História Mad Prison - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~ParacetaLOKA

Postado
Categorias Holland Roden, Justin Bieber
Personagens Holland Roden, Justin Bieber
Tags Drama, Holland Roden, Justin Bieber, Psicopata, Terror
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Palavras 5.537
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


MAIS UM CAPITULO PARA VOCÊSSS
Primeiro, nos desculpem pela demora, realmente estávamos sem tempo.
Segundo, a gente quer saber se vocês estão gostando, então, leitores fantasmas, APAREÇAM.
Terceiro, tem muita gente nos cobrando capitulo novo direto, mas lembre-se, temos uma vida social.

Espero que gostem desse capitulo grande para vocês.

p.s: LEIAM AS NOTAS FINAIS.
p.s²: esse banner maravilhoso foi a rachel que fez <3
p.s³: não achem que o jb é o antigo amor dela, pois não é!

Capítulo 5 - Old Loves


Fanfic / Fanfiction Mad Prison - Capítulo 5 - Old Loves

21h40  

  

Estaciono o carro em frente minha casa. Me sinto aliviada e leve ao chegar.  

Saio do carro pegando as minhas coisas de dentro e trancando o veículo. Abro a porta de casa, colocando as pastas em cima da mesinha de centro da sala, volto até a porta e a tranco. Vou direto até a cozinha, procurando alguma coisa para comer.  

  Não há muitas coisas, na verdade, porém, encontro uma maçã em cima da mesa na vasilha de vidro em cima do balcão, perto da geladeira, a pego. Enquanto vou comendo a maça, tiro os sapatos, largando-os na sala, estou cansada demais para colocá-los no lugar.  

  Quando chego no meu quarto solto um suspiro de alivio, jogo o que sobrou da maçã no lixo perto da porta. Vou direto ao banheiro para tomar banho, enquanto a água esquenta, começo a me despir. Começo a me ensaboar, porém, quando passo as mãos pelas minhas costas, eu travo. Lembro-me da faca entrando em meu corpo, e me arrepio, encosto na parede e abraço o meu corpo, como se estivesse me protegendo.   

  O sonho foi tão real, era como se, mesmo no sonho, Justin estivesse me passando uma mensagem de que o mal estava bem presente na minha vida.  

  Eu sempre lidei bem com traumas e acontecimentos absurdos e perplexos que já aconteceram na minha vida e de quem estava em minha volta. Sempre ajudei todos meus amigos e família quando se tratava de medos, porém, depois do acontecimento nessa mesma casa, dez anos atrás, me deixaram perturbada. Eu apenas não via tanta necessidade de ajudar o próximo enquanto eu estava morrendo por dentro e ninguém notava.  

  Eu era a mais afetada daquela situação, eu vi tudo, bem na minha frente.  

  Eu causei aquilo.  

  Foi culpa minha.  

  Ele está morto.  

  Não tenho mais o que lastimar, se quer tenho lágrimas de sobras para derramar.  

  Um Iceberg era meu coração depois daquilo.  

  E foi tudo culpa minha.  

  Não sei por quantos minutos fiquei ali parada, deixando a água cair no meu corpo, pensando e refletindo sobre minha vida. Só saí quando percebi as pontas dos meus dedos enrugados.  

  E as lágrimas misturadas com a água que caía do chuveiro.  

  Me enrolei na toalha e fui direto ao guarda roupa pegar um pijama, quando estava totalmente vestida, me deitei na cama, porém, não conseguia dormir. 

  Quando viro para o lado da porta, vejo minha bíblia em cima da escrivaninha branca ao lado da porta. Me levanto e a pego, voltando a me sentar na cama, abrindo o livro sagrado em minhas mãos.  

 Coloco na minha parte preferida, Josué capítulo 1, versículo 9: 

  ''Seja forte e corajoso, não fique desanimado, nem tenha medo, porque Eu o Senhor seu Deus, estarei com você em qualquer lugar por onde você passar.''  

  Li e reli aquela frase na minha mente até me sentir confiante em minha fé novamente.  

  Guardei a bíblia, me enrolando na coberta, quando estava pronta para me entregar ao sono, ouço um barulho alto vindo lá de baixo.  

  Arregalo os olhos, lembrando do meu sonho, me levantei e olhei o corredor, estava vazio. Peguei a minha bíblia, desci as escadas desconfiada, agarrada à bíblia contra o peito. 

  Quando cheguei no final da escada, vejo cacos de vidro espalhados pelo chão da sala. Acendo a luz da sala, vendo que o vaso que ficava de frente a janela estava espatifado no chão, já que a mesma estava aberta e o vento era violento, derrubando o vaso.  

