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História Made In The USA (Demi Lovato x Dulce Maria) - Capítulo 68


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Notas do Autor


Não se esqueçam de comentar nos capítulos para que eu possa saber se vocês estão gostando da historia...

Boa leitura!!

Capítulo 68 - Aquele com o inicio da tournée


DemiPOV

O problema de estar em uma tournée, mesmo que Dulce estivesse comigo, era o tempo corrido e apertado. Entre entrevistas, shows e viagens, os poucos minutos que tínhamos apenas para nós eram mínimos. Por isso, combinamos de tirar um tempo só para ficarmos juntas antes de cada show. Uma hora antes dos últimos preparativos, ficaríamos no camarim, conversando ou apenas aproveitando a paz. Ninguém estava autorizado a interromper aquela hora, a menos que o mundo estivesse acabando, ou, claro, se fosse minha mãe.

Depois dessa hora, eu iria juntar todo mundo e, como sempre, fazer uma oração antes do show. Dulce acabou entrando muito no espírito da tour e, além de ajudar a montar equipamentos, fazer passagem de som e cantar algumas músicas, ela acabou se enfiando no meio da banda também. Como sempre levávamos equipamentos reservas em toda viagem, Dulce acabou pegando violões e guitarras no meio dos shows para ajudar o resto da banda a não se matar tocando. Claro que, sendo os loucos que são, os fãs apenas me deixavam surda toda vez que ela fazia isso.

Acabei decidindo fazer algo em todo show, que é responder perguntas de fãs entre as músicas. Já ouvi muitas perguntas estranhas, admito, mas respondi todas.

Depois do primeiro mês, já estava começando a ficar cansada das viagens, mas, por sorte, a próxima parada seria o Brasil, onde eu ficaria por duas semanas. Eram seis shows, então um dia de coletiva, e o resto dos dias era de descanso. Até porque iríamos passar nosso primeiro aniversário de namoro entre a viagem do Rio de Janeiro para São Paulo.

Esse seria o dia que nossa primeira música juntas seria lançada. Por enquanto, seria apenas o vídeo com a letra, já que estávamos em tournée e só teríamos tempo para gravar algo depois. Além disso, outro single seria gravado durante a tournée, depois que uma ideia me bateu de repente e eu apenas amei a possibilidade. Eu iria usar meus lovatics para gravar o vídeo com a letra de "Really Don't Care", porque seria a única forma que eu passaria a gostar dela sem me lembrar de quando a escrevi.

Nosso primeiro dia no Brasil foi bastante divertido. Havia fãs em todos os lados no aeroporto e muito estavam na porta do hotel quando chegamos. O primeiro compromisso era uma entrevista em uma rádio e depois em um programa de TV, e, de noite, um show. Depois eu iria viajar para outra cidade, fazer outro show, então embarcar de novo, outro show, outro vôo. Esse vôo seria para o Rio de Janeiro, onde eu daria um show e teria os próximos dois dias de folga, antes de ir para São Paulo, onde faria dois shows, teria mais dois dias de folga, então iríamos embora, infelizmente.

O primeiro dia foi o mais corrido, tive que sair o mais rápido possível da rádio, então ir para a emissora e depois para o local onde seria o show, onde minha maquiadora, cabeleireira e figurinista teriam que trabalhar muito para deixar tudo a tempo para minha hora com Dulce. Ela, sendo a pessoa maravilhosa, faria toda a passagem de som e últimos detalhes enquanto eu estivesse dando as entrevistas.

Durante o show, cantamos três músicas a mais do que o planejado, apenas porque não poderíamos parar quando a alegria de todos contagiava a gente também. Na hora de responder as perguntas, alguém perguntou se considerávamos um casamento no Brasil e eu quase me bati por não ter pensado naquilo antes, mas não aconteceria, afinal, queríamos um casamento simples e ir para outro país não se enquadra nessa categoria.

Os outros dias foram menos corridos, até consegui dar mais uma entrevista, mas estava realmente ansiosa para chegar ao Rio de Janeiro. Afinal, nosso primeiro aniversário era algo para o qual esperar. Planejei pedi-la em casamento novamente, apesar de ser meio óbvio que eu tentaria fazer isso, mas apenas não podia perder a oportunidade.

A coisa mais estranha que aconteceu durante nosso tempo fora foi, provavelmente, a foto que Miley postou com o amigo de Dulce, Christopher. Eles se conheceram na nossa festa de noivado e, não tenho certeza, mas parece que algo está acontecendo entre eles. Não queria nem pensar em como Dulce surtaria se descobrisse isso.

