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História Madam Leona - Capítulo 5


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Capítulo 5 - The wheel of fortune


Fanfic / Fanfiction Madam Leona - Capítulo 5 - The wheel of fortune

 Imprevistos acontecem diariamente, cirurgias não ocorrem conforme o planejado, voos são cancelados devido o tempo, gravidezes simplesmente acontecem mesmo com 0,01% de chances. É absolutamente comum que nossos planos fracassem e que as coisas não sigam um rumo muito satisfatório. A vida é praticamente baseada em fracassos e sucessos se você pensar bem. Há cerca de oito meses no Japão, uma família fazia uma viagem programada há anos com suas duas filhas para um belo resort no Havaí. Tudo eram festas e comemorações, mas afinal, como poderia não ser? Estavam felizes e haviam trabalhado por meses arduamente para que tudo pudesse acontecer conforme o planejado e vivessem momentos familiares inesquecíveis.

 Mas nem sempre a vida é bondosa.

 Tsc.

 Ela sabe ser cruel.

 E como sabe.

 Se algo está dando certo demais pensamos que só estamos em um momento de sorte, mas para ser sincera, a maior parte desses tais momentos são só a vida tentando te agradar para logo em seguida te derrubar. Para essa família, tudo foi jogado por água abaixo. Literalmente, na verdade, visto que o carro foi empurrado por um caminhão na estrada e despencou por alguns metros até se chocar contra as águas de um pequeno lago. Mãe, pai e uma das filhas conseguiram se salvar.

 Mas infelizmente uma delas partiu.

 O luto nem sempre é fácil e não deve ser, é um processo natural e saudável muito rico em aprendizado. Entretanto, não são todas as pessoas que o aceitam e se recuperam, algumas estendem sua angústia por alguns anos ou se desnorteiam em alguma de suas fases e então vem a loucura.

- Haruna? – chamou uma voz feminina ao perceber que a menina estava distante – Você está bem?

  A moça leva um susto ao retomar a consciência. Estava na sala de sua psiquiatra, no meio de uma consulta. Esfrega seus olhos e encara a dra Kimiko que a olhava com uma expressão confusa. Seu nome era Haruna Kuriyama, a irmã sobrevivente. Após o falecimento da mais velha, Akemi, a caçula passou a ter alucinações que a fizeram acreditar que a primogênita havia sobrevivido à tragédia e convivia naturalmente com sua família. Seus pais passaram a se preocupar com a possibilidade de sua filha ter apelado a alucinógenos para suportar a dor do luto. Com o tempo o comportamento da menina ficou estranho e recluso, sua presença ficou muito distante, até que se tornou agressivo devido suas frustrações pelo fato de que ninguém acreditava nela. Hematomas e cortes passaram a surgir por seu corpo e, depois de um certo episódio, Haruna foi internada em uma clínica psiquiátrica de reabilitação e ajuda local, onde vem sendo tratada com medicação e terapia desde então.

- Haruna, eu quero te ajudar – tenta Kimiko – mas desde que chegou nessa clínica, você não me disse uma palavra sequer. Eu realmente preciso de sua colaboração nisso ou quer ficar para sempre aqui?

- Do que adianta conversar com você? – jogou Haruna, claramente irritada – Você é igual aos meus pais e aos rapazes que me trouxeram, não vai acreditar em mim.

- Não sou como eles – disse ela, lançando-lhe uma piscadela.

- Como posso ter certeza disso?

- Me teste – respondeu dando de ombros – juro que sou legal.

- Você vai me dizer que eu sou louca – gritou a menina se levantando.

- Longe disso, não acredito que seja louca – respondeu a doutora – justamente por isso quero que saia logo dessa clínica e vá viver sua vida como ela deve ser vivida. Lido todos os dias com pessoas que passaram por situações muito semelhantes as suas, por favor, deixe que eu te ajude.

- Todos eles também viram a irmã mais velha reviver? – perguntou ela em um tom grosseiro.

- Por que acha que a Akemi voltou a vida? – indagou Kimiko.

- Pela milésima vez, ela realmente voltou – disse entre lágrimas – por que ninguém acredita em mim?

- Ok, eu acredito em você – disse Kimiko oferecendo lencinhos para a moça que os rejeita – mas como isso aconteceu? Concorda que não é natural as pessoas morrerem e simplesmente voltarem a vida, não é?

- Foi aquela cartomante – respondeu enxugando as lágrimas com seus dedos.

- O que? – disse Kimiko confusa e fazendo uma expressão incrédula – Uma cartomante reviveu a sua irmã?

- Eu disse que você não acreditaria.

- Não é isso, apenas estou surpresa – disse a psiquiatra – creio que não costuma fazer parte do pacote das cartomantes ressuscitar irmãs, mas continue, estou ouvindo.