  Suspiro aliviada e deixo a bíblia em cima do sofá. Contorno os cacos com cuidado, dando a volta no sofá, indo até a janela, a empurrado para baixo, travando-a.  

  Quando me certifiquei de que a outra janela, assim como a porta, estavam fechadas, voltei para meu quarto, guardei minha bíblia e me aconcheguei na cama. 

  Lembrei do que tinha ouvido de Carlie, sobre ela amar Justin.   

  Tudo bem que a humanidade tem tendências suicidas, coisas perigosas atraí as pessoas. Porém, se apaixonar por um psicopata é incrivelmente, louco. Chega a ser à beira do absurdo.  

  Não sei sobre a relação deles dois, se quer sei como eram juntos, mas como ela, mesmo estando em um lugar cheio de malucos alucinógenos, como ela ainda pôde se apaixonar logo por ele? 

  Tenho minhas incertezas de como ele tratava ela, quer dizer, ele tentou matar ela sufocada, e para mim, quem ama não machuca.  

  Porém, psicopatas não amam, não sentem nada.  

  Aposto que ele estava até mesmo feliz em fazer aquilo com a pobre garota.  

  Lidar com psicopatas sugere ter paciência e jogo de cintura, e além de tudo, você deve ter um bom psicológico. Não adianta nada trabalhar com pessoas esquizofrênicas e você mesmo ter algum tipo de transtorno, só tornaria você um profissional pior, além das seções, serem piores do que poderiam ser.  

  Pelo que vejo, ela não teve um psicológico forte e estável, se deixou levar por palavras vazias e sem sentimentos algum.  

  Com esses pensamentos, acabei adormecendo.  

  *** 

  09/02/2019- Sábado   

10h30  

 

  Viro para o lado, abrindo uma brecha dos meus olhos, vendo o relógio em cima da minha escrivaninha. Me sobressalto assim que vejo as horas. Porém, ao olhar para a data de hoje, solto um riso.  

  Suspiro aliviada e ao mesmo tempo, feliz por ter dormido bastante, eu precisava descansar, recolocar a mente no lugar. Abro minha janela, a empurrando para cima, afastando as cortinas. Vou direto ao banheiro fazer minhas necessidades, enquanto escovo os dentes, ouço uma risada alta do lado de fora, quando vou até a janela, ver de quem se tratava, reviro os olhos vendo Amber.  

  Depois de escovar os dentes, troco de roupa. Coloco uma roupa simples, um moletom, e uma calça jeans, me olho no espelho pensando se deixo meu cabelo preso ou solto, faço um biquinho para meu reflexo e opto por deixá-lo solto. Desço as escadas, vendo a bagunça que minha casa está. Resolvo arrumar tudo antes de ir tomar café no posto, já que não devo ter muitas coisas no meu armário.    

  Pego meus sapatos e os guardo em meu quarto, pego minhas pastas que deixei em cima da mesinha da sala e quando pego os arquivos, uma foto cai. Era Justin, sorrindo para câmera, como se não ligasse em estar ali, como uma diversão. Me peguei olhando para aquela foto por tempo demais, reviro os olhos e a guardo no meio das pastas. 

  Recolho cuidadosamente os cacos de vidros quebrados, os enrolando em um jornal e depois, enfiando dentro de duas sacolas grossas, só para garantir que, assim como eu, ninguém se machucasse na hora de recolher o vidro em pedaços minúsculos e perigosos. Passo um pano úmido pelo chão da sala, deixando o ar com cheiro de limão e lavanda, o preferido da minha mãe. Sorrio, me levantando, olhando em volta se havia alguma outra coisa para fazer.  

  Troco as flores de vasos e os encho com a necessidade certa de água para cada respectiva muda, já que, nem todas plantas são regadas igualmente com a mesma quantidade de água.  

  Pego a chave do meu carro e abro a porta, desligo o alarme e pego minha carteira de dentro da bolsa.  

  Tranco a porta de casa e me viro. Vejo Hugo, abaixado ao lado de um dos tanques de gasolina. Atravesso a rua e paro em sua frente, cruzando os braços.  

  Ele vê meus sapatos e ergue o olhar, passando os olhos por minhas pernas e encarando meu rosto, abrindo um sorriso iluminado.  

  Coro perante seu sorriso.  

  — Bom dia Anabelle, como você está? – Ele se levanta, pegando um pano no bolso de trás do jeans, limpando as mãos. Dou de ombros.  

  — Estranhamente bem, porém, morta de fome. – Ele solta um riso –  E como anda o movimento?– pergunto, olhando em volta. Um carro vermelho passa por nós e encaro o carro até o final da rua, onde ele entra em uma rua paralela à essa e some.  

