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História Made In The USA (Demi Lovato x Dulce Maria) - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Não se esqueçam de comentar nos capítulos para que eu possa saber se vocês estão gostando da historia...

Boa leitura!!

Capítulo 24 - Aquele com ensinando a andar de bicicleta


DemiPOV

Tive o final de semana livre, já que havia adiantado as gravações. A primeira ideia que surgiu na minha cabeça foi de sair com Dulce, mas acabei lembrando que o mundo incluía mais pessoas e, apesar de estar um pouco decepcionada com isso, planejei um almoço na casa da minha mãe. A princípio era só eu, mas minha mãe quase me bateu quando perguntou se eu havia convidado Dulce e eu respondi que não.

Sério, foi um ataque do tipo: "Como assim você não a chamou? Você não tem coração, Demetria? Ela está sozinha nessa cidade, toda sua família mora no México. Você acha que ela não sente falta deles? E ainda quer deixá-la sozinha!"

Para não correr o risco de realmente apanhar, concordei que iria chamar Dulce naquele exato segundo. Liguei para seu número, que já estava na discagem rápida e esperei pacientemente.

"Olá, menina bonita."

Sorri largamente. "Oi, Dulce. Como está?"

"Bom, ainda não sinto meus braços depois de todo o surfe, mas bem. E você?"

"Ótima. Então, eu vou almoçar na casa da minha mãe amanhã e quero saber se quer ir."

"Eu não sei, linda, não quero atrapalhar seu momento com sua família. Sei que é difícil ficar com a família com toda a correria da agenda, não quero estragar isso."

"Você não iria estragar." Protestei. Não ia mesmo, porque eu realmente a queria lá.

"Tem certeza que está tudo bem com sua mãe? E suas irmãs? Não quero atrapalhar seu tempo com elas."

"Maddie está pesquisando novas piadas neste exato momento." Ouvi-a rir. "É sério. Você não iria atrapalhar em nada."

Ela demorou alguns segundos para responder e imaginei que ela iria recusar o convite, mas, por fim, acabou dizendo: "Ok, tudo bem. Christian ainda está com os pais na casa dele mesmo."

"Ótimo. Passo na sua casa amanhã, ok?"

"Certo. Então, o que está fazendo?"

Sorri, me permitindo relaxar na cadeira, só agora percebendo o quanto estava nervosa por ela talvez recusar o convite. "Aproveitando meu dia de folga. É sábado, lembra? E você?"

"Estou tentando criar uma melodia. Ainda me culpo por ter parado de tentar aprender tocar bateria, sabe? Ah, falei com meu pai antes. Acho que se recuperou do choque."

"O que ele disse?"

"Algo como: é melhor ela não ser russa." Eu ri de sua tentativa de imitar seu pai. "É sério. Não sei como minha mãe aguenta. Espere um pouco, uma ideia acabou de surgir."

Esperei pacientemente e, segundos depois, ouvi o som de um piano ao fundo. Sorri e escutei quando ela mexeu em algumas folhas e o raspar de um lápis em uma delas. Por fim, ela pegou o celular novamente. "Vai ter que me mostrar essa música também."

"Farei uma serenata." Ela brincou... eu espero.

Conversamos por mais alguns minutos (meia hora, na verdade), até que tive que me despedir, pois iria sair com Selena para jantar. E, que novidade, eu ia me atrasar.

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Eu já conhecia o caminho para sua casa perfeitamente, mas ainda conseguia ficar em dúvida sobre qual entrada seguir. Por sorte, escolhi a certa hoje e cheguei pouco depois das 10 da manhã. Minha mãe não morava muito longe de mim, uns vinte minutos, na verdade, por isso daria tempo suficiente de buscá-la e voltar. A casa da minha mãe ficava depois da minha, por isso seriam vinte minutos a mais. Mas, ao meu ver, eram vinte minutos a mais com ela.

Dulce estava usando uma calça jeans, uma de suas camisetas dos Beatles, um tênis e um sorriso imenso quando abriu a porta. "Bom dia, linda." Cumprimentou, me puxando para um beijo.

Eu sei que não fazia muito tempo, mas que saudade daqueles lábios. "Bom dia. Está pronta?"

"Ahan." Ela murmurou, com os lábios ainda presos nos meus. Às vezes sou grata por termos a mesma altura.

Sorri e abri a porta do carro para ela quando conseguimos nos separar finalmente, depois de vários minutos. Falamos sobre coisas aleatórias no caminho, com a música do rádio ao fundo.

Maddie estava sentada nas escadas do lado de fora quando estacionei e, assim que nos viu, levantou e correu até Dulce. "O que a minhoca falou para o minhoco?"