- Ela usou um livro de magia e o meu sangue.

- Como você chegou nessa cartomante? Digo, como a conheceu?

- Depois do funeral da Akemi eu fiquei ao lado do caixão por algum tempo – disse a moça tentando puxar da memória – ela se aproximou e me abraçou, acho que depois me levantou e tentou me consolar.

- O que ela disse?

- Só que sentia muito e que também havia perdido toda a família há muito tempo – respondeu a menina – depois disso fomos para a tenda dela.

- Onde ficava a tenda? Se lembra de algum detalhe?

- A tenda ficava bem perto do cemitério, pelo que me lembro.

- O que fizeram lá?

- Ela me perguntou sobre minha vida, coisas normais – respondeu a jovem enxugando suas lágrimas – minha idade, nome, coisas assim.

- Você bebeu algo por lá? – perguntou Kimiko – Digo, algo que não lhe pareceu normal?

- Um chá de camomila, eu acho, se está insinuando que ela me drogou não foi o caso – retrucou a menina – comecei a contar sobre a morte de Akemi e de como tudo estava diferente. Ela se ofereceu para me ajudar.

- Como ela ajudaria?

- Realizando um desejo meu – respondeu a menina – mas para isso eu teria que pagar um preço ou algo do tipo.

- Que preço seria esse? Quanto pagou?

- Primeiro achei que ela estava falando de dinheiro, mas quando peguei a carteira ela sorriu e disse que não seria algo exatamente físico – disse Haruna – a magia escolheria sozinha, por isso eu deveria estar de acordo em arriscar tudo.

- E aí?

- Eu fiz o acordo e um dia depois, Akemi me acordou em meu quarto.

- Qual foi seu pedido exatamente? – perguntou a psiquiatra - Você pediu que ela voltasse a viver?

- Você tem noção do que é simplesmente não ter mais a sua irmã do seu lado? Não ter a quem contar sobre meninos ou simplesmente não poder abraçá-la? – falou a jovem se rendendo à lágrimas – Como eu poderia desejar qualquer outra coisa se eu sentia a falta dela a cada segundo?

- Ela sabia que havia ressuscitado?

- Não, ela não aparentava saber de nada sobre o acidente – respondeu a menina – por isso ficou muito chateada quando nossos pais e amigos a ignoravam.

- Como, exatamente, essa cartomante fez a tal magia? Você disse que ela havia usado seu sangue, certo?

- Primeiro ela perguntou qual era meu desejo e logo depois que respondi cortou minha mão – respondeu a garota – o sangue caiu em cima de um livro velho e ela repetia umas palavras estranhas.

- E você não estranhou isso?

- Ela estava fazendo magia, achei que por natureza deveria ser algo esquisito...

- Você disse que Akemi te acordou no dia seguinte, correto? – perguntou e a menina afirmou com a cabeça – Suponho que você tenha tido uma reação bem emotiva e confusa para ela, como ela lidou com isso? Consegue se lembrar?

 Akemi me encarava confusa perguntando se não havia batido a cabeça enquanto dormia, até que enfim a soltei e disse que só estava feliz. Nossa mãe gritava por meu nome do andar de baixo, avisando que o almoço já estava pronto e que eu deveria descer.

 Assim que olhei para a mesa, notei que estava faltando um prato para minha irmã, então peguei um e perguntei o que ela queria comer.

- Com quem você está falando, minha filha? – perguntou a mãe preocupada, imediatamente.

- Ué com a Akemi.

 As lágrimas começaram a cair de seu rosto, mamãe logo se sentou ao meu lado e segurou minha mão dizendo que tudo isso iria passar e que meu pai também estava tendo problemas em aceitar o que houve. Naquele mesmo instante, a expressão de Akemi tornou-se vazia.

- Mas mãe, ela está aqui – disse olhando para minha irmã – do meu lado.

- Eu sei que está, ela sempre estará com a gente – respondeu – em nossos corações.

- Mamãe... – choramingou Akemi.

- Não chore! Mãe estou dizendo, ela voltou a vida – eu disse – não está vendo ela?

- Haruna...pare de brincar comigo – disse mamãe num tom sereno.

- Mas mãe, não é...

- Chega – gritou – tenha respeito pela morte de sua irmã! Acha que não sinto falta dela? Acha que eu também não quero vê-la de novo? Mas ela se foi e temos que aceitar isso.

- Desculpe.

- Eu falhei com ela – falou a mãe entre lágrimas e soluços - não posso falhar com você também

 Akemi rapidamente se levantou da mesa e saiu correndo pelos corredores enquanto soluçava, fui atrás dela gritando seu nome. Mamãe se sentou e começou a chorar e tremer, repetindo várias vezes que tudo ficaria bem.