  — Estamos vazios, soubemos que mais duas famílias foram embora para Manhattan. – Volto a olha-lo, erguendo uma sobrancelha – Estão com medo. 

  — Poderia me dizer o porquê do medo deles? – Ele dá de ombros.  

  — Simples, Justin Bieber. – Minha mente se embaralha e franzo o cenho.  

  — O que tem ele? 

  — A última vez que ele escapou tem alguns bons meses, porém, sua pequena fuga de apenas três dias, teve mais de seis mortes aqui na cidade. – Arregalo os olhos– Ele matou a filha mais nova dos Johnson, Kelly, se lembra? – Assento, assustada– Além de mais algumas pessoas.  

  — Eu não sabia sobre essa fuga. – Mordo o lábio – E já aconteceu outras vezes?– Ele concorda.  

  — Sim, pelo menos de dois em dois anos ele consegue sair, não sei como, e não me interessa, mesmo. – Concordo.  

  — Eu também teria medo, quer dizer, ele é um serial killer. Mas não vim até aqui para falarmos dele, você poderia me levar até o mercado mais próximo? Eu sei que aqui na cidade, o máximo que eu conseguiria seria a mercenária do senhor Miguel. – Ele solta um riso alto.  

  — O senhor Miguel morreu a dois anos Anabelle, a mercenária já fechou. – Prendo o riso e balanço a cabeça.  

  — Ok, mas dê um desconto, eu estava fora por muito tempo. – Ele sorri e desfaz o sorriso lentamente.  

  — Sinto muito pelo o que...– Ergo um dedo, fazendo-o se calar.  

  — Não comece, é sério. Estou cansada de todos me darem os pêsames e tudo mais, porém, acho que não pararam para pensar o real motivo de eu ter ido embora sem ninguém antes me ver. – Ele cruza os braços e assente.  

  — Você não queria a pena e compaixão dos outros. – Nego.  

  — Eu não queria que todos me vissem daquele jeito, ninguém sabe o que eu vi. – Ele assente e sorri minimamente.  

  Ele pega em meus braços e chega perto de mim, me encarando. Olho para cima, com a proximidade de nossos corpos, tão pertos.  

  — Você nunca foi fraca, isso é uma coisa que ninguém nunca pode dizer. – Sorrio e assento, dando um passo para trás. Ele continua me encarando intensamente. Então ele dá um riso e balança a cabeça, olhando para baixo.  

  — O que foi? – Pergunto, confusa. Ele ergue o rosto e me encara.  

 — Você ainda cora. – Olho para meus pés, envergonhada, escondendo minhas bochechas vermelhas e quentes. – Você fez falta, Anabelle.  

  Ele pede para eu o esperar enquanto ele troca de roupa rapidamente. Entro na loja de conveniência e vejo Gracie limpando uma das prateleiras. Ela me vê e sorri, indo para de trás do balcão.  

  Ela faz um chocolate quente com caramelo enquanto conversamos sobre meu trabalho e os dias intermináveis aqui na loja. Quando Hugo aparece na porta dos fundos, me chamando, me despeço de Gracie, prometendo-lhe que algum dia desses virei jantar com eles.  

  Entro na caminhonete de Hugo, juntamente dele. Passo o cinto pelo meu corpo e me ajeito no banco macio.  

  Hugo liga o rádio em uma estação de rádio onde passava músicas aleatórias.  

  — Então, – Ele chama minha atenção, desvio o olhar da minha janela e o encaro. Ele me olha rapidamente e deixa apenas uma mão no volante, apoiando a outra mão na perna – Como era em Manhattan? 

  — Agitado. – Ele assente e muda de marcha – Eu gostava de lá, tinha muitas bibliotecas e cinemas, também.  

  — Aqui não tem nada disso, tinha que aproveitar. Você está certa. – Dou risada e assento – E seus pais? – Dou de ombros, casualmente.  

  — Meu pai ainda é policial, minha mãe ainda tem a floricultura, vende bem mais do que vendia aqui. Tem flores novas, também. – Encaro um par de esquilos atravessarem a estrada, de uma ponta da floresta a outra. – Ela também está dando algumas aulas de pintura no quintal de casa, a distraí, gosto disso, pelo menos ela não pensa tanto em...– Me calo, olhando para minha carteira em meu colo.  

  Sinto o olhar de Hugo queimar sobre mim.  

  — Em Mike. – Ele completa por mim.  Assento.  

  — Sim, em Mike. – Afirmo, desviando o olhar.  

  Nos calamos no restante do caminho, deixando apenas o rádio e o barulho do motor em nosso meio. Porém, meus pensamentos gritam em minha mente.  

