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História Made In The USA (Demi Lovato x Dulce Maria) - Capítulo 29


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Notas do Autor


Não se esqueçam de comentar nos capítulos para que eu possa saber se vocês estão gostando da historia...

Boa leitura!!

Capítulo 29 - Aquele com o conhecendo Ellen Degeneres


DulcePOV

Sexta-feira veio mais rápido que o desejado. Demi dormiu na minha casa de novo, depois de uma seção de filmes de terror e brigadeiro, então tivemos que acordar ainda mais cedo para passar na casa dela antes de ir ao estúdio.

Eu estava muito animada para conhecer Ellen Degeneres, porque, bem, ela é Ellen Degeneres.

Encontramos Sandro e Mitchel na entrada do estúdio. Tentei muito evitar meu agente chato, mas ele simplesmente grudou em mim como chiclete. "Como é a relação com sua família?"

Revirei os olhos. "Perfeita, somos a família Dó-Ré-Mi, somos mais feliz que porco em merda."

"Você não pode..."

"Dizer isso." Completei. "É, eu sei. Eu sei o que responder, Sandro, faço isso desde os três anos, lembra?"

"Só quero evitar uma catástrofe."

"Do tipo: eu assumir que matei Kennedy? Não se preocupe, vou levar esse segredo para o túmulo."

Sandro suspirou. "Seu sarcasmo é um porre."

"Sua presença é um porre."

Ele parou na minha frente, quase causando uma possível colisão. Dei um passo para trás e ergui uma sobrancelha. Demi e Mitchel acabaram parando também. "Você vai usar um vestido. Você vai usar um batom vermelho. Você vai sorrir. Você não vai usar sarcasmos. Você vai fazer uma única piada tosca. E, em algum momento, vai dizer que sua agenda já foi refeita e você vai começar a viajar na segunda, não importa se isso não se encaixa em nenhum contexto, você vai dizer mesmo assim."

"Hey! Segunda?! Eu não devia ter sido avisada antes?! E para onde eu vou?! Quer merda, Sandro."

"Bom, eu fiz meu trabalho e remarquei sua agenda, não me lembro de você dizer que era meu trabalho te avisar com antecedência também."

Suspirei e balancei a cabeça. "Ok, justo."

"Brasil, você vai começar de onde parou."

Acenei em acordo e fui desviar dele para continuar andando, mas então me lembrei de algo e voltei rapidamente. "UM VESTIDO?!"

"Dulce, odeio quebrar seus sonhos, mas você não vai usar um terno."

Bufei. "Tá bom, estou quase me acostumando com eles já."

"E foram apenas 27 anos."

Sorri levemente. "Esse é o motivo por eu não te demitir. Você sabe ser sarcástico quando quer."

"Sempre a sua disposição, agora vamos lá, cabelo e maquiagem."

DD-DD-DD

"Ainda não acredito que consegui despachar Sandro pra longe daqui." Comentei. "Que panaca. Deus, essa é uma sensação maravilhosa." Demi me olhou um pouco confusa e eu sorri. "Não ter que usar um vestido." Expliquei.

Ela sorriu e balançou a cabeça, voltando a olhar para o celular, onde tenho certeza que estava olhando o Twitter. Ela é apenas viciada. "Então... Segunda, han?"

Suspirei e sentei ao seu lado no sofá confortável do camarim. "É. Eu sabia que estava bom demais para ser verdade."

"Você sabe quanto tempo vai ficar fora?"

"Bom, eu ainda tenho a América do Sul, então México e duas ou três viagens nos Estados Unidos. Digamos que eu fique quatro dias em cada lugar... É, vou ficar um bom tempo fora."

Ela suspirou e abaixou o celular, descansando a cabeça no meu ombro. "Vai ser difícil ficar longe."

"Eu sei. É por isso que devemos aproveitar esse final de semana." Sorri e beijei seu templo. "O que acha que devemos fazer?"

Seu sorriso aumentou lentamente, o que foi a primeira indicação de que ela não ia falar algo descente. "Sexo."

Foi impossível impedir minha gargalhada. Se havia algo sobre Demi Lovato que eu aprendi ao longo desses meses é que ela tem uma mente muito suja e sua boca não é muito melhor.

"Ai meu Deus, estou namorando uma tarada." Brinquei tentando recuperar o fôlego.

Ela apenas deu de ombros. "Eu acho que é a melhor coisa que poderíamos fazer."

Tive que respirar fundo várias vezes para conseguir controle suficiente para parar de rir. "Não podia concordar mais. Mas não acha que devemos, não sei, dar uma volta ou algo assim?"

"Cinco minutos?"

"Dez."

"Sete."

"Feito."

Ela sorriu e se inclinou para me dar um selinho. "Sabe o que eu acabei de ver no Twitter?"