 Engraçado

 Já que tudo foi de mal a pior.

- Sua mãe chegou a falar com seu pai sobre esse episódio?

- Pode não chamar de “episódio”? – pediu a menina – Parece que você acha que estou mentindo, como se fosse algo fictício.

- Certo...perdão.

- Bem, conversaram mais tarde – respondeu – depois ele me disse que estava tudo bem em não entender o que havia acontecido.

- Acha que esse era o caso? Que você só estava confusa sobre isso?

- Não! Eu não estava confusa, acho que eu saberia se estivesse... – disse ela, relutante – não estava confusa, tudo realmente aconteceu. Eu sei o que vi, ouvi e toquei.

- Nosso cérebro é poderoso e pode pregar várias peças – disse Kimiko, largando suas anotações por alguns minutos – acredite em mim, elas podem ser muito reais.

- Não é o caso, eu tenho certeza!

- Tudo bem, acredito que você tenha certeza.

- Mesmo?

- Mesmo – respondeu ela – desculpe-me se pareceu o contrário.

- Tudo bem...

- Pode continuar – falou a psiquiatra, juntando novamente suas anotações – quatro dias depois da morte de Akemi, você foi internada aqui, certo? Algumas coisas sérias devem ter acontecido nesse meio tempo, quer me contar sobre? 

- Sim, depois de quatro dias meus pais acharam que eu deveria passar por terapia.

- Disseram que você se tornou perigosa para si mesma – falou ela – pode me dizer algo sobre isso?

- É bobeira, de verdade! – exclamou ela, brava – Como ninguém estava vendo a Akemi, nós duas ficamos tentando pensar em algum motivo para isso estar acontecendo.

- Chegaram a alguma conclusão?

- A algumas, a primeira foi que talvez ela fosse um daqueles espíritos que morreram sem completar alguma “missão” na terra.

- Isso faz algum sentido?

- Bem, ela era nova e tinha toda uma vida pela frente. Nós não entendemos muito sobre o mundo, de qualquer forma, me pareceu no mínimo justo que tivéssemos que passar por alguns perrengues para que ela pudesse voltar, não?

- Não pensaram em voltar para a cartomante para perguntar?

- Sim, nós tentamos ir até a tenda algumas vezes, mas por algum motivo ela não estava mais por lá.

- Disse que a primeira conclusão havia sido sobre essa tal missão – comentou a psiquiatra anotando algumas coisas – mas se teve uma primeira, suponho que tenha tido uma segunda, terceira...

- Bem, a primeira não deu certo  porque não conseguimos pensar em nada que ela tenha deixado pendente, então fomos bolando outras ideias, mas poucas realmente saíram do papel.

- Quer me contar sobre a que saiu? – disse Kimiko, olhando para as cicatrizes e queimaduras da garota que ainda não haviam sarado totalmente.

- Ah, sobre isso...é complicado.

- Meu trabalho é pensar em como lidar com o complicado.

- Akemi estava desistindo, ela se cansou de tentar – disse a menina.

 Depois de um longo dia bolando teorias e métodos de trazer ela de volta, nos sentamos exaustas no chão do meu quarto. Tudo era difícil, impossível ou estranho demais para tentarmos, mas continuamos, até que Akemi largou tudo em seu colo fantasmagórico e disse que não queria mais e que talvez ir embora fosse a melhor opção para todos.

- É tarde demais, eu sinto que cada dia que passa eu fico mais fraca – disse Akemi – eu estou prestes a desaparecer, Haruna.

- Mas nós estamos quase chegando em algum lugar, você não pode largar tudo agora – disse a caçula – nós vamos conseguir, eu te prometo.

- Haruna, isso não é algo que você possa me prometer.

-Nós vamos dar um jeito.

- E se não for esse o meu destino, Haruna? E se eu realmente fosse predestinada a morrer naquele dia? Você vai mexer com o destino?

- Eu não me importo.

- Pois eu me importo – exclamou a primogênita – não se brinca com esse tipo de coisa, o universo tem um equilíbrio e você não pode mexer com isso só porque quer. A menos que...

 - O que? – perguntei.

- Não podemos mudar o meu destino – disse a garota com os olhos brilhando – mas e o seu?

- O que quer dizer com isso?

 Num raio, Akemi desceu as escadas no meio da noite, dizendo-me para esperar por ela no quarto. Depois de alguns minutos ela retornou com uma expressão totalmente fechada e séria, segurando uma caixa de fósforos em suas mãos.

- O que pretende fazer com isso? – falei – Fogo não vai te trazer de volta.

- Realmente não vai – disse ela, rindo – mas e se você se juntasse a mim, Haruna?

- C...Como assim? – perguntei, incrédula - Você quer que eu morra também?