  Observo Hugo pelo canto do olho. O quanto estava diferente. Sua pele mais morena, o cabelo mais desgrenhado e em um tom mais relaxado, assim como sua postura. Sua cabeça estava a menos de três centímetros do teto do carro, por ele ser alto demais.  

  Sorrio quando as lembranças da adolescência voltam como um tapa na cara.  

  Ando pelo corredor apressada, com os livros, apostilas e cadernos grudados contra o peito, sentindo minha mochila bater em minhas costas pelo meu andar rápido. Meu tênis branco faz um barulho irritante assim que piso cada vez no chão, pelo fato dele estar encharcado de água.  

  Vejo Caroline parada encostada em meu armário, ela mascava um chiclete de um jeito irritante, abrindo a boca e a fechando. Ela usava uma de suas inúmeras calças jeans coloridas, uma regata branca e um sobretudo vermelho até os joelhos. Hoje ela estava com seu cabelo preso em um coque desleixado, deixando alguns fios soltos. Ela ergue o olhar de seu típico livro de terror e me encara, perplexa, com a minha imagem.  

  Paro em sua frente, com ela me encarando dos pés à cabeça.  

  — O que diabos aconteceu com você, caralho? – Solto um riso pelo jeito dramático de falar. A empurro para o lado e abro meu armário vermelho.   

  — Você não viu o quanto está chovendo lá fora? – Ouço seu resmungo de negação, enfio meus livros do segundo período, depois do intervalo, no armário, ficando com os livros e cadernos do primeiro período. – O carro do meu pai parou de funcionar a três quadras daqui, tive de vir a pé. – Encaro meu próprio moletom– Bem, não ajudou muito. – Digo, tirando o mesmo.  

  — Ok, ok, ok, vamos dar um jeito nisso. – Ela abre seu armário, que misteriosamente, é ao lado do meu. Ela pega um casaco fino, que não me protegeria de muito vento, cor de rosa gritante de rendas, uma calça jeans branca e um par de lingerie azul marinho. – Devem servir, vai logo, a segunda aula já vai começar, vão trocar de salas.  

  Corro até o banheiro no início do corredor e me troco rapidamente, me encaro, soltando uma lufada de ar. A calça estava curta nos tornozelos, os deixando de fora, o casaco não tampava nem um milímetro do frio que eu sentia. Arranco o tênis juntamente da meia e os enfio numa sacola assim que Caroline a abre. Ela me estende uma sandália de dedos.  

  A encaro, incrédula.  

  — Você está de brincadeira? Desse jeito eu vou morrer de frio. – Ela revira os olhos e bate as sandálias contra meu peito.  

  — É isso ou você vai andar descalça.  

  Pego a sandália de sua mão e entro de volta em uma das cabines do banheiro. Abaixo a tampa do vaso e me sento, caçando a sandália. Me levanto e Caroline me encara, fazendo um biquinho com a boca.  

  — Ok, apenas ajeite essa juba vermelha e estará apresentável a uma garota de 15 anos. – Reviro os olhos e puxo o pente de sua mão bruscamente. Ela me encara de braços cruzados enquanto desembaraço meus cabelos rapidamente– Vou buscar sua bolsa e seus livros, aí já ficamos de frente a porta da sala de física. – A encaro.  

  — Obrigada. – Ela sorri e dá de ombros, indiferente.  

  — Sou sua melhor amiga, é meu dever como amiga não deixar que você não passe essa vergonha de todos te verem quase nua pela roupa transparente. – Solto um riso e termino de pentear o cabelo, enfio o pente na bolsinha pequena que serve para transportar maquiagens e escovas. Passo apenas um batom vermelho, dando vida ao meu rosto pálido.  

  Quando ela volta, está sorrindo. O sinal já tinha tocado e eu podia ouvir a conversa alta de todos do lado de fora do banheiro. Duas meninas entram e nos encaram. Caroline devolve o olhar cínico até elas saírem do banheiro.  

  — Bem, Marcus não veio hoje, está gripado. Ninguém mandou aquele merda voltar hoje cedo do racha na pedreira, foi um ato imbecil e imoral da parte dele. – Dou de ombros, passando a alça da mochila pelo ombro.  

  — Você sabe que ele foi apenas para beijar Maggie, ele venera aquela garota. – Caroline revira os olhos, debochadamente.  

  — Ela é uma vadia que está com ele por interesse, pelo pai dele ser rico.  

  — Mas se ele gosta dela, não há nenhuma opinião que nós duas fizermos que o faça mudar de ideia. – Ela sorri maldosa enquanto joga os cadernos em meu peito.  