Dulce franziu a testa, apesar de estar com um meio sorriso divertido. "Não sei. O que?"

"Você minhoquece."

Honestamente, eu não vi graça, mas Dulce começou a gargalhar junto de Maddie e as duas ficaram assim por um minuto inteiro, até eu revirar os olhos e me apressar para segurar a mão de Dulce e puxá-la para dentro de casa.

"Vocês podem continuar com suas piadas sem graça lá dentro." Falei.

"Ok, ok. O que o tijolo falou para o outro?" Dulce perguntou, falando por cima do ombro, para Maddie que nos seguia rapidamente.

"O que?"

"Há um ciumento entre nós."

Deixei as duas rindo na sala e fui para a cozinha encontrar minha mãe. Ela estava agachada na frente do forno, observando, mas se levantou assim que me viu. Ela me abraçou e beijou minha bochecha. "Ah, que saudade da minha menina. Onde está Dulce?"

Fingi estar ofendida. "Nossa, estou bem, obrigada por perguntar. Não, está tudo certo com o trabalho. Sim, Simon ainda está me incomodando."

Minha mãe revirou os olhos e acenou com a mão. "Só quero saber se trouxe minha nora."

"Mãe, por favor, não." Balancei a cabeça. "Não a chame de nora, não fale mais nada constrangedor ou coisas do tipo. Apenas aja normalmente... de acordo com o que eu disse agora. E diga para Dallas fazer o mesmo." Avisei.

"Por que as duas estão rindo na sala como se tivesse o primeiro palhaço engraçado do mundo na frente delas?" Dallas perguntou, entrando na cozinha. Ela usava um short que parava pouco abaixo de sua bun/da e uma camiseta meio top branca.

Ergui uma sobrancelha. "O que está usando?"

"Gostou? É de grife." Ela deu uma volta e sorriu. "Duvido que saiba de quem é."

"Não sei e não quero saber. Dulce está aí, por que está vestida assim?"

"Quero roubá-la de você, obviamente." Ela revirou os olhos. "Está calor."

"Sim, mas não estamos no inferno para você estar vestida assim."

Dallas colocou as mãos na cintura. "Demi, eu estou com calor e eu vou usar a merda da roupa que eu me sentir com menos calor."

Dulce entrou na cozinha antes que eu pudesse rebater esse comentário. Esperei que ela fosse parar quando visse Dallas, talvez olhá-la de cima a baixo, como Wilmer já fez, como Joe já fez, mas ela passou reto, parecendo nem perceber a roupa, ou a falta dela, da minha irmã.

Ela parou ao meu lado e sorriu para minha mãe. "É bom te ver novamente, senho... Dianna. Obrigada por me convidar para sua casa."

Os olhos da minha mãe brilharam e temi que ela fosse falar algo sobre Dulce ser educada ou algo desse tipo. "O prazer é meu, Dulce. Fico feliz por ter vindo."

Dulce se virou para Dallas e esperei seu olhar novamente, mas, de novo, não veio. "Olá, Dallas."

"Olá, Dulce. Ainda mantendo suas mãos para si mesma?"

Corei, mas Dulce apenas riu. "Claro."

"Ótimo. Bom, eu já volto." Dallas saiu, me lançando um olhar meio irritado, que deixou a entender que ela iria trocar de roupa. Pelo menos isso. Quer dizer, Jesus, Dallas.

"Precisa de alguma ajuda, Dianna?" Dulce perguntou, olhando ao redor na cozinha.

"Bom, eu estou fazendo uma carne assada, ela já está no forno. Só vou preparar os acompanhamentos agora."

"Ok, me diga o que fazer."

Não pensei que ficaria sentada na mesa da cozinha enquanto as duas conversavam e cozinhavam, mas devo admitir que não iria reclamar tanto. Maddie acabou aparecendo depois de alguns minutos e sentou ao meu lado.

"Se alguém nasceu na Europa, cresceu na América, envelheceu na África e morreu no Japão, o que ela é?" Ah, lá vem as piadas.

Dulce pensou por alguns segundos, então balançou a cabeça. "Não sei, o que?"

"Um defunto."

Dulce teve que parar de cortar os tomates para rir. Ok, essa foi uma boa pegadinha, mas não era tããão engraçada. "Essa foi ótima. Um casal de piolhos se amava muito e tiveram filhos. Qual o nome do filme?"

"Qual?"

"Lêndeas da Paixão."

Admito que ri um pouco nessa, mas Maddie estava quase caindo da cadeira. Minha mãe apenas balançava a cabeça enquanto mexia em uma panela. "O que o tomate foi fazer no banco? Tirar extrato."