Outra coisa inusitada foi Christian ter ligado no meio da noite para dizer que estava namorando, mas que não iria contar quem é. Digamos que Dulce quase voou de volta para Los Angeles para lhe dar uns tapas por causa disso. Por sorte, consegui segurá-la antes de sair do quarto ou ele provavelmente seria torturado até falar a verdade.

Apesar de ser uma das mais jovens entre eles, não demorou para que eu percebesse que Dulce é muito protetora de seus amigos. Ela não gostava de vê-los tristes ou magoados, confusos ou irritados, e, portanto, não gostava de saber que Christian estava vendo alguém e não iria lhe contar quem é. Tenho certeza que ela queria descobrir para lhe dar alguns avisos sobre como tratar seu melhor amigo. Infelizmente, Christian foi irredutível quanto à isso.

Às vezes, estar em tournée é complicado. Seu contato com amigos e família diminuiu, o cansaço te bate com força e a saudade só aumenta. É por isso que levo eles comigo em toda viagem que posso. Principalmente Maddie. Jamais conseguiria sobreviver sem a minha irmãzinha por perto.

Dulce entende isso completamente, por isso se dedica tanto a ajudar a montar os equipamentos, para dar um tempo a mais para eu ficar com Maddie. Eu não poderia ter pedido uma mulher melhor na minha vida. Ou homem.

Bom, muitas vezes minha sexualidade passou pela minha cabeça. Eu namorei homens e sempre senti atração por eles. Mas também nunca deixei de notar a beleza das mulheres. Entretanto, depois que conheci Dulce, é como se ninguém mais me chamasse a atenção, como se ninguém mais fizesse sentindo em ficar comigo quando eu tinha ela. Talvez eu fosse dulcessexual.

Pode parecer meio brega, mas eu realmente não tinha olhos para mais ninguém. Absolutamente nenhuma outra pessoa iria me fazer virar a cabeça quando passasse por mim. E, Deus, eu faço muito isso com Dulce. Eu tentava disfarçar no início, principalmente quando a tournée começou, com todas aquelas pessoas em volta de mim, mas acabou virando um motivo de piada entre todo o grupo, o que nos deixou ainda mais próximos. Eu simplesmente não podia manter meus olhos para qualquer outro lado quando Dulce passava na minha frente, era impossível.

E tenho certeza que nenhuma outra pessoa faria isso comigo.

Dulce não parecia muito melhor nesse quesito, porque já ouvi os caras da banda tirando sarro dela por ficar se distraindo do trabalho quando eu chegava no lugar do show.

De qualquer forma, olhares a parte, decidi fazer algo que estava pensando em fazer a algum tempo, mas nunca tive coragem. Eu raspei a lateral esquerda do meu cabelo. Juro que peguei a máquina antes que pudesse me arrepender e fiz um estrago, então minha cabeleireira teve que arrumar, porque, honestamente, se eu não fizesse aquilo no impulso, nunca faria. De qualquer forma, fiz isso enquanto Dulce estava checando o som, por isso foi uma surpresa quando ela me viu na nossa hora juntas.

Juro que um dia vou matá-la de um ataque cardíaco com as mudanças do meu cabelo. Eu apenas não consigo ficar com ele igual por mais de alguns meses. Era irritante ficar com ele sempre do mesmo jeito.

Bom, pelo menos ela gostou. Ou foi o que ela disse, depois de três minutos em completo silêncio me olhando como se um terceiro olho tivesse aparecido no meu rosto.

O Rio de Janeiro acabou se tornando um local muito agradável depois dos primeiros dez minutos de muito calor. Tipo, muito calor mesmo. O primeiro dia foi apenas trabalho, infelizmente, mas eu estava ansiosa para terminar as coisas o mais rápido possível, porque o dia seguinte seria nosso aniversário de um ano de namoro. Além disso, nossa primeira música que gravamos juntas seria lançada ao meio dia, uma lembrança de quando ela me pediu em namoro, durante nosso almoço no meu camarim no "X-Factor".

Você pode considerar romântico talvez, lançar a música no mesmo dia e hora que começamos o namoro, mas eu chamo de baboseira. Não iria realmente fazer diferença, já que ninguém sabe os detalhes de merda nenhuma, mas, como não sou eu que mando nisso, eu apenas tinha que aceitar o dia que a gravadora impunha.

Enfim, eu mal podia esperar por isso.

 



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