  — Talvez se eu bater a cabeça dele contra a parede ele volte ao normal. – Solto um riso e caminho junto dela até a sala de física.  

  Como sempre, Amber e Jéssica estão na porta, paradas, uma de cada lado da mesma, sorrindo e acenando descaradamente para os garotos do time de futebol e de beisebol do outro lado do corredor.  

  Quando chegamos em sua frente, ela nos encara e ergue o braço de lado, impedindo-nos de entrar pela sala. Caroline revira os olhos enquanto eu olho para baixo.  

  — Bruxinha, – Ela exclama me olhando sarcástica, seus olhos passam para Caroline, que a encara furiosamente. – E a macho alfa, como está o dia de vocês hoje? 

  — Até que estava bom, mas eu não costumo ver muitos dragões esses dias, então meio que você estragou meu dia Amber, que coisa feia. – Amber sorri de lado, com certeza se controlando para não bater na cara de Caroline.  

  — Mais feia que essa sua cara com certeza não. – Os punhos de Caroline se fecham.  

  — Ora, Amber, vá a merda. – Caroline diz, furiosa– Você é uma grande vadia que tem merda no lugar do cérebro, por que não vai abrir as pernas para algum jogador? 

  Amber iria retrucar, até mesmo deu alguns passos para frente, entretanto, uma mão a puxou para trás. Ela olhou para cima e sorriu para Hugo, que me olhava com relutância.  

  — Chega, Amber. Deu por hoje. – Ela sorriu como uma verdadeira vadia, erguendo uma sobrancelha.  

  — Tiveram sortes, vadiazinhas. Caso o contrário, eu iria acabar com vocês.  

  — Claro, Amber. Talvez nos seus melhores sonhos, quem sabe? – passo por elas rapidamente, segurando o riso pela resposta de Caroline.   

  Me sento em minha carteira, no fundo da sala. Caroline joga sua bolsa na mesa de frente a minha e me encara.  

  — Se ele não tivesse chegado eu teria quebrado a cara daquela maldita. – Sorrio e abro minha bolsa, pegando um livro para ler enquanto o professor não chegasse.  

  — Claro, e levaria mais uma advertência e suspensão por agredir outra pessoa. – Ela dá de ombros e se senta de lado, para me olhar.  

  — Sabe que eu não ligo. Não foi à toa que todos meus tios, meus irmãos e meu pai me ensinaram a como quebrar um nariz. – Sorrio, assentindo.  

  Caroline era a filha mais nova de cinco filhos, sendo os outros quatro, apenas homens. Sua família por parte de pai era composta, também, por apenas uma mulher. Sua única tia paternal, Scarlet, dizia que sempre teve de esconder os namorados dos irmãos.  

  Com Carol não era tão diferente.  

  Mês passado, Carol levou Colin, um jogador de basquete reserva do colégio para conhecer sua família. Ele foi recebido por todos seus irmãos, segurando tacos de beisebol e facas, além de ter ouvido ameaças a todo momento como: Se iludir ou machucar minha irmã, eu vou te matar, te desmembrar e deixar cada parte do seu corpo em lugares que nunca acharão. Ou então: Se fizer algum mal a minha irmã você vai perder o pinto, babaca.  

  Moral da história?  

  Ele mudou de cidade.  

  — Só não queria que você levasse outra advertência, eu sabia que você bateria nela. – Hugo diz, parando ao seu lado. Ela revira os olhos.  

  — Você e essa sua boa-fé comigo, qual é cara. Eu sei me defender. – Ele sorri. 

  — É claro que sabe.  

  Então ele me encara.  

  Fixo meus olhos no livro, sentindo minhas bochechas corarem como fogo em brasa perante o olhar dele.  

  Ele estava, particularmente, lindo hoje.  

  — Eu ganhei dois ingressos para o filme novo que está em cartaz no cinema. – Ele diz, não sei para quem, já que não ouso olhar para cima – Você poderia ir comigo, Ana? 

  Ergo o olhar, horrorizada.  

  Perplexa.  

  Anestesiada.  

  Caroline sorri maliciosa, me encarando do mesmo jeito.  

  — É claro que ela vai. – Caroline diz.  

  — Eu não respondi, não diga por mim, Caroline. – A encaro, brava.  

  — Então isso é um não? – Hugo pergunta, desanimado.  

  O encaro.  

  — Não, quero dizer, eu aceito, vou com você ao cinema.  

  Então ele sorri como nunca havia sorrido antes. Eu podia ver todos seus dentes de tão grande que ele sorria.  

  — Tudo bem, eu te pego as três.  

  Ele volta para sua mesa.  

  Encaro minha melhor amiga, que me fita sorrindo completamente maliciosa.  