Mas a próxima foi o que me deu vontade de ir para meu quarto, que minha mãe ainda mantinha, e não sair de lá até o dia acabar. "Qual a diferença entre um gato e uma Coca-Cola?"

"Não sei." Maddie tinha até se inclinado mais na cadeira em antecipação.

"O gato mia, a Coca light."

"Elas ainda estão agindo como se tivessem vendo 'As branquelas'?" Dallas perguntou quando voltou à cozinha, usando um short mais comprido e uma camiseta realmente camiseta.

"Eu amor esse filme!" Dulce e Maddie exclamaram ao mesmo tempo, então se olharam como se tivessem contracenando em Titanic.

Maddie levantou de repente. "EU TENHO O DVD! PODEMOS ASSISTIR!" Ela gritou enquanto subia as escadas correndo.

"Cuidado, Madison!" Minha mãe gritou. Claro, como se ela fosse ouvir.

Dallas foi até um armário pegar um copo e se esticou desnecessariamente, fazendo a camiseta subir e sua bunda ficar empinada. O problema era que esse armário era exatamente aquele em que Dulce estava parada na frente. Meus olhos se estreitaram quando Dallas fingiu perder o equilíbrio e esbarrou em Dulce um pouco.

Mas o que diabos...

Dulce se afastou um pouco quando Dallas conseguiu se firmar e ficou muito perto. Isso me fez sorrir. Ela nem havia tirado os olhos dos tomates. Dallas também sorriu e se virou com o copo. Deve ter percebido minha cara de desconfiança, porque se inclinou para perto de mim quando passou para chegar até a geladeira.

"Último teste. Fidelidade." Revirei os olhos e resisti à vontade de bater nela. É claro que Dallas não iria desistir tão facilmente daqueles testes estúpidos. "Acho que está totalmente aprovada agora."

"Obrigada." Zombei enquanto ela se afastava.

Dulce me olhou rapidamente com a sobrancelha levantada, mas eu apenas dei de ombros. "Eu vi as imagens na internet essa semana. Está tentando ensinar minha irmã a surfar?" Dallas perguntou, sentando no balcão atrás de mim.

"Sim."

"Isso vai ser difícil. Deveria começar com o básico. Tipo, ensiná-la a andar."

Revirei os olhos e me estiquei para dar um tapa no seu joelho. "Dallas."

"Só estou falando a verdade, maninha. Sabia que Demi nunca aprendeu a andar de bicicleta?"

"DALLAS!" Gritei.

Dulce se virou tão rápido que eu achei que ficaria tonta. "Ela não sabe andar de bicicleta?"

"Não."

Dulce olhou para mim em completo horror. "Como você não sabe andar de bicicleta?"

"Nunca tive tempo de aprender, ok?" Me defendi, apesar da verdade ser o medo de cair e me quebrar.

"Ela está mentindo. Ela morria de medo de perder os dentes." Dallas interrompeu com um riso.

A muito tempo não tenho vontade de bater em Dallas, mas eu queria fazer muito aquilo no momento. Dulce ficou me olhando por um longo minuto, parecendo surpresa, horrorizada e depois, para meu horror, seu rosto iluminou como se ela tivesse descoberto a cura para a AIDS.

"Senhora La Garza, você teria uma bicicleta por aqui?" Dulce perguntou, se virando para minha mãe.

Meus olhos se arregalaram de terror. Ah não... "O que? Por que você quer uma bicicleta?"

"Para te ensinar a andar nela, claro." Dulce revirou os olhos como se aquela era uma resposta óbvia.

"Eu devo ter uma bicicleta velha na garagem. Era de Dallas, se não me engano." Minha mãe respondeu, ainda mexendo na panela, mas podia ver que estava com um pequeno sorriso.

"Espero que me dê permissão para abandonar meu posto de trabalho para ensinar sua querida filha a andar de bicicleta." Dulce falou em tom de brincadeira.

"Claro, claro. Mas o almoço fica pronto em uma hora, então não demorem muito. Dallas, pode cortar os tomates?"

"Nem pensar, quero ver o desastre." Dallas riu e tive que apertar minhas mãos em punhos para me impedir de bater nela por me meter naquela enrascada.

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Não sei como concordei em estar naquele lugar, mas lá estava eu, sentada em cima de uma bicicleta velha e muito rosa, tremendo tanto que mal podia me equilibrar e fazendo uma oração mental para não perder nenhum dente. Dulce estava segurando a bicicleta e eu fiquei surpresa com o quanto ela podia ser forte, mesmo não aparentando.

