato! Eu e ele somos melhores amigos e nunca o trocaria por nada! O nosso amor é de melhor amigo, mas acho que está a evoluir para algo mais… Mesmo que o pai dele seja uma pedra no sapato, este cervinho de brincos de pena de pássaro é um amor de pessoa que nunca quero que saía da minha vida. Se bem que a única coisa péssima que me fez, foi ter convencido o pai dele, que sempre me detestou, a arranjar trabalho neste sítio! Mas eu perdoo-o, porque ao menos ganho dinheirinho! Não há coisa melhor que dinheiro… A não ser chocolate belga...


– Ugh… Se vocês querem estar aos amassos, arranjem uma cama!– exclamou uma voz irritante, que eu e Vincent sabíamos quem era… Só me faltava aquela ali…


Olhando para nossa frente, vimos o diabo em forma de Akita Inu… Ou melhor… Karen Fitzgerald, a garota mais rica da UniVersus, filha de uma famosa modelo e de um advogado poderoso. Os pêlos alaranjados e o seu cabelo curto me davam vômitos quando a via. Lá estava, ela de novo, vestida com aqueles casacos de pelo roxo para se armar em rica, e com aquele vestido justo e curto que a faziam parecer uma prostituta.


– Olha se não é a Karen!– exclamou Vincent, fitando a garota com cara de deboche.– Perdeste-te no caminho para o Cabaré Ztarz, foi?– inquiriu o cervo, me fazendo cair à gargalhada, enquanto a cadela nos olhava com uma cara de nojo.


– Eu sei muito bem onde é o meu lugar e, com certeza, se o meu lugar fosse nessa espelunca, seria melhor do que ficar perto de vocês!– respondeu a garota, mexendo no seu telemóvel, enquanto mascava pastilha elástica.


– Então se sabes onde é o teu lugar, porque é que não estás ali?– perguntei para a canídea, enquanto apontava para um caixote do lixo, a fazendo revirar os olhos com raiva de mim.


Eu adorava ver o ódio naquela Akita, que merecia ser humilhada. Mesmo que fosse a líder de claque genérica da universidade, ela não valia nada! Eu adorava provocar a Karen para ver o que ela me dizia… É cada resposta pior que a outra… Só era de estranhar ela não estar com as suas amigas…


– Onde é que estão a Chaeyoung e a Miroslava?– perguntei para a garota, que me virou as costas logo de seguida.– Elas perderam-se no caminho foi?! Claro! Com tanto caixote do lixo pelo Rio, devem-se ter confundido!– continuei a provocá-la, enquanto Vincent chorava de tanto rir.


Mesmo que enormes gargalhadas se ouvissem, os saltos das botas negras de Karen batiam no chão… Acho que fiz asneira… Observando a raiva em seu rosto, a alaranjada não cessou em ir à sua mala e pegar num enorme copo de café a escaldar, me atirando para cima de mim, deixando várias pessoas escandalizadas… Parece que passei dos limites…


– É por isso que nunca se devem meter com a Karen Fitzgerald!– gritava a cadela, enquanto me filmava, completamente encharcado e sendo abraçado pelo meu melhor amigo, que lançou logo um olhar de desaprovação na direção da jovem que ria como louca.


O calor do café não era nada comparado ao fogo que ardia em mim… Ela pode ser riquinha mas brincou com a pessoa errada… Fitando, mortalmente, os olhos de Vincent, ele viu que eu estava muito irritado com o ato idiota daquela menina que precisava de se colocar na linha. Pegando num chocolate quente que fui buscar na máquina de bebidas fora da loja, agarrei o copo com força, enquanto atirava o líquido acastanhado na direção da alaranjada que se desviara, usando uma coreografia de claque… O meu pânico acendeu ao ver em quem eu tinha acertado…


– G-Gérard?!









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