  — Hoje você vai beijar o amor da sua vida.  

  Volto a realidade, piscando atordoada assim que ouço a voz de Hugo ao meu lado.  

  — E como era a universidade? – Ligo a tela do meu celular e não vejo nenhuma notificação de nenhuma rede social. 

  — Intenso e cansativo. – Ele abaixa o volume do som um pouco. – Tantos trabalhos e matérias que minha mente fervia.  

  Ele solta um risinho.  

  — Sempre tão desesperada com as matérias. – Dou de ombros, escondendo o riso.  

  Era tão surreal que, mesmo depois de anos, ele ainda lembre dos mínimos detalhes de como eu era – ou sou – que quase pulo em seu colo e o encho de beijos, coisa que eu não fiz quando tinha 15 anos, dentro daquele cinema empoeirado que existe até hoje, onde só havia nós dois dentro da sala.  

 Como eu pude ser tão burra? 

  Quando chegamos no centro da cidade vizinha, olho tudo ao redor, abismada.  

  Tudo está tão renovado e novo. Placas iluminadas tinham os letreiros dos nomes das respectivas lojas. Sorrio assim que passamos por uma loja de calçados, vendo as mais belas botas que eu já havia visto na vida. Com certeza eu passaria por àquela loja mais tarde.  

  Hugo desce a rampa do estacionamento subterrâneo do mercado. Retiro o cinto e abro a porta, batendo a mesma atrás do meu corpo. Hugo liga o alarme e vem até meu lado. Subimos novamente a rampa, dando a volta e entrando pelas portas duplas automáticas do supermercado.  

  Hugo pega um carrinho de metal fundo e para ao meu lado.  

  Começamos pelos alimentos principais, como arroz, açúcar, muitos pacotes de café, farinha de trigo, ovos, óleo, leite e alguns outros grãos. Coloco tudo no carrinho que está sendo empurrado por Hugo.  

Ele arregala os olhos assim que eu jogo quatro pacotes de batatas pré-fritas e congeladas dentro do carrinho.  

  — Você come tanto assim? – Solto um riso e me curvo dentro do frízer, pegando duas caixas de hambúrguer congelado.  

  — Estou fazendo compras para durarem no máximo uns bons meses. Não quero me preocupar de vir todo mês para cá, muito menos te atrapalhar. – Ele me encara com tédio, enfiando um braço dentro do frízer e pegando três caixas de frangos empanados. 

  Ele ainda sabe que eu amo frango.  

  Escondo o riso envergonhado.  

  — Você nunca me atrapalha. Adoro passar meu tempo com você. – Sorrio e rapidamente viro de costas, observando as outras comidas congeladas dentro dos fizeres.  

  Pego algumas lasanhas congeladas de queijo e bolonhesa, pizzas congeladas, frangos, dois potes de sorvete e um saco de ervilhas (minha mãe sempre me disse que era sempre bom ter um saco de ervilhas congeladas). Nas prateleiras geladas ao lado dos frízeres de chão estão os derivados do leite. Apanho várias garrafas de plástico com iogurtes e sucos de laranja, duas margarinas e algumas sobremesas de chocolate.  

  No outro setor, pego sete pacotes de espaguete, várias embalagens de molho de tomate, alguns macarrões instantâneos, temperos, alguns pacotes de sucos. Quando chego no corredor das bolachas recheadas e salgadas, encho o carrinho com elas, assim como alguns salgadinhos, barras de chocolate e quatro garrafas de refrigerante.  

  — Como você não tem diabetes com tanto doce assim? – Hugo encara o último pacote de bolacha recheada que eu coloco no carrinho.  

  — Deus deve me amar muito para não me deixar doente, eu sei, sou a louca dos doces. – Sorrio e ando até os balcões de frutas, legumes e verduras.  

  Vejo o açougue e a padaria atrás dos balcões de legumes. Encaro Hugo.  

  — Por que você não vai no açougue e na padaria para mim? Economizamos tempo. – Ele assente e solta o carrinho, o deixando ao meu lado.  

  — O que você vai querer? – faço uma lista mental, quando possivelmente termino, dito à ele: 

  — Quero carne moída e alguma bem macia para fazer carne de panela. Filé de frango e aquela parte que comíamos na lanchonete da senhora Celina, se lembra? – ele assente, rindo, lembrando. – Na padaria vou querer trezentos gramas de presunto, muçarela, queijo prato e peito de peru. Peça alguns pães também, por favor.  

  — Ok senhorita esfomeada, volto logo. – Ele deixa um beijo estalado em minha bochecha, me deixando completamente vermelha e quente. Dou graças à Deus que ele esteja de costas e não veja meu estado envergonhado.  