"Ok, pedale forte. Se você sentir que vai cair, freie e coloque o pé no chão para o lado que está inclinada."

"Você fala como se fosse soltar a bicicleta." Murmurei, agarrando o guidon tão forte que os nós dos meus dedos ficaram brancos.

Dulce apenas sorriu. "Eu vou te guiar, ok? Vamos, pedale."

"Ela vai dar de cara no chão." Ouvi Dallas comentar com Maddie, o que me deixou irritada.

Ok, vamos provar para elas que eu sou muito capaz de andar de bicicleta sem morrer. Dei um impulso com meu pé direito, preso firmemente no pedal e segurei a respiração, esperando a queda. Meu pé esquerdo seguiu o movimento logo depois e parecia quase natural continuar sem esforço. Dulce foi segurando a parte de trás do banco e o meio do guidon para me guiar, andando rapidamente ao meu lado.

"Vire os braços na minha direção." Ela instruiu, vendo que chegávamos perto do muro.

Fiz o que ela pediu, mas acabei virando muito bruscamente, pelo visto, porque perdi o equilíbrio e nem Dulce pode concertar o erro. Nós duas caímos no chão, mas acabei caindo em cima dela. Ela deu um gemido doloroso quando o ar foi retirado de seus pulmões ao atingir o chão com força.

"Merda." Murmurei. "Você está bem?"

"Já estive melhor, mas, sim, estou bem." Ela respondeu. Senti uma de suas mãos nas minhas costas e reprimi um sorriso pelo contato. "E você?"

"Bom, tendo em vista que você amorteceu a queda..."

Ela riu. "Pronta para tentar de novo?"

"Isso é uma péssima ideia."

"Eu não penso assim." Dulce sorriu e beijou minha testa. "Vamos tentar de novo, menina bonita."

Ela me ajudou a levantar e subir na maldita bicicleta de novo. Dallas estava rindo e tenho certeza que vi o celular na sua mão. Se ela estava filmando aquilo, juro que vou esfaqueá-la antes do dia terminar.

"Vire com calma, um centímetro por vez." Dulce me avisou com o tom divertido. Não sei como ela poderia estar feliz e se divertindo com aquilo, eu havia acabado de cair em cima dela e sei que deve ter doído pelo menos um pouco. "E pedale um pouco mais rápido." Fiz o que ela pediu e consegui dar uma volta completa na frente da garagem, com ela ainda me guiando. Admito que eu estava me divertindo, mas só até ouvir o que ela pretendia fazer a seguir. "Ok, está ótimo. Vou te soltar agora e tente se manter em linha reta."

Não tive tempo para discutir essa ideia ridícula, porque ela me soltou no momento que terminou de falar. Sua dica era uma merda. É claro que eu tentaria me manter em linha reta, isso era óbvio. Mas acho que não havia mais nenhuma dica a se dar. Era só pedalar e não cair. Obviamente era muito para mim, porque só consegui dar cinco pedaladas antes de virar o guidon por causa dos meus braços trêmulos. Perdi o controle e caí, tentando amortecer a queda com minhas mãos.

Ouvi Dallas rindo e comentando algo sobre saber que aquilo ia acontecer. Maddie parecia estar conseguindo se controlar e sou grata por isso. Deitei de costas no chão frio e olhei o céu tão azul que parecia estar rindo da minha incapacidade de mexer mãos e pés ao mesmo tempo. Minha visão do céu zombeteiro foi interrompida quando seu rosto apareceu na minha frente. Pensei que estaria rindo também, mas parecia preocupada.

"Tudo bem?" Gemi e balancei a cabeça. Minhas mãos estavam doendo, acho que posso ter ralado elas e meu pulso direito já teve dias melhores. "Onde dói?" Dulce perguntou.

"Mãos." Murmurei, fazendo beicinho. Quando anos você tem, Lovato? Cinco?!

Dulce pegou minhas mãos suavemente e as examinou com cuidado. "Tem um machucadinho aqui." Falou, apontando para a palma da minha mão direita. "Só isso." Completou depois de terminar de 'examinar'.

"Meu pulso também."

Dulce deu um sorriso quase imperceptível e levou minhas mãos até os lábios. Ela beijou cada palma com cuidado, depois beijou meus pulsos, por cima das tatuagens, e esfregou levemente com o dedão. "Melhor?"

"Muito." Sorri.

Foi, provavelmente, o gesto mais fofo que alguém já tinha feito por mim. E, foi naquele momento, que percebi que já não havia mais voltas. Eu estava irremediavelmente amando.



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