"Mais pessoas falando que não deveríamos estar juntas?" Sério, isso era péssimo. Entrei no Twitter umas duas horas depois de assumirmos o namoro e já havia um milhão de pessoas me xingando. Não que eu ligasse para elas, mas era apenas desnecessário.

Demi fez uma careta. "Você viu isso?"

"É impossível não ver, linda... A menos que eu fosse cega, mas acho melhor ver."

Ela suspirou. "Por que não podem cuidar de suas próprias vidas?"

"Você já deveria saber que eles são tão desocupados que não podem deixar de opinar na vida dos outros." Brinquei. "É como um trabalho... ou chocolate, impossível resistir."

Ela riu suavemente e ficou em silêncio por alguns segundos, antes de sussurrar fracamente: "Não acreditou neles, acreditou?"

"Que você deveria estar com alguém melhor?" Perguntei com um sorriso. Não podia dizer que eu desacreditava completamente, mas não vou admitir isso. "Por favor, quem poderia ser mais incrível que eu? Quer dizer, segundo eles... Joe Jonas."

Demi gemeu e bateu a testa contra meu ombro. "Por que voltam nesse assunto?"

"Ah, vamos, você tinha acabado de ser reconhecida no mundo inteiro e estava com ele a cada segundo. O que quer que pensem? Acham que ele foi seu primeiro amor, é claro que vão ficar batendo nessa tecla pra sempre. É a mesma coisa comigo e Christopher."

"Meu primeiro amor foi Leonardo Di Caprio. Tive meu pequeno coração de 5 anos despedaçado quando contaram que ele era velho demais para mim."

Ri com um leve aceno de cabeça. "Deve ter ficado arrasada."

"Chorei por três dias."

Beijei sua bochecha. "Sinto muito por isso."

Ela deu de ombros. "Não é como se eu quisesse casar com ele, só queria dar uns pegas."

"Sua mente é suja desde cedo, han?"

"Ah, como assim minha mente é suja?!" Sua voz parecia ofendida, mas seu sorriso dizia que ela estava brincando.

Fingi inocência. "Meu amor, ela é mais suja que o rio Ganges... E eles colocam pessoas mortas nele."

Demi revirou os olhos. "Por favor, eu sou uma pessoa descente. É você que fica tentando me desvirtuar."

"É mesmo?"

"Uhum."

"E o que eu faço para te desvirtuar?"

"Fica me beijando." Demi falou séria, mas com os olhos brilhando com uma alegria mal disfarçada. "Fica querendo ver meu corpo."

"Bom, perdoe-me então, manterei minhas mãos e lábios longe da princesa." Brinquei de volta, me afastando apenas alguns centímetros.

"Eu meio que gosto de ser desvirtuada." Ela falou, se aproximando novamente.

"E depois diz que tem a mente limpa."

"Eu nunca disse isso." Ela piscou e me puxou para um beijo.

Eu não podia me importar menos com meu cabelo quando ela nos aproximou o máximo possível. Eu havia ficado uma hora sentada enquanto mexiam nele, mas estava mandando essa espera para o inferno, porque, Deus, sua mão agarrada a ele dando um puxão leve...

A porta se abriu antes que pudéssemos reagir. "Cristo..." Graças a Deus, Mitchel. "Demi, eu sei que pode ser difícil, mas tente manter suas mãos longe só nessa entrevista. Consegui o dia de folga pra você, pode terminar isso em casa, certo?"

Demi riu. "Vou tentar, mas é mesmo difícil."

Mitchel revirou os olhos, apesar de estar sorrindo. O que eu faria para ter um agente assim... "De qualquer forma, estejam preparadas, vão chamar em cinco minutos. Eu quis vim e avisar antes, porque eu meio que desconfiava que podiam pegar vocês em posições constrangedoras. De qualquer forma, boa sorte."

Ele saiu logo depois e eu me olhei no espelho, tentando arrumar meu cabelo ao que era antes. Jesus em um monociclo, ainda não acredito que não preciso usar um vestido. Na verdade, eu gostei muito do que estava usando. Calça jeans, tênis, camisa azul clara com as mangas arregaçadas e, em cima do braço do sofá, estava o chapéu que eu usaria em poucos minutos. Claro que Demi ganharia disso em qualquer dia. Ela ficava linda até usando moletom e com o cabelo bagunçado. Eram nessas horas, honestamente, que ela estava mais linda. De qualquer forma, para a entrevista, ela estava usando uma calça de couro preta, uma bota com um salto apenas alto o suficiente para que ela ficasse alguns centímetros maior que eu, e uma camiseta cinza.

"Sabe algo legal sobre isso?" Perguntei, virando-me para ela novamente.