  Pego alguns sacos transparentes e começo a encher o mesmo com legumes e verduras. Não pego muitas coisas, já que odeio metade dos legumes e verduras. Pego apenas algumas batatas, cenouras, alfaces, aspargos, pimentão verde e vermelho assim como algumas beterrabas e espinafres. De frutas pego tudo de um pouco.  

  Uvas, maçãs, peras, morangos, uma melancia – que suei para colocá-la no carrinho– melão, mamão e várias outras frutas.  

  Assim que coloco o saco transparente com laranjas em cima das uvas, Hugo aparece ao meu lado com os braços cheios de coisas. Ajudo-o a colocar as coisas dentro do carrinho.  

  — Obrigada. – Ele sorri e puxa ar para os pulmões.  

  Ele volta a empurrar o carrinho enquanto pego produtos de limpeza e de higiene. Coloco os quatro frascos de shampoo e mais quatro de condicionador no carrinho e encaro o mesmo, vendo o quão cheio estava.  

  — Acho que você está estocando comida para um apocalipse zumbi. – Hugo diz olhando para a mesma coisa que eu. Solto uma risada e empurro seu ombro.  

  — Falta apenas os galões de água. Sabe onde ficam? – Ele assente e volta a empurrar o carrinho. Eu o sigo.  

  Com sua ajuda, enfio três galões de água de quinze quilos dentro do carrinho e vou com ele até o caixa, finalmente, pagar minha compra.  

  Ficamos quase dez minutos até colocar tudo em cima do caixa, e quando vejo a soma final, fico com dor no peito ao passar o cartão de débito pela maquininha. Exatos 512 dólares.  

  512 dólares.  

  Meu santo Deus.  

  Colocamos tudo nas sacolas e recolocamos tudo de volta ao carrinho, para levar até o carro. Hugo segura a barra do carrinho firmemente enquanto descíamos a rampa até o carro. Algumas luzes piscam, deixando o estacionamento escuro. Colocamos tudo dentro da parte de trás da caminhonete e ele bate à porta da mesma.  

  Ele se vira para mim e me encara.  

  — Você quer fazer compras, não quer? – Minhas bochechas ficam rubras e eu abaixo a cabeça. – Eu vi o quanto você ficou anestesiada com aquela loja de sapatos.  

  — Bem, se não for te atrapalhar eu gostaria de ver as lojas. – Ergo os olhos – Também podemos parar em algum lugar e comer algo, estou morta de fome.  

  — Tudo bem, vamos.  

  Voltamos ao carro, ele liga o veículo rapidamente e dá ré, subindo a rampa, deixando-me ver a claridade do dia.  

  Olho para cima, vendo o sol brilhando no céu. Sorrio feliz, um pouco de brilho faz eu me sentir livre e leve, pois na cidade onde moramos, o sol aparece raramente, como se nós não merecêssemos sua ilustre presença.  

  Ele estaciona de frente a loja de sapatos e eu saio do carro em um pulo. Nem ao menos espero Hugo e já entro na loja, olhando tudo em minha volta, me sentindo uma criança em uma loja de doces pela primeira vez.  

  — Olá, posso ajudar? – Uma mulher loira aparece em minha frente, vestindo um belo vestido preto até os joelhos. Ela sorria amigável, deixando seus olhos castanhos iluminados.  

  — Eu gostaria de dar uma olhada naquela bota, por favor. – Aponto para a mesma. Ela sorri e pede minha numeração. Assim que eu digo, ela vai até o estoque pegar a mesma. Hugo entra na loja com as mãos dentro da jaqueta de couro marrom. Seu cabelo está desalinhado e o vento não ajuda muito, ele passa a mão pelas madeixas assim que percebe o quanto eu olhava para seus fios pretos.  

  Ele se senta em uma poltrona e suspira, me encarando de pé ao lado de alguns saltos altos.  

  Quando a vendedora volta, experimento a bota e a adoro. Ela tinha um salto médio e não tão fino, assim como também não era alto. Perfeito.  

  Experimento alguns outros sapatos – alguns saltos altos pretos e algumas sandálias, que tinham apenas uma tira nos dedos e uma nas canelas, para prender. Algumas sapatilhas fofas e dois tênis –, escolho os que mais gostei – todos, na verdade. – E levo-os até o caixa, pago-os e pegou as sacolas. Hugo suspira e se levanta, me ajudando a carregar as inúmeras sacolas de papel.  

  Vejo uma lanchonete ao lado da loja e entro na mesma, me sentando em uma mesa ao lado da vidraça de vidro. Uma garçonete vem até nós sorrindo.  