- Ah não veja como uma morte, nós ainda vamos poder vagar por aí juntas e ficar de olho em todo mundo – respondeu ela – desse jeito parece que quero acabar com toda a sua vida.

- Mas e nossos pais?

- Haruna eles te deixaram sozinha em casa alguns dias depois da minha morte para irem assistir um filme no cinema, acha mesmo que eles se importam tanto assim?

- Mas...

- Vamos, vai ser legal – disse Akemi abrindo a caixa – vai ser eu e você contra o mundo de novo, não é o que você queria?

- Sim, mas não desse jeito – sussurrei, me afastando dela.

- Relaxa, não vai doer tanto assim – falou ela se aproximando – você vai ver, vai ser tão rápido que é capaz de nem sentir.

- Akemi, eu realmente não acho que é uma boa ideia.

- Eu também não achava que era uma boa ideia voltar, mas você insistiu tanto – disse ela, retirando um dos fósforos da caixa e derrubando algumas lágrimas – eu só quero o melhor para nós duas.

 E assim, a casa inteira ardeu em chamas. Akemi havia ligado o gás da cozinha e no momento em que aquele fósforo foi acesso, tudo foi destruído. Nossas fotos de família se transformaram em pó, o quarto onde brincávamos desde crianças não passava de um amontoado de cinzas, as joias que mamãe tanto se gabava estavam perdidas entre lascas de madeira e concreto, os prêmios de papai que tanto reluziam estavam totalmente opacos e amassados. Eu fui arremessada contra a janela que se partiu em bilhões de pedaços com o choque. Nossos vizinhos acordaram com o barulho da explosão e chamaram ambulâncias e bombeiros, além de avisarem nossos pais. A principal hipótese para meu caso foi tentativa de suicídio, meus pais estavam assustados, e logo depois de sair da UTI, fui internada aqui.

- Posso te perguntar qual acha que foi seu preço? - perguntou a psiquiatra

- Akemi voltou a vida, mas só eu posso vê-la, esse foi meu preço – disse a menina – ela deve estar vagando pela cidade preocupada comigo enquanto estou aqui. Me ajude a sair daqui, por favor, eu tenho que encontrar minha irmã.

- Sobre isso...desculpe, mas acho que terei que aumentar a dose da sua medicação...acredito que você tenha transtorno de estresse pós-traumático e alguns indícios de bipolaridade em sua personalidade.

- Eu disse que você não ia acreditar em mim – disse a moça agarrando alguns livros que estavam em uma mesa próxima e os arremessando contra a psiquiatra – não tem nada de errado comigo!

- Segurança! – gritou a psiquiatra, enquanto tentava se esquivar dos socos e tapas da garota.

- Eu disse que não sou louca – gritava a menina – eu não sou louca, eu sei que não sou...

 Você certamente não é louca, Haruna, mas é uma tremenda de uma egoísta. A alma de sua irmã estava pronta para encontrar a paz eterna, mas você e seus sentimentos inúteis tiveram que dar um jeito de atrapalhar, não é mesmo? Minha magia não gosta de pessoas que pensam apenas no próprio nariz e puniu vocês duas, enquanto a alma de Akemi irá vagar sozinha por esse mundo sem um corpo físico, vendo todos que ela ama morrendo e sofrendo, você ficará trancada nessa clínica, dopada até que seu cérebro não seja capaz de lhe dizer qual seu nome

Para sempre.

Devaneio.

Um sonho que sonho acordada.

Um lento suspiro dentro da agonizante realidade.

Nele, pinto paisagens de cores vibrantes e melancólicas.

Montanhas sem eira ou beira.

Flores dos aromas mais doces e suaves.

Com águas cristalinas que criam uma melodia ao fundo quando se chocam com o chão.

Uma sonoridade tão calma e simplória

Que penetra minha alma e me deixa em letargia

Em meio a lágrimas, soluços e fracas palavras difíceis de saírem.

No horizonte, bem longe dali

Uma luz

Difícil de enxergar, praticamente impossível.

Mas que logo me cega e ilumina

Tomando conta do meu ser

E como se fosse fogo

E como se fogo fosse

Com suas brasas e chamas

Ardia e me aquecia.

Em meus devaneios

Materializo se rosto já muito meu camarada

Esculpindo cada detalhe com perfeição

Então me pego rindo com sua risada

Sorrindo com seu sorriso

Chorando com suas lágrimas

Doendo com sua dor

Em meus devaneios

O adeus é um até logo

Não há fim

Seu brilho não se apaga

Suas mãos não me soltam

E formamos um delicado laço

Atado de forma que é impossível desatar

Me prendendo em uma cela sem vista para o mar

Agora, por favor.

Diga-me que logo irei acordar.



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