"O que?"

"VOU CONHECER ELLEN DEGENERES!" Exclamei muito animada. "Ellen Degeneres!"

Demi sorriu e acenou em acordo. "É."

"Que animação é essa? Ellen Degeneres! Ellen Porra Degeneres! Alguém, por favor, lhe dê um país logo!"

"Eu não acho que já te vi tão animada sobre algo antes."

"É porque você não me viu no Ano Novo."

Ela levantou uma sobrancelha. "O que você faz no Ano Novo?"

"Fico pelada e danço Macarena." O olhar em seu rosto era impagável e eu tive outra crise de risos. "Meu Deus, você acreditou? Eu estou brincando. Eu apenas gosto da perspectiva de ter um novo ano começando e poder recomeçar tudo do zero de novo."

Ela deu um suspiro de alívio. "Que bom, achei que ia ter que te trancar em casa no Ano Novo."

"Por que?"

"Há, até parece que eu vou deixar outras pessoas te verem pelada."

Sorri, planejando algo em minha mente diabólica. "Então, isso significa que tenho que recusar o pedido da Playboy?"

"A Playboy pediu pra você posar... Quer saber, é meio óbvio. Mas você estava considerando isso?"

Me mantive o mais séria que consegui. "São dois milhões de dólares."

Demi ergueu as sobrancelhas e cruzou os braços. "Então ia posar pelada para o mundo inteiro por dois milhões?"

"Eles iam me pagar três, mas eu achei que era demais."

"Como assim 'iam pagar'? Você aceitou?!"

Foi aí que não aguentei mais e comecei a rir, muito, de novo. Demi bufou quando percebeu que eu estava brincando e olhou para a parede oposta. "Você tinha que ver sua cara." Eu comentei entre os risos. "Foi hilário."

"Não acho." Ela resmungou, ainda se recusando a olhar para mim.

Consegui controlar o riso tempo suficiente para me aproximar e sentar no seu colo, uma perna de cada lado, e beijar seu maxilar. "Nunca pensei que você fosse do tipo ciumenta, Demi." Sussurrei.

"Cala boca." Seu tom continuava irritado e eu tive que segurar outro riso.

"Certo, desculpa, foi uma brincadeira idiota."

Ela suspirou e descruzou os braços, colocando suas mãos no meu quadril. "Foi." Demi concordou com um aceno de cabeça. "Não faça isso com meu pobre coração."

Sorri e beijei a ponta de seu nariz. "Ok."

"Foi cruel. Pensei que ia ter que comprar todo o lote de revistas Playboys, já estava até pensando em ligar para Mitchel e mandar ele deixar tudo pronto para receber as caixas na minha casa. É crueldade fazer isso comigo. Me fazer pensar que o mundo inteiro vai ver sua linda bunda."

Ri baixinho e lhe dei um beijo demorado. "Como sempre, uma cavalheira, senhorita Lovato."

"Vou deixar o papel de cavalheira para você." Ela deu de ombros e beijou minha testa. "Eles vão nos chamar a qualquer minuto. E, por mais que eu goste de ter você no meu colo, acho que iríamos traumatizar muita gente." Eu sorri e sentei ao seu lado. "Hey, eu esqueci de te falar, vou me mudar para um apartamento."

Isso me surpreendeu. "Sério?"

"É. Achei um bem legal, muito mais perto da sua casa."

"Por que?"

"Porque eu não quero dirigir mais por uma hora para te ver?" Saiu mais como uma pergunta e pude ver que ela estava confusa.

Claro, especifique sua pergunta, Saviñon. "Não. Por que você vai se mudar para um apartamento?"

"Minha casa é muito grande e sou apenas eu." Demi deu de ombros. "Fica solitário."

Acenei em acordo. "Muito bem, me deixe saber quando for se mudar. Talvez eu consiga um espaço na agenda para te ajudar."

"Claro, como se eu fosse ficar carregando caixas pesadas em um elevador." Ela zombou. "Sabe, essa vai ser a parte mais difícil. Me acostumar com o elevador."

"Você pode sempre pensar na história de Christian se cagando no avião."

Ela riu. "Eu sei, mas agora tenho coisas melhores para pensar."

"Como?"

"Como você."

Sorri e beijei-a rapidamente, sabendo que alguém poderia entrar a qualquer momento. "Você sabe ser muito romântica quando quer."

"Não tanto quanto você. Com todas aquelas músicas..."

Eu ri. "Aquelas músicas são minha forma de expressar algo cantando que não consigo falar." Dei de ombros.

Antes que ela pudesse comentar algo, a porta se abriu um pouco e um homem com fones de ouvido enormes colocou a cabeça para dentro. "Estão prontas? Tem que ir ao estúdio agora."



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