  Peço um milk-shake de morango com X-burguer e fritas, já Hugo prefere um hot dog e um grande copo de refrigerante.  

  — Sua mãe tinha me pedido para arrumar algum emprego para você. – Hugo me encara, desconfiado. – O delegado da penitenciária em que eu trabalho pediu para você aparecer lá segunda. – Ele me encara bravo.  

  — Não precisava fazer isso. Não estou desesperado por emprego. – Reviro os olhos e jogo um guardanapo de papel em sua direção.  

  — Cale a boca, fiz isso por que gosto da sua mãe e ela estava desesperada. Só quer ver que você tem um rumo na vida, agora.  

  — Tudo bem, não vou ser egoísta. Obrigada. – Sorrio.  

***  

São exatamente cinco e meia da tarde e, finalmente, estamos indo para casa.  

  Quando Hugo me deu a chance de fazer compras, ele não deve ter pensado que eu entraria em cada loja do centro da cidade que eu visse.  

  E foi isso que eu fiz.  

  Comprei alguns acessórios para casa – como alguns vasos de plantas novos (e flores de plástico, já que eu sempre as deixava morrerem), alguns enfeites para pôr na sala, e um edredom novo. –, duas bolsas novas, várias roupas novas, já que eu tinha um emprego agora, e não estava nos meus planos sempre as repetir.  

  Mais alguns sapatos e até mesmo um celular e um iPod novo. Hugo disse que eu também deveria ter comprado um carro novo. Ele levou um soco no braço.  

  Mas na verdade, quem foi atingida foi eu assim que entrei na minha conta do banco, pelo aplicativo do celular. Eu tinha gastado mais de dois mil dólares. Menos da metade da minha economia tinha ido embora apenas com essa visitinha a cidade.  

  Tenho que me lembrar de nunca mais vir aqui. Quando eu precisar fazer compras, faço uma lista e peço para Gracie ir junto de Hugo no mercado para mim.  

  Minha mãe me mataria se visse a quantidade de dinheiro que gastei só hoje.  

  Quando chego em casa, já está escurecendo. Hugo me ajuda a colocar tudo dentro de casa, no meio da sala, assim como ele também me auxilia a enfiar os alimentos perecíveis dentro da geladeira. Quando terminamos, eu o levo até a porta.  

  — Obrigada por hoje. Adorei passar meu tempo com você. – Sorrio e coloco uma mecha de cabelo atrás da orelha, envergonhada.  

  — Sou eu quem deveria agradecer. Você ficou fora o dia todo me ajudando. – Ele sorri e encara os pés.  

  — Belle, gostaria de lhe pedir uma coisa. – Ergo uma sobrancelha, curiosa.  

  — Pode pedir. – Ele enfia as mãos dentro dos bolsos da jaqueta e me encara, relutante.  

  — Você quer ir ao cinema comigo? Eu comprei dois ingressos para ir com meu pai, mas ele odeia filmes de terror. Pensei que poderia ir comigo. – Mordo meu lábio, envergonhada. – O filme não é algo novo ou lançamento, você provavelmente já deve ter visto, mas é estreia para esse cinema.  

  Ele está tão envergonhado que chega a ser fofo.  

  Ele nunca mudou. Sempre foi o menino doce e protetor por quem eu era apaixonada aos meus quinze anos.  

  Ele era minha paixão adolescente.  

  — É claro que eu vou. Adoro um filme de terror. E meio que é um jeito de eu lhe compensar por hoje. Você foi tão prestativo comigo, me ajudou muito. O máximo que posso fazer é retribuir.  

  Ele sorri abertamente.  

  — Tudo bem. Te pego às quatro, pode ser? – Assento.  

  — Claro, às quatro está ótimo.  

  — Ok, até amanhã. – Ele deposita um beijo rápido em minha bochecha e vira, nem me dando a chance de me despedir.  

  Sorrio e fecho a porta. Sentindo pela primeira vez o quanto estava cansada.  

  Chego ao meu quarto e tiro minhas roupas, indo direito ao banheiro.  

  A água morna deixa meu corpo relaxado. Lavo meus fios ruivos e logo saio de baixo do chuveiro. Estou cansada demais para um banho longo e demorado.  

  Visto um conjunto de pijama de regata e shorts, escovo meus dentes e meu cabelo, me jogando na cama, ligando o aquecedor.  

  Estou tão exausta que não demora para eu cair em um sono leve e tranquilo.  


Notas Finais


Temos uma novidade para vocês.
O TRAILER DE MAD PRISON AAAAAAAAAAAAA
Aqui está o link: https://www.youtube.com/watch?v=RfHmhUCQP1Y (comentem se gostaram)

Beijinhos da Gi e da Sah ❤


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